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Posts de maio 2011

Coisa de Gordo - 515

31 de maio de 2011 0

515 – PARIS

Na esteira desse assunto sobre metrópoles estrangeiras, noutra feita fomos conhecer a cidade luz, Paris. Sonho de consumo de todo cidadão que tenha algum traço de cultura, arte, história, ou alegria no seu modo de viver. Ou seja, Paris agrada a todo mundo!

Mais uma vez nos sentimos em uma metrópole cosmopolita, andando na rua ao lado de americanos, turistas, trabalhadores, africanos, orientais (muuuuitos orientais) e, sim, ao lado de alguns franceses também. Você já sabia disso mas sempre é bom repetir que a cidade é linda! Emana uma energia, uma vivacidade, um jeito meio latino de viver (mas nem tanto), um jeito meio primeiro-mundo de viver (mas nem tanto), e esta mistura é que dá o resultado maravilhoso que é essa cidade.

A organização é impressionante aos nossos olhos terceiro-mundistas, de tal sorte que há trens, muitos trens, vários e inúmeros trens, todos eles ligando e interligando a Europa. As cidades européias possuem mais de uma estação ferroviária, cada uma delas, para poderem atender à gigantesca demanda desse inteligente modo de transporte. Estou falando só em trens, ainda não cheguei ao metrô.

Indo além dos trens, o Metrô de Paris foi feito para dar certo. Linhas e mais linhas cruzam a cidade toda, evitando com isso que milhares de pessoas estivessem usando automóveis, por exemplo. E olha que o trânsito de carros deles já é bem sobrecarregado. Pois o Metrô ajuda a limpar as ruas, levando gente de todas as classes sociais, de várias nacionalidades, velhos, moços, crianças. As estações são bem sinalizadas, o serviço nos pareceu rápido e eficiente.

Se anda muito de bicicleta em Paris, e então as autoridades colocaram inúmeras bicicletas ao longo das avenidas, para que as pessoas aluguem. Você está andando a pé quando se depara com um daqueles enormes pontos de aluguel de bicicleta, um estacionamento a céu aberto. Pague e saia pedalando! E aí devolva a bicicleta em qualquer outro ponto de aluguel. E o legal é perceber que os motoristas respeitam os ciclistas nas ruas. E é claro que há várias ciclovias ao longo da zona urbana.

Não chegamos a experimentar mas naquela época em que fomos tinha até um bonde em Paris. Por algumas ruas restritas ainda se avistavam as curtas composições se movimentando.

Sim, os ônibus cumpriam sua parte, mas sempre que pudemos preferimos o Metrô.

E aí a gente sai a conhecer os pontos turísticos e percebe que teria que ficar um mês inteiro em Paris para começar a conhecer a cidade. A Torre Eiffel, o Museu do Louvre, o passeio de barco no Rio Sena, os cafés nas esquinas, o vinho nas taças, tudo são coisas que se traz na memória.

Sabe aquela lenda do pão francês, que o cara bota embaixo do braço e vai prá casa? É, pode-se dizer que ela é verdadeira. O pão francês está em toda parte e ele é saboroso, mais duro que o nosso, mais consistente. Cada vez que se pede uma coisa para comer ou beber num bar, vem aquela porção de pão francês fatiado e ali a gente já começa a saborear o prazer da vida. É o “baguette” que é aquele pão mais fino e comprido. Nas nossas andanças, volta e meia eu comprava um e saía nos passeios com aquela delícia a tiracolo. Ia comendo aos poucos, curtindo, saboreando. Sabe quanto custava? Uns 80 ou 90 centavos de Euro.

A música perpassava nas ruas, nas calçadas, por onde se andava volta e meia a gente escutava uma gaita romântica. Ou um artista de jazz. As melodias se sucediam nas nossas caminhadas.

Não sei se moraria em Paris, mas com certeza penso em voltar lá. E em subir de novo na Torre Eiffel. E caminhar nas ruas seguras e bem iluminadas.

Para encerrar, derrubamos um outro pequeno mito. Isso que consumimos no Brasil e que chamam de Pão Francês pode ser chamado de tudo, de cacetinho, pão cervejinha, pãozinho dágua, seja lá o que seja. Mas não é pão francês! Em Paris nunca vimos um cacetinho. Isso também parece ter sido invenção de brasileiro.

Silvano – o impossível

Crédito das fotos: Silvano Marques

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Placar das Caminhadas

31 de maio de 2011 1

Calma, calma, andei viajando mas já voltei a caminhar. Em que pese tenhamos andado milhas e milhas, não vou computar nada disso no meu placar pois não estava cumprindo as condições da caminhada aeróbica. Mas já voltei a pé na estada de novo.

Vamos lá! Até dezembro temos que fechar 100 caminhadas aeróbicas.

Estou com 55 completas.

Falta pouco.

Silvano – na estrada

Crédito da ilustração: Silvano Marques

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Mitos caindo...

31 de maio de 2011 0

Falei aqui que na Itália não tem polenta, que isso é invenção de brasileiro. Um primo nosso que mora em Londres viajou toda a Itália a passeio e também não encontrou polenta! E nem galeto! Portanto, não venham me oferecer o “autêntico galeto italiano com polenta” aqui em terras brasiliensis. É falcatrua! Isso foi invenção de brasileiro para vender mais. Sei, sei, já me argumentaram que polenta era a comida que se comia em casa. Certo, mas se um turista estrangeiro chegar a Porto Alegre e pedir um ARROZ CARRETEIRO vai ter aos montes. E isso também é comida que se come em casa.

Polenta e galeto, portanto, são coisas nossas.

Silvano – derrubando mitos

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Os Soldados e o Hino Nacional

27 de maio de 2011 1

Estão fazendo uma barafunda nessa bobagem acontecida na cidade de Dom Pedrito, aliás, a cidade onde eu nasci, dentro do quartel. Ora, ao que parece, um grupo de soldadinhos,ou seja, uma gurizada de seus dezoito-dezenove anos, estava numa hora de relax e fizeram uma brincadeira com o Hino Nacional, cantando e dançando ele em ritmo de funk. Aí a mídia está falando em cadeia de dois anos, um ano, castigo aos “criminosos”.

Mas que baita bobagem. Era só um grupo de garotos descontraindo! Uma coisa de crianças. O único erro deles foi deixar filmar e botar na internet! Só isso.

Levante a mão aí quem nunca fez uma brincadeirinha, uma piadinha com o Hino Nacional. Dia desses um cara lá e Brasília se pendurou no mastro da bandeira e ateou fogo nela. Também teria ele atentado contra um símbolo nacional. Pois nem falaram mais do cara.

Agora querem demonizar essa gurizada do quartel de Dom Pedrito. Pelo amor de Deus! Manda essa gurizada tomar um nescau e ir deitar mais cedo. Não sem antes escovar os dentes e rezar prô papai do céu…

Silvano – o impossível

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Coisa de Gordo - 514

13 de maio de 2011 0

514 – ROMA

Tem certos mitos que a gente leva vida afora e que, um dia, caem por terra. Ou nem tanto assim. Certa feita estivemos em Roma, a bela cidade de Roma, a passeio. Dias indo, dias vindo, gastamos as horas de nossos curtos dias caminhando pela cidade romana, atividade que todos os turistas fazem.

Num primeiro contato, a gente se impressiona em brincar de viver no primeiro mundo. Andar numa metrópole que tem ônibus, táxis, metrô, bonde e tudo o mais funcionando muito bem. Pode parecer pueril a quem lê, mas estas são grandes aquisições de um povo. A tal da infra-estrutura.

E mais ainda impressionou a nós, mortais do terceiro mundo, ver as coisas funcionarem bem sem que alguém estivesse ali fiscalizando. Questão de cidadania. Assim, andamos em ônibus onde não havia cobrador. Cada pessoa, de posse de seu tíquete, validava a viagem numa espécie de leitor magnético que havia dentro do ônibus. Aliás, eram vários leitores em cada ônibus. Ficamos observando. E cada pessoa que entrava, pacientemente ia até o trocinho e sinalizava sua presença.

Algumas impressões bem superficiais trouxemos do povo de Roma, e perceba que isso é uma simplificação quase grosseira, rotular o povo de uma cidade a partir de umas poucas dezenas que se nos defrontaram. Mas enfim, filosofemos.

Os romanos fumam muito (e de resto a italianada toda)! Fumam demais. E nisso há uma contradição. Todo lugar público esboçava um baita cartaz dizendo VIETATO FUMARE (vedado fumar). Mas os fumantes italianos ficavam na porta do lugar fumando, o que fazia a fumaça entrar nos recintos. Sim, se fumava muito em Roma (e na Itália).

Os romanos preferem Coca-light em detrimento da Coca-zero (e os italianos também)! As propagandas, as promoções, os cartazes nas lancherias sempre apareciam contendo a Coca-light. Eles vendem a Zero mas é uma exceção. Perguntei isso a um  primo que mora em Florença e ele disse que numa certa época rolou um boato de que a Coca Zero causava câncer. Por isso o preconceito.

Os romanos andam muuuuito de motos, motonetas, essas “bizz” que se vê por aí. Um motorista nos explicou que na cidade de Roma o parquímetro cobra um euro por hora de cada carro estacionado, ao passo que as motos são isentas. São ágeis. São econômicas. Assim, nos dias que por lá caminhamos, estivemos sempre cercados por motos de todos os tipos e preços. Sim, o trânsito deles é bem agitado, quase enlouquecedor, e nesse cenário, as motonetas são uma salvação.

Os mitos que derrubamos versam sobre comida, é óbvio. Andando por Roma (e outras cidades do país), em lugar algum encontramos a expressão “Galeto ao Primo Canto”. Estou falando desse mito que inventaram acerca de um suposto galeto que seria macio por ser feito com frangos adolescentes. Aliás, vou mais longe. Em lugar algum da Itália vimos a expressão “galeto”. Tinha mil comidas e variedades, mas nada de galeto. Portanto, caro leitor, você foi enganado. Não existe Galeto ao Primo Canto na Itália.

Poderia falar da lingüiça calabresa, outra coisa que nunca vimos em cardápio de restaurante algum. Mais não me estenderei pois não fomos até a região da Calábria, mas fiquei em dúvida.

Polenta frita? Achamos ao acaso num beco fora de Roma. Cadê a polenta dos italianos?

Não obstante essas coisas, a impressão que trouxemos de Roma foi das mais positivas. Cidade linda, cultural, maravilhosa, diversificada, cosmopolita. Povo educado, alegre, sempre disposto a ajudar, dar informações. Quase todo mundo falava espanhol ou inglês, o que sempre nos salvou. Numa expressão, diria o seguinte: – Eu moraria em Roma!

Agora, quanto ao tal do galeto….mito, só mito.

Silvano – mas que coisa

Crédito da foto: Silvano Marques

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