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Posts de novembro 2010

Coisa de Gordo - 500

28 de novembro de 2010 6

500 – PARABÉNS, MACONHEIRO

Parabéns, caro Maconheiro, vendo as cenas de combate nas favelas do Rio de Janeiro, lembrei de você, meu caro puxador de fumo. Com sua iniciativa, com sua proposta de vida, você conseguiu manter no poder por cerca de trinta anos o pior que uma sociedade já conseguiu produzir. Essa ralé de traficantes de drogas.

Você, venceu, meu caro viciado. Você conseguiu ceifar vidas e mais vidas ao longo de toda sua vida. Sim, pois, a cada “baseado” novo, a cada nova carreira de cocaína aspirada, você alimentou e deu poder e dinheiro aos traficantes. Você lhes garantiu armas, casas, carros velozes, lanchas, você manteve por todo esse tempo o luxo e a ostentação que esses “magnatas” sociais vivenciaram.

Sua proposta de vida era no mínimo interessante. Você sempre soube que usar drogas era uma coisa ilegal, mas nem por isso você desistiu de experimentar as sensações, de “curtir”, de compartilhar esse seu hábito destrutivo. Sim, ao longo dos anos, você se manteve sempre comprando um baseado aqui, outro ali, comprando de um amigo, de um conhecido. Pedindo um pouquinho de cocaína. Provando eventualmente algum comprimido novo, uma pedra, uma novidade. Sim, independente do que isso causava na sociedade, você continuou nessa sua caminhada.

Vendo o tiroteio na cidade do Rio de Janeiro, que apenas repete o que acontece em Porto Alegre ou qualquer outra metrópole ou cidade brasileira, lembrei de você, estimado Maconheiro. Dei-me conta de que você é que sustentou a compra dos rifles, das pistolas, das metralhadoras.

E lembrei também que você é o patrocinador do clima de terror instituído nas cercanias das “bocas de fumo”. Você garantiu que os traficantes dizimassem comunidades, impusessem sua crueldade com as pessoas ao seu redor, estabelecessem suas próprias leis, ditassem regras.

Agora, na capital carioca, as autoridade estão tentando dar um basta nessa sua empreitada. O que me faz lembrar do fim do filme CIDADE DE DEUS, quando os traficantes são dizimados, sendo imediatamente substituídos pelas crianças que eles criaram para isso. Ora, lembrei, em breve uma nova geração de traficantes vai estar lá. E isso só vai acontecer, meu querido puxador de fumo, graças ao seu projeto de vida.

Imbuído desse seu hábito mordaz, você vai continuar “curtindo” o momento, “puxando seu fumo”, vai continuar mantendo essa indústria do mal.

Vejo na mídia o sucesso das operações policiais no Rio de Janeiro. Só que lembrei que elas não o atingirão, meu doce maconheiro. Você, envolto em seu próprio egoísmo, vai continuar a semear o mal no seio da sociedade.

Por isso lembrei de lhe dar os parabéns! Esta batalha do Rio está sendo vencida pela Polícia. Mas a Guerra contra as drogas vai muito além. Ela vai até você, caro Maconheiro intocável. Você faz o que faz, e no dia seguinte vai trabalhar normalmente, esquecendo-se de que na sua consciência estão cenas terríveis de mortes, violência, barbárie. Tudo coisa que você, Maconheiro, construiu.

Parabéns, Maconheiro, você venceu mais uma vez.

SILVANO – o impossível

Crédito da foto: STOCK Photo – foto ist2_3079828-stardust

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AVATAR, AVATAR

28 de novembro de 2010 0

Vendo mais uma vez o filme AVATAR na SKY, filme que eu já vira no cinema, continuo abismado com a tremenda MARMELADA que a Academia do Oscar promoveu! Deram o Oscar de melhor filme àquele troço chamado…como é mesmo? Ahá…nem você lembra. Sim, o tal filmeco é uma bomba. Pois é, o AVATAR tem uma concepção visual, ecológica, pacifista, geográfica, social, moral, impressionante! Filmaço, filmaço! Merecia ter levado a premiação.

Faer o quê? A vida é assim.

SILVANO – viúva do James Cameron

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Coisa de Gordo - 499

25 de novembro de 2010 0

499 – DE NOVO A JANELA

Já conversamos aqui sobre esta variedade de churrasco, a JANELA, que é aquela costela bovina enorme que se assa lentamente na churrasqueira. Aliás, há várias denominações para esta carne. Além, de ser chamada de Janela, recebe os nomes de COSTELÃO e ainda COSTELA DE 12 HORAS. Este último alude ao tempo de preparo que as churrascarias dispensam a isso. Você vai lá comer uma dessas na janta? Pois saiba que desde as oito da manhã ela já estava ali, nas brasas.

Tenho uma teoria sobre o Costelão: – não se deve fazê-lo em casa.

Motivo UM: – para fazer esta carne desse modo você vai gastar bastante carvão. Manter o fogo por cinco ou seis horas não é coisa para um ou dois sacos de carvão. Vai um, e mais um e mais outro. É carvão que não acaba mais.

Motivo DOIS: – em casa não se deve levar as tais 12 horas para preparar, mas seguramente umas quatro ou cinco vão ser necessárias; isso vai detonar a sua churrasqueira, ela começa a ter pequenas rachaduras, o calor em excesso agride o utensílio que não foi feito para isso.

Motivo TRÊS: – a espera é cruciante, as horas passam e você não pode tascar o dente naquela carne toda. Em texto anterior já comentei de um amigo (Jasper) que levava paralelamente uma picanha para acalmar a fúria dos glutões presentes.

Esta minha teoria tem uma exceção, o que muito me satisfaz. Trata-se da Janela que o Professor Zeca (o Papa da Hidroginástica do litoral gaúcho) faz. E é a ela que me referirei hoje.

Volta e meia o Prof. Zeca telefona e convoca: – Dia tal, vai ter um Costelão. Seu telefonema é uma ordem aos meus ouvidos insaciáveis. E a partir da ligação a gente fica na expectativa para mais uma vez degustar essa preciosidade.

Acostumado que ele é com o fogo, posto que mantém uma caldeira aquecendo continuamente a sua piscina, ele bota fogo no carvão lá pelas cinco da tarde, creio eu. E volta prá dentro da piscina, envolto que está nas suas aulas de hidroginástica e natação.

Entre uma aula e outra ela vai lá e bota aquele “meio boi” na churrasqueira, aquela baita costela, como que “esquecendo-a” ali, na caloria, enquanto se detém com os alunos dentro d’água.

Passa-se mais uma hora, ele vai lá, dá uma conferida, bota mais carvão e volta prá água. E assim sucessivamente. Então perceba que, por uma característica profissional, por trabalhar em casa, por ser afeito às labaredas, o Prof. Zeca achou um jeito de conciliar a feitura da Janela com sua vida prática diária.

Para nós, os convidados, resta chegar lá de noite, em torno das nove horas, quase na hora de comer a suculenta carne.

E o ponto do preparo não deixa dúvidas. Quando você consegue desprender o osso da carne com facilidade, com um leve forçar da sua mão, é sinal que esta pronta!

Tem gente que diz que a carne mais saborosa do churrasco é aquela que é assado junto a algum osso. Pode ser, pode ser.

Mantendo sua tradição, o Prof. Zeca nos fez o bendito convite recentemente e mostrou que não desaprendeu de fazer o troço. Ficou delicioso. Perceba nas fotos o ponto da carne. O aspecto. A textura. Imagine o sabor, o cheiro disso tudo, bem na hora da fome.

Certo, certo, pare de babar no teclado.

Então já sabe. Na sua próxima ida à churrascaria, peça para comer da COSTELA DE DOZE HORAS, para ter noção do que estou falando. Longe que estou das capitais metropolitanas, a mim resta esperar ansioso pelo telefonema do Prof. Zeca a cada seis ou oito meses. E depois, enquanto os convivas se distraem com uma ou outra bobagem, cravar o dente naquele ossão e voltar à idade das cavernas.

Eita coisa boa, seu!!

Silvano – o impossível

Crédito das fotos: Silvano Marques

 

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Coisa de Gordo - 498

17 de novembro de 2010 0

498 – SERIADO NOVO

Quem tem acesso ao canal FOX, seja na SKY, na NET ou seus similares, tem a sua disposição faz pouco tempo um belo seriado de suspense e aventura. Trata-se do DEAD WALK, mais um seriado de zumbis, você dirá. Mas perceba que tava caindo de maduro.

Esta história da hecatombe mundial tem infestado os filmes da atualidade, acho que inclusive de uma forma mais intensa do que lá ao redor do ano 2000. Os filmes de tragédias passaram e desfilar diante de nossos olhos toda sorte de fim do mundo, acho que na atualidade isso se dá por causa do tal do calendário dos Maias. Aquele que avisou que o mundo acaba em 2012.

Pelo sim, pelo não, tenho feito compras em 50-60 prestações. O mínimo que acontece é isso tudo acabar e eu não precisar pagar o resto do carnê.

No entanto, meus cabelo brancos já me avisam que tudo vai continuar e eu terei sim, que pagar todas as prestações contraídas!

Num remake dos anos setenta, o Will Smith veio naquele belo filme onde ele ficava sozinho na metrópole onde todos tinham ou morrido ou virado zumbis. Em EU SOU A LENDA os cenários foram grandiosos, instigantes, a idéia ficou ali, dando sopa, esperando que alguém desse seqüência ao tema. E sim, parece que perceberam que havia material para mais do que um filme, que dava para fazer uma série.

E foi o que fizeram.

O primeiro episódio mostra um policial (aparentemente o “mocinho” da história) acordando de uma cirurgia em um hospital deserto. Numa rua deserta, de uma cidade deserta. Ainda em roupas de hospital, ele sai em direção à sua casa sem entender nada do que se passa, momento em que dá de cara com a nova realidade reinante.

As ruas estão tomadas por zumbis, que correm famintos atrás de carne humana. Ou de qualquer animal. Tem uma cena em que comem um cavalo no meio da avenida! Que nojo!

A partir daí os episódios vão se desenrolando. Entram personagens, saem personagens. O nosso herói parte em busca da mulher e do filho, os perigos são infinitos.

Em relação ao filme do Smith estes zumbis aqui têm uma diferença. Eles podem andar na luz do dia, sem serem incinerados. Mas a exemplo de todos os outros enredos similares, só são eliminados se tiverem seus cérebros destruídos. Não adianta dar tiro na barriga nem no peito. Tem que ser na cabeça.

Lendo isso você deve estar achando a coisa meio sanguinária e talvez seja mesmo. Mas dentre outras qualidades, este seriado tem uma divagação filosófica que o difere de outras investidas.

Nesses filmes de tragédias, navios, fins de mundo, em geral as pessoas envolvidas são legais, esforçadas, se unem pelo bem comum. O que DEAD WALK mostra é mais real. E cruel. Algumas pessoas mostradas como sendo “humanas”, ou seja, que ainda não viraram zumbis nem foram mortas, mostram características sórdidas no grupo social. Ali desfilam canalhas, traidores, espancadores de mulher, bandidos os mais variados. E ironicamente, nesta história, eles estão colocados no time dos mocinhos. Dia desses estava vendo um episódio e comentei, após uma cena, que um certo personagem era pior do que os zumbis que o perseguiam, que merecia ser pego e comido vivo.

O cenário é igualmente fascinante, essa coisa de metrópole deserta magnetiza tanto diretores e roteiristas quanto o público em geral (nós). As ruas vazias, as lojas e shoppings à disposição, o objeto de desejo colocado ao lado do instrumento de morte!

As soluções dadas pelas pessoas são instigantes, a gente fica se imaginando no lugar delas, como agiria, o eu faria primeiro.

Esse seriado é extraído de uma revista em quadrinhos, de nome OS MORTOS-VIVOS, que no Brasil sai pela editora HQ Manics. O autor dos quadrinhos é Robert Kirkman.

Fica a dica. É um belo seriado de suspense e a sua classificação é 16 anos! Passas nas noites de terça-feira, às 22:0h. Claro que deve repetir em outro dia e horário.

Silvano – misterioso

Crédito das fotos: retiradas do site da FOX Brasil e site da HQManiacs Editora

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ENEM tão dando bola

09 de novembro de 2010 2

Você deve estar pensando que o Governo está preocupado com mais esta bagunça do ENEM, que seria uma outra crise. Tolinho(a), acompanhe o raciocínio. Foram 3 milhões de alunos que fizeram as provas e foi divulgado que o custo da prova foi de 180 milhõdes de reais. Faça a conta, cada prova custou 60,00 reais. Uau! Eu que, do alto da minha insignificância, já adentrei o mercado editorial, lhe afirmo que para a Gráfica, o custo de impressão de mil livros de 150 páginas, capa plastificada e colorida, sai em torno de 5,00 reais por exemplar! O resto do preço do livro vai sendo composto pela Editora, pela Livraria, pelos direitos do autor. Aí aquele fictício livro fica em torno de uns 25,00. Bom, mas esse custo da gráfica é para mil livros! Se você encomendar TRÊS MILHÕES de livros…fica mais barato.

Falemos desses caderninhos impressos das provas do ENEM. Eram bem menos páginas, papelzinho comum, nada de cor, todas as imagens eram um preto e branco ralado. E mesmo se considerando que cada aluno recebeu dois cadernos (um em cada dia), a discrepância permanece! Imagino que na nossa fictícia gráfica, esses fascículos tipo do ENEM sairiam por menos de um real cada um. Pois custaram 180 milhões, o que dá 60,00 reais por aluno, ou 30,00 reais por cada fascículo editado.

Mas fique calmo(a), parece que vão anular esta prova do ENEM. E aí, o povo vai ter que pagar MAIS 180 MILHÕES para imprimir as novas provas.

E você aí pensando que os caras do governo tão preocupados com isso. Que nada! Eles tão é felizes da vida! Você está aí se incomodando com as notícias das fraudes. Eles tão rindo de você ENEM tão dando bola!

Silvano – alguém tem que pagar o ar condicionado deles em Bariloche – nós

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Coisa de Gordo - 497

06 de novembro de 2010 0

497 – DESCONSTRUINDO UM HERÓI

Minha geração viveu umas coisas bem interessantes, dentre elas a festa do Sesquicentenário da Independência. O ano era 1972 e naquela data se festejava os tais 150 anos da Independência do Brasil. Bem a propósito, o cinema nacional lançou um filme chamado INDEPENDÊNCIA OU MORTE, onde o Tarcísio Meira interpretava um Dom Pedro I altivo, grandioso, heróico. Por força disso, e por tantas outras coisas, tínhamos este conceito, essa imagem acerca do nosso imperador.

Aí o Laurentino Gomes lançou o livro 1808, aqui já comentado, delicioso relato da vinda da família real para o Brasil, fugindo de Napoleão Bonaparte. Agora, ele traz a público o delicioso 1822, com o subtítulo: “Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado”.

Essa coisa de faturar em cima da História Brasileira é recente. Nos tempos de colégio detestávamos o estudo da história nacional, preferindo sempre as coisas da História Geral, os relatos mundo afora. De uns dez anos para cá alguns autores mudaram esse paradigma, passando a nos contar as coisas aqui acontecidas num tom mais afável, mais interessante. E obviamente mais impressionante. O Peninha com a sua série Terra Brasilis que o diga.

Você sabe disso, Dom João VI veio para o Brasil, mais tarde voltou para Portugal, aqui deixando seu filho, Pedro I. Este filho se rebelou contra o pai e declarou a independência da então colônia, numa aparente ruptura. Até aqui todos estudávamos. Essa era a seqüência oficial.

Lendo o livro anterior, e agora lendo esse maravilhoso livro do Laurentino, comecei a desconstruir esse meu herói, o Pedro I.

Após ter proclamado a Independência em 1822, ele ficou à frente da nova nação apenas nove anos, dando o pé e voltando para Portugal em 1831. Isso por si só já me irritaria, me desiludiria. O cara nos liberta do colonizador, reúne em torno de si uma nação recém nascida, e sem mais nem menos dá no pé!

Para piorar minha emoção negativa, e levando em conta o fato de que trabalho em meio a crianças e a mim me chocam as situações de abandono, percebi que nosso então herói abandonou seu filho de apenas CINCO ANOS quando se foi para Portugal, deixando-o aqui para que cuidasse no país.

Para engrossar mais o caldo de minha revolta, esse filho abandonado era órfão de mãe desde que tinha um ano de idade! Sim, estamos falando de Dom Pedro II, filho da Imperatriz Leopoldina, que perdeu sua mãe quando tinha um ano de vida.

Então vejamos. Nosso herói proclamou a Independência, fugiu nove anos depois e abandonou seu filho órfão de mãe. Que herói é este?

Certo, certo, lendo o rico livro 1822 a gente entende todas as conjunturas internacionais, os jogos do poder, as escaramuças e até consegue entender a seqüência dos fatos. Entende mas não justifica!

O livro é precioso na sua narrativa, na sua riqueza de detalhes. Lá pelas tantas o autor comenta uma coisa que me trouxe luzes a dilemas da atualidade. Ele cita que o Pedro I era abolicionista, isso mesmo, ele era contra a escravatura! Mas não pôde extirpá-la da nação, tendo ela perdurado ainda por quase setenta anos mais. Um abolicionista que não pôde acabar com a escravidão. Lembrei da Dilma, uma aborteira convicta, e que não vai poder implantar a legalização do aborto em solo nacional. Pois é, nem sempre o governante pode implantar as suas convicções pessoais. São as tais das circunstâncias! As tais das forças ocultas de que falava Jânio Quadros.

Um outro ensinamento que o autor traz é que tínhamos uma imagem de que a Independência houvera sido uma transição calma e pacífica. Errado! Ele nos conta que muito sangue foi derramado, por anos ainda, na consolidação da independência.

Enfim, fica esta sugestão de leitura!

Faça essa viagem no tempo e forme sua própria opinião! Não sabe quem é o Tarcísio Meira? Ora, é o marido da Glória Menezes!! São aqueles dois que fizeram a novela Cavalo de Aço na Globo. Ainda não sabe? Irmãos Coragem, então, nem pensar!

Bom, leia o livro.

Silvano – véio  e encarquilhado

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