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Posts de março 2011

Coisa de Gordo - 511

29 de março de 2011 1

511 – PÁSSAROS

Tem um ramo das atividades de lazer onde são agrupadas pessoas que são denominadas Ornitologistas. Trata-se de gente que entende de aves, pássaros, seres de bico e pena. Longe de querer me incluir entre eles, acabei de desenvolver um hobbye pessoal que é FOTOGRAFAR PÁSSAROS.

Nesta singela busca, a gente acaba encontrando imagens as mais impressionantes. E além do mais, fotografar pássaros é uma coisa difícil, quase que um lance de sorte.

Há que se considerar algumas razões para isso. Pássaros são ariscos, o que os faz evitarem humanos. Pássaros são ágeis, por qualquer coisinha se eriçam e dão no pé (ou seria, dão na asa?). Pássaros andam nas alturas, coisas que a gente nem sempre consegue fazer.

Paralelo a isso há as razões que os tornam interessantes. Pássaros são belos, altivos, suas formas são belas, seu olhar é penetrante, sua atitude é fugaz, estão ali e logo já não estão mais.

Assim, catei aqui e ali algumas fotos dessa turma.



Perceba a camuflagem desta POMBA usando as cores da árvore. Perceba as formas majestosas, as linhas ergométricas, o olhar atento. Para se chegar perto assim só com muita sorte e uma iluminação favorável. Sim, e uma boa dose de paciência. Chegar aos pouquinhos, devagarinho.







Este outro é um SABIÁ-DO-BANHADO. Estávamos passeando pelos cânions do Itaimbezinho, em Cambará do Sul-RS, até que demos uma paradinha para descansar, beber uma água, comer uma maçã. Aí, na hora de jogar fora o resto da maçã, quem apareceu? Sim, ele mesmo. Acho que esse bicho passa o dia ali comendo restos de frutas dos turistas. Ou então foi apenas coincidência. Perceba a cor esverdeada nas penas.






Essa dupla estava em Garopaba-SC, na espreita de alguma coisa. Passei caminhando do lado e quando percebi eles estavam ali, dando sopa. Saquei da máquina e fiz a imagem. Fiquei sem saber do que se tratava. Aí me socorri mais uma vez do Dr. Vinícius Bertaco, nosso biólogo de plantão, perguntando-lhe: – Que bicho é esse? Ele prontamente me respondeu via e-mail ensinando tratar-se do ANU-BRANCO, de nome científico “guira guira”. Valeu, Dr. Vinícius. Obrigado por trazer luzes aonde antes só havia escuridão.




Já que falamos em Garopaba-SC, vale comentar sobre esta CORUJA. Tratava-se de uma família de quatro espécimes, ou mesmo mais, que ficavam perto de um Camping, em local devidamente isolado das pessoas. Volta e meia a gente passava por ali a uma delas estava com o que esperando a foto. Mais uma vez tive que fazer uma espécie de dança de aproximação para conseguir chegar tão perto. No fim fiz várias fotos, bem legais, esta que aí está é apenas uma parte do material obtido.







Este outro, de lado, faz parte da imaginação de nossas infâncias por causa do desenho animado. Sim, é ele mesmo, o PICA-PAU, dando suas duras bicadas nas árvores de Belém Novo, bairro bem ao sul de Porto Alegre. Note a cabeça avermelhada, diferenciando-se do corpo. A forma do corpo é mais uma vez muito bela, arredondada, aerodinâmica, é óbvio.






E para fechar a sessão, eis o CANÁRIO, o bom e velho canarinho tão comum nas ruas e pátios de todo mundo. Em que pese ser comum, nunca é demais admirar a cor amarela de suas penas, e o canto, ah o canto dos canários. Este aí estava saltitando no beiral de uma sacada, como que esperando o fotógrafo.

Enfim, a gente se diverte com essa “bicharada”, pretendo um dia pegar as fotos em tamanho maior e imprimir, fazer um livro.




Neste mundo de tanta poluição e destruição, ainda dá prá gente curtir essas coisas da natureza.

Silvano – ecológico

Crédito das fotos: Silvano Marques

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Placar das Caminhadas

29 de março de 2011 0

Sim, sim dia 10 de abril temos nossa Caminhada com a VOLTA DO BARRO PRETO. E para isso, temos que estar em forma. Portanto, pratique. Eu já fiz 44 caminhadas aeróbicas este ano! Vamu que vamu!!

Silvano – pé na estrada

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Robin Hood - o filme de 2010

27 de março de 2011 0

A vida tem dessas surpresas. O pessoal de casa me convidou para ver na SKY a este novo filme chamado ROBIN HOOD, estrelado desta vez pelo Russel Crowe. Com um certo enfado aceitei o convite, certo de que estaria vendo a velha trama florestal britânica, tantas vezes batida nas telas.

Argumentei com eles: – Mas ver essa história de novo, as flechas, os saqueadores na estrada, o Xerife de Nottingham, o rei Ricardo Coração de Leão chegando ao final, enfim tudo aquilo que já sabemos?

- Sim, eles insistiram, vamos ver que talvez seja legal.

O filme é impressionante!

Começa que o diretor é o Rydley Scott (Blade Runner, Alien, O Gladiador) e isso por si só já bastaria. As imagens são belas, o cenário inglês se presta a boas imagens.

Acontece que a história mostrada é, pelo menos para mim, inédita. Mostra os meandros da política regional, as querelas entre França e Inglaterra, as condições do povo inglês, as dificuldades diante da vida. E em meio a isso, a realeza inglesa lutando para se manter no poder.

O rei Ricardo Coração de Leão vem voltando das Cruzadas e enfrenta um grande descrédito popular. Um de seus arqueiros (Robin), junto com outros amigos, acaba sendo levado pelas loucuras do destino e uma viagem de fuga em direção ao lar.

E aí começam os conflitos.

O enredo é muito bem engendrado, as atuações de Russel Crowe e Kate Blanchet (Lady Marion) são ótimas. Os “bandidos” igualmente são bons. E há a presença do veterano Max Von Sydow, dando um charme especial ao filme.

O roteiro é surpreendente, a cada novo conflito a gente se pergunta: – Mas isso é mesmo Robin Hood?

Sim, é Robin Hood de alta qualidade!

Diversão garantida, filme ágil, belo, forte, marcante!

Não deixe de ver!

Nota: 9,0

Silvano – em defesa dos fracos e oprimidos


FICHA TÉCNICA

título original: (Robin Hood)

lançamento: 2010 (Reino Unido, EUA)

direção: Ridley Scott

atores: Russel Crowe, Cate Blanchet, Max von Sydow

duração: 148 min

 Crédito da foto e da ficha técnica: reprodução a partir do site ADORO CINEMA

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Coisa de Gordo - 510

14 de março de 2011 0

510 – CAMINHADA EM ABRIL

Seguindo nossa tradição de caminhantes, agendamos para o dia 10 de abril de 2011, aqui em nossa cidade de Santo Antônio da Patrulha – RS, mais uma caminhada pelo nosso interior. No ano de 2010 realizamos quatro dessas empreitadas e esta de agora vai se primeira de 2011.

Os trajetos são inúmeros, a gente sempre estuda as melhores possibilidades, pensando no grupo todo.

Assim, tentamos conciliar um dia mais favorável (domingo), uma data que desse para a pessoa se organizar (daqui a cerca de um mês), no turno da manhã (mais saudável) e um trajeto “mansinho”.

Com trajeto mansinho, quero dize ruma pista mais ou menos plana, sem grandes subidas e descidas, terreno afável aos joelhos e outras articulações.

Evitamos estradas de asfalto pelo perigo óbvio, assim, as estradinhas de chão batido são o nosso lar e quanto menos movimentadas melhor, menos poeira e menos veículos importunando.

Distâncias muito baixas desestimulam a turma, percursos alongados afugentam novatos e adolescentes. Ficamos no meio termo, desta vez será de 15Km.

Uma das caminhadas de 2010 foi uma ida ao Barro Preto, localidade situada às margens da Lagoa dos Barros, no nosso interior. Desta vez faremos o sentido inverso. Faremos a VOLTA DO BARRO PRETO!

Esse trajeto era muito bom para ser abandonado e por isso estaremos nele de novo. Só que voltando!

No domingo 10 de abril, às 8:00h da manhã, um ônibus nos pegará na frente da Loja Colombo, nos levando até o ponto de partida. Lá ele nos larga e a partir daí é tudo com a gente, pé na estrada.

Saindo da lagoa, a gente vem pela localidade do Barro Preto, costeando a rodovia por nós chamada de Free-way, a BR-290. A gente vai caminhando tendo esta rodovia à nossa direita. Após 5Km a gente cruza por baixo da rodovia, numa espécie de “túnel”, começando a contorna-la agora pelo lado de lá, momento em que a localidade passa a se denominar Casqueiro.

Na altura dos 7,0Km a gente passa na frente do sítio de uns amigos, quero ver se consigo falar com eles para nos darem uma espécie de apoio (água, chimarrão, etc).

Mais adiante, nos 9,5Km, a gente atinge um Posto de Gasolina que fica no acesso à cidade, logo quando se sai da BR-290 (Posto Trevo). Ali tem lanchonete, banheiros, mais um ponto de apoio.

Saindo dali parte-se para a parte final do trajeto, pela estrada que leva ao Açude dos Caetanos. Na altura dos 13,5Km a gente enfim adentra a zona urbana, no asfalto da Avenida Afonso Porto Emerim, que é por onde vamos chegar ao ponto inicial, na frente das Lojas Colombo.

Trajeto total: 15Km.

Tempo previsto de chegada: em torno do meio-dia.

Valor a pagar: até este momento, nada! Estou com o patrocínio do ônibus quase fechado, não vai ter que pagar nem a passagem.

Despesas no trajeto: quem quiser consumir algo na lancheria, leve uns “pilas” prá água mineral.

E as bicicletas? Serão muito bem vindas. Numa das caminhadas anteriores fomos “escoltados” pelo Fernando Henrique que curtiu o trajeto. Se não forem muitas, a gente consegue levar no ônibus sem problema.

Quer contribuir com a caixinha das próximas caminhadas? Certo, certo, então traga aí uns 3,0 reais que a gente aceita feliz. Se não trouxer nada, tudo bem!

Enfim, tem tudo prá ser uma baita caminhada!

Faça logo sua inscrição. Basta me enviar por email : silvano@via-rs.net

E no dia, lembre daquelas coisinhas básicas com protetor solar, boné,roupa surrada, tênis velho, água na bagagem e a chance de ser feliz por quatro horas em contato com a natureza. Traga máquina fotográfica, pois você vai se emocionar.

Silvano – com o pé na estrada

Crédito da foto: Silvano Marques

 

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Coisa de Gordo - 509

05 de março de 2011 0

509 – SCLIAR

A morte do Moacyr Scliar sensibilizou toda a mídia local e por certo grande parte da mídia nacional. No imaginário das pessoas ele reunia algumas condições ideais, uma espécie de estereótipo de um “cara legal”, a partir da junção de alguns ingredientes. Colocava-se no liquidificador um pai de família, um marido, um médico, um escritor renomado e um judeu e….ops….o resultado era o Moacyr Scliar.

Famoso por livros e mais livros, multipremiado escritor, autor daquela coluna que a Zero Hora trazia aos sábados dentro de seu caderno VIDA, o Moacyr dispensava apresentações.

Lembro do episódio da entrada dele na Academia Brasileira de Letras, onde alguns de nós gaúchos recalcados (eu e mais outros 2) fomos contrários. Para nós recalcados (esses três que citei), uma academia que recusou repetidamente por três vezes o poeta Mário Quintana não merecia consideração. Acho que na época enviei um e-mail ao Moacyr pedindo que ele não aceitasse entrar na ABL. Como as outras cinco milhões de manifestações foram em sentido contrário, ele acabou entrando na Academia. Na verdade o que o levou até lá foi bem mais do que isso. O Moacyr usou de sua serenidade, de sua quilometragem, para saber que era necessário ocupar um espaço. E ocupou.

Muitos conheceram o Scliar através do livro O CENTAURO NO JARDIM, outros através do CICLO DAS ÁGUAS, alguns mais novos através de A ORELHA DE VAN GOGH. Eu, que pertenço ao milênio passado, conheci este escritor a partir de um livro de bolso lançado em parceria entre a RBS e a Editora Globo de Porto Alegre. O nome do livro é O ANÃO NO TELEVISOR.

Era uma série lançada no Rio Grande do Sul, onde a cada mês se publicava um escritor.

Este livro é uma coletânea de contos recheados de histórias lúgubres, histórias engraçadas, relatos emocionantes. Ele é de 1979 e lá, na sua página 27 está o conto intitulado História Porto-alegrense.

Carreguei esta história em meu imaginário por anos, fez parte de meu acervo pessoal. E não foi em vão.

Primeiro é bom lembrar uma ousadia. O conto é narrado em primeira pessoa, como numa conversa, na qual uma mulher se dirige a um homem, cobrindo-o de retalhos de sentimentalidade. Parece ser um diálogo, mas no qual só uma pessoa fala. Antes de ser um monólogo, lá no final a gente descobre tratar-se de uma carta.

Falei ousadia porque você deve perceber que o ano era 1979 e um homem escrever como se fosse mulher era algo impensável. Coisa de “fresco”, de “veado”. O Moacyr passou por cima disso. Sim, tinha mais gente daquela época que fazia isso, mas sempre com laivos de coragem. Lembro do Chico Buarque compondo músicas onde ele seria uma mulher. Pois é, o Moacyr escreveu como se mulher fosse. E uma mulher sofrida.

O conto traz a vida dessa mulher que se envolve com um rico filho de fazendeiro gaúcho, vivendo com o amante na capital. Ela passa a vida toda ao lado dele, mas nunca como esposa, sempre como amante. E aí ela vai contando as sucessivas mudanças a que o amante a submete, ao longo dos bairros da cidade. No início, com a paixão em alta, ela morava no bairro Moinhos de Vento. Com o passar dos anos ela vai sendo levada daqui para lá, decaindo sucessivamente, indo morar em casas e bairros cada vez mais humildes.

A frase de abertura é “não penses que eu estou reclamando, não. Estou só contando a verdade e contar a verdade não pode fazer mal a ninguém…

E a sua vida vai passando.

E após passar por vários bairros, já no fim da vida, a mulher diz: “Me mandaste morar numa espécie de casa-barco que estava atracada no Rio Guaíba, num lugar deserto……(…)..sacudida pelos temporais eu te esperava.

Mais adiante, o derradeiro desfecho: “Um dia recebi um bilhete teu…(..)..dizias que eu deveria soltar as amarras do barco e deixar que as correntes do Guaíba me levassem ao sabor do destino. Pela primeira vez pensei em não te obedecer. É que eu gosto demais desta cidade, desta Porto Alegre que só avisto de longe e que mal reconheço…

Carreguei esta história comigo por décadas e agora, por ocasião da morte do Moacyr lembrei dela fortemente. Fui buscar na casa materna o livro citado, e lá ele estava. As folhas amareladas, aquele cheiro de livro mais antigo. O texto ali, arrasador, emocionante, forte, denso e ágil, ao mesmo tempo. Assim era o Moacyr.

Poderia parafrasear a mulher do conto e dizer ao Moacyr quando de sua morte: – Não, não vamos lhe obedecer. Não vamos aceitar que tenha morrido e que desapareça do convívio de nosso meio cultural. Vamos lembrar de você, Moacyr, e lançaremos cartas, e-mails, bilhetes em garrafas que singrarão o oceano de nossas imaginações. Vamos navegar nas suas idéias, livros e contos para curtir melhor as agruras da vida. E aí seremos nós, seus leitores a lhe dizer: “Não pense que estamos reclamando, não, Moacyr. Estamos só lendo as suas verdades e ler as suas verdades não pode fazer mal a ninguém!”

Silvano – o impossível

Crédito da foto: retirada da versão on-line do jornal Zero Hora

Crédito da capa do livro: reprodução da capa

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Tem gente caminhando...e gente sem fumar..

04 de março de 2011 3

Amigo (a), é dia de dar uma atualizada nos “placares” dos nosso desafios. Sim, lembro a você que estabeleci uma meta de fazer CEM CAMINHADAS aeróbicas em 2011. Sabe a quantas ando? Pois já fiz 37! Mas tem mais gente caminhando e se esforçando.

E tem a nossa amiga Isabel que está firme na sua luta de PARAR DE FUMAR após 30 anos de fumaça, segundo ela. E a “guria” tá firme! Está completando 48 dias sem cigarro! Já pensou?

Parabéns, Isabel! Tamos contigo neste desafio!

E parabéns às caminhantes que me enviam o placar de suas caminhadas!

E você, não vai começar a contar?

E olha que coisa incrível, recebo de um leitor outro relato de pessoa que PAROU DE FUMAR! Fala aí, Thiago Biazetto:

Boa noite Silvano, acesso o CLICRBS há um ano e pouco e nunca percebi seu blog. Vi hoje e adoreeii. Sou gordo também, fumava desde os 15 anos. Estou para completar 25 anos e hoje faz 35 dias que nem chego perto desse vicio maldito. Resolvi parar, pois não andava me sentindo bem, cansava para tudo, dentes amarelos, mau hálito, pouco olfato e pouco paladar…  

Hoje, depois de mais um mês sem o vicio me sinto muito melhor de saúde, mais disposto para tudo, e não engordei, pelo contrario, emagreci 7kg já…

Bom, eu gostaria que você publicasse minha história e queria que colocasse um agradecimento para toda minha família e para a minha esposa Andréia Matias, pois é eles que estão sempre comigo nesta luta e também sempre me incentivaram para tentar parar..

E tô conseguiiinndoooooo !!!!

OBRIGADOOOOOOOOOOOO.

Valeu, Thiagão. Firme na luta, amigo que o resultado é maravilhoso!

Silvano – o impossível

Crédito das ilustrações: Silvano Marques

 

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