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Dois shows em um palco só, Queen + Adam Lambert em Porto Alegre

22 de setembro de 2015 6
créditos: Fábio Codevilla

créditos: Fábio Codevilla

Nunca li tanto a frase “Freddie Mercury é insubstuível” como nos dias que antecederam a vinda dos remanescentes originais do Queen acompanhados por um novo, e excêntrico, vocalista a Porto Alegre.

Fato. Você para para ouvir a obra do Queen, que é o que nos interessa neste relato, e não encontra correspondência à voz de Mercury. Sempre gosto de arriscar que, na realidade, não há alguém com uma performance vocal tão poderosa como a do saudoso Farrokh Bulsara. Ele foi o maior de sua geração.

O Queen não buscou um substituto para Freddie Mercury. Adam Lambert não candidatou-se ao posto. Ele foi encontrado por dois respeitáveis sessentões que não precisavam provar mais nada a ninguém.

fotoadambrian

créditos: Fábio Codevilla

Foi no competitivo território dos reality shows que Adam desenvolveu-se. E foi na superficialidade do formato que fundamentou-se também o preconceito ao seu trabalho.

Adam Lambert é um cara com uma técnica vocal incrível. É verdade também que sua persona é meticulosamente pensada, construída. Pode-se evocar um blend de Elvis Presley, David Bowie, George Michael e, por que não, Lady Gaga.

créditos: Fábio Codevilla

créditos: Fábio Codevilla

Se não encontramos a visceralidade de Mercury em Lambert, pense que a presença e o senso de espetáculo no palco são garantidos e, muitas vezes, correspondentes.

Brian May e Roger Taylor têm um grande performer ao seu dispor. O corajoso Adam Lambert, a chance de sua vida; ainda que este não seja seu projeto.

O que testemunhamos na última semana no Brasil foram dois atos em um palco só. E veja só, tudo para nos lembrar que ninguém será maior que Freddie Mercury.

Abaixo, uma galeria de fotos que fiz da noite:

queen + adam lambert.

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codevilla
jornaleiro e neologista. on air: 80 por hora - segunda a sexta - 11h às 12h | itapema social club - segunda a sexta - 14h às 17h | foodmusic - domingo - 11h

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Comentários

Comentários (6)

  • Dórico diz: 22 de setembro de 2015

    Incontestável a presença de palco desse vocal, tem carisma, está a altura de uma grande banda.. o único porém diz respeito à voz mesmo… Como disse Brian May, ele é capaz de atingir tons mais altos que o Freddie, mas nesse ponto, quando ele “estica” muito a voz, na minha opinião fica esganiçada, desagradável para os ouvidos.. Nos tons mais baixos, sua voz não tem potência.. Ele se sai melhor nos tons médios… Seu “range” tonal não percorre perfeitamente tons de baixos a altos como muitas canções do Quenn foram gravadas.. Sei que ele não está ali para substituir o Freddie, porém está cantando as mesmas músicas, e, querendo ou não, consciente ou inconscientemente, ficamos mentalmente comparando os vocais de Lambert com os do Freddie a todo o momento. Mas isso são sutilezas que a grande maioria das pessoas não percebe ou não se importa, porque o conjunto da obra no palco fica bom, é um grande espetáculo e o Quenn se revigorou com isto..

  • andressa diz: 22 de setembro de 2015

    Acho que o ‘x’ da questão tá no fato que o Adam não tem a pretensão de imitar/ser o Freddie, que todos sabem ser insubstituível. As palavras dele ontem, reverenciando o Mercury e agradecendo a oportunidade mostram isso.

    Ganhamos nós, que tivemos o privilégio de ver essa junção tão incrível. Queen é sensacional, Adam é sensacional. E noite de ontem foi memorável.

  • Carlos Xavier Rosa diz: 22 de setembro de 2015

    Fabio, ninguém está falando do baixista que está substituindo John Deacon…
    A banda está se apresentando sem um baixista ?

  • Júlia diz: 22 de setembro de 2015

    O Freddie realmente não pode voltar e nunca será substituído, mas o show conseguiu fazer todos se emocionarem e se divertirem muito! Foi realmente um show único e inesquecível! Foi demais!!!! Agradeço à Itapema pelos descontos nos ingressos! Só é uma pena não ser possível comprar em outras cidades.

  • Joel Bravo diz: 23 de setembro de 2015

    As segundas nunca mais serão as mesmas, agora divididas em AQ e DQ (antes do Queen e depois do Queen). O grupo, agora vitaminado pelo excelente Adam Lambert, é tão bom que conseguiu passar por cima da incompetência da produtora Opus, que conseguiu marcar seu show para o pior local de POA, o Gigantinho. Equipamento mal dimensionado, som alto demais (havia momentos que não se entendia o que os músicos cantavam e tocavam) e até microfonia… A Rainha não merecia esse tratamento! Some-se a isso a desorganização do evento (o público teve acesso ao ginásio com uma hora de atraso) e os preços muito mal comportados de comidas e bebidas. Não pagamos apenas para ver o Queen e não faço coro com quem diz que valeu a pena: não! Foi muito caro e o público foi muito mal tratado!

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