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Posts de setembro 2009

Coisa de Gordo - 448

30 de setembro de 2009 3

448 – HONDURAS

Mas que diabos, alguém aí reservou passagem para Tegucigalpa? Alguém já foi em viagem de Turismo até Honduras? Alguém em sã consciência pensaria em se mudar para Honduras?

Certo, certo, você talvez responda SIM a alguma dessas perguntas mas eu, do alto da minha insignificância, jamais sentaria pé por lá. Nem a passeio. Nem a turismo. Que dizer então morar!

Pois não é isso que pensa o governo brasileiro (não apenas este, mas todos que o antecederam também). Se o Brasil mantém uma Embaixada por lá instalada, imagina-se que haja interesses nisso. Interesses econômicos, culturais, científicos, sei lá.

Você conhece alguma indústria de renome internacional que seja de Honduras?

A Coca-cola que você toma vem de Honduras?

Vamos ignorar agora: – A maconha que aquele seu amigo fuma (é só ele que fuma maconha, né, você não é dessas coisas) por acaso vem traficada a partir de Honduras? Foi plantada lá? Foi processada lá?

Algum time de futebol de Honduras alguma vez se classificou para a Libertadores? Ah, você acha que nem existe um time de futebol por lá. Pois é, eu também nunca ouvi falar.

Existe algum artista famoso de cinema que seja de Honduras? Um cantor pop? Vá lá..um cantor de boleros? Nem uma duplinha sertaneja? Pois é, nem isso.

Honduras costuma fazer Miss Universo? Não , isso é o Hugo Chavez que faz.

Costuma fabricar bons charutos? Não, isso é o Fidel que faz.

Então, com todos os diabos, o que o Brasil quer nesse fim de mundo mantendo lá uma Embaixada? Que benefícios o nosso país terá a partir dessa representação diplomática? Por que gastar com salários de Embaixador, Adido Militar, assessorias, secretárias, porteiros, seguranças, ar condicionado e banda larga só para dizer que está por lá? Não lhe parece uma certa desfaçatez? Um esbanjamento de dinheiro público?

Só que nunca uma coisa é tão ruim que não possa ficar pior.

Sabe aquele cara que por esporte decide ter um JIPE, isso mesmo, um jipão militar duro e enferrujado. Ele gasta os tubos para comprar o carro de um colecionador, gasta mais um monte para repor algumas peças raras, paga um horror de IPVA e garagem, nunca anda no tal do jipe até que um dia o filho de dezesseis anos dele pega o carro, atropela e mata duas velhinhas aidéticas na calçada. Pronto, está feita a “cacaca”. Mas que naba! – pensa o nosso fictício personagem. Isso existe só para me dar gasto e incomodação. E agora a polícia ta batendo na minha porta!

Pois bem, voltemos a Honduras. O Brasil gasta uma grana que faz falta na fila do SUS só para se posicionar por lá. Mantém todo um staff diplomático em nome sabe-se lá do quê. Aí um presidente destrambelhado que foi derrubado decide voltar sorrateiramente ao país de onde foi corrido e escolhe logo quem? NÓS!!! Decide voltar pela Embaixada Brasileira. Após cinqüenta anos de ócio, pela primeira vez aquela embaixada vai finalmente se prestar para alguma coisa. Nos colocar em maus lençóis. Fazendo o paralelo com o Jipe, aí o povo brasileiro pensa: – Mas que naba, essa droga de embaixada existe só para me dar gasto e incomodação. E agora o exército local está batendo à nossa porta.

Longe de mim apoiar governos militares em pleno século 21. Esse tipo de evento se perdeu no tempo, deixemos isso para os Fidéis Castros e outros de farda. Do quase nada que entendo desse imbróglio todo, torço para que o povo hondurenho retome logo sua vida normal, elegendo seus governantes e tudo o mais. Só que isso não me impede de ver, criticamente, a atuação do Brasil nessa confusão.

O Brasil tem Embaixada em Honduras (e em outros cantos inúteis do mundo) ao mesmo tempo em que não tem água no Nordeste. Para resolver a seca não tem verba. Para coquetéis internacionais tem. O SUS não tem verba para comprar mais Ambulâncias. Os carrões importados reluzem nas garagens das Embaixadas, sem nem sequer pagarem as multas das infrações que cometem.

E agora tem esse rolo para resolver em plena América Central.

Valha-me, Deus.

Ops, me ocorreu agora. E se um refugiado cubano pedir asilo na Embaixada do Brasil em Cuba, vai ter a mesma proteção e empenho do Lula em defender a democracia? Ah, não, lembrei agora. Nosso Ministro Tarso Genro adora entregar refugiados cubanos ao Fidel. Portanto, invasores, leiam a placa no muro de nossa embaixada: ATENCCION, ESTO ES TERRITORIO CUBANO. MANDA-TE DAQUI!

Certo, certo, escorreguei no espanhol. Fazer o quê? Nunca ganhei passagem consular para conhecer esta parte de nossa latino-américa. Graças a Deus!

Silvano – o impossível – agora em vias de ser extraditado – prá Sibéria

Crédito da foto:  Rodrigo Lopes – aqui do Clirbs

LEITORA MANDA FRASE DA SEMANA

“Se quiserem fazer uma alimentação realmente saudável…comam mulheres de fibra!”

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Coisa de Gordo - 447

24 de setembro de 2009 6

447 – ESSES GAÚCHOS

Todo setembro agora é isso. Os gaúchos passam a festejar a Revolução Farroupilha e ressurgem algumas cizânias. Alguns debates. Um monte de bobagens, diga-se de passagem.

Na mídia local tudo se deu de forma rápida. O Lula fez uma picanha para o Sarkozi (presidente da França) e alguém chamou aquilo de “churrasco de paulista”. Aí um funcionário federal que mora em São Borja, interior do interior gaúcho, enviou carta ao jornal Zero Hora “sentando a lenha” no churrasco dos gaúchos, alegando que aqui em terras baguais ele comeu os piores churrascos que já experimentou. Disse que a maioria dos churrascos aqui feitos é de carne de segunda e é dura.

A Zero Hora de quarta-feira detalhou isso tudo na edição de seu Segundo Caderno, acrescentando uma matéria com um cartunista gaúcho radicado do Rio de Janeiro faz dez anos e que faz tiras e livros tirando o maior sarro da nossa cara. O nome do brother é Allan Sieber.

Enfim, tudo por causa do VINTE DE SETEMBRO, a data em que o Rio Grande do Sul festeja uma guerra que perdeu! A Revolução Farroupilha. Já comentei acerca do texto do Professor Jerri Almeida sobre isso, onde ele desnuda esse paradoxo, questionando se os “heróis” farroupilhas foram isso mesmo ou foram meros aproveitadores. Quem quiser aprofundar isso clique ali naquele link à direita chamado DIÁLOGOS FILOSÓFICOS.

Tem um mito que deve ser derrubado. O de que esse sentimento gauchesco sempre foi assim, que sempre nos ufanamos de nossa terra fria e hostil. Nada disso. No findar dos anos setenta, mais exatamente em setenta e oito, me mudei para Porto Alegre. Naquele tempo (creia-me,criança, parece que foi ontem), falar de gaúcho, gostar de gaúcho, escutar música do Teixeirinha, andar de bombacha, enfim……era o supra-sumo da cafonice! Sim, a palavra era essa! Isso que hoje chamam de brega! Então esse suposto orgulho gaúcho que hoje nos unge é algo recente, bem recente. Essa coisa de tocar o Hino Riograndense em solenidades e exaltar o Bento Gonçalves recém saiu das fraldas. É uma moda nova por aqui. Naquele tempo dava vergonha.

Outro mito a derrubar, o de que fazemos churrasco assim desde a idade da pedra. Outra bobagem. Lá naquela época, ainda guri, apenas acompanhava meus tios a preparem o churrasco. E a carne era posta sobre as brasas e regada com salmoura. Isso, mesmo, caro(a) leitor(a), salmoura. Para os menos avisados, lembro tratar-se de um “suquinho” de água e sal. A gente ficava o tempo todo regando a carne com aquilo, de tal sorte que churrasco ficava seco e salgado. Muitos anos se passaram para que tal ritual fosse abolido de nossas churrasqueiras, quando então chegou o sal grosso e a picanha suculenta.

O que quero dizer é que nossa cultura local (como qualquer outra) e uma coisa dinâmica, em constante mutação e que o que hoje parece legal até um tempo atrás era constrangedor. E que querer montar um estereótipo gaúcho em cima de “Heróis de Papel” (expressão do prof. Jerri) é meio temerário.

A cada ano agora tem essa coisa do Acampamento Farroupilha. No mês de setembro, durante todo o mês, vem uma gauchada não se sabe de onde, saem de suas tocas a exemplo de “mulitas” no pasto verde, e se acantonam lá no Parque Maurício Sirotski Sobrinho. Montam casebres, ficam no meio do barro, fazem fogo de chão, fazem xixi no mato. E com isso julgam reviver a verdadeira “alma farroupilha”.

O povo do resto do país nos agüenta por algum tempo, quando nos ouve dizer coisas meio desconexas. Mas depois de um tempo enchem o saco e nos mandam às favas. A gente diz que a mulher mais bonita do mundo é a Gisele Bündchen. Gaúcha. Que o melhor jogador do mundo era o Ronaldinho. Gaúcho. Esses dias saiu na mídia que o dinossauro mais antigo do mundo foi achado aqui nos Pampas! Cara, essa foi demais…quem é que nos agüenta? Mas que raio de povinho metido é esse? Por isso e que volta e meia brotam esses relatos sobre a carne de segunda e outros defeitos nossos. É uma espécie de represália à nossa arrogância.

Anyway, na esteira desse processo, volta e meia alguém levantava a bandeira do separatismo, aquela idéia dos guerreiros farroupilhas de criar uma nação independente. Li duas coisas sobre isso que sepultaram em mim qualquer idéia disso. NÚMERO UM: os farrapos NUNCA conseguiram invadir Porto Alegre, de tal sorte que na bandeira dessa cidade está escrito “mui leal e valerosa cidade”, aludindo à resistência do povo da capital aos insurreptos. Portanto, um novo país sem Porto Alegre…nem pensar! NÚMERO DOIS: se tivéssemos nos emancipado, toda a colonização alemã, italiana, polonesa, etc, teria ido para o Brasil e não para o novo paisinho que estaria se formando. Nada de polenta, galetos e lasanhas, portanto. Nada de industrialização, de cultura, de desenvolvimento na Serra Gaúcha. Seríamos um outro Uruguai. Fazendas, carne e doce de leite. Por mim é caso encerrado.

Pelo sim, pelo não, apenas para firmar conceitos, vou tratar de pôr fogo às brasas, colocar sal grosso naquela costela e, didaticamente preparar um churrasco. Sabe como é. Estudar nunca é demais.

Silvano – o impossível

24/09/2009

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"Nóis" na Davis

24 de setembro de 2009 0

Copa Davis 2009Peguei as crianças e fomos ver o jogo do Brasil contra o Equador pela COPA DAVIS. Para mim, algo inédito. E dizer que os caras puseram uma quadra de saibro dentro do Gigantinho, o ginásio de esportes do Internacional. Impensável! Pois estava lindo, demais! O jogo de tênis é uma coisa emocionante, essa partida que vimos (e onde o Brasil perdeu) durou mais de quatro horas. Mas passou voando, nem deu prá notar.

Silvano

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Remexendo o Baú - 01

21 de setembro de 2009 0

Este conto é de janeiro de 2008, mas volta meia alguém se interessa e manda um comentário. Portanto, aqui vai ele:

CONTO CURTO DE VERÃO

Fim-de-semana chegando, ele botou a família no carro e se dirigiu à praia, indo pela movimentada auto-estrada, a Free-way, até a praia de Tramandaí. No meio do caminho, aquela tranqueira enorme, os carros engarrafando, ele conseguiu chegar até o pedágio. A fila de carros andava lentamente, o calor no asfalto era insuportável. Por estar trancado no trânsito, olhou para o lado e teve sua atenção chamada para um carro preto onde um casal esbravejava. Verdadeira briga de casal. A mulher dava de dedo na cara do homem, ao que ele rosnava impropérios e o carro andava um pouquinho. A curiosidade o fez desligar o ar-condicionado e baixar o vidro um pouquinho para ver se conseguia escutar as falas do exaltado casal. O homem gritou: – Eu já agüentei tudo, tudo, TUDO, poxa vida….mas isso foi demais! E logo com o Júlio! Com o Júlio.
A fila andou, ele avançou um pouquinho, mas o carro preto também avançou e então se ouviu a voz da mulher: – Esta foi a última vez que tu encostou em mim. A ÚLTIMA. Pode escrever. Tu não volta da praia comigo. Tu não vai voltar. Pra ti, é uma viagem só de ida.
A mulher disse isso e verteu a cabeça para o lado, dando de cara com o curioso motorista ao seu lado. Naqueles microssegundos os dois trocaram os olhares, ele meio assustado, a mulher meio envergonhada. Chegou ao pedágio, pagou e se mandou.
Três dias depois ele estava na beira da praia, ouviu uns gritos, uma certa correria, era mais um salvamento dos salva-vidas. Admirado viu a mulher, a mesma mulher do carro preto, de biquíni, saindo da água em prantos, apoiada por um dos salva-vidas. Dentro do mar, o homem que ele vira dias antes brigando com ela dentro do carro, sumia e aparecia dentro das ondas.
Os salva-vidas bem que tentaram, mas o cara sumiu de vez na água.
A mulher chorava, o povo se aglomerava, a confusão estava formada. Aquele pequeno cortejo veio se aproximando, as pessoas comovidas abrindo caminho na areia, até que passaram ao lado dele. Repetindo a cena da estrada, a mulher verteu a cabeça e bateu com o olhar pasmado dele. Num microssegundo, sempre num microssegundo, ela transfigurou suas feições e disse para apenas ele escutar: – Eu avisei que ele não ia voltar!
Caminhou e voltou a chorar.
Ele ficou na beira da praia até o anoitecer, tentando romper a barreira de medo, susto, pavor e covardia que o segurava ali, olhando o mar.
Silvano
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Um começo

18 de setembro de 2009 5

Após ter tido uma aula com a Liziane, após ter aceitado as regras editoriais deste portal, eis-me aqui para dar início a uma nova fase. Escrever o blog COISA DE GORDO, agora hospedado aqui no CLICRBS. Esta primeira postagem é mais um teste do que uma postagem. Mas entrará para os anais do meu anonimato como a primeira de todas aqui postada!

Se é que eu aprendi alguma coisa, esta postagem vai aparecer no blog. Portanto…se fui um bom aluno…como diria o Anonymus…VOLTAREMOS.

SILVANO

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