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Posts de setembro 2010

Coisa de Gordo - 493

21 de setembro de 2010 1

493 – LISETTE GUERRA

A vida tem dessas coisas, a gente encontra coisas belas aqui e ali. Vagávamos pela capital gaúcha, era um sábado de inverno, em que pese nem estivesse tão frio assim. Por motivos outros, tivemos que ir ao Moinhos Shopping. Ali, entre lojas e caras bonitas, entre lanches e elevadores, eis que percebo uma Exposição Fotográfica. Óbvio que me aproximei e, como numa espécie de encanto, fiquei magnetizado pelas fotos.

Eram painéis grandes onde a gente podia ver imagens de Pais e de Mães, muitas delas com seus filhos. Andando por entre os painéis, lendo os cartazes, pude então compreender. A renomada fotógrafa LISETTE GUERRA, de quem sou fã há anos, fez fotos de pais e mães “grávidos” para depois, mais tarde, novamente fotografá-los de posse de seus “pimpolhos”. Assim, numa foto a gente vê aquela mulher toda bonita e um baita barrigão de grávida, para logo em seguida ver a mesma mulher agora com o filho no colo, ou já mais velho, ao seu lado. O mesmo em relação a pais.

Fui percorrendo os painéis deslumbrado, esse tema de pai, mãe, família, filhos, expressões, barrigas e barrigões sempre me chamou a atenção. Sempre achei isso lindo! Pais e seus filhos. Mães e seus filhos.

Nem precisaria comentar a qualidade das imagens, a Lisette dispensa apresentações, já o disse. Mas as fotos estavam simplesmente maravilhosas.

E aí veio o toque mágico. Quem estava ali, sentada, na mesa de centro da exposição? Ela mesma, a Lisette Guerra. Após aquela clássica aproximação de fã (oi, tudo bem, tu é que é a Lisette Guerra?), pude render homenagens a ela, confessando minha admiração pelo seu trabalho. Como disse, já faz tempo que, sempre que posso, confiro suas produções.

A Lisette (ih, já tô ficando íntimo) trabalhou de fotógrafa do jornal Zero Hora por vinte anos e a partir disso fez livros, exposições, trabalhos os mais variados no Brasil e fora do Brasil. Tudo isso a gente pode conferir no site dela em www.lisetteguerra.com.br , sua biografia, os livros, as exposições.

Nesse dia em especial ela estava ali assinando um novo livro que ainda nem está no site, mas que reúne exatamente isso, as tais fotos de pais e mães. E algumas dessas já estão no site. O livro é impresso em duas capas inversas, de um lado ele se chama PAI e do outro se chama MÃE. Em ambos, o subtítulo é “Visão singular de um tema eterno”.

Abrindo o livro por um lado, portanto, você verá fotos de pais e seus filhos. Pais velhos, pais moços, pais famosos, muitas celebridades. Ali desfilam gente como o Davi Coimbra, Túlio Milmann, o diretor Jorge Furtado, os músicos Serginho Moah e Borghettinho, entre tantos outros. Não é de admirar que vários sejam da RBS, afinal a Lisette é cria da casa.

Abrindo o livro pelo outro lado você verá mães, lindas mães, grávidas e não grávidas, mães belas, mães reluzentes. E aquilo que citei, algumas delas com a barriga e na página seguinte com a cria. De novo um desfile de celebridades onde surgem Cristina Ranzolin, Mel Lisboa, Patrícia Poeta, Isabela Fogaça entre tantas outras beldades.

Como se não bastassem as imagens, volta e meia tem uns textos sobre o tema. Escritos por gente famosa, Moacir Scliar, Luiz Coronel, Tânia Carvalho, entre outros.

Impossível não comprar! Como deixar passar aquele momento mágico? Sim, é claro que comprei o livro e me deliciei com uma linda dedicatória da Lisette Guerra prá mim. Como eu disse lá no início.

A vida tem dessas coisas, escrevi lá no início. Para mim, naquele sábado, naquele Shopping, naquela exposição, sentado diante da artista em pessoa, o momento revelou-se mágico. Um arraso.

Silvano – encantado

Crédito das fotos: retiradas do site da fotógrafa; a primeira é reprodução da capa do livro

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Que bicho é este?

17 de setembro de 2010 0

Uns tempos atrás, postei umas fotos de um pássaro azul que me apareceu aqui onde vivo. Naquela época, desconhecia o nome dele, a espécie, e lancei a pergunta aqui no blog: – Alguém sabe o nome desse pasarinho? Pois recebi gentil comentário de VERA MEDEIROS, matando a charada. Ela mantém um blog sobre isso, com desenhos e fotos de pássaros. Fica no http://www.explorandoaves.blogspot.com/ .

Disse-me a Vera:

Silvano o passaro da tua foto é o sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca)
Valeu

Eu é que digo VALEU, Vera! Gostei de saber.

Silvano

Crédito da foto: Silvano Marques

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Coisa de Gordo - 492

12 de setembro de 2010 2

492 – NOSSO LAR

Não lhe é novidade que sou espírita e é óbvio que eu já estava esperando pela estréia desse filme que tem feito sucesso nas bilheterias dos cinemas brasileiros. Sim, aguardava impaciente pela estréia do filme NOSSO LAR nas salas de projeção.

Sou um espírita mais velho que você. Hoje em dia as pessoas adentram as portas dos Centros Espíritas a partir da leitura do livro Violetas na Janela, ou então o último romance da Zíbia Gasparetto. No meu tempo, a gente despertava a curiosidade pelo mundo espiritual a partir desse livro narrado em primeira pessoa pelo médico “André Luiz”. Sim, naquelas páginas de minha juventude a gente lia o relato da morte dele da sua transição no Umbral e sua entrada na Colônia Espiritual Nosso Lar. Tudo através da psicografia de Chico Xavier.

O filme ora citado traz com perfeição este relato.

As cenas são colocadas numa espécie de flash-back, com a consciência do personagem indo e vindo no tempo. Nessas tomadas iniciais a gente acompanha os últimos dias na vida “encarnada” do médico, para logo a seguir presenciar sua morte e as agruras que ele vai enfrentar nos momentos seguintes a isso.

Sempre imaginamos um filme versando sobre esse livro. Nós, do meio espírita, sempre imaginávamos que era um belo roteiro para a tela grande. Mas nos intimidávamos justamente pelas limitadas condições do cinema nacional em prover recursos para empreendimento tão ousado. Pois os caras assumiram o desafio e fizeram um filme de 20 milhões de reais, com os mais diversos efeitos visuais e sonoros que se possa imaginar. As tomadas que mostram a colônia Nosso Lar do alto são magníficas, as paisagens de seus recantos e alamedas são oníricas e para quem leu o livro é uma agradável sensação de já ter lido aquilo. Sim, o filme é fiel ao livro.

A mim que ainda engatinho na iluminação de minha alma perturbada, que tateio na escuridão da noite longa da evolução, as cenas que mostram o UMBRAL foram um tanto tocantes. Sim, confesso-lhe que aquele ambiente escuro e inóspito me calou fundo na memória, parece que lembrei recentemente ter andado por ali.

O desempenho dos atores é muito marcante, os personagens se sucedendo em cena, traduzindo as mais diversas emoções, indo da angústia ao desespero, da consternação ao carinho.

Leio na Revista veja desta semana que o filme está fazendo um sucesso danado e na página do Ministério da Cultura há uma votação para que o público indique qual filme brasileiro gostaria de ver no OSCAR. Pois acredite, o NOSSO LAR também lá está arrasando na votação. Olhando os filmes que têm concorrido a Oscar de Melhor Filme estrangeiro e olhando para este filme em questão, ele não me parece adequado aos padrões da Academia. Mas, ao fim e ao cabo, tudo é possível. Portanto…é óbvio que já fui lá e votei por este filme. (http://www.cultura.gov.br/site/2010/09/08/enquete-oscar/)

Uma coisa que sempre me intrigou nessa história era a orientação espacial dos diferentes planos e dimensões. Pois o diretor conseguiu colocar na tela o que eu nem em imaginação conseguia. Do alto a gente vê os portões da colônia, mais abaixo as zonas do Umbral e lá longe, ainda mais embaixo, o planeta Terra. Muito legal!

Algumas dicas eu ousaria lhe dar se decidir ver este filme.

Você até pode ir acompanhado, em turma, como quiser, mas na hora de sentar, peça para ficar a sós, sem nenhum chato que fique do seu lado olhando seus olhos para ver se você está chorando. Espalhe-se pelo cinema, cada pessoa envolta na sua própria intimidade. Falo isso porque VOCÊ VAI CHORAR! E nessa hora é melhor uma certa privacidade.

Não, não é necessário ter lido livro para ver o filme. Iria até mais longe dizendo que se você não conhece a história, veja o filme antes. Mas, depois do filme, adquira o livro para poder expandir suas emoções.

Por fim, ao entrar na sala de projeção, dispa-se de seus preconceitos, deixe do lado de fora algumas idéias mais recalcitrantes que lhe atormentam o coração e curta o passeio nas ondas do sentimento.

É um belo filme! Um baita filme! Uma produção ousada para terras brasileiras. A música é emocionante. Também…assinada por ninguém menos que Philip Glass…só podia ser linda.

Nota: 8,5 . Imperdível!

Silvano – em lágrimas

Crédito do cartaz: retirado do site oficial do filme

FICHA TÉCNICA:

Diretor: Wagner de Assis

Elenco: Renato Prieto como André Luiz, Othon Bastos, Ana Rosa, Paulo Goulart, Werner Schünemann, Fernando Alves Pinto, Rodrigo dos Santos, Inez Viana, Rosanne Mulholland, Clemente Viscaíno, Lu Grimaldi, Selma Egrei, Nicola Siri, Helena Varvaki, Cesar Cardadeiro, Lisa Fávero, Ana Beatriz Corrêa, Chica Xavier

Produção: Iafa Britz

Roteiro: Wagner de Assis, baseado no livro de Chico Xavier

Fotografia: Ueli Steiger

Trilha Sonora: Philip Glass

Ano: 2010

Gênero: Drama

Distribuidora: Fox Film

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Você tem afinidade com o seu Deputado?

03 de setembro de 2010 0

O site VOTO ABERTO colocou na rede uma ferramenta no mínimo curiosa para testar a afinidade dos Deputados de nosso Estado com as nossas posições políticas. Na parte chamada EXTRATO PARLAMENTAR você deve selecionar o Estado da Federação em que vota e depois em INICIAR CONSULTA. Aí aparecerá um teste com doze perguntas alusivas a temas votados pelos deputados. Você marca as suas respostas e então clica em AVANÇAR.

SURPRESA! Aí aparecerão os nomes dos deputados com os quais mais você se afina.

Quase caí da cadeira. No meu teste mostoru que a LUCIANA GENRO do PSOL é a Deputada com a qual mais me afino. Me tira o tubo!

Outra coisa bem legal. Deslize o mouse sobre a bandeirinha azul que fica na coluna da direita para ver, caso a caso, os votos dos Deputados, inclusive aquele com o qual você mais se afinou.

Anyway, clique aqui abaixo e confira a sua afinidade também. E prepare-se para descobrir-se um “comunista honorário”.

Silvano

http://www.votoaberto.com.br/extratoparlamentar/index.php

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As horas de Katharina

01 de setembro de 2010 0

Li numa Revista Veja, dia desses, matéria sobre o livro AS HORAS DE KATHARINA, de autoria de Bruno Tolentino. O livro traz poesias de uma condessa fictícia que foi colocada em um Convento, por seu pai cruel. Lá, na solidão do isolamento, ela lança seu lamento. Junto com a matéria tem um soneto tocante que coloco agora aqui. Silvano

VIA CRUCIS – Bruno Tolentino

 A Via Crucis foi uma selvageria,

A crucificação uma brutalidade;

Mas em três, quatro horas, acabou a agonia,

Baixou a eternidade.

Eu vivo aqui, crucificada noite e dia,

Carrego da manhã à tarde

O meu lenho de opróbrio e a noite me excrucia,

Lenta, fria, covarde.

Ah, como eu preferia

Que me crucificassem de uma vez, sem o alarde

De algum terceiro dia!

Mas toca-me seguir nessa monotonia,

A agonia de alçar-me do catre

E abrir de novo os braços, vazia.

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