Clássico em Rivera, com time B ou reserva, com estádio cheio de espaços vazios, e sem os técnicos principais de cada equipe. Mas Gre-Nal nunca é sem sal. Apesar de muitos erros, o jogo foi ganhando em movimentação e, no final, o clima de nervosismo tomou conta. O Inter saiu na frente, mas o Grêmio empatou. E conseguiu virar. Com o Colorado buscando sair do prejuízo e o Tricolor adiministrando a vitória, os quatro minutos de acréscimo dado pelo árbitro ainda contribuíram com os momentos de tensão.
No primeiro tempo, o Grêmio começou melhor, mas o Inter logo tornou-se superior, com maior posse de bola, menos erros e mais tentativas de ataque. E assim abriu o placar, com Guto.
No intervalo, Renato, de Porto Alegre, agiu por telefone e orientou Roger a mudar o time. Willian Magrão entrou no meio, com Mário indo para a zaga e Maylson para a lateral-direita. No ataque, Diego Clementino ficou mais próximo de Wesley, que antes estava mais isolado. E a partir disso as coisas começaram a mudar.
Mais trocas também interferiram. O Inter, por exemplo, não foi beneficiado com a entrada de Wagner Libano. Depois do empate, com gol de falta de Bruno Collaço, o Grêmio continuou em cima e os colorados caíram de rendimento. Lins, que também entrou no segundo tempo, acabou dando a vitória ao Grêmio, em falha do Inter no meio-campo logo após cobrança de tiro de meta de Marcelo Grohe.
Mais uma vez a torcida teve oportunidade de ver em campo jogadores que surgiram na base, ou reservas que podem - ou não - ganhar chance no grupo principal ou até entre os titulares. E, no Gre-Nal do Exterior, quem se deu bem foi o Grêmio.

Postado por Tatiana Lopes.