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A nova e respeitável passagem do Pearl Jam por Porto Alegre

12 de novembro de 2015 27

pearl jam
É pouco provável alguém que tenha testemunhado o show do Pearl Jam nesta quarta-feira não tenha saído de alma lavada, com o perdão da expressão manjada e passível de trocadilho em uma noite marcada por uma chuva fina na capital.

Um senhor espetáculo.

Foram mais de trinta músicas executadas com algumas surpresas no setlist, como a inclusão de última hora de Last Kiss, entoada de forma uníssona, e algumas mudanças na ordem programada. Foram dois bis, como previsto, e alguns covers ao longo da apresentação, dois de Pink Floyd, Interstellar Overdrive e Comfortably Numb, e um do mentor Neil Young, Fuckin’ Up.

Reproduzo a playlist idealizada:

A photo posted by fabio codevilla (@codevilla) on

Foram muitas as interações de Eddie Vedder com o público, arriscando pequenos discursos em português, além da hilária passagem em que citou o aniversário de sua esposa Jill, homenageada antes de Better Man ser executada. A primeira vez que ouvimos falar do lado matrimonial do cara aconteceu há quatro anos no mesmos 11 de novembro.

Aliás, o respeito ao público é algo exemplar. É fácil reconhecer em Vedder um espelho para uma geração de grandes vocalistas que surgiram ao longo dos 90′s. Não há firulas em sua entrega. Tudo é muito visceral. Gosto de pensar que o contemporâneo Dave Grohl, quatro anos mais novo que Vedder, teve no líder do Pearl Jam uma boa referência à frente de um palco.

O mesmo respeito também torna-se evidente quando a banda faz questão de tornar o público parte do espetáculo ao exibi-lo nos telões.

Ao todo, foram mais de 3h de doação, cada um ao seu modo, mas tudo muito verdadeiro e legítimo. É bastante evidente o modo como todos no palco também curtem a experiência.

Ainda que a Arena tenha se revelado enorme para o público presente, a estrutura – ao meu ver – atendeu bem as expectativas. Temos sim dois grandes estádios aptos a abrigar espetáculos como o desta noite. Claro que a estrutura montada pelo Pearl Jam com três telões de alta definição e transmissão meticulosamente editada ao vivo ajudou os que assistiam nas distantes arquibancadas, principalmente nas superiores.

Pontua-se, no entanto, a grande área VIP em detrimento à pista comum, espremida entre a house mix e as torres de som/iluminação. Espero que isto não tenha estragado a experiência visual. Porque a sonora foi bem atendida, o som fora muito bem extraído.

Em dezembro, teremos um outro grande teste para a casa, quando David Gilmour aterriza pela primeira vez por aqui. Eddie Vedder parece ter feito um aquecimento de luxo na Arena.

Abaixo, alguns registros da minha máquina de capturar luz:

pearl jam 2015

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codevilla
jornaleiro e neologista. on air: 80 por hora - segunda a sexta - 11h às 12h | itapema social club - segunda a sexta - 14h às 17h | foodmusic - domingo - 11h

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Comentários

Comentários (27)

  • Eduardo DeContto diz: 12 de novembro de 2015

    Fui nos show de ontem e no show de 2011. O de 2011 foi sofrivel e o de ontem foi puro carisma mas falta muito para banda tocar ao vivo. Não empolgam salvo em raros momentos. Sou fã dos cds dos caras, acho o Eddie um vocalista muito bom, mas a banda (musicos) são fracos demais. Fui de pista vip e achei o som bem embolado (má qualidade do local ou do som mesmo) e mal dava para distinguir o que estava sendo cantado. Na metade do show para frente consertaram. Quanto ao publico em vários instantes bocejaram pelo show moroso e arrastado. Esse show que você viu Codevilla eu e meus amigos (fomos em 12 pessoas) não vimos. São uma banda de estudio.

  • Mauricio Fillmann diz: 12 de novembro de 2015

    Engraçado, fui de pista também, e o som estava ótimo, melhor que isso só ouvindo cd no fone mesmo…

  • Bill Correia diz: 12 de novembro de 2015

    Coxinha detect!

  • juliano hubner diz: 12 de novembro de 2015

    público brasileiro é fodis…..tem gente que pensa que ir num show desse nivel é pra ficar empolgado 3hs seguidas…..cara pearl jam é pra ouvir, ver e curtir….ao vivo ou em casa….querem empolgação vão para show de ivete sangalo….planeta atlantida…sei lá….não sei o que pensam as pessoas que vao a um show do pearl jam…será que acham que estão numa micareta no nordeste??…afsss

    ontem e em 2011 foram 2 baitas shows….pra quem é fã de verdade dos caras…..o set list dos caras é muito bem escolhido….baitas músicos. bom pra quem gosta da banda e acompanha os caras desde de o início(de antes do album TEN) sempre será um baita show…sempre….mas claro que nao irão agradar a todos….mas acho que com isso eles não estão muito preocupados….

  • marcelo diz: 12 de novembro de 2015

    Show inesquecível, como o de 2011! Sai, mais uma vez, de alma lavada!
    E, diferente do show do Foo Figthers na FIERGS, desta vez o som estava altíssimo!

  • Pedro Dorneles diz: 12 de novembro de 2015

    A internet é terra de ninguém mesmo…Permite tudo, até site de pedofilia! Aí, aparece um ninguém, um zé-mané morador numa cidade desconhecida do mundo e dá sua opinião “abalizada” dobre o Pearl Jam, que desde 1990 está na estrada, fazendo sucesso pelo mundo. Claro que já não faz tanto sucesso quanto fazia – o (mau)gosto musical do mundo mudou – mas a geração que era jovem em 1990 ainda cultua o Pearl Jam, e gente como eu, ia atrás de seus shows pelos EUA a fora! Agora, que a poeira baixou, a banda cata dinheiro até em PAlegre – o que bem prova sua decadência! Mas, para os ouvidos moucos da maioria dos presentes na Arena, que parecia grande porque o público era pequeno!!!!!, ouvir uma banda como o Pearl Jam é um privilégio! Mas, claro, quem só tem o costume de comer polenta há de achar o gosto de um foie gras intragável!

  • Marcia diz: 12 de novembro de 2015

    Codevilla, ratifico tua opinião!!!

    O show foi d+!!! Uma banda que sabe respeitar seu público e sabe como agradar seus fãs.

    Também fui em 2011 e Pearl Jam é o tipo de show único, que você vai diversas vezes e sempre se surpreende.

    Ansiosa agora por David Gilmour. Bjs carinhosos da sua seguidora!!!

  • Klaus diz: 12 de novembro de 2015

    Excelente show, sem frescura, poucos efeitos, mas com carisma e muito rock. Momentos calmos e momentos porrada. Nota-se bem o respeito e gratidão que a banda tem com seu público. Lá em cima o som chegava meio embolado e “ambientalizado”. Na segunda metade deu uma melhorada. Outro ponto negativo são os imensos “pontos cegos” que as grandes torres criaram na pista e arquibancadas. Aquelas tendas no meio da pista também bloqueavam a visão da galera de baixo, podiam ficar nos cantos e bordas, e não no meio. Os telões de alta definição foram salvadores, em vista da distância quilométrica do palco! Aliás, acho que não era o show pra estádio. Por fim, valeu a pena cada centavo e o sacrifício do binóculo que não pôde entrar.

  • Joinha diz: 12 de novembro de 2015

    Discordo do Eduardo pois concordo plenamente com o Juliano Hubner!

  • Alexandre diz: 12 de novembro de 2015

    Fui na pista, as torres atrapalharam sim, o som estava pessimo, tinha eco, nao se distinguia os instrumentos, e mesmo na hora que ele falava em portugues tinha dificuldade de entender, ja fui em show em varios estadios, esse sem duvida foi o pior, me deu ate sono, pois era uma barulhera sem se entender nada, uma pena!

  • Gustavo diz: 12 de novembro de 2015

    Banda de estúdio? Cara, vai assistir Planeta Atlântida que tu não merece ver Pearl Jam ao vivo. Eles são uma das pouquíssimas bandas que conseguem tocar ao vivo na mesma qualidade do estúdio. Isso aqui não é micareta pra ficar pulando o tempo inteiro feito idiota, é uma banda grunge tocando sucessos de 25 anos misturados no meio de B-sides e músicas melódicas. Show muito bom e segundo encore SENSACIONAL, pra o final ser perfeito só faltou Baba O’Riley.

  • Jônatas Soares diz: 12 de novembro de 2015

    Excelente… Sem comentários!!! E ainda tomei um trago do vinho do Eddie…

  • Gustavo Dal Médico diz: 12 de novembro de 2015

    Um espetáculo de show, não teve como não se emocionar qdo o baterista foi até o rapaz na multidão, lhe deu as baquetas e vestiu a camiseta que ele lhe deu, Ed Vedder mais uma vez, esteve como estivesse em casa, coincidência pelo aniversário da Jill, mais um motivo em Especial que ficará marcado, e por sermos privilegiados por ter sido aqui, Obrigado Pearl Jam e a todos que fizeram desta noite, mais um marco histórico na Tour no Brasil.

  • Nicole diz: 12 de novembro de 2015

    Que fotos, uau! Parabéns pelos registros! E me cortou o coração saber que eles tocaram Last Kiss :’( Fui ao show da semana passada em Santiago no Chile e acabei não indo ontem em Porto Alegre, mas os caras são fodas mesmo. Lá também foram quase 3h de um Estádio Nacional lotado, um show épico – apesar de Last Kiss não estar na playlist.

  • Camila Mallmann diz: 12 de novembro de 2015

    Nossa, o show foi demais! Amei tudo, Pearl Jam provou mais uma vez que sabe fazer música boa e de qualidade. Pronta pro próximo show, espero que voltem logo.

  • André diz: 12 de novembro de 2015

    Eduardo DeContto, encontro somente uma única explicação para a motivação de sua percepção em relação ao show e aproveito para prescrever a cura para vc e seus 11 amigos: fazer mais sexo urgente…

  • Gabriela diz: 12 de novembro de 2015

    Falta muito pra tocar ao vivo? Fui no show de 2005 e no de ontem e os dois foram ótimos na minha opinião, inesquecíveis e memoráveis.

  • Luiz Menin diz: 12 de novembro de 2015

    O show foi inesquecível! Viajamos 9 horas para ter o privilégio de assistir ao espetáculo. A estrutura da arena é fantástica e provou que sabe receber grandes eventos (além do futebol). Estávamos na cadeira superior oeste e a experiência foi boa demais!

  • roger diz: 12 de novembro de 2015

    galera eu não fui ao show .mas ver pessoas escrevendo que os músicos da banda são fracos é no minimo um grande pecado ! os dois guitarristas são dois animais !!

  • Júlio diz: 12 de novembro de 2015

    Show épico, inesquecível. Em relação a 2011, curti mais o setlist daquele show, mas o som ontem estava muito melhor, ao menos de onde assisti.
    Que venha 11/11/19.

  • DIEGO diz: 12 de novembro de 2015

    Cara,fui no 1° show deles quando vieram no gigantinho,já foi bom.Claro que o som do gigantinho como quem sabe e já foi lá,não foi o grande lance daquela noite.Mas ontem,foi incrivel.Os caras são foda,são pau ferro.Baita banda,nenhuma banda vem a POA e toca 3 horas a fio com tesão.De quebra me fecham o show com um Neil Young.Dai me vem uns babacas falar besteira!Qua falta de laço.Vão coçar a bunda com serrote.Vida ao longa ao Pearl Jam!

  • Gustavo diz: 12 de novembro de 2015

    Tão rock and roll quanto o Calypso .

  • Gabriela diz: 12 de novembro de 2015

    Concordo com tudo que o Diego disse, foram três horas de show meus queridos e o pique foi o mesmo desde o início! Sem contar na simpatia e boa vontade do Eddie ao tentar se comunicar em português, quem mais faz isso mesmo hein? Seus chatos que amam criticar tudo, até o que é bom.

  • Fê Fernandes diz: 13 de novembro de 2015

    Felizmente, vi o mesmo show que você, Codevilla. O som, de onde eu estava, era limpido e perfeito. Não so conseguimos identificar todas as musicas facilmente, como mencionei varias vezes o quanto o que ouvia me lembrava os albuns.
    Achei maravilhoso citar a transmissão editada ao vivo nos telões, pois foi uma das melhores partes da experiência. Os takes do bumbo durante a execução de Rearviewmirror me deixaram de queixo caido.
    Mas lamentavel a situação da pista premium, saudade da epoca em que ficavam em frente ao palco os que chegassem primeiro.

  • José Rubens diz: 13 de novembro de 2015

    Com relação a banda e o setlist, não há o que reclamar. Tudo incrível, como sempre.

    A Arena é um baita lugar para grandes shows. O fato de se poder ir de trensurb (mesmo que haja a necessidade de se caminhar um pouco até o estádio) é um grande trunfo.

    Mas quero fazer algumas observações com relação ao som e a visibilidade.

    Estava na pista comum e dali (e não foi só impressão minha) o som não era nítido. Em alguns momentos se escutava uma espécie de eco, um som um pouco “embolado”. Não que isso tenha estragado o show, mas no nível deste espetáculo a parte sonora deveria ganhar um pouco mais de cuidado.

    Com relação a visibilidade, lamentável o desrespeito com o público. O ingresso de pista comum era quase 300 reais e mesmo assim estava o local cheio de pontos cegos. Quem sentou na arquibancada e chegou mais próximo do horário do show, teve que assistir o espetáculo no telão.

    Estas duas situações não são culpa da banda e nem do estádio, mas da produtora.

    Seria caso de se acionar o PROCON, pois no ingresso não havia NADA que dissesse que determinados lugares teriam pontos cegos ( o que ocorre no Teatro São Pedro, por exemplo).

    Codevilla, acho que seria uma boa pauta uma entrevista com a produtora, para que isso não ocorresse novamente.

  • Simone diz: 13 de novembro de 2015

    Nossa, como pode alguém ter achado o show moroso? Ratifico o seu artigo, Codevilla. Simplesmente sensacional esse show. Quem achou o contrário, merece mesmo ir a micaretas, porque não sabe apreciar boa e verdadeira música. Baita Show!

  • Júlia diz: 13 de novembro de 2015

    “Não há firulas em sua entrega.” = that’s all about it, taí a definição do meu amor.
    Eduardo DeContto, é mais digno dizer “não curti”, pq essa tranqueira que tu escreveu fica bem feia pra ti. Volta pra escola do rcok, jovem, tu foi reprovado. Errou feio, errou rude.

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