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Posts de janeiro 2011

Coisa de Gordo - 506

29 de janeiro de 2011 1

506 – DESAFIOS DO ANO-NOVO

Comentei no post anterior essa coisa das propostas e desafios que nos impomos a cada virada de ano. Eu, de minha parte, ainda estou firme no propósito de fazer 100 caminhadas ditas “aeróbicas” até que o ano acabe.

Tenho “me puxado”, como dizem na gíria, de tal sorte que minha conta já está em 18. Isso mesmo, amigo(a), dezoito caminhadas feitas. Lembre, no entanto, que o inverno vem logo em seguida e aí a conta vai arrefecer. Por isso é que, na largada, estou dando esse gás todo.

Mas falemos de outros desafios. Minha amiga ISABEL, fumante inveterada, anos e anos de fumaça, ungiu-se de coragem e tomou a si este impressionante desafio. Deixar de fumar. Você, fumante, talvez tenha uma relação mas distante do seu cigarro, talvez consiga parar aqui e ali, ao sabor de sua vontade. O caso da Isabel é mais sério, mais profundo. Conheço essa amiga faz anos e sempre vi nela um grande apego ao cigarro. Ao que ele representava a ela. Ao apoio que ele deu a ela. O consolo dela diante das agruras da vida. Uns bebem. Uns comem demais.

A Isabel fumava. E como fumava. Sempre que falo nisso lembro do Carlos Drummond de Andrade quando escreveu: “Meu verso é minha cachaça, meu verso é minha consolação. Todos têm sua cachaça.

Enfim, recebi este relato da Isabel acerca desse assunto lá no início do ano. Ontem ela me confirmou que ainda persiste, que está vitoriosa, que está sem fumar faz 15 dias !!!! Amigo(a), quinze dias sem cigarro é uma eternidade para uma pessoa como ela. O que me faz admirá-la ainda mais. Eis a mensagem que ela enviou a amigos no abrir do mês de janeiro:

Todo ano fazemos alguma promessa na virada do ano. Se passam 2 , 3 meses e nada, tudo na mesma…. Eu mesma já fiz muitas e  nunca cumpri, até que……2011 chegou e me fez prometer de novo algo….só que desta vez a coisa era séria, muito séria…..tinha que me focar nesta promessa e de fato ver acontecer…. Muitos me conhecem há menos de 30 anos…tempão né?  Pois é, este é o tempo que eu fumo, então quase ninguém de vocês me conhece sem um cigarro na mão, ok? Pois tenho a comunicar a todos vocês que desde sexta-feira não coloquei mais nenhum na boca…Prá vocês talvez seja um tempo muito pequeno, mas em se tratando da minha pessoa é um tempão sem fumar……..Mas o melhor é que estou muito bem…me sinto totalmente adequada à nova condição e sábado estive num aniversário onde sabia que haveria fumantes. E olha eu lá, no meio deles, na maior tranqüilidade…comendo e tomando muita coca-cola. Claro, né, que a cerveja vai ter que ser abolida por um tempo, ela estimula muito a vontade de fumar. Mas até que é bom ficar de cara limpa por um tempo mesmo…hehehe….Tive a necessidade de espalhar esta notícia, pois sei que muitos de vocês vão gostar de saber , sempre me disseram pra largar esta porcaria e eu lá me achando…..(a mais burra, claro). Mas tudo bem, antes tarde do que nunca. Só pra dizer que dependendo da vontade dá prá cumprir qualquer promessa de ano novo.Isabel

É isso, aí, Isabel, estamos contigo nessa luta.Vou mesmo colocar aqui um simbólico PLACAR dessa sua batalha, da sua conquista, ciente que sou de que vai matar um leão a cada dia – no dizer popular. Belo desafio de ano-novo!

E encerro lembrando que tem mais gente caminhando e contando. Recebo relatos da Lívia e da Rosalva (leitoras) acerca de suas passadas aeróbicas.

Enfim, pé na estrada que o ano é curto!

Silvano – o impossível

Crédito das ilustrações: Silvano Marques

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Placar das Caminhadas

19 de janeiro de 2011 0

Voltei a caminhar na PRAÇA DA ENCOL, em Porto Alegre, ambiente tranquilo, calmo, propício a este tipo de prática. Era fim-de-semana, e metade dos portoalegrenses estavam na praia, talvez isso tenha contribuído com a calmaria. É uma praça pequena, para fins de metrópole, mas o seu entorno é um trapézio, quase um retângulo, assim composto.

Caminhando no sentido antihorário, tem um DECLIVE curto numa cabeceira, mas de inclinação forte. Depois você pega um dos lados maiores do trapézio e vai, lentamente, subindo, subindo, sem alterar muito sua batida cardíaca. Uma vez lá no topo, você tem a outra curta cabeceira e todo o outro lado grande planos. Para logo em seguida voltar ao declive.

Tem um cunhado meu que sugere que se caminhe no sentido horário, o que faz a pessoa subir o aclive forte. Para meus joelhos e meu coração, achei ruim. Prefiro este que descrevi antes.

Como ainda estou meio forma de forma, dei uma volta ao redor da Encol em 8 minutos. Vá lá dar as suas voltas a ria de minha capacidade aeróbica.

Nossa leitora ROSALVA manda relato de que já começou a contar as suas caminhadas de 2011, está em 2! Firme na estrada, Rosalva. Para ti, faltam apenas 98! Eu estou na contagem firme e já fechei 12 caminhadas! Para mim…só faltam 88!

Enfim, só nos resta botar o tênis e mandar ver!

Silvano – mas que coisa impertinente

Crédito das fotos e imagens: Silvano Marques

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ops, caminhei de novo!

15 de janeiro de 2011 0

Ahá, mesmo estando na capital dos gaúchos não me descuidei e CAMINHEI! Sabe onde? Ao redor da Praça da Encol! Fui cedo, o calor ainda não era intenso, dos três que lá estavam eu era o mais lento. Tinha uma mulher dos seus 50-60 anos, um “japa” de 70 anos…e eu! Pois é, tô perdendo prá terceira idade! Rá, rá, rá. Quem manda estar acima do peso?

Enfim, o  placar mudou. Fiz 55 minutos! Booooa!

Silvano – na estrada

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Coisa de Gordo - 505

14 de janeiro de 2011 0

505 – CAMINHADAS AERÓBICAS

Essa coisa de ano novo sempre enseja nas pessoas mil propostas e promessas a serem cumpridas no ano que se começa. Atire a primeira pedra quem nunca Fez ou viu alguém fazer promessas de parar de fumar, de emagrecer, de zerar o negativo no banco, de fazer as pazes com alguém, sei lá.

Sim, somos movidos a promessas e compromissos, que em grande parte das vezes não se cumprem. Filosofando sobre isso, lembrei daquele batido conceito de Exercício Aeróbico. Trata-se daquela atividade física na qual você empreende uma atividade física inicial em torno de trinta minutos para então, finalmente, começar a perder calorias.

Os primeiros trinta minutos são apenas aquecimento. Depois é que se emagrece !

Há pessoas que dizem caminhar quilômetros e milhas por dia, mas ao se detalhar o modo como fazem, a gente percebe que por vezes eles não fazem exercício aeróbico. Andam e param. Andam e param. E assim passam o dia interrompendo o seu aquecimento, sem permitirem que o metabolismo lhes queime as calorias que gostariam de perder.

Como sou um caminhante inveterado, proporei a você, carinhoso leitor, mais um desafio para este 2011. Fazermos caminhadas aeróbicas.

Então vamos lembrar alguns conceitos. Você deve vestir roupa adequada, short, calção, malha, etc, apropriada à atividade física. Caminhar de sapato e roupa normal, carregando uma pasta não vai contar como uma caminhada aeróbica.

Deve se permitir fazer esta atividade, esta caminhada, sem ser interrompido por telefone, filho chorando, marido ou mulher solicitando. Ou seja, permita-se caminhar em paz.

Para coroar o processo, não esqueça de fazer esta caminhada por pelo menos uns quarenta minutos. Aí terá valido a pena.

Pois bem ,voltemos ao nosso desafio para 2011. O que você acha de fazermos CEM CAMINHADAS ao longo do ano? Veja que nem é tanto assim, dá uma caminhada a cada três ou quatro dias. Basta manter o ritmo e a gente consegue.

Tive essas idéias por esses dias iniciais do ano e me dei conta de que já estava ficando para trás. Assim, me botei a caminhar e já fiz QUATRO caminhadas aeróbicas nesses treze dias iniciais. Faltam a mim apenas 96!

E tem outra coisa. Quando fizermos uma daquelas nossas caminhadas maiores, com um grupo e uma distância maior, aí dá para contar como umas duas ou três caminhadas de uma vez só. Enfim, basta projetar o número CEM  persegui-lo até o dia 31 de dezembro.

Eu já comecei. Agora só falta você. Mande o seu relato. Me conte a quantas você anda!

Silvano – sempre inventando coisa pros outros fazerem

Crédito da imagem: Silvano Marques

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Coisa de Gordo - 504

08 de janeiro de 2011 1

504 – ARROZ SEM CEBOLA

Quem tem filhos adolescentes vai me entender. Sabe essas frescuras que essa gurizada tem de não comer comida que tenha cebola ou tomate? Pois é, fato bem comum, né? Eles comem toneladas de catchup, mas alegam que não gostam de comer tomate! Vá entender.

Na esteira desse processo, minha amiga NICA, aquela que é casada com o Celso do Açougue, me sugeriu uma saída de mestra.

Estava eu a procurar mantimentos no intento de fazer um ARROZ COM LINGÜIÇA, o que me fazia estar lá, no balcão do açougue dela, pedindo lingüiça. Para que isso, Silvano? – disse ela. Ora, vou fazer um Arroz com Lingüiça – respondi.

Ela continuou:

- Mas os teus filhos gostam de cebola, essas coisas?

- Claro que não! Eles são cheios de bobagens nessa parte de comidas. É só pôr cebola ou tomate que está feita a confusão.

- Então faz o que vou te ensinar.

E a partir daí ela me deu as tintas para pintar este novo quadro.

Os ingredientes são simples. Você vai precisar de Lingüiça (óbvio), Arroz (dããã), uma colher de sopa forte de Açúcar (ops, isso é novo!) e a mesma quantia de Mostarda (ops de novo, mais novidade!). Claro, por fora desses vêm o óleo e o sal.

PASSO 1: coloque na panela o óleo, o açúcar e a mostarda, ligue em fogo brando. Esse passo inicial vai fritar os 2 ingredientes anômalos, fazendo deles uma espécie de calda uniforme. No início eles vão estar meio constrangidos ali na panela, vão se estranhar – você por aqui? – mas com o passar dos minutos acabarão se acertando, passando então a constituir a magia do prato. Sim, essa massa inicial, de uma cor entre amarela e marrom, é que vai dar o toque mágico, o gosto diferente, a magia do prato ao final.

 

 

 

PASSO 2: após esse conluio inicial, você vai acrescentar á essa orgia de sabores e odores a lingüiça devidamente fatiada. Novamente os ingredientes serão fritos, o aroma da lingüiça começa a se soltar e a dar cor ao prato. Nesse quesito lingüiça está uma grande variável do resultado final. A Nica, que é a autora do prato, recomenda que seja uma Lingüiça defumada. Esse detalhe dá um gosto final especial, isso é fato. Eu, se fosse opinar, escolheria a Lingüiça in natura, sem ser defumada. Gosto mais desse gosto original do embutido. Mas nessa nossa investida seguimos a receita e fomos de defumada.

 

 

PASSO 3: claro, claro, entra então o arroz, e a água depuradora. Acrescente água para dar o cozimento e aguarde para servir. A regra da água é diretamente relacionada ao arroz, isso você já deve saber. O cálculo do arroz é de uma xícara de arroz, para cada duas pessoas. Uso esta regra pois se trata de situação na qual o arroz será o prato principal. Se fosse um arroz meramente acessório, aí seria uma xícara para cada quatro pessoas. Seja qual fora a quantidade de arroz, o cálculo da água é pelo dobro. Se forem duas xícaras de arroz, coloque quatro de água. No caso de ser arroz integral, você terá que pôr mais água ainda.

 

 

PASSO 4: o deleite final. O arroz ficou saboroso, com uma textura formidável, e, para gáudio da filharada, sem nenhum resquício de cebola ou tomate! Impressionante o resultado! Na hora de comer a iguaria eles vasculhavam o prato com olhos atentos, achando que eu os tivesse ludibriado. Nada encontraram. E adoraram o prato!

VEJA BEM : há uma discussão paralela aqui. Vai sal ou não vai? A Nica me orientou a pôr sal de acordo com o gosto da turma, mas alertou que a lingüiça solta bastante sal, o que às vezes torna dispensável o uso desse tempero. No nosso caso, pus sal e ficou um pouco salgado demais. Devia ter evitado. Mas alerto que isso vai sempre variar. Há lingüiças menos temperadas, outras mais. E além do mais, diante do fato de que se usou açúcar no início do prato a gente acaba salgando para evitar que fique doce.

VEJA BEM 2: no dia em que fui preparar só tinha Mostarda Dijon em casa, e foi a que usei! Deliciosa. Mas a Nica lembra que pode ser qualquer mostarda, dessas que a gente usa em cachorro-quente ou pizza.

Valeu, Nica, bela dica de culinária. Comemos a valer!

Silvano – o impossível

 Crédito das fotos: Silvano Marques

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