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Cinema nacional em cartaz

20 de abril de 2015 0

Na última quinta-feira, 16 de abril, dois belos filmes nacionais entraram em cartaz nos cinemas: Casa Grande, de Fellipe Barbosa; e Ponte Aérea, de Júlia Rezende. São obras que garantem um respiro de alívio de quem não aguenta mais ver o cinema do nosso idioma sendo engolido pelas comédias besteirol patrocinadas pela Globo Filmes — e também um caminho para os preconceituosos espectadores que acham que, além das comédias, há apenas os “favelas movies” no cinema brasileiro, começaram a enxergá-lo com outros olhos.

Casa Grande no Brasil
(por Andrey)

casa grande
São poucas as cidades brasileiras que receberão a estreia do excelente filme nacional Casa Grande, de Fellipe Barbosa, e aqui fica meu pedido para os responsáveis pela programação dos cinemas catarinenses se mexerem. Nos tempos atuais do debate político à flor da pele – ainda que raso – o diretor brasileiro cava uma exposição da elite brasileira decadente, que é fascinante. Indicando um homem de família frustrado com a queda de suas ações (!), numa ironia fina, Barbosa reflete sobre a típica figura elitista do cenário atual, quando os patrões discutem sobre economia americana, sistema de cotas e preconceito, enquanto a empregada almoça no outro cômodo. É um filme profundo sobre expectativas e consequências. E que, quanto maior a casa, mais vazia ela pode ser.

Um filme de amor
(por Cláudia)

Ponte-Aerea-17
Julia Rezende queria estrear no cinema, tinha uma roteiro de romance, um argumento inspirado em um livro de Zygmunt Bauman, mas nenhum patrocínio. O que fazer? Estrear com uma bomba classificada como comédia e com Fabio Porchat como protagonista. Foi assim, com Meu Passado Me Condena, que a cineasta de 28 anos colocou o primeiro título em sua filmografia. Atraiu mais de 3 milhões de espectadores ao cinema e ganhou carta branca para fazer seu filme autoral. Agora, com Ponte Aérea, ela discute as relações na contemporaneidade com o romance entre a determinada Amanda (Letícia Colin) e o sonhador Bruno (Caio Blat). Apesar de ainda deixar passar a imaturidade da jovem diretora (filha de ninguém menos que o cineasta Sergio Rezende) em algumas escolhas, já demonstra o nascimento de uma bela promessa.

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