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Kasabian prova de maneira contundente por que é a melhor banda de rock da última década

27 de março de 2015 12

kasabian
Passei bons anos bradando que o Kasabian era a melhor banda surgida na primeira década deste novo século. Os ingleses de Leicester já tinham quatro álbuns consistentes lançados, alguns prêmios importantes no currículo, turnês e shows emblemáticos, e uma primeira visita ao Brasil em 2007.

Faixas como L.S.F., Clubfoot, Vlad The Impaler, Re:Wired, Empire, Reason is Treason, Shoot the Runner, Switchblade Smiles, Days are Forgotten eram tocadas em loop nos meus players.

No entanto, o discurso fora abandonado – da forma mais passional possível – no final de 2012, quando me senti esquecido em uma cidade que não era a minha esperando alguém que disse que não viria mais ao encontro. Até um verso composto por um cara que serviu de padrinho ao Kasabian em um momento da história foi evocado: “please don’t put your life in the hands of a rock’n’roll band who’ll throw it all away”.

Estava em Buenos Aires para assisti-los pela primeira vez quando a turnê pela América do Sul foi cancelada, inclusive a segunda visita ao Brasil, devido a um problema de saúde de Sergio Pizzorno. Garoto mimimi, você deve pensar.

Foram dois anos de beicinho.

eez-eh surgiu ao mundo e, facinho como sou, voltei a me familiarizar com aquele jeitão lad rock de ser.

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Por ironia do destino, talvez justiça divina, quis que os caras desembarcassem pela primeira vez no Brasil em 8 anos na minha cidade. E nem vou entrar no mérito que Porto Alegre estava de aniversário, fazer trocadilho com presente, etc… Foi tudo muito improvável. Escalados inicialmente para o Lollapalooza em São Paulo neste final de semana, foram destinados ao sul do país para dividir palco com o The Kooks no Pepsi on Stage. Talvez eles não fossem suficientes para encher a casa em formato solo. Nem Jack White conseguiu dois dias antes. Então vieram os carinhas de Naive junto.

E a percepção beirou a unanimidade. Havia muito mais gente interessada nos cookies (em um pretensioso trocadilho sonoro) do que na lisergia da banda representada por Meighan e Pizzorno. Para este segundo grupo, houve 1h de marasmo até que o espetáculo começasse com a explosiva bumblebeee, primeira faixa cheia do 48:13.

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A partir daí, uma sucessão veloz de extratos dos quatro discos anteriores, Shoot the Runner, Underdog, Days are Forgotten, eez-eh e Cutt Off. Quem se aventurou a pesquisar um provável setlist antes do poderia prever a sequência baseada nas recentes apresentações. O repertório parece girar em cerca de 30 canções e cada show recebe um tratamento inédito.

Thick as Thieves (com citação a People are Strange dos Doors), The Doberman e Take Aim servem de respiro, inclusive para Meighan, no meio da jornada em solo gaúcho. Club Foot – faixa grande do álbum de estreia dos caras, daquelas que servem de assinatura – retoma a atmosfera clubber britânica regada a big beats de nomes como Chemical Brothers, Prodigy, Chrystal Method e Fatboy Slim, homenageado durante o bis que chegou antes de Re:Wired, treat, Switchblade Smile, Empire, Goodbye Kiss e Fire serem executadas.

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Se a mim cabe escolher o ápice do show, não tenho dúvidas em apontar Vlad the Impaler, faixa que recheou o bis entre stevie e L.S.F.. Ela sintetizou a entrega dos caras no palco, uma perceptível interação sincera com o público, um fluxo energético invejável, a sensação de que a dívida fora – finalmente – paga, o atestado de que eles – sim – são a melhor banda de rock surgida na última década.

Get Loose! Get Loose!

Veja uma galeria de fotos no meu Flickr: /codevilla

Bonus track, Club Foot ao vivo:

Foto do setlist:

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Playlist da noite em versão original para você ouvir em repeat:

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codevilla
jornaleiro e neologista. on air: 80 por hora - segunda a sexta - 11h às 12h | itapema social club - segunda a sexta - 14h às 17h | foodmusic - domingo - 11h

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Comentários

Comentários (12)

  • Thais diz: 27 de março de 2015

    Que noite fantástica! Kasabian é muito bom! Me surpreendi também com a banda de abertura, Fire Department Club! Tô em êxtase!

  • Jacó 3 Pernas diz: 27 de março de 2015

    Pra tu ver como tamo mal de rock.

  • Gezuz Meabana diz: 27 de março de 2015

    Como diziam os Titãs .
    É a melhor banda da decada da última semana .
    Na próxima semana teramos outra melhor da decada dos ultimos mêz .
    Que piada !!!!!!!

  • Arthur Almeida diz: 27 de março de 2015

    Cara do céu!

    Gosto muito do teu trabalho, achei muito bom teu review, principalmente pra quem não foi no show como eu não fui, mas a chamada foi MUITO forçada.

    Faz lembrar pichações como “RBS Mente”, “Toniolo VIVE”…

    O Kasabian realmente possui um som peculiar, mas para ser a melhor banda de rock da década, eles precisam chegar, no mínimo, no poder de influência que uma banda como “Nirvana” (que eu odeio, vale salientar), ou Gun’s, chegou.
    Seja esta influência musical, ou comportamental.

    Tudo bem que você ame a banda de paixão, como chimbinha ama a Calypso, mas não faz uma afirmação dessa, tu sendo um formador de opinião.
    Fala assim: Na minha humilde opinião, e pela paixão que tenho pelo Kasabian, eles são a melhor banda de rock da década.

    Ah! E ainda temos 6 anos pra terminar esta década… hehehehe

    Abraços e keep on rockin’, visto que tu não precisa apelar pra ganhar “likes” nos teus posts.

    Att,
    Arthur Almeida.

  • Rodrigo diz: 27 de março de 2015

    Cara, “melhor banda de rock da última década”… Sei não, hein!? Acho que é um desrespeito com o Jet, por exemplo. Aliás, esse último disco do Kasabian é muito fraquinho (“48:13″). “Velociraptor” era muito superior. Gosto muito da banda, mas já imaginava que a o show seria de divulgação desse disco. Por isso, não fui.

  • Pedro Kronbauer diz: 27 de março de 2015

    Melhor banda de rock da última década é questão de opinião pessoal. Concordo plenamente com o Fábio, mas qualquer um tem todo o direito de discordar. Infelizmente a fama deles aqui não faz jus a qualidade da banda, mas no Reino Unido e na Europa são absolutos.

    Tive ontem o melhor show da minha vida. Nunca senti uma energia e uma atmosfera tão intensa, agitada e alegre como a que presenciei ontem. Uma atuação impecável de uma banda sensacional, que faz shows atmosféricos e ganha o seu público assim.

    O melhor, pra mim, foi a maneira inesperada como desenvolveram o setlist. Em todos os shows na turnê na América do Sul a banda tocou entre 14 e 15 músicas sem bis, e ontem tocaram um setlist de show solo, com bis e 18 músicas, fora o cover de Praise You. Melhor recompensa do mundo pra quem estava com ingresso e passagens na mão pra vê-los em São Paulo há três anos atrás quando cancelaram em cima da hora.

  • JotaEsse diz: 27 de março de 2015

    Foda mesmo é a falta de respeito da organização (Pepsi On Stage ou sei lá quem), em segurar a fila da entrada… O primeiro show (The Kooks) havia começado e a fila de pessoas querendo entrar era quilométrica porque a organização resolveu imitar a barbaridade que as casas noturnas de Poa fazem: segurar fila.
    Sem falar que a acústica do Pepsi On Stage é uma M.

  • Critico POA diz: 27 de março de 2015

    Vi só um show deles, em 2013 em Milão, por acaso, estava passeando pela cidade e me deparo com o show no meio da praça em frente a catedral.

    Bom, parei pra assistir e bah, foi um dos piores show que eu já vi, muito fraco. Tentei ouvir depois a banda, pra tentar tirar a má impressão do show e só piorou.

    Como um outro camarada, já disse nos comentários, se essa é a melhor banda de Rock, nós estamos perdidos.

    Fecha as portas e joga a chave fora porque acabou o rock de qualidade.

    A banda não é nem ao menos reconhecida por uma parcela, pelo que eu vejo, significativa das pessoas, por exemplo, quando falei aqui na empresa, o título da manchete, foi em uníssono, “QUEM? Que raios de banda é essa??”

  • Carlos André diz: 27 de março de 2015

    Ta louco Codevilla, chamar essa banda de a melhor do século é caso de internação….kkkkkkk…..Eu nunca tinha ouvido falar nessa banda, então fui escutar alguns som deles e olha, não deu pra aguentar na boa muito ruim, nunca vão chegar perto do rock das antigas.

    Abraços !

  • Lu diz: 27 de março de 2015

    Super banda! Super show! Crítica consistente! Mas vou acompanhar a sugestão do amigo do comentário lá de cima na minha manchete: “Sou suspeita, mas na minha humilde opinião, KASABIAN é uma DAS MELHORES BANDAS DO MUNDO INTEIRO DE TODOS OS TEMPOS!”
    Força aí, Codevilla! Get loose! Get loose!

  • Jessica diz: 27 de março de 2015

    Eu fui ontem somente para ver o The Kooks, que é uma grande paixão. Achei o show ótimo, mas achei que faltaram algumas músicas. Logo que terminou o show fui embora, pois quando soube que o The Kooks viria junto com Kasabian, tentei ouvir umas músicas deles e não rolou, achei bem ruim o som, maaas gosto é que nem C… e por isso não fiquei para ver o outro show. Respeito tu ser fã do Kasabian e postar até a cor das cuecas dos caras, mas seria legal tu postar algumas coisas do The kooks também, mesmo tu não sendo fã, mas sim para os fãs dos caras que acompanham a Itapema.

  • Rafa diz: 27 de março de 2015

    Kasabian foi muito bom, pena a demora para organizar o palco!!!
    Além disso, enfatizo o comentário do “JotaEsse”: segurar fila na frente da casa foi a pior da noite!!
    Galera louca para entrar – a maioria foi ali para ver o The Kooks – e a (des)organização barrando entrada como se houvesse muito tempo para iniciar o show! Falta de respeito total com todo mundo que pagou (caro) para ver a banda… e perdeu parte do começo do show!
    Bora… o show estava agendado para as 21h15min, conforme próprio ingresso: começou antes!!
    Enfim…
    A qualidade de áudio do Pespi é uma das piores da cidade… mas é o que temos na Província Alegre e que permite assistir a grandes shows…
    Mas o “pocket” show do The Kooks deixou gostinho de quero mais!
    Na metade do Kasabian só metade do povo efetivamente ficou ali… e a divulgação de tudo levava a crer que, primeiro teríamos Kasabian, depois The Kooks… mas enfim
    “Tá ruim mas tá bom”

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