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Posts de dezembro 2011

Coisa de Gordo - 529

21 de dezembro de 2011 0

529 – As Ditaduras

Esse tema de ditaduras vai e vem, por vezes algum político ou escritor o traz às luzes da discussão e dificilmente se chega a um consenso. Uns acham certo um lado, outros acham certo outro lado e todos morrerão abraçados às suas convicções.

A última bobagem que transitou na mídia foi a tentativa do vereador Pedro Ruas e uma colega sua de mudarem o nome da avenida de entrada de Porto Alegre. O nome da avenida é CASTELO BRANCO, e os dois esquerdistas edis queriam mudar o nome para avenida da Legalidade.

Imagine você se a cada mudança de partido no poder as ruas e praças tivessem seus nomes alterados. Diziam os vereadores pouco ocupados que dar o nome de um ditador (e torturador) à tal avenida era uma afronta. Quando escutei este argumento imaginei se eles gostariam de mudar o nome da avenida Getúlio Vargas, outro ditador e torturador famoso. Ah, dirão, mas é o Getúlio. Então tá combinado, alguns podem ser ditadores e torturadores, o que não pode é ser impopular.

Acho uma graça nisso. As ditaduras de direita têm toda uma série de defeitos, mas algumas características elas têm. Elas inevitavelmente tendem à abertura, à democracia. Os generais aqui no Brasil não tinham cargo vitalício e, quando morriam, não passavam o poder aos seus filhos ou parentes. As ditaduras de esquerda tendem a se perpetuar, e os mandatos dos ditadores são vitalícios. No seu impedimento ou morte eles passam o poder a um filho, irmão, etc. Veja que em Cuba o irmão do Fidel assumiu após décadas de ditadura. Para continuar ditador. Na Coréia do Norte, o filho do cara aquele é quem vai assumir. Mas aí, dirão os comunistas, isso pode. O Fidel, assim como o Getúlio, pode!

Na última feira do livro da capital gaúcha comprei o livro MÉDICI – a verdadeira história, de autoria do General Agnaldo Del Nero Augusto (Editora Artes Gráficas Formato, Ltda – Belo Horizonte). Claro, claro, é uma versão que raramente se vê e que tem todos os matizes de quem apoiou os governos militares. Mas o livro traz dados bem específicos, bem detalhados sobre o desenvolvimento do país naqueles tempos e mais que isso, as ações engendradas pelos terroristas de esquerda com o fim de tomarem o poder no país e instalarem aqui o comunismo.

Alguns dados desenvolvimentistas: o país do governo Médici cresceu 14% ao ano (!!), lançou as obras de Itaipu, a Ponte Rio-Niterói, a Embrapa, o Funrural, entre outras coisas. E ao fim do mandato nenhum filho seu tinha ganho milhões como o Lulinha, e escândalos como o Mensalão não aconteciam naquele tempo.

Aliás, essa é outra diferença esquerda-direita. Os presidentes de direita continuam com a mesma riqueza que tinham antes de assumir. Os de esquerda…rá, rá..veja as fortunas amealhadas pela família Lula da Silva em sua passagem por Brasília. A fortuna pessoal de Fidel Castro é uma das maiores do mundo na revista Forbes. Mas fazer o quê? Os comunistas falam mal do capitalismo, mas não resistem às suas benesses.

Por fim, este livro narra o meticuloso treinamento dessa gentalha de esquerda que ia a Cuba aprender táticas de terrorismo, guerrilha, manejo de bombas, armas, tudo com o fito de impor uma ditadura de esquerda! Pois é, não conseguiram. Falharam na sua missão. Foram corridos a bala. E em que pese os atos bárbaros e criminosos por eles cometidos (o livro dá os nome das vítimas, gente que a mídia considera desimportante), hoje em dia são heróis ricos, receberam milhões de indenização, perderam a guerra mas tiraram na megassena! Então agora sabemos afinal a sua real ideologia. Enriquecer. Às nossas custas, sim, você e eu pagamos a esses perdedores as pensões-comunismo que eles receberão até morrer.

O time do Santos foi ao Japão e levou uma surra do Barcelona. Ninguém pensou em indenizar os jogadores santistas. Perderam, fizeram um fiasco, foram derrotados. No Brasil de agora o absurdo está instalado. Os comunas perderam a guerra, levaram um “laço”, mas recebem regiamente as glórias monetárias advindas do seu rotundo fracasso.

Alô, alô, patrulhas da esquerda! Mandem chinelaço à vontade!

Com todos os diabos, se eu tivesse imaginado isso teria me filiado ao PC do B na minha infância e hoje estaria rico , feliz e desocupado. Alegando traumas da ditadura.

O livro é obviamente tendencioso. Mas vale a pena ser lido. Aproveite.

Silvano – sempre do lado errado

Crédito da foto: reprodução da capa do livro

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Bruna Surfistinha - o filme

21 de dezembro de 2011 0

Eu tinha lido o comentário deste filme no blog Febricitante, onde a Liziê dá aulas de cultura. Naquele momento a autora falou rispidamente do filme, meio que desfez na realização, concluindo que pelo menos para ver “os peitos” da Déborah Seco o filme se prestava.

O filme do diretor Marcus Baldini tem, a meu ver, bem mais do que os peitos da Déborah Seco. Com atores do quilate de Drica Moraes, Cássio Gabus Mendes entre outros, ele traz a história do livro O DOCE VENENO DO ESCORPIÃO, onde a famosa garota de programas Raquel contava suas peripécias. Esse livro virou best-seller uns anos atrás e a tal Raquel tinha um igualmente famoso blog onde narrava suas performances sexuais em busca do dinheiro de clientes.

Passaram-se uns anos e a coisa veio parar nas telas.

A idéia geral do filme é de ruptura, de tristeza e decepção. Partindo de uma trama simplista onde uma menina de família “normal” entra em crise existencial por ser adotada, o filme mostra então a saída dela de casa e a busca do caminho fétido da prostituição.

Enfrentando preconceito por parte de outras prostitutas que a julgavam deslocada ali naquele meio, ela acaba se impondo por uma impressionante resistência física e emocional. E faz uma legião de clientes e fãs.

Algumas coisas devem ser destacadas na trama. A família dela não tinha grandes traumas, não tinha motivos suficientes para tal ato derradeiro. Sair de casa para se prostituir. Era uma família como a de qualquer um de nós. Isso assusta. O ambiente da prostituição nunca é mostrado no filme como uma coisa glamourosa, sequer erótica. Não, o tom das cenas (eventualmente fortes, até meio nojentas) é sempre deprimente, lúgubre, pessimista. A personagem central não consegue e nem mesmo quer estabelecer vínculos afetivos duradouros com ninguém. E o inevitável caminho das drogas lhe cai como uma luva.

Enfim, achei o filme instigante, bem feito, cenários fortes, cenas arrojadas e de fato, os peitos da Déborah Seco estão lá. Mas o entorno é tão triste e sombrio que fica até meio difícil de ver.

Bom filme, deve ser visto por pais, mães e mesmo filhos. É uma realidade que está logo ali, do outro lado da avenida. E que por vezes esquecemos.

Nota: 8,0

Silvano – o impossível

Crédito do cartaz: reprodução do site oficial do filme

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Dica em Gramado-RS

21 de dezembro de 2011 0

Estando em Gramado, a bela cidade serrana gaúcha, não deixe de conferir um lugar dos mais agradáveis para quem quer lazer. Trata-se do JOSEPHINA, um café que fica ali naquela ruazinha ao lado da Igreja. A casa parece ter sido de um dentista, na entrada se vê a placa com o nome do cara. Na decoração, cartazes e fotos de tempos idos, a música ambiente é diferenciada, algo entre um jazz e uma MPB de nível. O atendimento é sempre atencioso, e digo isso após várias idas lá, em diferentes situações.

O banheiro masculino é todo decorado com malas, mapas, guias de viagens que ficam afixados nas paredes.

As opções do cardápio são variadas, neste último dia pedi uma SALADA VERDE E COGUMELOS, assim descrita no cardápio: “Mesclun de verdes, cogumelos Paris ao molho de azeite de manjericão e queijo parmesão crocante.” Preço disso? R$ 21,50. Para Gramado, a cidade onde tudo é caro, é um achado!

Fora isso você tem opções de Saladas, Sopas, Cremes, Omeletes, Risotos, Carnes, Massas, Crostatas e ainda tem a Mercearia Josephina, onde eles fabricam e vendem para levar Vinagre Aromático, Azeite Aromático, Geléias, Pão Colonial e Biscoitos.

Então já sabe. Ali na ruazinha ao lado da Igreja, num fim de tarde, a serenidade o aguarda. Aproveite.

Silvano – em busca de coisinhas

Crédito das fotos: Silvano Marques



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Coisa de Gordo - 528

04 de dezembro de 2011 0

528 – ISTO É MEDICINA?

Diz-se que já passamos da idade do pós-moderno e estamos entrando na idade da super-informação, do imediatismo, a idade do instantâneo. Por força disso, as pessoas (incluindo eu) têm acesso a informações muito variadas e nem sempre corretas.

O “doutor Google” sabe bastante de tudo, mas não aprofunda em nada. Diz muita coisa, mas nem sempre revela muito.

Assim, nós os médicos temos nos defrontando com as mais estapafúrdias demandas por parte de usuários pseudo-informados, que adentram plantões, salas de emergências, consultórios, clínicas e hospitais exigindo isto e aquilo.

Um tempo atrás, os pediatras contavam aquela piada da mãe que, em companhia do filho mal-educado, vinha ao médico pedir um eletro-encefalograma “prá ver porque esse guri é tão nervoso”. Isso já passou. Não acontece mais. Hoje em dia, as mesmas mães irrompem salas adentro não mais pedindo, mas EXIGINDO, uma Ressonância Nuclear Magnética de Encéfalo. Foi isso que elas leram na Revista Cláudia, ou viram na Ana Maria Braga ou copiaram das dicas que o Dr Dráuzio Varela dá no Fantástico.

Na área da clínica, bastou a Revista veja publicar uma matéria de capa sobre o Victosa, um remédio para diabéticos do tipo II, que também emagrecia as pessoas e o tal remédio sumiu das farmácias. Os gordos compraram todos e atualmente tem fila de espera para adquirir o caro remédio. Pobre dos diabéticos que precisam de fato do remédio e não conseguem comprar.

Dia desses jogávamos conversa fora e paramos para nos perguntar quantas vezes a gente, pessoas da nossa geração, gente que nasceu aí pelos anos 1960 e proximidades, quantas vezes em toda nossa vida tínhamos procurado um hospital! As respostas foram impressionantes. Eu devo ter ido a hospital na qualidade de paciente umas duas ou três vezes ao longo de minha vida toda. No caso de mulheres a conta obviamente aumentava, somados os partos e eventuais cesáreas. Mas os números não fugiram muito disso. Certo, certo, eram outros tempos.

Há pessoas da atualidade que têm por hábito freqüentarem hospital quase que mensalmente. Certa feita, estava eu de plantão num Hospital aqui do litoral norte gaúcho e chegou uma jovem moça, aparentemente saudável, para ser atendida. O atendente imprimiu o boletim de atendimento dela e me mostrou que, só ali, ela estava consultando pela 121ª vez. E a idade dela era de 21 anos! Ela vem sempre aqui – disse o atendente. Depois, chega uma emergência de verdade e às vezes vai ser atendida com atraso porque o “doutor” talvez esteja atendendo a tal moça pela 122ª vez.

Faz parte do dia-a-dia médico lidar com a ignorância das pessoas sobre algum assunto e isso é de fato a missão dos médicos, esclarecer e auxiliar os pacientes. Isso não nos causa estranheza. O que nos impressiona na atualidade é a profusão, a intensidade, a multiplicação de casos absurdos, sucedidos por outros mais absurdos, que vêm seguidos de outros ainda mais absurdos! Colega meu de Porto Alegre nos contou que uma certa mãe levou o bebê à consulta uma vez no serviço onde ele atende. Levou outra, mais outra e lá entre a quarta e a quinta consulta a mãe se dirigiu ao Fórum da capital para exigir mais rapidez numa demanda que ela queria, um exame diferenciado, algo assim. Voltou ela do fórum com ordens judiciais, demandas legais, faça-se isso e cumpra-se aquilo, ao passo que o bebê, me dizia o meu colega, não tinha nada de mais, era saudável. Para ilustrar a gravidade do caso, tal paciente estava com dois meses de idade recém feitos, e já fora atendido dez vezes no serviço, já tinha feito mais de cinco exames alternados, já fora ao promotor em busca de mais coisas e ao fim e ao cabo não tinha nada! Nada de mais!

Pergunto a você: – Isso é medicina? Ou viramos um balcão de negociações judiciais e comerciais? O SUS está sobrecarregado? Afirmo-lhe que mais de setenta por cento da demanda do SUS eu enquadraria como bobagem. O resto é doença! O problema é que essa grande maioria ocupa o tempo, o espaço, gasta a verba do contribuinte exageradamente. É a tal da geração Y que já cresceu, procriou, tem filhos e – você lembra? – é aquela geração que só tem direitos, nenhum dever. Prova está na tal mãe que não hesitou em recorrer ao Promotor para dar vazão a mais um surto de sua ignorância.

Os cirurgiões plásticos comentam a mesma coisa. As pacientes adentram os consultórios e antes de dizerem bom dia, sentenciam: – Vim aqui para fazer seio e abdômen! E quero um “lipo” no mesmo pacote. Aí, e só aí, o médico as cumprimenta e começa a conversar. Isto é medicina? Não, não é!

Consulte o google, como eu mesmo faço, várias vezes. Veja as dicas do Dráuzio e seus similares. Mas permita-se ser atendido decentemente pelo seu médico. Sua saúde vai lhe agradecer por isso.

Silvano – em meio às trevas da ignorância, incluindo as da própria ignorância


Com a palavra…as leitoras:

Concordo contigo ,mesmo sem ser médica pois isso acontece direto. Só que eu sei pelo outro lado …o das clientes. Se o médico não der o tal exame é porque ele nãp é bpm médico, nem fez exame e já fez o diagnóstico!! Como é que pode? Como vou confiar? É…as coisas estão invertidas. NAIRA – da Praia do Cassino


Silvano! Fantástica esta tua postagem. (..)Sabes? há tempos atrás, o GERCC (um grupo de especialistas em relacionamento com clientes e consumidores aquí de Porto Alegre) buscou junto a 2 hospitais os indicadores das emergências … e os números foram assustadores. Incrivel mesmo, a ignorância tomou conta e tudo leva a um hospital! E coitados dos “doentes” mesmo”. Abraços. ROSALVA – da capital gaúcha


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