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Posts de julho 2011

Coisa de Gordo - 519

27 de julho de 2011 1

519 – NÓS E O TERROR NA NORUEGA

A exemplo de toda pessoa comum como eu, encontro-me aterrorizado por este covarde atentado praticado pelo cruel Anders Behring Breivik na Noruega. Mais uma vez, um maluco decide abrir mão da civilidade, do diálogo, abrir mão da saudável divergência que existe entre as pessoas, mandando bala prá cima dos outros e explodindo gente como se bonecos fossem.

Um horror. Uma barbárie. Uma crueldade. Uma covardia. Como todo ato terrorista.

Aliás, dizer “atentado covarde” é uma redundância. Todo atentado é covarde. Em nome de uma suposta reação às migrações acontecidas em seu país, o cara matou gente. Matou pais, mães, filhos, irmãos, irmãs, amigos, conhecidos. Sim, gente tem essa peculiaridade. Gente tem família, se relaciona, gente cria vínculos. Assim, a cada vez que se barbariza uma pessoa, como numa reação em cadeia, estamos afetando dezenas ao seu redor.

Em meio a esse sangue todo, percebo nas ensandecidas palavras do agressor uma nuance que não nos deve passar despercebida. O assassino diz que os resultados da miscigenação brasileira são a grande corrupção, a baixa produtividade e um conflito eterno entre culturas concorrentes. “Observando a falta de coesão social no Brasil e a média de produtividade de um brasileiro, é evidente que uma reprodução disso na Europa poderia ser devastadora e um atraso nacional..”.

Certo, certo, dirão os analistas, são palavras de um raivoso matador. Pode ser. Mas perceba uma coisa. Ele citou uma possível causa para a nossa corrupção, seria ela causada pela miscigenação que aqui houve entre os povos que nos deram origem. Como sempre isso é vago. Na verdade, verdade mesmo, o único povo natural daqui seria o indígena. Todo o resto é de imigrantes, desde Cabral, passando por Zumbi dos Palmares e chegando até a Gisele Bundsen. Todos somos imigrantes. Mas nesse coquetel racial temos que lembrar que entraram alemães, italianos, poloneses, japoneses, além dos clássicos lusitanos brancos, os índios e os negros da África. Fomos todos colocados num copo de liquidificador e disso saiu o Sarney! O José Dirceu. O Genuíno. O Maluf (ops, falei em turcos?). Dessa coqueteleira social saiu, portanto, a CORRUPÇÃO da nação.

Imagino cada um desses povos citados numa espécie de assembléia, analisando os resultados obtidos. Todos se olhariam mutuamente, insinuando que a corrupção viria sempre de outrem, nunca de si mesmo. Isso é coisa de português, pois, pois. Nada disso, é coisa de japonês. Ah, não, isso tá mais prá cacique e pagé. Seria uma confusão.

O que tirei dessa bagunça toda é que o Brasil é um parâmetro internacional de corrupção, de incompetência, de quintal do planeta, de fim do mundo. O cara lá da Noruega disse em outras palavras algo como isso: – Olha, vocês parem de aceitar imigrantes, senão isso aqui vai virar o caos, o fim do mundo, isso aqui vai ser igual ao Brasil!

Foi isso que o assassino escreveu em seu manifesto. Você, leitor(a), deveria abstrair do ato terrorista perpetrado e questionar se esse é o nosso papel diante das outras nações. Será?

Por exemplo, há uma convicção entre todas as pessoas com quem falo, pessoas que leio, pessoas que vejo na TV ou escuto no rádio. Todos eles, e eu inclusive, somos contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. Nada a ver com futebol ou esportes. É que há uma certeza em todos nós que a roubalheira vai ser gigantesca! Aí, leitor(a), lhe pergunto: – Por que, com todos os diabos, nós vamos permitir isso? Já que somos uma turba de corruptos e ladrões (como também pensa o terrorista), por que fazer uma Copa aqui? Os traficantes não organizam quermesses e cultos religiosos em seus territórios. Eles sabem que o negócio deles é outro. Se somos essa súcia coletiva, por que trazer grandes eventos para cá?

Claro, claro, é para poder lhe roubar melhor, Chapeuzinho Vermelho.

Em meio ao sofrimento imposto, podemos tirar essa lição, essa espécie de olhar-se no espelho, esse verdadeiro tapa na cara. O país que acolhe o Cesare Batisti, onde nenhum político corrupto está preso ou sequer devolveu o dinheiro que roubou, o país onde o crime compensa…este país é uma referência mundial. Das piores coisas que há na face da Terra. Até quando?

Silvano  – o impossível

Crédito da foto: AFP / AFP publicada aqui no ClicRbs

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O Sino da Igreja..

27 de julho de 2011 0

Leio na Zero Hora de hoje a história de um morador (Walter Cunha Freese) de Nova Petrópolis-RS, que estando incomodado com o sino da Igreja Luterana (IECLB) local, fez denúncia e pediu perícia para averiguarem o volume das badaladas. O resultado mostrou que de fato o sino estava acima do permitido. Aí…e essas coisas fazem do Brasil o que ele é…um vereador local (Jerônimo Pinto – PDT) fez e aprovou junto aos seus colegas uma moção declarando o morador como “persona non grata” na cidade. O cidadão está com medo de hostilidades e já pensa em se mudar da localidade. Que vergonha. E vinda de um vereador. Então fica combinado assim. A lei é igual para todos, mas para os que moram em Nova Petrópolis, ela é diferente. E quem ousar questionar será banido da cidade! Que absurdo! Cabe lembrar que a Igreja em questão defende o seu sino mas não tem nada a ver com essa bobagem toda de moção.

Silvano – mas que coisa

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E os placares?

27 de julho de 2011 0

As caminhadas arrefeceram agora com o frio, mas tem gente caminhando a mil, abaixo de vento e de chuva. O que não é o meu caso. Minha contagem persiste, até o fim do ano tenho que fazer CEM CAMINHADAS AERÓBICAS. Meu placar está em 62! Tô a caminho! Mas o placar coletivo está agitado, confira ao lado.

E outra coisa.

Tem a turma que parou de fumar, que legal! Lembra da Isabel, cara, ela fechou SEIS MESES SEM FUMAR, após décadas de fumaça. E além dela tem o Thiago Biazetto, que também está sem fumar faz 5 meses e 24 dias hoje!!! Gente, que dupla vitoriosa. Quem fuma ou já fumou um dia sabe o que isso significa. Tem que mergulhar na própria alma e voltar de lá, para renascer! Parabéns, gente. Ar puro prá vocês.

Então está combinado. Pé na estrada. Vamos caminhar. E sem fumaça!

Silvano – contador

Crédito das ilustrações: Silvano Marques

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Coisa de Gordo - 518

06 de julho de 2011 1

518 – A TORTA DA NORA

Existe a Torta do Marido, a Torta disso ou daquilo, pois ouso hoje lançar aqui, do alto deste meu pedestal (de um e meio centímetro de altura) a gloriosa TORTA DA NORA. O nome é óbvio, alguém tinha uma nora e ela,num belo dia chegou na casa do sogro/sogra anunciando que faria uma deliciosa sobremesa.

Num primeiro momento aquilo deve ter causado estranheza ao sogro e uma ponta de inveja na sogra que logo pensou: – Será que meu filho vai gostar mais do doce dela que do meu?

Pelo sim, pelo não, permitiram que a nora desse seqüência ao prato, fato que muito os regozijou. Inebriados por tamanha gostosura, ao deitarem em sua cama, conversaram sobre o acontecido. Que delícia de torta! Como pode alguém fazer um doce assim tão bom com tão poucos ingredientes? De onde será que ela tirou isso? Será que foi criação dela?

E antes que por fim adormecessem, entregando-se ao mundo de Morfeu, a sogra chegou a comentar com seu marido: – Sabe que essa menina pode dar uma boa esposa para o Júnior?

No dia seguinte a notícia se espalhara pela vizinhança e todos queriam ver, saber, conhecer e principalmente aprender a preparar a Torta da Nora. Sim, aí se delineava o nome da torta. De sua circunstância parental. O feito se dava a partir do resultado final daquilo tudo. A nora adentrara a casa dos sogros e, como uma trapezista, se jogara no ar, no exato momento em que disse: – Vou fazer uma torta!

Com o passar das horas, ela sabia que teria dois finais possíveis em sua aposta. Ou a torta seria comunzinha e ela se espatifaria no chão, sem direito a rede de proteção. Ou a torta faria sucesso e ela seria recolhida pelas mãos aconchegantes do carinho familiar. Conquistar uma sogra com um doce não é tarefa fácil e aquela nora sabia disso quando pulou no ar, apenas com seus quatro ingredientes.

Horas mais tarde, feliz e realizada, ela pôde colher o sucesso de seu doce, agradecendo os aplausos do “público” em derredor.

Chega de devaneios, vamos aos fatos.

Ingredientes: são apenas quatro coisas, isso de fato impressiona no quesito simplicidade.

Um pacote de Bolacha Maria de Chocolate;

Dois potes de Nata (creme de leite);

Um Leite Condensado;

Um pouco de leite.

Modo de fazer: coloque numa vasilha um pote e meio da Nata e bata suavemente. Perceba que vai sobrar meio pote de nata e isso é um ganho secundário. Use noutra coisa depois. Pois bem, vá mexendo, mexendo, mexendo e amolecendo a nata até que ela fique mais liquefeita, mais fácil de lidar.

Aí entra o Leite Condensado na história. Continue mexendo, mexendo até tornar uniforme a mistura. Ou como diriam os bioquímicos, homogênea. Deixe de lado.

Num outro prato coloque um pouco de leite, numa quantia suficiente para banhar as bolachas que virão. Aí vá dando um banho nas bolachas antes de levá-las ao prato final. Uma vez feito isso, coloque uma camada de bolachas no fundo do prato final. Passo seguinte, cubra as bolachas previamente umedecidas, com a mistura que estava separada. Após isso, faça mais uma camada de bolachas. E assim sucessivamente. Se você usar as quantias até aqui citadas e usar meio pacote de bolachas, você terá uma mistura proporcional, algo como umas três camadas de bolacha entremeadas pelo creme delicioso.

Agora vem o detalhe final. Leve o prato ao congelador para um estágio não apressado, se possível deixe por três ou quatro horas ali. Não é uma opção para eventos ligeiros, portanto. Há que se ter tempo para a Torta da Nora adquirir sua consistência derradeira.

O resultado é dos mais impressionantes. Você se serve de um pedaço da torta e lembra da simplicidade dos ingredientes, lembra do preparo igualmente simples e fica estarrecido com o resultado final.

Vale a dica. Teste você também , a Torta da Nora. E lembre da nora, do seu salto no escuro, da rede que não existia sob seu corpo frágil. Lembre dos riscos que ela assumiu ao lançar-se assim, braços estendidos, em busca de acolhida. Sim, o mérito é todo dela. Que nora, rapaz! E que torta!

Mais detalhes, veja o vídeo abaixo.

Silvano – o impossível

Crédito das fotos e do vídeo: Silvano Marques

 

 

 

 

 

 

 

 

Confira o vídeo de 4 minutos:

 

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O Costelão do Prof Zeca

01 de julho de 2011 0

O Prof. Zeca , o Papa da Hidroginástica no litoral norte gaúcho, volta e meia nos chama para degustar um COSTELÃO DE SETE HORAS, aquela “janela”, aquele pedaço de colstela bovina que se assa por horas e horas. Já publiquei fotos e texto aqui sobre isso. Mas agora consegui filmar o troço.

Não vá babar no teclado.

Silvano – o impossível


Crédito do vídeo: Silvano Marques


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