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Posts de abril 2011

A gente vai levando, a gente vai levando...

27 de abril de 2011 0

Sim, sim, as caminhadas continuam. Após nossa maravilhosa caminhada da VOLTA DO BARRO PRETO, a gente permanece nas pistas tentando manter a forma. E tem um grupo que está na mesma balada. Tem gente caminhando e contando também.

Lembro a você nossa determinação de 2011. Nossa singela proposta foi fazer 100(CEM) caminhadas aeróbicas ao longo do ano de 2011. Caminhada aeróbica mesmo. Nada de passeio em traje de trabalho e com bolsa na mão. São caminhadas de no mínimo 45minutos, ritmo bom (em torno de 5-6Km/hora), sem interrupções, sem celular, sem paradas para ver vitrines.

Já estou em 54 caminhadas!! Passei da metade da meta proposta!

Mas agora em seguida vem inverno e aí já viu, né…fica mais difícil caminhar.

Mas vale a contagem. Se quiser mandar o seu placar, eu publico aqui nesses gráficos.

E para você lembrar que tem mais gente vencendo as determinações de ano-novo, vale lembrar nossa amiga ISABEL, que está sem fumar faz um tempão!! E tá conseguindo se manter de “cara limpa”, sem cigarro!

Valeu, Isabel! A gente vai caminhando daqui, você vem sem fumar daí,  assim a gente vai vencendo este ano de 2011!

Silvano – na estrada

Crédito das ilustrações: Silvano Marques

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Coisa de Gordo - 513

21 de abril de 2011 1

513 – A LASANHA ORIGINAL VOLTOU

A exemplo do Garfield, sempre fui admirador de uma boa lasanha. Aliás… quem não é? É o tipo de comida que tende a dar certo. Tive gravada em minha memória gustativa um tipo de lasanha básica, quase trivial, mas que sempre nos satisfez.

Era a lasanha de nossas infâncias, onde nossas mães colocavam no preparo a massa de lasanha, presunto, queijo e o molho.

Simples assim, esta sempre foi minha lasanha predileta. E longe de mim abrir mão dos outros inúmeros modos de preparo deste magnífico prato. Acho-os igualmente deliciosos, apenas estive afastado do original, do que antecedeu a todos os outros, a Lasanha Original!

Foi uma coisa meio como o filme Ratatouille, onde o crítico de gastronomia é arrebatado em suas sensações ao confrontar-se com um sabor da infância.

Os anos de minha infância se perderam nos escaninhos do anonimato, mas as memórias lá arquivadas eventualmente emergem, como corpos que boiassem na superfície de um lago. Os anos seguintes me fizeram experimentar diversos outros tipos de lasanha. Uma delas merece destaque, é a Lasanha Verde que se servia no Bar 433, na rua Silva Jardim, em Porto Alegre. A autora daquela preciosidade era a Dona Norma. Na primeira vez que provei da Lasanha Verde dela pensei: – Então existe uma outra variedade de lasanha? Mais adiante, provei outras, aqui e ali, sempre descobrindo novidades, texturas, sabores mesclados.

Impossível esquecer a Lasanha à Quatro Queijos da Cantina Pastaciuta, em Gramado-RS. Ela é servida numa tigela, não num prato, tal a riqueza e fartura do molho. Há que se servi-la com colher. E é de morrer de tão boa.

Nesse caminho todo provei várias vezes a Lasanha à Bolonhesa, que é aquela onde entra um guisado, uma carne moída bem temperada.

Todas, enfim, muito gostosas, saborosas, calóricas.

Lasanhas!

Era um dia calmo de outono e por uma série de circunstâncias e detalhes, coubera a mim fazer o almoço daquele dia. Ali pelas onze horas da manhã, encontrava-me eu na solidão da cozinha de minha casa, pensando no que fazer. Os minutos passavam céleres, cozinhar é decidir, e era chegada a hora de seguir por um de vários caminhos. Farei um Arroz Carreteiro? Farei Pastelão? Ou então…quem sabe…faço uma lasanha? A idéia veio como uma bala, rápida e certeira. Saí em busca dos poucos ingredientes que me fariam abrir portas do meu passado. Sem que eu sequer imaginasse que isso aconteceria.

Um pacote de massa de lasanha! E não venha me dizer que assim não vale, que o certo é fazer a massa, espichar a massa, blá, bli,blá, blá. Lembre que eram onze e quinze da manhã (sim, o relógio insistia em andar). Uma ou duas cebolas, um ou dois tomates que é para fazer o molho. Meio quilo de presunto magro e meio quilo de queijo mussarela, ambos fatiados. Ligue o forno na temperatura alta. Prepare o molho a partir daquele ritual básico de picar a cebola, fritando-a em óleo quente, acrescentando a seguir o tomate picado, tempere com sal, tape a panela e deixe que o calor faça o resto.

A seguir, tome de um prato grande, uma travessa retangular, dessas que vão ao forno. E vá montando as camadas. No fundo do prato, coloque molho. Sobre ele a massa de lasanha. Sobre ela uma camada de presunto. Sobre eles uma camada de queijo. E assim por diante, sucessivamente. Uma vez terminado o empilhar das camadas, leve ao forno e observe o prato por fora. A partir do momento que de suas profundezas começam a se elevar colunas de molho fervente, é sinal que a massa começou a ser cozida. Cozida e assada ao mesmo tempo. Deixe esse processo acontecer sem pressa. Tire do forno e caia de boca.

Fiquei impressionado com o gosto obtido. O gosto da LASANHA ORIGINAL. Tive a sensação de que passei anos e anos perambulando nas vielas da gula, provando lasanhas aqui e ali. Mas essa lasanha, a original, a mais fácil de se fazer, a mais elementar, a mais direta, ela sempre esteve ali. Me esperando. Quando dela provei, uma tecla velha foi acionada em minha memória gustativa. Uma tecla enferrujada, mas atuante!

Que delícia, a Lasanha Original. Que sabor puro e equilibrado! Andei léguas e léguas, provei daqui e dali, mas percebi que esta, para mim, é a melhor lasanha que existe. Guarde os mil queijos, reserve as carnes moídas, segure a onda. O valor de uma boa lasanha está na sua simplicidade e foi isso que encontrei na Lasanha Original. Fácil de fazer, delícia de provar.

Fica a sugestão.

Silvano – o impossível

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Bullying

21 de abril de 2011 0

Cada vez que uma tragédia acontece, a mídia tenta estabelecer uma relação causa e efeito. O que fez aquele maluco entrar na escola e balear os alunos? Rapidamente veio a desculpa do bullying. Ah, então é isso, disseram os sábios de plantão, como o cara foi vítima de agressões verbais, talvez físicas, na escola, ele veio e matou a turma toda.

Ora, no convívio social sempre houve os agressores, os transgressores, os bad-boys. Levante o dedo ai quem nunca foi vítima de bullying na escola. Todo mundo foi. Os gordos, como eu, eram o Rolha de Poço, Baleia, Peso Morto. Os que usavam óculos eram o Quatro-olhos, o Cegueta, o Zarolho. Os ruivos eram o Foguinho, Tocha Humana, Pau de Fósforo. E nem por isso nós saímos por aí matando as pessoas, botando bombas em embaixadas, explodindo tudo ao nosso redor.

Fez parte, sim, do nosso aprendizado, aprender a conviver com isso, reagir, se posicionar. Fez parte de nosso crescimento. Não, não estou aqui desconsiderando as agressões brutais, verdadeiros casos de polícia que devem ser exemplarmente combatidos. O que quero dizer é que não apenas na escola, mas também no trabalho, no prédio, no jogo de futebol, eventualmente a gente se depara com um agressor. Isso faz parte da vida real.

Mas daí a querer justificar tudo a partir do bullying, isso é uma simplificação grosseira. Vai ver lá se o Jader Barbalho ou o Paulo Maluf ou até mesmo o José Dirceu não levaram toco de giz na cabeça!! Coitadinhos,vai ver que é por isso que roubam tanto! Olha só, que vítimas!!

Silvano – rolha de poço

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Caminhada chegando

09 de abril de 2011 0

E não esqueça, neste domingo, 10 de abril, temos nossa caminhada intitulada A VOLTA DO BARRO PRETO. Sairemos às 08:00h da manhã da frente da Loja Colombo em Santo Antônio da Patrulha, da onde um ônibus nos levará até a Lagoa dos Barros, lá nos largando. De lá, percorreremos a Estrada do Barro Preto, voltando ao coração da cidade, perfazendo 15 km de caminhada. Horário de chegada: em torno do meio-dia. De volta na frente da Loja Colombo.

Para não perder a forma, tenho caminhado e alguns leitores também. Isso tudo dentro daquele nosso desafio de fazer 100 caminhadas aeróbicas em 2011. Confiar os placares aqui ao lado. Essa turma tá se puxando!!

E um lembrete. Esta nossa caminhada do Barro Preto contará com TRÊS no placar de cada um, pois ela representa o triplo do que habitualmente a gente faz.

Sabia que vai ter MEDALHA prá quem chegar? Isso mesmo, medalha, medalha, medalha…

Ainda dá tempo de se inscrever. Faça isso no email: silvano@via-rs.net

Tá esperando o quê?

Silvano – sempre inventando coisa

Crédito das ilustrações e da foto: Silvano Marques

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Coisa de Gordo - 512

09 de abril de 2011 0

512 – O CARNEIRO DO CELSO

Tempo desses andei me estranhando com uma leitora “paulishshshshta” quando falei de comer carne de OVELHA. Ela tirou um sarro da minha cara, alegando que só gaúcho come ovelha, que o resto do país come carneiro. Verdade, verdade, todo mundo come o carneiro. Mas aqui em terras gaúchas a gente tem essa mania de “comer ovelha”. Com os dentes, é bom que se esclareça. Com os dentes.

Mas vamos ao que interessa. Aqui na cidade tem o AÇOUGUE E MERCEARIA SERRANA, telefone (51)36621657, conhecido como o Açougue do Celso. Ali, ele sua esposa, a Nica, servem as carnes mais deliciosas que se conhece.

Dentre tantas possibilidades, tem uma que eles oferecem e que alude ao nosso tema de hoje. No dia anterior ao churrasco, a gente chega lá e compra um PERNIL DE CARNEIRO (pronto, moça “paulishshshta”, você venceu). Escolhe esse, ou aquele, sabendo que será reservado para a gente. Vamos imagina que seja no sábado a encomenda.

Na noite do sábado, no recôndito de seu açougue, o Celso e a Nica fazem arte sobre a carne. Eles inicialmente desossam o pernil, removendo-lhe todo vestígio de osso possível. Ficam com um pedaço meio disforme de carne ovina, que será conduzido ao passo seguinte.

Eles então colocam essa carne num tempero todo especial, que só eles sabem fazer. Aquela porção passa a noite toda ali, embebida naquele tempero, absorvendo os aromas, os gostos, as aparências das iguarias que a cercam. As horas da madrugada avançam, você em casa dormindo, e a carne lá, absorvendo aquela essência toda!

Na manhã seguinte você então volta ao açougue e finaliza a compra. Nesse momento os donos do estabelecimento lhe alcançarão aquela carne bem tenra, bem macia e suculenta, que virou horas e horas, adquirindo gosto e textura inigualáveis.

Para dar uma idéia a você, restam uns três quilos de carne na peça toda!

Você leva para casa e dá seqüência ao seu churrasco. Só que aí surge uma encruzilhada. A carne vem num pedaço muito grande para ser espetada num só espeto. Nas vezes em que a fiz, acabei repartindo a carne em três espetos, cortando-a mais ou menos longitudinalmente.

Perceba numa dessas fotos aqui ao lado o que estou lhe descrevendo. A carne colocada em três espetos.

Mas quem quiser pode assar a peça inteira, só tomando cuidado para que não fique crua no meio. Eu prefiro repartir em três.

Ato contínuo ela vai ao fogo da churrasqueira e deve ali ficar com calma, sem pressa, recebendo o calor e assando aos poucos, lentamente, numa espécie de conversa entre fogo e carne. Uma aproximação entre massa e energia. Um aprochegar de elementos que ao fim e ao termo estão ali para lhe dar prazer.

Vá assando o carneiro, virando pacientemente os espetos. Assistindo o encontro do calor e da carne.

O resultado é simplesmente maravilhoso!

A carne fica macia, tenra, suculenta, num gosto por demais impressionante.

Após uma hora de calor, tome da sua afiada faca e saque pequenas lascas diante da churrasqueira, para provar. Diga ao povo em derredor que você está testando a carne para ver se está no ponto, se está boa. Só tome cuidado para que eles não percebam que você está mastigando de olhos fechados e gemendo. Sim, você vai gemer sem sentir dor, como naquela música cantada pela Amelinha.

Delícia, delícia, delícia.

Para acompanhar, o google recomenda um vinho tinto, cabernet, frutado. Comemos com cerveja bem gelada e ficou igualmente bom.

Então já sabe. Ligue lá prá Nica e prô Celso e faça a sua encomenda.

Silvano – salivando

Crédito das fotos: Silvano Marques

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Não faça isso na sua casa !!!..

09 de abril de 2011 0

Assim como as mães cometem excessos na alimentação de seus filhos, dando-lhes guloseimas as mais inadequadas possíveis, também os filhos inventam coisas as mais escabrosas. E deliciosas!!

Anos atrás um obeso paciente de consultório me segredava que o que o estava fazendo perder a luta para a balança era a MISTURA FINA. Tratava-se de uma coisa que ele sorrateiramente preparava e comia diuturnamente, longe dos olhos paternos e maternos. A tal mistura fina consistia em misturar uma colher de sopa desses ingredientes todos: LEITE EM PÓ, LEITE CONDENSADO e CREME DE LEITE. Mexia isso vigorosamente e comia feliz na frente da TV.

Ô vida gorda, seu!!!

Dia desses recebi secretamente de uma mãe uma nova receita dessas. Receita que ela subtraiu de seus filhos. Uma espécie de torpedo estomacal! Um desvario calórico. Um disparate nutricional! O nome parece que é CHOCOTONE ou algo assim. Fiquei tão intrigado com a receita e as milhares de calorias nela contidas que esqueci desse detalhe exato, o nome. Mas acho que é isso mesmo.

Enfim, anote aí.

Faça um BRIGADEIRO NORMAL, aquela coisa de Leite Moça, Nescau, Manteiga, etc…. Uma vez pronto, coloque no liquidificador e ajunte a ele as seguintes “bombas calóricas”: uma lata de CREME DE LEITE, um vidro de 250ml de LEITE DE COCO, e uma GELATINA INCOLOR devidamente desmanchada em água. Bata no liquidificador. Tire e coloque na geladeira.

Fica um manjar negro, uma delícia, uma maravilha.

Mas repito o que disse ali no título: – não faça isso em sua casa! É exagero demais! A sra Kátia preparou um para eu poder fotografar e provar o sabor. E faço isso em nome da saúde dos meus leitores (aqueles seis ou sete). Deixem eles que apenas eu morra disso. Mas morra feliz.

Bom, depois não sabem porque a obesidade ataca as nossas crianças país afora. É que elas são muito criativas, muuuuito criativas.

Cuidado. Fique longe disso.

Silvano – mártir de meia tigela

Crédito da foto: Silvano Marques

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A pergunta que não quer calar:

09 de abril de 2011 0

 - Por que diabos o atirador do Realengo, ao invés de entrar numa Escola, não entrou no Senado?

Silvano – intrigado

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