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Posts de maio 2010

Coisa de Gordo - 481

25 de maio de 2010 0

481 – A VOZ DO BRASIL

Desde minha juventude tive um grande preconceito com essa história de o governo impor ao ouvinte a programação que iria tocar no rádio. Certa feita, recordo de discutir com um primo meu sobre isso e ele me dizia que alguns navios no Atlântico se orientavam pelo som da Voz do Brasil. Naquela conversa, escutei o argumento dele e sentenciei: – E nas outras vinte e três horas do dia, os tais navios se orientam, como, exatamente? Creio não tê-lo convencido.

Vira daqui, vira dali, as Rádios foram entrando na Justiça e conseguiram decisões liminares que as permitiram fugir da mão pesada do governo em suas programações. Assim, as emissoras passaram a ter programas com os mais diversos atrativos naquele horário antes maldito, o horário das dezenove horas.

A expressão mais brochante, mais frustrante, mais acachapante é aquela expressão metálica, fria e desagradável: – “Em Brasília, dezenove horas!“.

Até pouco tempo atrás era a hora do apagar dos rádios.

Com o passar dos anos, indiferente ao meu desgosto, a Voz do Brasil veio se perpetuando na programação e, resultado disso, pude observar algumas coisas.

Em primeiro lugar, ela transcende ditadura ou democracia. Ela foi instituída numa ditadura, perpassou momentos de democracia, depois ditadura de novo, depois democracia.

Em segundo lugar, há uma pequena parcela da população que gosta da Voz do Brasil! Aí fui averiguar e me dei conta de que quem gosta disso, em geral, é funcionário público meio apegado às esquerdas. Na atualidade, os raros argumentos que ouvi a favor da Voz do Brasil provieram de bocas esquerdistas. Parece que eles têm uma fantasia de dominar o país e para isso precisam de tal instrumento. Para chegar aos camponeses. Para falar com o proletariado. Para atingirem o coração das massas inocentes que tanto precisam de ditadores. Para enaltecerem Hugo Chávez e Stalin, precisam de uma programação radiofônica obrigatória. E, sim, também os generais da ditadura local se valeram deste instrumento. Só que eles se deram conta.

Um outro dado interessante é que a Voz do Brasil foi criada pelo Getúlio Vargas, o “paizinho” das massas, lá no Estado Novo. Está no ar faz 70 anos! E, segundo a página oficial, foi usada pelo Getúlio para popularizar a sua ditadura.

Ouvinte que sou de rádio, quando me vejo na estrada retornando de algum plantão, valia-me de excelentes programas que as emissoras da região começaram a implantar nesse horário antes maldito das 19:00h. Na Rádio Gaúcha, escutava o Claudio Brito no seu “Gaúcha Dezenove Horas”.Era uma bela coletânea de músicas, cultura, datas, entrevistas rápidas, cinema, shows, notícias da hora, previsão do tempo,  o mundo, enfim, passando diante dos nossos ouvidos naquele curto espaço de tempo.

Só que minha alegria durou pouco. Parece que as tais liminares foram julgadas e então, esta semana, voltando para casa após extenuante dia de trabalho, ligando o rádio no carro, escutei o tom monocórdico, seco, sem graça, nauseabundo, ditatorial da famigerada Voz do Brasil. Sim, ela está de volta. Sim, os rádios voltarão a ser desligados! Sim, em plena era da comunicação, o governo ainda acredita que alguém vai se interessar por aquela baboseira oficial toda. Do executivo, do legislativo e do judiciário.

Ora, seria simples. Bastaria divulgar o site do programa e, quem quisesse escutá-lo, poderia fazê-lo na internet. É bem verdade que o número de acessos seria ínfimo, mas isso não interessa aos governantes. Interessa-lhes empurrar-nos, goela abaixo, o tal “em Brasília, Dezenove Horas”!

Ora, Silvano, mas lá no Amazonas nem todos têm internet. Certo, certo, então bota uma rádio lá prá eles sintonizarem. Mas por favor, liberem a nós, meros mortais, a programação normal da rádio.

Chega de ditadura no rádio!

Enfim, sei que são palavras ao vento (ou lágrimas na chuva, como diria o andróide Roy, de Blade Runner). O troço está aí faz 70 anos! Não vai ser um reles Silvano que vai afetar a sua existência.

Então, está combinado. A partir de agora, todos os dias da semana, quando soarem as dezenove badaladas do relógio na praça presidencial….a gente desliga o rádio. Quanto dinheiro botado fora!

Silvano – derrotado

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Coisa de Gordo - 480

18 de maio de 2010 4

480 – DATAS

Essa coisa de datas tem um paradoxo aos meus olhos insuportável. Não me consterno com a maioria dos dias festivos, vejo neles apenas a mão comercial do homem tentando e quase sempre conseguindo vender mais o seu produto. Por outro lado, há datas que me parecem boas de serem lembradas e, no entanto, nem sempre o são.

Quem escuta rádio sabe do que estou falando. Cada dia do calendário tem uma profusão de homenageados, dia disso, dia daquilo, dia do Carteiro, dia da Sogra, dia do São Vendelino, dia da Mentira, dia dos Bobos, a lista é interminável.

Tem aqueles dias que movimentam o comércio de forma descomunal. Uma amiga nossa nos relatou dia desses que sua Loja, num Shopping, quase limpou o estoque no dia das Mães que recentemente passou. Sim, todos queremos homenagear nossas mamães, mas o comércio (aí incluindo as floriculturas) se esbalda em cima de nós. E só dar beijo e cartão não vale – dizem as propagandas. Tem que dar mais.

Outro conhecido nosso de Porto Alegre, dono de floricultura, contou-nos que se ele ia trocar de carro, ele o fazia numa dessas três datas: -  Finados, Dia dos Namorados ou Dia das Mães.

Vorazes pelo nosso dinheiro, os lojistas se empenham em criar dias os mais estapafúrdios, de tal sorte que não apenas inventaram o dia da Avó e o dia da Sogra, mas igualmente criaram o dia da Amante. Perceba você, amigo leitor, que não é o dia do Sogro, do Avô ou o dia do Amante. Já na redação do negócio está delineado que a ala feminina é quem recebe, o que faz da ala masculina aquela que presenteia. Poderia alguém, dizer que há muito mais avós do que avôs vivos, os caras morreram ao longo da estrada.  Por conseqüência, há muito mais Sogras do que Sogros. Mas no quesito Amante….não sei não.

O Moacir Scliar, imortal gaúcho, tem uma teoria sobre isso de criarmos dias para lembrar/homenagear alguém. Ele diz que os homenageados em geral são vítimas, são marginalizados, são agredidos, são mortos. E por isso têm o seu dia. Lembremos que as mulheres aquelas de uma tecelagem do início do século 20 foram queimadas diante do seu protesto por melhores condições de trabalho num dia 08 de março, daí advindo o Dia da Mulher. O homem, portanto, não tem o seu dia, pois via de regra ele é o agressor. Já as mulheres, as crianças, os índios e os carteiros têm o seu.

Trago esse assunto à baila muito mais pela omissão da mídia do que pelo excesso consumista. O consumo já me seduziu. Quero lembrar datas que passaram em brancas nuvens e que deveriam ter sido lembradas. Você nem se apercebeu, mas passamos pelo dia 22 de abril sem nem pestanejar, vimos novelas na TV, vimos jogos de futebol, fomos e viemos sem que nada ou ninguém exaltasse o DIA DO DESCOBRIMENTO! Ora, digam o que disserem os historiadores, argumentem eles que Portugal apenas tomou posse da terra que muitos já saqueavam, o que interessa é que ali foi o começo de tudo. Da nação brasileira. Da Pátria Amada. Muito mais importante que o dia da Independência (do qual também gosto muito), o dia do Descobrimento é o pontapé inicial, a raiz, a base de tudo que somos como país. Pois ninguém falou nele ou dele. Nem TV, nem Rádio, nem jornal, nem Escolas, nem professores. Passou. Simplesmente passou.

Virou o mês e chegamos ao 13 de maio. Nos idos de minha infância (e já lá se vão décadas) nesse dia festejávamos a Abolição da Escravatura. Sim, o dia em que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que terminou com a escravidão em solo brasileiro. Isso era lembrado em minisséries, em programas de TV, era exaltado nas salas de aula, na mídia daquele tempo. Até que os “politicamente corretos” decidiram que era pecado festejar a libertação do povo negro na data referida. Para eles, a Lei Áurea era a mão do opressor dando de bandeja a libertação, o que não lhes seduzia o imaginário. Trocaram então para uma outra data mais no fim do ano, pretendendo enaltecer os atos de Zumbi dos Palmares, negro heróico que promoveu uma espécie de resistência à escravatura então vigente. E negro que, agora se sabe, escravizava outros negros. Sim senhores, está escrito que no Quilombo o próprio Zumbi tinha os seus escravos para as tarefas mais comezinhas do dia-a-dia, coisas do tipo lavar roupa e fazer comida. Do alto de sua autoridade ele não se permitia varrer o chão. Por isso tinha os seus escravos. Muito que bem, escolha dele. E até acho que o cara deva ser exaltado, tem o seu papel na abolição e na trajetória da raça negra, tão perseguida e torturada em nosso país. Mas daí acontece que assim como eu não sei mais o dia, o povo também o desconhece. E nem quero que me enviem a data. Estou citando o fato de que antes todos se voltavam a celebrar a abolição no 13 de maio e todos lembravam o dia e seu significado. Agora isso virou pecado.

Enfim, o que humildemente questiono é o valor extremado que damos a certas datas, em detrimento de outras, praticamente esquecidas. Nos dias de hoje, celebramos mais o Corpus Christi, ironicamente um feriado religioso que exalta o CORPO, e não a alma de Jesus, mas que é dia obrigatório de viajarmos para a praia, a serra, o exterior. Ao passo que esquecemos do começo da Pátria Brasileira. Esquecemos da abolição da escravatura. Se é pecado festejar o 13 de maio, talvez também o seja lembrar dos versos do “branco” Castro Alves quando diz:

 Auriverde pendão da minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas da esperança…
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteada dos heróis na lança,
Ante te tivessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!
 

 Parabéns, Brasil. Feliz Aniversário atrasado.

E parabéns por teres varrido de tua superfície a “mortalha” da escravidão.

Silvano – o impossível

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Coisa de Gordo - 479

09 de maio de 2010 3

479 – QUANTO VOCÊ PAGA POR UM VINHO ?

Era um agradável dia de outono e nos aventuramos em subir a Serra Gaúcha, em direção a Gramado-RS, para curtir o friozinho inicial e as delícias locais.

Uma vez lá, é óbvio que se vai aos rituais de sempre, quais sejam, passear pela Borges de Medeiros, provar um chocolate na Lugano, ver as vitrines, coisas assim.

Numa dessa investidas fomos convidados por um vendedor a que fôssemos conhecer sua loja para degustar vinhos, salames e queijos.

Perfeito! – pensamos. E atrás dele nos embarafustamos.

Era uma pequena, mas deliciosa loja, chamada BUDEGA’S QUEIJOS E VINHOS. O endereço é na avenida Borges de Medeiros, 2861 – Sala 09 – Galeria Dutra.

Com um atendimento especial, os vendedores nos fizeram provar toda uma variedade de queijos. Queijos temperados, com ervas e especiarias, queijos rústicos, queijos coloniais. Um pedacinho de queijo aqui, um gole de vinho tinto ali. A combinação mostrava-se perfeita. Fomos seduzidos por algumas variedades, de tal sorte que acabamos por comprar umas porções do alvo alimento.

Da mesma forma, eles nos serviram um delicioso salame colonial, gosto encorpado, sabor forte, delicioso. Sim, igualmente nos rendemos ao sabor, trazendo um que outro na bagagem.

Estando ali nos pusemos a apreciar as garrafas de vinho expostas à venda. Um cabernet sauvignon aqui, um outro tannat ali, as garrafas iam se sucedendo em cores de rótulos, safras diferenciadas e outros detalhes.

Até que a Sra Kátia teve sua atenção chamada a um vinho mais caro, o que nos despertou a curiosidade. Ué.. – estranhamos – as garrafas oscilavam entre 20,00 e 25,00 reais. Mas aquele vinho em especial tinha um preço assustador para nós. A garrafa custava 225,00 !!

Opa! Por que isso? – questionamos o vendedor. Então ele nos explicou que na verdade eram duas as garrafas mais caras. Ambas procedentes de uma vinícola chamada LIDIO CARRARO, a qual até aquele momento eu desconhecia.

Fui pesquisar na rede mais tarde e verifiquei tratar-se de uma marca de vinho produzida tanto no Vale dos Vinhedos de Bento Gonçalves- RS com em outro município, Encruzilhada do Sul- RS.

Ambos os vinhos em destaque eram da safra de 2005.

O primeiro se chamava SINGULAR e era produzido a partir de uma uva toda especial chamada NEBBIOLO. Essa uva, explicou-nos o homem, era um dos grandes diferenciais desse vinho. Li no site do Carlos Cabral que “Nébia, em italiano, quer dizer neblina. Na região do Piemonte, no norte da Itália os vinhos Barolo e Barbarescos, considerados os mais importantes vinhos daquele país, são elaborados a partir da uva Nebbiolo. Como os vinhedos são cultivados “ao pé das montanhas” dos Alpes, daí o nome Piemonte, é muito comum a formação de neblina nos vinhedos. Aproveitando esse fenômeno da natureza, esta uva foi batizada com o nome de Nebbiolo, devido a “nébia” neblina que se forma todas as manhãs nos vinhedos.

O pior no caso da nossa missão em Gramado é que, desse vinho em questão os caras não davam amostras e degustação. É óbvio. Ficamos olhando as garrafas intrigados, curiosos, sempre nos fazendo a mesma pergunta: – O que faz deste um vinho tão caro? Que supremos aromas não subirão das taças por ele inundadas? Que gostos pitorescos não conterão os goles dele sorvidos? Que gosto terá este vinho? – por Deus do céu!

Quando imaginávamos que aquele era o único caro, o cara então falou da outras garrafa. O preço era igualmente 225,00, só que dessa vez era um vinho de uva Tannat, chamado Grande Vindima. No caso desse, o vendedor explicou que o grande diferencial era a gradação alcoólica. Habitualmente os vinhos rondam os 14% de gradação alcoólica. Quando um vinho apresenta uma gradação de 16,26% imediatamente as autoridades pensam em fraude, falsificação, adulteração do produto. Ora, pensam eles, nenhuma uva produziria tal quilate alcoólico. Os produtores devem ter “batizado” este vinho. Só que não foi nada disso. A uva dessa safra foi tão especial que acabou produzindo isso, sim. E após todo um imbróglio judicial os produtores conseguiram provar a autenticidade do vinho o que só qualificou a sua venda. E o seu preço.

Mais uma vez ficamos sedentos e curiosos, cheguei a voltar no dia seguinte para tirar as fotos.

Você por certo rirá de mim, alegando que já viu vinhos de 1.000,00, ou 5.000,00 reais ou mesmo mais que isso. Sim, sim, você é uma pessoa diferenciada. Mas a mim, reles mortal, intrigou o preço dessas duas garrafas. E o pior é que descemos a Serra sem ter provado nenhum dos dois vinhos.

Até quanto você pagaria por uma garrafa de vinho? – eis a questão que me assola neste momento. Saiba que, 225,00 eu não paguei.

Silvano – chinelão

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Matando Ovelha?

04 de maio de 2010 0

Uma leitora (Cristhina) manda um tórrido comentário acerca de “comermos ovelha” aqui no Rio Grande do Sul. Disse ela entre outras coisas: “Algumas coisas desta terra eu não entendo – como o fato de ser costume, por aqui, desta mistura de pratos, nas refeições, e a capacidade famélica de se deglutirem TODOS, misturados, como uma babel gustativa.

Mais adiante ela continua: “Queria saber por que vocês dizem comer a ovelha ao invés do carneiro. O mundo todo come o macho: o carneiro, o boi, o frango, o galo, o porco, o coelho, o cabrito, o bode, o javali, etc…Aqui vocês comem a pobre ovelhinha? É claro que vocês comem o carneiro!.

Aludia ela ao que escrevi sobre o Charque de Ovelha comido na Trattoria À Lenha.

SOBRE A MISTURA DE COISAS:

Essa coisa de misturar especialidades num mesmo restaurante adveio da possível concorrência entre os estabelecimentos. Assim, é fato que nas principais Churrascarias de Porto Alegre, além do previsível churrasco servido, há também sushi, camarão, frios, tábua de queijos e salames, entre outras coisas. Creio que com isso contornaram eventuais divergências de gosto dentro de uma mesma família. Por exemplo, eu que sou adepto do SUSHI, posso consumi-lo alegremente na Churrascaria Schneider, na Avenida Bahia, na capital gaúcha, enquanto o resto da família (que não gosta tanto assim de sushi) pode se servir da carne.

FALEMOS DAS OVELHAS:

Você estava certa, Cristhina, de fato não comemos a ovelha. Comemos o carneiro. E o irônico é que nos restaurante citado eles também denominam de “cordeiro”, ou seja, fui eu mesmo que criei a possível confusão. Mas há uma explicação no que escrevi. Trata-se de um hábito de fronteira.

Nos meus idos anos de infância e juventude, entre uma campereada e outra na localidade de Taquarembó, interior de Dom Pedrito, fronteira com o Uruguai, testemunhava o eventual abate de um ovino que mais tarde nos serviria de refeição. No linguajar da fronteira sequer se falava carneiro ou cordeiro. Os peões falavam CAPÃO, que é como se chama o animal macho devidamente capado desta espécie tão característica de nossas terras. Então, de fato, não matávamos a ovelha, matávamos o capão, da mesma forma como se mata o boi (capado) e não se mata a vaca e muito menos o touro.

Ocorre que naquele lugar era hábito citar a expressão “ovelha” para tudo. Assim, se perguntava numa roda de conversa: – Tu crias ovelha? E na hora do almoço: – Hoje vai ter carne de “ovelha”. E assim por diante, tudo que aludisse a esse animal lanudo era assim citado: – Ovelha! Por isso, minha cara Cristhina, a possível confusão.

Então te confirmo. Sim, também nós gaúchos nos abstemos de matar a ovelha. Matamos o capão.

No linguajar fronteiriço, ovelha abrangia toda a espécie. Mas para denominar cada tipo, aí de fato o termo ovelha era a fêmea. O macho era cordeiro ao nascer. O pai do cordeiro era o carneiro (que ainda não fora capado) e o tio do cordeiro era o Capão. Rá, rá…pobre do tio.

E quer carne mais saborosa que uma bem assada de ovelha? Loucura total.

E O MOCOTÓ?

Sobre isso não opinarei, pois disso não sou adepto. Mas concordo contigo, Cristhina, deve haver alguma coisa errada. Mocotó é aquela parte cartilaginosa, fibrosa, retirada do “garrão” do bicho(o tornozelo), e que dá aquela consistência gelatinosa ao prato citado. No que percebo por aqui, me parece que os caras botam “bucho” junto no preparo. Sei lá. Como citei antes, não sou adepto. Deixo portanto a minha dúvida similar.

E obrigado, amiga leitora, pelas palavras inquisitórias, isso sempre engrandece a nossa cultura local.

Silvano – o impossível

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