Na terra de Pedro Álvares Cabral, a rivalidade Gre-Nal também sobrevive. Revson e Marçal, que fizeram toda a base no Grêmio, e Gottardi e Diego, formados no Inter, compõem uma espécie de república brasileira em Portugal, mantendo, juntos, tradições gaúchas, como chimarrão, churrasco e, claro, a torcida colorada e tricolor. Hoje, seis brasileiros jogam no Nacional, da Ilha da Madeira.
Ordem do goleiro para esquerda: Gottardi (goleiro, ex-Internacional), Revson (volante, ex-Grêmio), Eliandro (atacante, ex-Cruzeiro), Marçal (lat.esqu. ex-Grêmio) e Claudemir (meia, ex-Vasco)
– Portugal é um país maravilhoso, e a Ilha da Madeira é fantástica. Mas sempre que estamos longe do Brasil, buscamos estar o mais próximos da nossa cultura. Nossas famílias se conhecem e se dão muito bem. Como temos quatro atletas que passaram pelo Rio Grande do Sul, sempre que a gente pode, fazemos o tradicional churrasco de domingo. A roda de chimarrão, claro, também não pode faltar. Formamos um grupo bastante unido e levamos isso para dentro de campo – destacou o volante Revson.
Volante Revson não perde os costumes gaúchos
Mesmo a quase 9 mil quilômetros de distância das origens, o quarteto não perde por nada uma disputa entre Grêmio e Inter:
– Levamos a rivalidade Gre-Nal para a Europa. Sempre que tem clássico no Brasil, nos reunimos para ver. Se um perde, é certo que a outra dupla vai ouvir. Mas tudo isso com muita amizade e de forma saudável – contou Revson.
O Nacional ocupa a décima colocação no Campeonato Português, com 31 pontos, e luta por uma vaga na Liga Europa da próxima temporada. Revson acumula três gols na competição.