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Posts de dezembro 2010

Receita Portuguesa com Cáqui

29 de dezembro de 2010 0

Recebi este belo comentário de uma leitora de Portugal acerca dos meus “amados” CÁQUIS (ou caquis, oxítonos, como queiram). O nome da moçoila é Maria José e do lado de lá do Oceano Atlântico ela nos brinda com essa receita. E ainda mais, nos revela que por lá chamam esta fruta de Dióspiro, já pensou? Aproveite.

Silvano – mas que coisa

Disse a Maria José:

Também gosto de cáqui. Cá em Portugal tem um nome bem diferente. Chamamos a esse fantástico fruto de dióspiro. Vá-se lá saber o porquê de dois nomes tão diferentes. Estamos agora na época deles pois o frio chegou e é um regalo para os olhos ver as árvores com o fruto, sem folhas. a primeira vez que vi, fiquei surpresa. Sim, eu nasci em Angola e lá não há essa árvore. Aprendi a gostar e deram-me uma saca de cerca de 3 Kilos. Que fazer?
Pois, para além de comer, resolvi fazer um bolo. Fico muito bom. A receita aqui vai:

BOLO DE POLPA DE DIÓSPIRO

Ingredientes:
2 ovos
Polpa de 2 Dióspiros (se forem pequenos pode usar 4)
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina derretida
Sumo de meio limão ou laranja (o que se tiver em casa…)
250 gramas de açúcar
300 gramas de farinha
1 colher de chá de canela
1 pitada de sal
Nozes picadas q.b.

Execução:
Misturar os ovos com o açúcar e bater.
De seguida, juntar a polpa de Dióspiro (deve ser triturada, sobretudo se forem usados dióspiros de roer)
Juntar o sumo de limão ou laranja
Juntar o açúcar e misturar bem
De seguida junta-se a farinha e vai-se misturando a pouco e pouco.
Junta-se a colher de canela, a pitada de sal e as nozes picadas envolvem-se na massa espalhando-as de forma homogénea.
Espero que experimentem pois fica diferente, muito tradicional e acho que muito para esta época de Natal.  Tudo de bom.

Maria José

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China em destaque - Sandra Mansur

29 de dezembro de 2010 0

Lembra que contei de um amigo que andou pela China? Pois quando lá esteve ele contou com o serviço da SANDRA MANSUR, que lhe serviu de intérprete e guia. Num ato de delicadeza da parte dela, ao ler o meu relato aqui no blog, ela se manifestou. Pedi então que nos enviasse fotos, coisas da China, relatos, que asim a gente vai enriquecendo o painel deste blog. E ela enviou! As 3 fotos aqui abaixo são de autoria dela, portanto! Silvano

SOBRE O ATO DE COMER CACHORRO

Silvano, na China se come cachorro porque se gosta do paladar e não porque a populacao seja enorme e eles precisem comer de tudo. Atualmente a China tem fartura enorme de alimentos e inclusive tem alimentos que no Brasil eu nunca havia visto. E como moradora há quase 11 anos aqui vou ter que defender os chineses, pois é o Pais que eu decidi morar, não nasci aqui, mas eu tenho por eles maior respeito. SANDRA

MÁQUINA DE CAMISA

A gente tá acostumado a ver maquina de refrigerantes, aonde a gente somente coloca o dinheiro e recebe um refrigerante. Nesse caso estamos falando de camisa. Coloca-se o dinheiro e recebe, ISSO MESMO!! uma camisa. O pior é que tem gente que vai a esse shopping e compra camisas na maquina, vai entender! SANDRA


 

 

 

TAXISTA COME CANA

Nesta foto o motorista do taxi está comendo cana, isso mesmo!!! Cana de acucar! Ele mastiga e cospe o bagaco pela janela e prá todos isso é muito normal. Na outra foto aparece uma mulher vendendo cana na rua. SANDRA





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Coisa de Gordo - 503

26 de dezembro de 2010 0

503 – CHOQUE CULTURAL

Um amigo meu (José Silva) andou pela China em viagem de negócios e dia desses fomos visitá-lo para saber das novidades. Conversa indo e vindo, ele narrou várias de suas impressões acerca daquele tão instigante quanto populoso país. E como não poderia deixar de ser, mostrou-me algumas fotos que fez por lá, o que ilustra em parte aquilo que denominamos choque cultural.

Sempre tive uma impressão agrária da China, dentro de minha pouca cultura e de meu estreito saber. Usava como referência um livro chamado HENFIL NA CHINA ANTES DA COCA-COLA, um best-seller dos anos oitenta. Nesse livro o cartunista Henfil, que viria a morrer de AIDS naquele tempo em que ainda se morria disso, contava sua viagem à China, seu deslumbramento, suas impressões enfim. E lá daquele longínquo tempo ele nos passou essa idéia de um país atrasado, agrário, com muitas lavouras, onde as pessoas faziam xixi e cocô e despejavam os dejetos nas plantações para servirem de adubo. Essas e outras nojeiras ele nos relatava.

Passaram-se as décadas, o Henfil morreu e a China acordou. Hoje é este país forte, essa potência de consumo e produção, essa cultura que se espalha pelo planeta cada dia mais. Imagine uma pessoa lhe contar que faria um “Curso de Mandarim” lá pelos idos de 1980-1985. Você a chamaria de louca ou desocupada. Hoje isso virou quase uma febre, tá todo mundo querendo falar chinês e tudo se volta para lá.

Mas falava do meu amigo, o Zé. Lá pelas tantas ele me perguntou se eu conhecia GALINHA PRETA, eu disse que sim, mas aí ele me mostrou as fotos da galinha preta dos chineses. Uma das iguarias que eles comem em seus restaurantes. Interessante notar que, quando viva, a tal galinha tem penas brancas, mas, ao ser depenada e sapecada, veja que cor negra! E a chinesada mandando ver na galinha preta.

Até aí tudo bem, nada de tão estranho assim. Trata-se, imaginei eu, de uma simples variante de nossas velhas e conhecidas galinhas. Mas de qualquer forma, eu de minha parte, nunca havia visto isso.

Como a população da China está em UM BILHÃO E TREZENTOS MILHÕES, os caras tem que comer de tudo. Tudo mesmo!

Numa foto mais adiante ele me mostrou um restaurante onde a cozinheira preparava algumas cobras para a refeição Isso mesmo, ia servir cobra como prato da casa. E você aí com nojo dos ofídios.

E para arrematar o festival de horrores, me mostrou fotos de outro local onde o açougueiro preparava um cachorro para ser comido. Sim senhor(a), os “chinas comem cachorros.

Tenho uma amiga que é louca por cachorros, se ler este texto e vir essas fotos por certo haverá de horrorizar-se. Os pobres cãezinhos servindo de comida para humanos.

Aí é que a gente se dá conta do citado choque cultural. Para nós, matar um cachorro com esse fim é algo que se aproxima da barbárie. Para eles, trata-se de apenas uma variante alimentar.

Longe de mim querer achar certo ou errado o que lá fazem os chineses, apenas fico a observar as discrepâncias de costumes.

Um indiano por certo diria o mesmo de nós que consumimos bovinos em nossa mesa. Para eles a vaca é animal sagrado. Para nós….picanha e guisado.

Se eu tivesse a chance de viajar à China, imagino que não me permitiria experimentar cachorro assado. Já como coisas estranhas nesta vida. Coelho, Mulita (Tatu), Faisão, Tatuíra, Avestruz entre outros. Mas comer cachorro!!?? Aí é demais.

Deixo ao Zé Silva o sabor desta experiência.

Silvano – o impossível

 Crédito das fotos: José Silva

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ADEUS, ANO VELHO

26 de dezembro de 2010 0

Cara, mais um ano se passou! Feliz 2011 a você que me agüentou por mais esta temporada! Obrigado pela seleta companhia! Ainda imerso em panetones, rabanadas e lombos assados, preparo-me para recomeçar a farra alimentar daqui a cinco dias! Dê-lhe festa! “Eita” mês de excessos esse de dezembro, seu!!

Silvano

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Coisa de Gordo - 502

15 de dezembro de 2010 1

502 – EU AJUDEI A DESMATAR A AMAZÔNIA

Por força desse texto que andei escrevendo sobre fumar maconha e sua relação com o drama do Rio de Janeiro, nos dias seguintes me caiu nas mãos um e-mail de uma pessoa que abria o texto dizendo que também ela era culpada do que estava acontecendo, que nas festas que ia sempre rolava cocaína. O título do e-mail era EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO.

Sem nenhum laivo de criatividade, e pirateando completamente essa frase, ouso aqui dizer que EU AJUDEI A DESMATAR A AMAZÔNIA.

Eram dias quentes esses de dezembro (antes de entrar esse frio maluco) e numa certa noite eu olhei a Mulher e lhe disse: – Vamos exorcizar o nosso escritório? Trata-se de pequena peça da casa onde ficam os livros, as contas pagas, as coleções, os dicionários, os livros, os papéis, os livros…e ah sim, já ia esquecendo…os livros.

Exorcizar significa fazer uma coisa. A gente tira TUDO de dentro da peça e depois, através de criteriosa seleção, recoloca as coisas no lugar. A intenção é óbvia. É dar uma reciclada, uma sacudida, mudar e arejar o ambiente.

Junto com o pó que vinha se acumulando igualmente o foram algumas folhas de papel. Papel, papel, e mais papel.

Amigo(a), aquilo que imaginávamos fazer num dia se estendeu por dois ou três. E fiquei impressionado com a profusão de papel inútil, papel velho, papel reciclável que eu mantinha ali guardado! Fui empilhando esse material na esperança de que aparecesse algum catador que pudesse vendê-lo, levando a tralha toda para a reciclagem obrigatória.

Vendo a pilha de papel até então guardada, dei-me conta de que sim, sou um dos responsáveis pelo desmatamento da Amazônia. Um pedaço dela está ali em minha casa, no escritório, aguardando remoção para a usina de reciclagem. Quantas árvores, quanta floresta não terei eu derrubado com tal ato depositário? Para que reter, conter, prender tanto resíduo vegetal em casa?

Como a gente junta papel, meu Deus do céu!!!

Já não bastam as contas e seus recibos, os papéis do Imposto de Renda que a gente tem que guardar por cinco anos e depois rasga com prazer, já não bastam os cartões de natal recebidos, as lembranças escolares, além disso tudo ainda chegam revistas, encartes, jornais, livros, muitos livros. É papel e papel.

Sempre que se fala nisso sobrevém aquela velha discussão de que um dia o livro impresso vai acabar, e já me antecipo dizendo que sou contra isso, gosto do manuseio do livro, do seu cheiro, do seu peso, da sua cor. Mas a continuarmos assim, e neste solitário momento falo apenas por mim que, a exemplo de um hamster, guarda e guarda e guarda para depois, os livros vão de fato acabar. Muita coisa é impressa ainda, muuuita mesmo! Coisa que não deveria mais ser.

Enfim, eis-me aqui penitente, sabedor de que tinha papel em excesso estocado.

Perceba, no entanto, que só fizemos a tal limpeza em uma peça da casa. Muita coisa ainda tem guardada para ser despejada. Espero que a Mulher, me observando ao fim da tarde, não me inclua nos itens a serem dispensados. Pelo sim, pelo não, vou evitar falar nesse assunto com ela de novo.

Para terminar fica um alerta! O tal exorcismo da peça a que me referi só tem um perigo. Espaços foram criados. O risco é a gente começar a estocar tudo de novo! Que coisa!!

Silvano – o impossível

 Crédito da foto: Silvano Marques

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Sobre a derrota do INTER nas Arábias

15 de dezembro de 2010 0

Colorado que sou, fico impressionado com os disparates emitidos pela imprensa esportiva gaúcha e, como de resto, brasileira, acerca do tombo do time do Internacional na derrota para aquele time africano que a gente nem sabe o nome.

Em primeiro lugar, lembro nitidamente do massacre que africanos impuseram a nós brasileiros numa final olímpica em que nos tiraram a medalha de ouro no futebol com um 3 x 0 de amargar! O que se viu naquele jogo (Brasil x Nigéria – eu acho) foi um baile daqueles negros, correndo o tempo  todo, marcando, subindo, apertando e fazendo gol em nós.

Nesse jogo de ontem a história se repetiu. Parece que o Inter esboçou um certo domínio no início mas não conseguiu converter isso em gols. O que fizeram os negros africanos? Aquela correria, aquele sufoco, aquele baile…alguém anotou a placa??..e derrotaram o Inter!

O que me impressiona, falava ali no início são as manifestações da mídia. Falam em vergonha, humilhação, despreparo, entre outras coisas. Apenas se esquecem de uma coisa: - PERDER FAZ PARTE DO JOGO!

Às vezes se perde. O Barcelona perdeu para nós em 2006! Isso faz parte do jogo!

Mas enfim….não dá para querer muita racionalidade num esporte que lida com tanta paixão!

Silvano – ainda tonto da correria dos africanos

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Coisa de Gordo - 501

07 de dezembro de 2010 0

501 – CONTO  ULTRACURTO

Já escrevi contos, contos longos, contos médios e, nos últimos tempos tenho me dedicado a esta série aleatória que você às vezes lê por aqui, os meus CONTOS CURTOS.

Partindo de composições anteriores nas quais eu usava duas páginas, uma página, passei a me interessar em transmitir a idéia do conto em menos texto. Se você parar para pensar perceberá que no conto o leitor e sua imaginação compõem grande parte da obra. E num conto curto, a imaginação do leitor prepondera. Alça vôo, vai longe. O escritor apenas leva o leitor até a beira do penhasco, como se o leitor fosse pular de asa delta. Ali, vento no rosto, o escritor dá umas orientações iniciais, umas dicas e então, do nada, empurra o leitor para o espaço vazio de sua imaginação.

Vendo-se lá no alto, em pânico, o leitor olha para baixo e então, aliviado, percebe que sim, sua própria imaginação o está sustentando, o está conduzindo. Assim, o leitor parte em direção ao belo vôo da criação.

Vez que outra olha para trás e lembra-se do autor, lá na beira do precipício. Olha-o agradecido, afinal foi ele quem deu o empurrão necessário. E continua em seu vôo.

Resultado disso tudo, tenho escrito contos curtos, minúsculos, quero chegar a um que seja lacônico! Inundado por esse sentimento, estava lendo a REVISTA PIAUÍ em seu número 50 quando deparei com uma espécie de Nota da Redação na qual eles se desculpavam em torno de um concurso que haviam feito. Era para escreverem um conto com apenas SEIS PALAVRAS e eles premiaram um autor que cometeu o “exagero” de fazê-lo com sete!

O texto erroneamente premiado foi: “No bolso, duas alianças e um dedo.” Sim, de fato são sete palavras.

Aí eles corrigiram e deram o prêmio para o catarinense Fernando Moraes, autor de: “Saí do mar; não havia mundo!”

Essa idéia do concurso ficou pululando em minha cabeça, é óbvio, e não me agüentei! Sim, redigi um conto com seis palavras! Você poderá apreciá-lo ali, ao final do texto.

Não é uma medida definitiva, apenas achei instigante o desafio. Conseguir compor uma idéia, uma história, um conflito, valendo-se de apenas SEIS palavras!

Não me vejo atrelado a este limite para composições futuras, quero poder me espalhar dentro de umas dez ou doze linhas. E no meu caso há ainda um agravante. A arte da fotografia que me seduz. Gosto de relacionar essas singelas composições a fotografias, texto e imagem se complementando na cabeça do leitor!

Quisera eu tivesse mais tempo para fotografar, assim poderia ilustrar melhor o que escrevo. Na maioria dos casos, acabo me valendo desses sites de fotos gratuitos para compor a matéria. Mas tenho me cobrado disso cada vez mais, com o fim de ser o autor total do que se vai ler/ver.

Bom, sem mais delongas, aqui vai o meu mais curto conto. O meu conto ultra curto….

PALCO

Ia jogar um ovo. Joguei quatro!

Boa viagem para dentro de sua imaginação.

Silvano – empurrando gente ladeira abaixo

Crédito da foto: Silvano Marques

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Regras do Concurso Literário da Piauí

07 de dezembro de 2010 0

Os caras lançaram este outro concurso, já encerrado em 19 de novembro, onde pediam “textos”, não contos. Tem um dos selecionados que extrapolou, usou apenas cinco palavras! Enfim, essas eram as regras:

1)      Cada participante pode concorrer com três textos.

2)      Os textos devem ter até seis palavras, incluindo artigos e preposições.

3)      O título é obrigatório e só deve conter uma palavra.

Quer dar uma conferida nos três ganhadores?

Primeiro Lugar: José Bezerra da Silva

                QUERIDO

                Quando voltei, ninguém sorriu. Nem eu.


Segundo lugar: Pablo César Lugones

                INFORTÚNIO

                Desembainhar a espada levou tempo demais.


Terceiro lugar: Gustavo Galvão

                RICARDO

                Marido preso. Sexo seguro, enfim.

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