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Magic Mike XXL é um passo promissor ao mundo do striptease

01 de outubro de 2015 0

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Magic Mike XXL, EUA, 2015. Direção: Gregory Jacobs. Roteiro: Reid Carolin. Elenco: Channing Tatum, Joe Manganiello, Matt Bomer, Kevin Nash, Adam Rodriguez, Gabriel Iglesias, Jada Pinkett Smith, Andie MacDowell. Duração: 115 min.

O uso do corpo como entretenimento foi abordado em diversos filmes provenientes dos anos 80 e 90, como Cocktail, Showgirls, Show Bar, Studio 54, Footloose, ainda que em diferentes proporções. Há em Magic Mike XXL algo que o diferencia de muitos de seus correlacionados, porém: o fascínio pelo físico é apenas o fio condutor da narrativa pelo efêmero mundo do striptease, da dissimulação e, consequentemente, da vulnerabilidade daquelas pessoas.

Na narrativa de Gregory Jacobs, os desejos femininos  asseguram uma abordagem diferente da visão anticapitalista do original de Soderbergh. Ainda estão lá, os corpos sendo envolvidos por chuvas de dólares, sendo arremessados quase com desdém, mas o show não é mais apenas uma forma de cobiça, vício ou obrigação; é também uma forma de paixão, sensualidade, rebeldia, arte.

Uma das cenas do ano, por exemplo, a dança de Mike na boate de Rome não serve como um capricho narrativo, um espetáculo gratuito para evidenciar o corpo de Channing Tatum; ao contrário, torna-se eficiente por denunciar a insegurança prévia do personagem a respeito das suas limitações, o afastamento das pistas, e denota a sensualidade carregada entre um homem que já respirou a sua arte e agora o faz outra vez.

A pergunta de Jacobs é: qual nosso futuro, após esse presente esbanjador? Respostas que desafiam cada um de seus personagens. Seja em relacionamento, trabalho, desejos. É uma indagação que nunca encontrará uma réplica satisfatória, mas não tira os méritos do caminho até ali. Seja qual arte escolhida para representar o estado de espírito de seus protagonistas.

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