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Posts de agosto 2010

Quem é que me aguenta, agora?

31 de agosto de 2010 0

Os amigos Jamil e Simone, da Livraria ISASSUL, estiveram presentes à BIENAL DO LIVRO realizada em São Paulo e lá estando, naquele universo de livros, eis que se depararam com o nosso livro FAMÍLIA FRENTE & VERSO ! Pararam prá tirar fotos e me presentearam com tais imagens. Já pensou? Um livro meu na Bienal do Livro em São Paulo….rapaz do céu…quem é que me aguenta, agora?

Silvano – se achando…mas é só por dois minutos..já passou

Crédito das fotos: Jamil Pereira

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Correção sobre a "Paeja"

29 de agosto de 2010 0

Recebo amável mensagem do dono da DON MANUEL PAELLAS, que julgo necessário publicar. Manda-me ele dizer:

“Caro Silvano sou José Manoel Martin Vega Garcia proprietário de Don Manuel Paellas adorei seus comentários mas tem alguns equívocos: não entregamos paellas de moto somente de carro pois de moto chegaria a metade da mesma. E como você mesmo diz a pronúncia Paeja e feita por los hermanos de argentina que pegaram o castellano e fizeram mais ou menos como os brasileiros, deterioraram com o idioma. Peço-lhe se possivel esta correção da entrega e mais uma vez le agradeço pelos elogios ,assim nós sobrevivemos desde 1972, do boca a boca. Somos três hermanos que trabalhamos com tele entrega de paellas por encomendas. À sua disposição para o que necessitar.  (…) Abraços e saude e paz que o resto a gente corre atrás.”

E para arrematar, dê uma conferida ali nos comentários do COISA DE GORDO – 491 que tem três bem ilustrativos sobre este tema.

Silvano

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Coisa de Gordo - 491

27 de agosto de 2010 4

 491 – PAEJA EM GRAVATAÍ

Antes que me corrijam e antes que se confundam com a pronúncia, vamos combinar uma coisa? Sei que o nome do prato é PAELLA, mas todos pronunciamos PAEJA. Crio, portanto, este neologismo e daqui prá frente vamos “paejando” e assim todos me entenderão.

Sim, sou fã desse belo prato de origem castelhana. Fazer uma paeja é um arte, arte que aprecio e adoro. Jamais me arriscaria eu mesmo a fazer uma. São muitas as variáveis, muitos os ingredientes, muitos os temperos.

Certa feita, anos atrás, fomos convidados a degustar uma paeja aqui em Santo Antônio, pelas mão do JUAN (Paquito). O pai dele já era mestre nessa arte e ele também o é. Ao chegarmos, lá estava ele ao redor daquela enorme panela onde se faz paeja. É uma espécie de frigideira gigante, debaixo da qual brotam bocas de fogo, para manter toda a superfície aquecida. Ali, naquele disco metálico, o Juan foi pondo os ingredientes passo a passo.

Nisso reside a arte da paeja. A ordem dos ingredientes. Sabe-se que vão cebolas e tomates, pimentões e similares, sabe-se que ali adentrarão variadas espécies de carne, indo do camarão ao porco, passando pelo frango, às vezes até por carne de coelho. Para ligar e sedimentar isso tudo, entra o arroz triunfal, dando o fim ao preparo do prato. Naquele evento distante nos deliciamos e deleitamos com aquela bela paeja. Inesquecível!

Uns anos depois estávamos em Porto Alegre para um aniversário familiar e aí soubemos que o prato da janta era uma paeja trazida de Cachoeirinha, cidade ligada à capital gaúcha, fazendo parte da metrópole. Uau, mas será que em Porto Alegre não tem quem faça isso? Não tinha. Naquela janta familiar chegou de moto (tele-entrega) a suculenta e deliciosa paeja, que muito nos encantou. Tanto pela aparência, como pelo gosto e pela variedade dos ingredientes. Para sempre guardamos aquilo na memória: – Tem uma paeja imperdível em Cachoeirinha.

Os anos continuaram passando, a tal paeja fez tanto sucesso que enfim se expandiu para a cidade vizinha de Gravataí, outro município que integra a Grande Porto Alegre. Fica ao lado de Cachoeirinha.

O nome do estabelecimento é DON MANUEL PAELLAS e na caixa térmica na qual o motoqueiro a traz tem uma legenda que diz: “Desde 1972″. Sim, desde 1972 ela estava em Cachoeirinha, agora se desdobrou para a cidade ao lado.

O pedido é feito por porções, é óbvio, e a porção é farta, suficiente para aplacar gulas as mais insaciáveis.

Fomos convidados a jantar em Gravataí, por amigos atenciosos que fizeram um jantar inesquecível. Com direito a canapés de entrada, vinhos e espumantes importados, queijos e outras gostosurinhas. Para você ter uma idéia, a sobremesa era do Diego Andino (mas isso é tema para um post futuro). A atração da noite era então uma paeja. E o anfitrião anunciou que se tratava daquela famosa, que citei antes. Ele ligou para a cidade vizinha e o orientaram a fazer o pedido na sua cidade mesmo. Ele então ligou  para a Don Manuel e pediu a delícia do jantar.

Na hora agendada, o motoboy bateu à porta e entregou aquela enorme embalagem térmica contendo a preciosidade. O prato chega quentinho, vai direto para a mesa.

A aparência era bela, linda, o prato redondo veio repleto do amarelo arroz e ornado com enormes camarões. Perceba na foto o que estou falando. A gente fica meio hipnotizado com aqueles camarões todos. Começamos a degustar e as sensações gustativas eram as mais afáveis. Os camarões não eram apenas lindos, eram deliciosos.

No prosseguir do ritual, novos ingredientes se sucediam, perfazendo um verdadeiro desfile de sabores. Os temperos estavam deliciosos, o cheiro do arroz era de estontear, o gosto daquilo tudo estava demais. Aliás, há que se considerar o seguinte. A finalidade toda de uma paeja é o arroz. Tudo que entrou na frigideira, tudo que ali foi adicionado, as cores, os sabores, as texturas, tudo isso tinha como meta preparar o arroz. O inigualável arroz. E nesta noite o arroz estava amarelo, tenro, encorpado, estava demais!

Sim, desde 1972 os caras mantém esta qualidade no preparo e entrega de paejas. Sondei com os anfitriões e parece que até aqui em Santo Antônio eles trazem. Já pensou?

O telefone está ali na foto, mas sempre é bom citar: Don Manuel Paellas, (51)34961611.

O jantar a que fomos esteve dos mais agradáveis. O carinho dos anfitriões, os detalhes, as bebidinhas, a conversa, a alegria do momento, a sobremesa e a deliciosa paeja coroaram aquela noite como um momento especial.

Se você está pensando em comer este prato, fica a dica.

Amigo(a), caia de boca!

Silvano – sempre fazendo você babar no teclado

Crédito das fotos: Silvano Marques

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Coisa de Gordo registrada

27 de agosto de 2010 2

Recebo mensagem de Sidnei, litoral paulista, em Praia Grande, dando conta de que ele mantém um site com o registro da marca COISA DE GORDO. Fui lá conferir e é uma Pizzaria móvel, dessas que a gente contrata para a festa, os caras chegam na casa da gente com tudo e fazem a festa.

Bem legal o site do SIDNEI, e tem cada foto de pizza….de dar água na boca.

Quer conferir?

http://www.coisadegordo.com.br/

Silvano

Crédito da Imagem: retirada do próprio site

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Coisa de Gordo - 490

15 de agosto de 2010 4

490 – LÁPIS CAFÉ

As cidades grandes tentam oferecer aos seus freqüentadores toda sorte de lazer, cultura, diversão. Vez que outra, nós, seus visitantes, nos encantamos com alguma novidade. Bom, novidade para mim, que não conhecia.

No SHOPPING TOTAL, em Porto Alegre, há uma LIVRARIA NOBEL, ambiente agradável, aconchegante, variadas possibilidades de consumo de livros e revistas. Dentro dela existe o LÁPIS CAFÉ. Trata-se de um Café onde se pode beber um Cappuccino, uma bebida qualquer, enquanto a gente lê um livro, conversa, encontra as pessoas. O dono do Lápis Café é um cara chamado ROGÉRIO e ele é peça chave no que passo a relatar.

De uns tempos para cá, em todo sábado que não chove, ocorre a apresentação de um projeto chamado Calçada Cultural. Do lado de fora do café, área externa do shopping, virada para a Avenida Cristóvão Colombo, acontece uma apresentação artística.

Das 16h00min às 18h:00min alguém, ou algum grupo, se apresenta ali, encantando o público assistente. Assim, já houve show de Tango, de Bossa Nova, de Milonga, shows de grupos de dança, entre outros. Num sábado que fomos vimos um delicioso show de LAÍS TETOUR E BANDA, onde a artista desfilou interpretações de rock e pop.

É uma coisa meio louca, o show começa e tem uma meia dúzia de gatos pingados ao redor. À medida que a música vai sendo ouvida, as pessoas vão se aproximando, se sentando nas mesas, pedindo seu café, sua bebida e ficam ali, curtindo o que está se apresentando.

No final das duas horas de apresentação há um monte de gente na assistência, a euforia fica evidente, os aplausos mostram a satisfação do povo em derredor.

Para nós, maridos e namorados, foi criada uma solução espetacular para um grande problema. Sempre que íamos a um shopping munidos de nossas companheiras (esposas, namoradas, amigas, etc) era aquele tédio para nós e para elas. Elas ficavam entrando em todas as lojas e experimentavam todos os sapatos e blusas. A nós restava garimpar um banco de praça que nos acolhesse enquanto a mulher não vinha. Também elas se queixavam de nossas caras, alegando que aquilo atrapalhava sua peregrinação. O que se faz agora? A gente leva a mulher ao Shopping Total, na tarde do sábado e a larga nos corredores das lojas. Nesse meio tempo a gente senta ali no LÁPIS CAFÉ, mesinha ao ar livre, aquele cima de festa e descontração, e curte a apresentação do dia.

Um arraso. Uma idéia muito legal que o Rogério, do Lápis Café, em parceria com a Livraria Nobel e toda a estrutura do shopping proporcionam aos visitantes.

Ontem vimos uma deliciosa roda de samba, com o pessoal da CONFRARIA DO SAMBA, gente de antiga mesclada com gente da nova geração (incluindo o próprio Rogério no tamborim!!) desfilando sucessos de sempre. Foi uma delícia de show, uma linda tarde. Pintou até uma dupla de passistas da Escola de Samba Império da Zona Norte para dar uma canja.

Aliás, é comum nas audições alguns casais começarem a dançar.

Sábado que vem, SE NÃO CHOVER, vai ter um show Roberto Carlos x Elis Regina. Então já sabe o que fazer nas tardes de sábado, certo? Eu tenho batido cartão por lá,sento na mesa, peço meu cappuccino e uma água mineral com gás e está feito o relax do fim-de-semana.

Silvano – o impossível

Crédito das fotos: Silvano Marques

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Cara, parece que a Dilma vai ganhar..

15 de agosto de 2010 0

..fazer o quê? Se eu achava a governadora Yeda uma pessoa arrogante, a Dilma é a arrogância em pessoa. Acho engraçado que até seus comparsas, digo, seus co-partidários se queixam disso. Já houve queixa de deputados, senadores, governadores do PT de que a Dilma os maltratou no Planalto. Como vamos chamar a próxima presidenta, então? Dilma “mão-de-ferro” Roussef? Dilma “carranca” Roussef?

Lembrei do Zé Dirceu aos tempos da CPI do mensalão. Os próprios petistas o acusaram de grosseria, mau-humor e descaso. Será esse um atributo do cargo de Ministro da Casa Civil?

Pois é, nós também vamos ter a nossa Margareth Tatcher. Ou não?

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Coisa de Gordo - 489

03 de agosto de 2010 6

489 – IMPORTANDO VAGABUNDA

O presidente Lula, aquele de quem não posso falar nada sem que sua patrulha ideológica caia de pau, se supera a cada dia. Sua última tirada foi essa de querer acolher a iraniana que vai ser lapidada.

Vamos aos fatos. Em sua recente investida internacional, nosso douto presidente foi ao Irã, aquele país que vive no milênio passado, onde se pode ter quatro esposas e onde os direitos da mulher inexistem. Ah, sim, há outros direitos que não são respeitados na Pérsia, ops, no Irã. O direito de opinar, o direito de escolher religião, o direito de ir e vir, o direito de estudar. Indiferente a isso, Lula viajou por lá e posou de amigo do Ahmadinejad, o presidente iraniano. E do alto de sua magnificência, propôs-se a estabelecer a paz no Oriente Médio, no que tange ao manejo de energia nuclear.

Neste país deplorável (e quem me achar grosseiro nesta afirmação que se mude para lá e tente viver em paz) algumas leis remontam aos tempos da barbárie, de tal sorte que uma mulher adúltera é condenada a ser lapidada, ou seja, apedrejada até a morte. Este e o país que o Lula quer como amigo.

Uma pobre mulher (Sakineh Mohammadi Ashtiani) viúva foi acusada de adultério (crime que sempre negou), levou 99 chibatadas e foi condenada à morte. As leis iranianas são tão absurdamente estúpidas, que na ótica deles, essa mulher deve morrer por ser adúltera. O que traduzindo para a linguagem nacional significa “vagabunda”.

Quem acha que a tal mulher é vagabunda é o governo iraniano, o Lula e todos que apóiam o Irã. Não eu! Para mim trata-se de mulher de atitude normal, usual, socialmente aceitável. Para seus algozes, é uma vagabunda. Que merece ser apedrejada.

A comunidade internacional tem se desdobrado em pedir clemência à suposta “criminosa”, de tal sorte que os caras adiaram a execução. E acenaram com a chance de só enforcá-la, sem apedrejar. E aí entra o Lula querendo postar-se de salvador. Num lance de desvario, ele oferece a nossa pátria mãe gentil para acolher a mulher em questão. Aqui ela poderia viver como viúva, sem ser apedrejada.

Interessante a humanidade de nosso presidente. Fosse a mulher uma CUBANA condenada à morte e ele silenciaria solenemente. Mais que isso, se num lance de fuga espetacular a fictícia cubana chegasse ao Rio de Janeiro e pedisse asilo, o Lula e seu amigo Tarso Genro negariam acolhida e mandariam a mulher de volta ao paredão de Fidel.

No Irã, uma pessoa é perseguida pelo governo por ter feito sexo (será que fez?). Isso sensibiliza o Luiz Inácio.

Em Cuba, pessoas são fuziladas não porque transam com alguém. São fuziladas porque pensam diferente do partidão, do big brother cubano, porque são oposição. E aí o Lula fica cego, surdo e mudo. Não quer dar asilo a ninguém de Cuba.

Tem uma viúva aqui na minha cidade que está condenada a miséria, pobreza, ao abandono na fila do SUS. Não soube de nenhuma reação de nosso Presidente no sentido de resgatá-la.

Vejo nessa mulher iraniana mais uma vítima da barbárie do estado contra o cidadão. O retrato de uma sociedade tosca, atrasada, fora do contexto mundial de civilidade e dos direitos humanos.

E vejo no gesto do Lula apenas a mão do aproveitador. Aos olhos do Ahmadinejad, amigo do Lula, este mesmo Lula quer importar uma “vagabunda”. Aos nossos olhos que não somos ovelha desse governo imoral, trata-se de um ser humano que merece respeito e salvação.

Quanto aos cubanos, “hay que fuzilá-los, pero sin perder la ternura jamás”.

Desce do palco, Lula, desce do palco…

Silvano – o impossível

Crédito da foto: AP com imagem divulgada pela Anistia Internacional

ÀS PATRULHAS IDEOLÓGICAS DO PT

Caros amigos detratores, certo de sua mais forte raiva e do seu mais forte desprezo em relação a mim, posto que ousei falar mal de sua luminescência presidencial, fico no aguardo de suas flechadas de repúdio. A exemplo de outras vezes, já fico no aguardo dos ataques pessoais. Nisso lhes tenho respeito. São ótimos ofendedores pessoais. Falarão de mim, da minha insignificância, alguns às vezes chegam a falar da minha mãe. Quanto ao debate das idéias….ah como são fracos nisso. Enfim, eis minha cara espancada no aguardo de vossos tapas.

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