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Posts de junho 2010

Coisa de Gordo - 484

22 de junho de 2010 10

484 – TESOURO ESCONDIDO

A casa da gente tem relíquias, tesouros, preciosidades que a gente nem desconfia. Basta que se tenha um pouquinho de sorte. E um pouquinho de atenção.

Aquela lata estava ali, quieta na prateleira da despensa. Ao seu lado, latas de ervilha e milho verde. E ali, naquele ambiente restrito, naquele espaço exíguo, estava uma raridade.

Por uma dessas coisas do destino ela saiu do seu aparente anonimato. No fundo, no fundo, aquela lata sabia que seu destino era brilhar. Era ir para a glória.

Sim, você já deve ter percebido, estou falando de uma lata de Leite Moça. Só podia ser.

Pois bem, sentemos olhos ao que aconteceu.

Minha guria queria fazer uma sobremesa, creio eu, e lançou mão da referida lata. No manuseá-la, não deve ter percebido mudanças significativas em sua aparência. Nem em seu peso. Nunca imaginaria o que a esperava, na abertura sagrada daquele receptáculo metálico.

Os diamantes são eternos, diz a lenda e dizia o James Bond. Os tesouros, assim como os diamantes, estão escondidos à nossa volta. Basta que um dia a gente dê de cara com um deles.

A guria me pediu para que eu abrisse a lata de Leite Moça, tarefa que a mim é extremamente familiar e prazerosa. No mundo todo, tirando as doceiras e os confeiteiros, eu devo ser a pessoa que mais abriu dessas latas. É um ato que faço e refaço.

Posicionei a latinha no granito gelado e penetrei-lhe a intimidade, com a primeira investida da lâmina do abridor sobre a tampa arredondada. O ato seguinte sempre me causa um sorriso, pois qualquer pessoa minimamente instruída sabe o que acontece nessa hora. O conteúdo sagrado ao ver-se em contato com o oxigênio do exterior, sai da lata em golfadas, em geral inundando a tampa recém aberta. Para os mais sensíveis, este é um momento delicado, pois nessa hora alguns comedores de Leite Moça tascam uma lambida na lata. Sim, um nojo, eu também acho. Exceto quando é para consumo estritamente pessoal, dar essa lambidona é um nojo.

Naquele dia especial, isso não foi possível. Pelo simples fato de que nada saiu da lata após eu tê-la desvirginado. Mistério no ar. O que tem nesta lata que o leite condensado não quis sair? Para amadores, esse seria um momento de tensão, de medo inclusive. Para um profissional do meu jaez, outra sensação se avizinhou. Aquela sensação do paleontólogo quando descobre uma tumba, uma pirâmide. Sim, amigo(a), pressenti que uma preciosidade estava diante de mim. Lentamente prossegui o processo de abertura da lata. Findo este passo, pude confirmar minhas suspeitas de especialista. Sim, era uma Lata de Leite Moça VENCIDA! Fora da data de validade! Abatumada! Velha! Ultrapassada. Provavelmente danosa à saúde – dirá algum purista.

Para meus olhos sequiosos, todas essas afirmações eram equivocadas. Sim, a lata era vencida, mas tratava-se de uma das mais raras iguarias disponíveis no mercado.

O Leite Moça vencido é grossinho, espesso, denso. Parece que foi cozido, mas não foi. Parece que está estragado, mas não está. Parece uma loucura total, e de fato é.

Ele fica com essa textura deliciosa como uma espécie de protesto saudoso. O Leite Condensado que esteve ali naquela lata, após rodar quilômetros e milhas entre a fábrica, depósitos de atacados, caminhões, aviões, navios, foi parar na prateleira de algum mercado onde o compramos. Uma vez adquirido, ele ouviu pacientemente as conversas de minha casa. Aquelas bobagens todas que eu falo. Aquelas aulas intermináveis de cultura inútil. Os filmes na TV, as músicas, o jazz. Tudo isso o foi deixando ansioso por sair da lata, mas os dias passavam e nada de nós a abrirmos. Eram dietas e mais dietas, naquela casa só se falava em alface e rúcula. Os dias passaram e vendo que seu final estava próximo, aquele pobre leite condensado deu tudo de si para deixar uma boa impressão. Concentrou-se, adensou-se, encorpou o sabor mágico que já era sua característica, adquirindo uma consistência mágica, telúrica, etérea no gosto, mas densa no peso molecular. Sim, amigo(a), pude ver nitidamente que as moléculas e átomos desse esplêndido Leite Moça estavam mais próximos uns dos outros. Os elétrons glicêmicos situavam-se em órbitas mais rentes ao núcleo atômico. Sim, era quase um LEITE MOÇA NUCLEAR.

Enfim, após ter descoberto aquela preciosidade, acalmei a família ao derredor e o sorvemos, em curtas colheradas, apreciando-lhe a suavidade. Dos deuses. Dos deuses!

Você até pode fazer uma busca desesperada em mercadinhos de periferia, em botecos de zona rural, na esperança de que ali numa prateleira empoeirada, haja um outro exemplar desses. Pode ser. A busca é válida. Mas nos dias atuais em que os serviços sanitários andam ávidos por multas e prazos de validade, tais relíquias são cada vez mais raras. E, por isso mesmo, preciosas!

Olho a lata vazia, colocada num nicho da cozinha, como se fosse o sarcófago de onde houvesse saído uma múmia. Admiro-lhe a forma, o aspecto envelhecido, imagino-lhe os dias e horas e segundos de solidão. Suspiro em tom nostálgico, concluindo simplesmente: – Sim, toda essa espera valeu a pena! Como valeu!

Silvano – adocicado

Crédito das fotos: Silvano Marques

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Na minha cidade...

19 de junho de 2010 0

…já estão entregando de caminhãozinho! Eu morro e não vejo tudo. Tanta gente reclama de falta da sexo, e em Santo Antônio da Patrulha estão entregando CHANA a domicílio! Esse Brasilzão e suas peculiaridades…

Silvano

Crédito da foto: Silvano Marques

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Copa do Mundo

15 de junho de 2010 0

Queira você ou não, este é o país do futebol! E a gente relaciona fatos de nossas vidas de acordo com o andar das Copas do Mundo. Lembra na Copa de 78, na Argentina, a gente recém tinha se mudado para Porto Alegre. Depois, na de 82, aquele trauma contra a Itália.

A gente vive entre duas copas, sempre. Quando uma copa termina a gente começa a contar: – Faltam 4 anos para a próxima Copa. Lá pela metade do caminho, já se começa a dizer: – Faltam “apenas” dois anos para a Copa. E eis que chega o grande momento.

E a gente nem se dá conta de que COPA DO MUNDO é um torneio dos mais cruéis, curto, para quem chega na final são apenas sete jogos! E ao longo do caminho você pode ser eliminado num pênalti, num gol impedido e não anulado, um detalhe qualquer.

Haja coração, portanto!

Mas em que pese isso tudo, para nós é a principal competição.

Neste exato momento, falta menos de uma hora para o jogo inicial nosso, Brasil x Coréia do Norte. Todas as fichas estão na nossa mão. Nenhuma foi ganha e também nada foi perdido. Os adversários de chapa fizeram um baita favor, empatando. Ou seja, se mataram e fizeram apenas um ponto, cada um.

Frio na barriga. Todos acreditamos numa vitória. Eis aqui um evento que reúne brancos e pretos, pobres e ricos, petistas e tucanos, colorados e gremistas. Todos torcemos para o mesmo lado, a mesma seleção, a glória do Brasil.

Minha casa já está decorada, a mesma bandeira que enfeitou a frente da casa em copas anteriores está lá.

Agora é se recostar no sofá e curtir.

Amigo(a), mais uma Copa vai começar!

Dá-lhe, Brasil.

Silvano – o impossível

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Coisa de Gordo - 483

12 de junho de 2010 1

483 – RIO DE JANEIRO

Sempre tive um enorme preconceito com a cidade do Rio de Janeiro. E nisso há um quê de ironia, posto que de uma certa forma já morei lá! Do alto de meus um ou dois anos de idade, acompanhando a família, lá residi por meio ano. Como era muito pequeno, desta fase não me lembro.

Décadas passadas, acompanho os noticiários acerca da capital fluminense em que pululam atos de violência e barbárie. Assim, acuado, amedrontado, jurei para mim que jamais botaria os pés por lá, que era muito perigoso.

Indiferente às minhas rogativas, a sra Kátia inventou de meter-nos numa empreitada turística ao Rio de Janeiro, passando a pesquisar preços, vôos, idas e voltas. No início assisti àquilo meio indiferente, sempre comentando: – Mas tu sabes que eu não vou ao Rio de Janeiro! Ela dava de ombros e prosseguia suas pesquisas.

Fomos ao Rio de Janeiro. E já encerro com o suspense contando-lhe que não fomos assaltados, não levamos tiro de bala perdida nem de bala endereçada, não fomos acossados pela barbárie que lá existe.

O que lá se deu é que, a exemplo de todos que bebem dessa fonte, voltei encantado, impressionado, embasbacado, maravilhado. Sendo redundante e pouco criativo, ouso dizer que trata-se sim de uma “cidade maravilhosa cheia de encantos mil”, e que de fato parece ser o “coração do meu Brasil”.

O país nasceu no Rio. A história por lá começou. Nossas raízes lá estão. E antes que alguém me corrija dizendo que o certo seria falar isso de Salvador, eu rebato dizendo que sei que Salvador foi a primeira capital e tem sua importância no nascimento da nação. Mas o Rio é mais presente, mais envolvente, mais consistente historicamente falando. E até porque Salvador ficou bem menos tempo como capital.

A gente anda pelas ruas cariocas e as marcas do passado estão ali. Ali naquele palácio o Getúlio Vargas se matou. Lá nos Arcos da Lapa passava um aqueduto que levava água de Santa Tereza para o palácio imperial. Quando você canta no carnaval que “o velho na porta da Colombo é um assombro”, você está cantando a música Sassaricando (1952) e a tal Colombo é esta confeitaria onde a gente esteve sentado comendo um doce delicioso.

A vida do país nasceu no Rio e se espalhou pelo resto do território. A paisagem é constantemente fascinante e onde quer que se esteja na cidade a gente sempre dá um jeito de ver o Cristo Redentor, ou o Bondinho do Pão de Açúcar, e assim a gente se orienta no espaço.

Quem olhasse a topografia local, montanhas altas à beira-mar jamais imaginaria que ali se instalaria uma cidade, uma metrópole. Pois embaixo de cada morro daqueles tem um túnel, enorme túnel, amplo, espaçoso, iluminado, duplicado, abrindo caminho entre os extremos e tornando possível a circulação das pessoas.

Aí fomos andar de Metrô. Claro, limpo, bonito, todo com granito no chão. Bem sinalizado, bem conservado. Rápido, barato. Coisa de primeiro mundo.

O centro da cidade emana história. Os prédios são lindos, as ruas estreitas e as edificações ainda trazem o ar de outros séculos aos nossos pulmões.

A paixão pelo futebol está em todas as esquinas. O culto à mulher se dá na beira da praia. E invariavelmente, ali é o berço do samba. Andando ao entardecer ou de noite pelas bucólicas ruas de Copacabana a gente volta e meia escuta o ritmo de um surdo, um batuque. Não falo das grandes avenidas movimentadas, falo das pequenas travessas arborizadas que abrem passagem à beira-mar. Uns passos a mais e a gente começa a distinguir a melodia. Aí, ao nos aproximarmos do local, que em geral é um pequeno bar, um boteco de esquina, a gente vê uma roda de samba, alegre, descontraída, reunindo pessoas em torno da música, da cerveja, do ar que vem da praia.

Quer voltar no tempo de vez? Pois fomos à Lapa, o bairro boêmio, numa das noites. E aí, sim, a gente vê a noite se agitando. Bares apinhados de gente, música, muita música, casarões antigos, ruas que parecem saídas do túnel do tempo.

Sim, é óbvio que fomos aos passeios clássicos do Cristo Redentor e do Bondinho do Pão de Açúcar. Tem que ir. Pelo menos uma vez tem que ir nesses dois monumentos naturais mesclados à mão do homem. E nós fomos. E adoramos. E tiramos fotos. E nos encantamos.

Para mim, que tenho o samba nas veias, que adoro a musicalidade, que me deixo seduzir pelas histórias e relatos de antigamente, para mim que gosto de fotografia….para mim foi como que um reencontro. Uma volta ao passado, como se eu já tivesse vivido ali em tempos anteriores. Talvez vidas passadas.

Isso mesmo, caminhando pela beira da praia, pelas ruas, pelos prédios históricos, eu de fato me sentia em casa.

Lindo, lindo, lindo. Imperdível.

Os muçulmanos são criados sabendo que um dia na vida terão que ir à Meca, para caminhar ao redor da pedra negra e rezar pelo profeta Maomé. Pois nós brasileiros deveríamos ser criados sabendo que num dia de nossas existências seríamos levados à cidade do Rio de Janeiro, para caminhar pelas praias, pelas Feirinhas, pelas ruas históricas, pelos arredores do Maracanã, para andar no Bondinho de Santa Tereza, para ir à Lapa….entoando sambas de Vinícius de Moraes e de João Bosco. Nossa vida seria bem melhor.

Silvano – o impossível

Crédito das fotos: Silvano Marques

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De Luto

12 de junho de 2010 0

A vida tem dessas coisas. Na postagem anterior comentei sobre nossa Caminhada ao Barro Preto, o sucesso do empreendimento, a alegria das pessoas e a bela recepção que tivemos quando atingimos o nosso objetivo. Pois é, ali chegando comemos um belo galeto preparado pelo João Luiz e sua família.

Por umas dessas coisas do destino, ontem enterramos o João Luiz! Que lástima. Amigo de todos, conhecido na cidade, era um referencial nas festas pelo Pastel que ele preparava.

Fomos o último evento dele..

Acometido de um mal súbito, o João Luiz morreu, partindo em direção à eternidade.

A gente fica olhando a foto do dia da caminhada e quase que não consegue acreditar. Ele ali atendendo, camisa vermelha, sempre solícito.

Sempre recorro ao poeta Bayard Outeiral, que diz:

Olhar cansado de ver desenganos

Desfilar misérias em choro dorido

Meus cabelos brancos, com o passar dos anos

Espelham tudo que tenho sofrido…

Silvano – de luto

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Coisa de Gordo - 482

02 de junho de 2010 4

482 – NO LIMITE

Tenho essa mania de caminhadas, sei lá, desde que comecei a me aventurar nesse esporte nunca mais parei. Certo, certo, é bem verdade que no inverno a gente dá uma arrefecida, meio que esquece do tênis no fundo do armário, mas o espírito da coisa sempre permanece ativo.

Caminhar faz bem. Caminhar é bom. É legal. É fácil. É barato.

Não precisa raquete, bola, prancha nem aula com especialista. Basta caminhar.

Munido dessas convicções, de um curto tempo para cá, tenho incomodado amigos e conhecidos os incitando a caminhadas pré-programadas. Já comentei uma que fizemos em abril deste ano até a localidade do Monjolo, interior aqui de Santo Antonio. Foram seis belos quilômetros.

Tive que dar o passo seguinte e então parti para algo maior. Reunindo uma pequena equipe de organização, conversamos aqui com um, ali com outro, trocamos opiniões, pesamos os prós e contras. Ao final, tomando da sugestão de um amigo, Jaime Muller, decidimos pelo CAMINHO DO BARRO PRETO.

Trata-se de mais um roteiro aqui ao redor da cidade.

A previsão do tempo não nos era favorável, todos os meteorologistas davam CHUVA na manhã daquele sábado 29 de maio. Olhávamos um site…chuva. Escutávamos no rádio…chuva. Mas nossa convicção foi maior. Batemos pé e nos aventuramos. Que venha a chuva, nós vamos caminhar! – foi a decisão do grupo.

Partimos da zona urbana, ali, na frente das Lojas Colombo e nos embarafustamos em direção leste. Após 1,75Km de asfalto, sentamos pé na estrada de terra, na avenida Afonso Porto Emerim e seu prolongamento. Dali passamos pelo Açude dos Caetanos e fomos até o Posto Charrua, quando completamos 5,3Km de pernada. Primeira parada, ali tomamos uma água, alguns foram ao banheiro. Esperamos por alguns poucos que viriam a se incluir ao grupo de caminhantes e, com a chegada deles, retomamos a caminhada. Fomos costeando a Free-way, rodovia que vai de Porto Alegre ao litoral, pelo seu lado esquerdo, numa localidade chamada Casqueiro. Nesse trajeto ainda fomos incomodados por caminhões que por ali, naquela estreita estrada de chão , insistiam em por nós passar. Na altura do quilômetro 7,2 enfim viramos à direita e nos livramos de trânsito pesado. Agora caminhávamos por estreita estradinha rural, mais afeita a patas de vacas do que a rodas de carros.

A paisagem era linda, as fotos advindas dessa empreitada foram as mais belas. E nós, aquele grupo de trinta e um caminhantes, pudemos mais uma vez constatar o que desde muito já se sabe.

Caminhar é bom. É alegre. Combate a depressão. Estimula a risada. Aliás, o que mais a gente faz num trajeto assim é rir. Rir da paisagem, do ar do campo. Rir das cenas inusitadas, rir um do outro.

Andamos mais um pouco e então na altura dos 9,0Km fizemos outra breve parada para conversarmos com nosso amigo Joelson, que estava num Carro de Apoio. Todos bem, ninguém quer desistir? Então vamos em frente! E fomos.

Nos 9,7Km uma passagem inédita. A gente cruza a rodovia por baixo, numa espécie de túnel, para nos colocarmos do lado de lá dela. Ali, costeando a Free-way continuamos em direção à parte final da empreitada. A localidade ali se chamava BARRO PRETO, o que deu o nome de nossa caminhada. E para não deixar dúvida, logo pudemos constatar e conhecer o tal do barro preto. Os tênis ficaram tisnados, o grupo se aglomerou, e agora…por onde passar sem atolar?

Nesse momento a Rosalva, espirituosa amiga, sugeriu o nome desse texto: – No limite! Sim, estávamos nos defrontando com desafios que nos exigiam superação. Nada que se comparasse às rotinas cinzas de nossos dias normais. Ali os desafios eram o barro, o cansaço nas pernas, a dor num pé, a lonjura do destino.

Logo o piso se tornou mais firme e saímos em busca de nosso próximo ponto de referência, a Lagoa dos Barros. Marco na paisagem litorânea, essa lagoa está na fronteira entre os municípios de Santo Antônio e Osório. É um belo balneário no verão. Chegamos nela e viramos à esquerda, para buscar o Camping, que era nosso ponto de chegada.

Assim, após quatro horas de caminhada, com algumas paradas aqui e ali, chegamos ao fim dos 16,5Km, a proposta desta caminhada.

Na chegada, fomos brindados com um suculento GALETO que nos fora preparado pelo João Luiz, um dos donos de bar ali ao redor da Lagoa dos Barros. Foi um alegre almoço! Momento de congraçamento, de renovar energias, de olhar para trás e ver o caminho percorrido.

E coisas interessantes nos vinham na conversa. Apesar de todas as previsões, não caiu um pingo de chuva sequer. E digo mais. Foi a caminhada ideal. Não choveu. Não tinha poeira. Não tinha sol (estava nublado). E o grupo de participantes foi dos mais capacitados. Puxados pela Cássia (outra grande amiga), por mim e por tudo o mais. Só gente alegre, gente feliz, pessoas que conseguem dar uma paradinha no corre-corre diário para se permitirem um prazer desses. Fomos trinta e um obstinados pelo prazer. O prazer do desafio físico cumprido. O prazer da endorfina circulando.

E sabe que o troço é uma cachaça? Ao término do almoço, voltamos de ônibus e a pergunta era uma só: – Quando vai ser a próxima?

Sim, já estamos em estudos e levantamentos.

E as garças, as caturritas, as vacas e touros, os peixes, os passantes e os quero-queros que nos aguardem, porque, como diria o Anonymus Gourmet, …. “voltaremos”!

Silvano – ainda com barro no tênis

Crédito das fotos: Silvano Marques

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Uma Coisa me Intriga...

02 de junho de 2010 0

….quem é que está nos governando? Quem está no comando da nação? O presidente Lula, o viajante, está mais preocupado com os barcos na Faixa de Gaza, com os acordos com o Presidente do Irã, com os bate-papos com o Barak Obama. No tempo antes da campanha tínhamos a Dilma Roussef a despachar, a tocar a rotina do Planalto, a dizer sim ou não. Antes dela, quem nos governava era o José Dirceu. Mas e agora? Com todos os diabos….quem é que estará nos governando?

Silvano

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