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Posts de janeiro 2012

Coisa de Gordo - 532

21 de janeiro de 2012 0

532 – QUE PAÍS É ESTE ? – parte 2

Os absurdos se sucedem e assim não dá para agüentar. A gente vê cada coisa..

Houve um drama policial na cidade de Gravataí – RS no qual uma seqüência de mal-entendidos e trapalhadas acabou por manchar as reputações das polícias gaúcha e paranaense.

Dois empresários saíram do Paraná atraídos pela compra de maquinário a preços bem baratos, o que os fez virem de lá até aqui para lucrarem com isso. Era um golpe. Na verdade foram seqüestrados e por eles se pediu resgate. Aí entram os policiais do Paraná que então vieram para prender os bandidos. Vieram sem avisar a polícia local. Paralelo a isso, um sargento da Polícia Militar, à paisana, numa moto, obviamente armado (e sabe-se agora, alcoolizado) abordou os policiais paranaenses e acabou morto a tiros. Primeira trapalhada. Nos momentos seguintes, num lance quase que cinematográfico, os policiais estavam parados numa rua quando lhes aparece, saindo de uma garagem, um carro com os bandidos e as vítimas. Ao verem os policiais, os bandidos entraram de novo na garagem e o tiroteio começou. Na ação, um dos reféns foi baleado e morto (sabe-se agora, pela arma do delegado Carivali). Esta foi a segunda trapalhada. Mas acaba que os meliantes foram presos e o seqüestro foi resolvido, com a libertação do outro refém. Estes os fatos.

Passado um mês do ocorrido, agora sai a notícia de que este delegado, Leonel Carivali foi indiciado por homicídio doloso (com intenção da fazer o mal) por erro de execução, podendo ir a júri popular e até mesmo vir a ser preso.

Então vejamos. O começo de tudo se dá pela cobiça e avareza de dois empresários do Paraná que, na intenção de pagarem menos, de tirarem vantagem, vieram a cair num golpe rasteiro de seqüestro e extorsão. Ninguém é santinho nesta triste história. Eles vieram em busca de vantagens sabidamente ilícitas. Diga você, caro(a) leitor(a), se lhe oferecerem um carro zero quilômetro, por 10.000,00 reais, você saberá que é um golpe, certo? Ou o carro é roubado. Ou é clonado. Ou é de traficante. Boa coisa é que não vai ser. Portanto, quem entra numa dessas vai sabendo que ali tem coisa. Lamento o triste desfecho da história, onde um dos dois veio a morrer, mas há que se reconhecer que eles estão no nascedouro de toda a situação.

Ato seguinte, na ação de desfecho, um tiro infelizmente dado por este delegado agora indiciado veio a alvejar uma das vítimas. Certo, certo, tragédia, erro na operação, fracasso na ação policial, mas daí a indiciar o policial, com dolo, isso é um grande absurdo! Ora, os culpados do crime cometido são os meliantes, os seqüestradores, os bandidos que desde o início montaram o circo todo. Pois neles ninguém fala. Os nomes deles não estão na imprensa. Coitadinhos, vai ver que são vítimas também, pobrezinhos! Mas que pouca vergonha.

Profissionais da lei que eventualmente vão se defrontar com assassinos e outros criminosos vão ter sim que dar tiros aqui e ali. Também eu prefiro que eles alvejem a bandidalha e não as vítimas dos crimes. Mas se a cada ação policial se vai indiciar o policial esquecendo-se dos bandidos, então estamos fadados a morrer nas mãos frias dos bandidos. Por omissão da polícia.

Imagine-se você, sendo policial aqui no Rio Grande do Sul, e sabendo que por pouca coisa você vai ser acusado de assassinato. Ora, na hora da ação, você vai se esconder, não vai atirar em ninguém, não vai cumprir seu papel, pois isso poderá colocá-lo no banco dos réus. Enquanto os verdadeiros criminosos assistem a tudo de camarote, às gargalhadas. O que isso faria com você? Tornaria você um policial omisso, inseguro, incapaz. Essa postura de proteção aos bandidos e de acusação às forças policiais é devastadora para uma força policial. Como se diz aqui em terras baguais, com essa me caíram os butiás do bolso.

Indiciar este delegado por homicídio doloso é absurdo, absurdo, absurdo!

Senhor tende piedade de nós. Senhor, escutai a nossa prece

Silvano – o impossível

Crédito da foto: Jean Schwarz do CLICRBS

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Pé na estrada..

12 de janeiro de 2012 0

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Coisa de Gordo - 531

06 de janeiro de 2012 0

531 – Que país é este?

A mídia local gaúcha está alvoroçada desde que, no passar do Reveillon, um trágico acidente de trânsito ocorrido na Estrada do Mar, município de Xangri-lá, causou a morte de duas pessoas. Três automóveis colidiram, sendo que o causador do acidente era pilotado por uma mulher aparentemente bêbada e sem habilitação, acompanhada do dono do carro, também bêbado.

Comoção geral, morreram uma jovem mulher no outro carro e um motorista de táxi de 62 anos no  terceiro veículo.

A partir disso, os debates e opiniões singraram os céus riograndenses, os jornais estamparam colunas, opiniões, pareceres. As rádios promoveram debates, contrapontos, o falatório foi e ainda é geral.

No ato do acidente o delegado de plantão indiciou os dois ocupantes bêbados do carro que causou tudo por homicídio doloso (dolo eventual). Quem bebe e sai a mil por hora na estrada assume o risco do que pode ou vai acontecer. E o acompanhante foi indiciado como co-autor, por ter cedido o carro a pessoa não habilitada (e ainda por cima bêbada).

No ato jurídico seguinte, em poucas horas, com os feridos indiciados ainda no Hospital, o juiz do caso confirmou o indiciamento inicial proposto pelo delegado, mas liberou o casal para que, em liberdade, responda aos trâmites legais subseqüentes (inquérito, processo, etc).

Essa atitude do juiz é que levantou a gritaria popular. Até então o povo assistia a tudo estarrecido, mas satisfeito. Prenderam dois bandidos – pensavam as pessoas.

Bastou o juiz soltar os supostos delinqüentes e os debates começaram. “Pouca vergonha”, “absurdo”, “eles tinham que apodrecer na cadeia” – foram as expressões ouvidas entre tantas outras indignações.

Sofro junto com todos ao ver a morte de pessoas nas estradas, rotinas que infelizmente se torna cada vez mais habitual. Sofro pelas famílias das vítimas, que tiveram seu ano-novo eternamente maculado por uma tragédia dessa monta. E sofro por nós, sociedade corrupta, injusta e deplorável, que faz leis sempre visando o bem-estar do infrator.

Do quase nada que entendo de leis brasileiras, tenho sempre a impressão de que quando os caras vão votar as leis, os códigos penais, eles imediatamente pensam: - E se for um filho meu? Isso, e só isso, justifica nossa legislação tão branda nesses casos. A mim parece que os legisladores até que tentam endurecer os castigos, as penas, mas aí lembram de seus “mimados filhinhos” e amolecem. Faça você esse exercício de empatia. Se os ocupantes do carro causador fossem seus parentes, amigos, você por certo os ia querer são, salvos e longe das grades das prisões, certo? Se uma filha sua tivesse, num ato de desvario, matado duas pessoas na noite da festa,você teria mil atenuantes para proteger, cuidar, aliviar a barra dela.

Por sermos assim, é que matamos tanta gente nas estradas impunemente, e não é de agora!

O exemplo vem de cima. Você talvez tenha esquecido, mas eu não. Uns anos atrás, o Ministro dos Transportes acompanhado de seu filho, atropelaram e deixaram, sem socorro, um homem nas ruas de Brasília. Isso mesmo, o então ministro Odacir Klein, figura notória do PMDB gaúcho, em companhia do filho, fez o que fez. Nos meses seguintes, no processo em que foi denunciado por Omissão de Socorro, o filho do ministro foi absolvido por uma firula legal, um detalhe de interpretação. A defesa alegou que a vítima morreu logo e, portanto, não foi omissão de socorro. Não se deixa sem socorrer quem já está morto! E o motorista foi absolvido! E o Ministro dos Transportes estava a bordo do carro!! Até hoje rola um boato em terras gaúchas de que quem estaria na direção seria o próprio Odacir Klein, e que o filho assumiu a culpa para livrar a cara do pai. Mas são só boatos. Não interessa quem estava na direção. Mataram, deixaram sem socorro e foram absolvidos!

Meses atrás vi matéria na TV onde o Odacir lançou um livro com suas memórias, sua trajetória, suas dificuldades, sua luta contra o vício da bebida. E lá foram os famosos todos abraça-lo na noite de autógrafos. Será que alguém lembrou da família do rapaz atropelado? Acho que não.

Que país é este? – Este é o Brasil!

Voltemos ao caso da Estrada do Mar. Ora, se lá em Brasília os infratores foram absolvidos, por que alguém condenará esses dois de agora? A sermos justos, também eles devem ser absolvidos! Se o filho do Ministro e o Ministro não foram para a cadeia, por que estes de agora devem ir? É porque não são filiados ao PMDB? É porque são menores em fama? Porque não têm os “cumpanheiros” a lhes defender?

Chega de hipocrisia. Liberdade aos assassinos! E cantemos aquela musiquinha de minha infância que dizia.. “este é um pais que vai prá frente…rô..rô..rô…rô…rô.”

Durma-se com um barulho desses.

Silvano – além de impossível, recalcado

Crédito da foto do acidente: Ricardo Duarte – Agência RBS

Crédito da foto do Odacir Klein: Jéfferson Botega – CLICRBS

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Coisa de Gordo - 530

01 de janeiro de 2012 0

530 – Passando a Régua

Sei, sei , abusei da sua paciência, amigo leitor, falando de caminhadas ao longo de 2011. Tinha uma meta que estabeleci lá no início do ano e estou super-feliz por tê-la suplantado, fiz mais, bati a mim mesmo. Fiquei de fazer 100 caminhadas aeróbicas e no dia 31 de dezembro atingi a marca de 127 caminhadas! Fiz a meta e mais um quarto!

As coisas andam juntas, fazendo tal atividade física acaba que a gente perde um pouco de peso, baixa a pressão arterial, desopila, fica mais disposto para a vida.

É impressionante o que tem de gente caminhando, fico mesmo entusiasmado com tal afluência de gente a essa prática desportiva. E por conseqüência direta, tem muita gente correndo, isso mesmo, correndo. Magros correndo, crianças correndo, gordos correndo.

Juntando esse tema da caminhada/corrida com a virada do ano, esta é uma boa época para estabelecermos novas metas, coisas como emagrecer, parar de fumar, trocar de mulher/marido, mudar de emprego, mil coisas.

Assim, aproveito este dia 01 de janeiro de 2012 para lançar-lhe mais este desafio. Trace uma meta de caminhadas para 2012. Você nunca caminha? Então prometa a si mesmo que vai fazer 12 ao longo do ano. Quer ousar um pouquinho mais? Faça uma meta de quatro/mês, total de 48 no ano. Bah, fácil, fácil.

Agora, quer ficar condicionado? Então assuma que vai caminhar cem vezes em 2012. Você consegue. É só se planejar.

Mas vamos começar seja por onde for. Comece a caminhar. Seu médico, seu marido, sua mulher, seus filhos, vão lhe agradecer!

Permita-se caminhar! Sua vida ficará mais leve!

Quer criar um estímulo. Pegue um papelzinho e escreve nele suas metas para 2012. As caminhadas, as relações pessoais, profissionais. Coloque ali coisas suas, de mais ninguém. Dobre, ponha num pequeno envelope, cole e deixe guardado. No lado de fora do envelope, escreva: – ABRIR SÓ NO DIA 31/12/2012. Lá no tal dia, abra o envelope e confira suas aquisições.

Quer que eu conte suas caminhadas? Então me envie seus resultados de quando em quando e eu vou pondo aqui neste gráfico.

Vamos juntos nessa.

Como fiz 100 neste ano que passou, vou fazer uma nova meta para mim: – quero fazer 120 caminhadas em 2012. Resta cumprir.

Mas esteja a gosto, faça sua própria meta, combine ela com apenas uma pessoas, você mesmo! E vamos buscar atingir o estabelecido.

Tempo tem de sobra. Hoje é recém o primeiro dia do ano. É pé na estrada e vamos lá!

Silvano – mas que ladainha..

Crédito das ilustrações: Silvano Marques

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