Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Cine Ritz, em Florianópolis, poderia seguir o exemplo do Belas Artes, em São Paulo

01 de maio de 2015 0

#VoltaCineRitz

RitzFotoMüller

Até poucos dias atrás, o imóvel que abrigou nosso antigo Cine Ritz, no centro da Capital, estava à venda no site Imóveis de Luxo por R$ 8,5 milhões. Mas o anúncio foi retirado do ar de uma hora para outra e a própria Catedral Metropolitana, atual proprietária, admite que o valor do prédio não ultrapassa os R$ 3,5 milhões.

Confira a programação de cinema de Florianópolis

O prédio que abrigou um dos últimos cinemas de rua da Capital foi adquirido em um leilão, mas até hoje a Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina – Badesc, proprietária anterior, não recebeu o dinheiro. A prefeitura negocia a aquisição do imóvel para abrigar um espaço cultural.

Esse empurra-empurra faz com que o prédio, cuja fachada é tombada pelo patrimônio histórico e artístico do município, esteja abandonado e sem manutenção há cerca de 10 anos, à beira de um colapso.

Uma eventual ruína justificaria a venda e transformação do espaço em salas comerciais. A situação piorou com a atual administração da Catedral, quando o pároco responsável resolveu vender as poltronas originais do antigo cinema para uma loja de móveis usados.

Isso num país em que patrimônio arquitetônico e cultural só é bonito em viagens para o exterior.

Uma solução seria o próprio Badesc, através de sua fundação cultural, órgão dos mais atuantes na Cultura do estado, assumir o local, a exemplo de sua sede, também instalada em um patrimônio arquitetônico.

CINE BELAS ARTES E CINE MARROCOS - DEVERÍAMOS FAZER O MESMO?

No centro de São Paulo há um imóvel histórico que abrigou o primeiro Festival Internacional de Cinema do Brasil, em 1954, quando filmes como “Noites de Circo” de Ingmar Bergman, foram exibidos aqui pela primeira vez. Atores como Errol Flynn e Joan Fontaine estiveram presentes, além do crítico André Bazin e outros grandes nomes. O Cine Marrocos, nome escrito até hoje na entrada, era o maior e mais luxuoso da América Latina. Com a decadência dos centros das grandes cidades e a passagem das salas de cinemas para o shoppings, o Cine Marrocos fechou suas portas nos anos 90.

Atualmente o prédio faz parte das ocupações do MSTS, o Movimento dos Sem-Teto do Sacomã.  Abriga 3 mil pessoas que moram e fazem as reuniões do movimento ali. Os ocupantes estão organizados pelos andares do edifício, um deles com imigrantes (bolivianos, haitianos, nigerianos) em outro, membros da comunidade LGBT.

A prefeitura negocia uma desocupação ainda este ano para instalar no prédio Secretaria Municipal de Educação e assim revitalizar o centro da cidade, mantendo as características do importante patrimônio.

 

brasil-mtst-cine-marrocos-ocupacao-invasao-20140912-01-size-598

Outro caso mais conhecido, é do Cine Belas Artes, hoje Caixa Belas Artes. Um dos últimos cinemas de rua da Capital Paulista, fundado em 1943 e batizado de Cine Ritz. Em 2011 foi fechado para reformas e futuro aluguel para uma  grande loja de departamentos, o que nunca ocorreu. Depois de uma série de protestos de cinéfilos e simpatizantes, em especial estudantes das mais diversas áreas, o imóvel foi tombado e o cinema reaberto no ano passado.

PasseataBelasArtesMüller

 

Envie seu Comentário