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Posts de setembro 2012

Coisa de Gordo - 546

28 de setembro de 2012 0

546 – EL FUEGO EM GRAMADO

Você talvez aproveite esta primavera enlouquecida com frio e neve para dar uma subidinha a Gramado neste fim-de-semana. Então este inútil blog vem aos seus olhos com uma dica supimpa (calma, crianças, este adjetivo é do meu tempo,é do milênio passado).

Gramado é uma cidade cara, lá se paga por tudo. E se paga bem. Já escrevi aqui que é uma cidade rodeada de pedágios, ninguém consegue chegar a Gramado por via terrestre sem pagar um caro pedágio. Para estacionar lá nas ruas do centro da cidade, você tem que pagar. Por lá a noção de preços é diferente, nada custa um real. Eles já partem de cinco reais. Esta é a unidade monetária deles. Chocolate quente? Cinco reais. Sorvete? Cinco reais.

Era noite, e perambulávamos famintos em busca de uma mesa que nos desse acolhida, sem necessariamente nos destruir o bolso. Esta é uma tarefa difícil naquelas paragens. Então, vencidos pela gula, digo, fome, pensamos o seguinte:- Já que vamos pagar caro, pelo menos vamos comer bem. Assim, sugeri aos convivas que fôssemos jantar no EL FUEGO, ali em Gramado, naquela rótula da saída para Canela (Rua Garibaldi, 20 – tel 54-32863055).

Primeira surpresa, aqueles grelhados maravilhosos são servidos apenas no almoço. Na janta o serviço é a la carte. Puxa vida, pensamos, agora é que vamos gastar grana. Quem sabe vamos a outro lugar, sei lá. Acabamos ficando.

Aí veio a surpresa. O atendimento, sempre impecável, nos tranqüilizou e ofereceu uma alternativa boa. Na verdade, muito boa. Eles oferecem duas alternativas à escolha do cliente. Na primeira temos GRELHADOS NOBRES. Os caras colocam na mesa uma grelha com uma labareda acesa embaixo, onde ficam servidas porções de Picanha, Filé Mignon, Entrecot e Lingüiça Calabresa. Isso tudo é acompanhado por Batata Frita, Pão grelhado com pasta de alho, Queijo à moda da casa, Salada de Batatas, Arroz e por fim Cebola e Tomate assados. Sim,  e uma deliciosa salada.

Aí você vai pensar que isso tudo deve custar uma fortuna! Sabe quanto custa? 88,00 e serve bem duas pessoas! E ainda mais que isso. Estávamos em três pessoas (sendo que eu era uma delas) e deu e sobrou. Ficou comida no prato! Com as bebidas, serviço, etc, a conta saiu por 120,00 reais! Amigo(a), uma janta com carne nobre em Gramado? Tá dado!

Se mesmo assim você achou caro, então tem um plano B, os acompanhamentos são os mesmos, só variam as carnes. O nome do prato então é GRELHADOS ESPECIAIS e aí as carnes são Assado de Tira, Vazio, Entrecot e Lingüiça Calabresa. Essa modalidade custa então 76,00. E é igualmente farta, bem servida, dá para duas ou mais pessoas.

O gerente Jair faz questão de bem atender os clientes, sua equipe é muito bem treinada e atenciosa, e na saída ele ainda oferece um desconto numa refeição no Galeto Mamma Mia. São casas da mesma empresa. Então você pode jantar no El Fuego à noite e no almoço seguinte ir até o Mamma Mia com desconto na despesa final. Já pensou?

Enfim, hoje é sexta-feira, está friozinho, eis aí uma sugestão de passeio e janta na serra.

Aproveite. É “El Güerdo” indicando o “El Fuego”.

Silvano – sempre na beira da grelha

Crédito das fotos: Silvano Marques

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Coisa de Gordo - 545

18 de setembro de 2012 0

545 – CLAUDIA TAJES E E.L. JAMES
Esses dias li uma crônica na Zero Hora, onde a autora, ao final, desdenhava do sucesso desse livro que virou febre e se chama CINQUENTA TONS DE CINZA. Fazendo aquele velho chavão da atualidade, a escritora E.L. James parece ser daquelas senhoras que saiu da cozinha da casa em idade já madura para virar best-seller mundial. Escreveu este livro onde faz um trocadilho com o nome de um dos personagens chamado Grey. Cinqüenta tons de cinza na verdade são cinqüenta tons de Grey, as várias nuances do tal personagem.
Alguns buscam a leitura desse livro por acharem que vão encontrar sexo, erotismo, orgias e bacanais. Vão se frustrar. O livro é até interessante, mas bem superficial. Narrado em primeira pessoa, traz as aventuras e desventuras de uma jovem mulher que conhece um magnata rico e poderoso. Os dois se apaixonam, uma coisa meio maluca, uma atração meio animal, e daí por diante a história se desenrola.
O relato é bem chatinho às vezes, pelo fato da “heroína” falar com sua consciência, seu superego, sempre comentando as opiniões desse superego nas variadas situações. Isso até pode agradar uma adolescente de quinze anos, mas para a maioria dos leitores é um tédio.
Queria ler sobre cenas quentes e picantes? Comprou o livro errado. Sim, há relatos detalhados das transas, mas ouso afirmar que até o livro da Bruna Surfistinha (O Doce Veneno do Escorpião) é mais picante. Este aqui é até bem intencionado, meio morninho. Para arrematar, uma armadilha editorial. Você vem lendo o livro e no final há um convite: – “Leia também o próximo livro com a continuação dessa história!” E aí os caras disponibilizam o primeiro capítulo do outro livro ali, no finalzinho. Eu, de minha parte, pretendo não cair nesta armadilha, mas ela me parece bem interessante. O livro recebe de mim uma nota: 7,0. Bom, mas não resiste a um ano na estante. Vai virar lixo editorial. Depois de vender milhões de cópias mundo afora, eu sei. Enfim, concordei em parte com a crítica da cronista das Zero Hora, mas não no todo. Ora ,todo livro pode ser lido e queiramos ou não, está vendendo tudo e muito mais.
Saio desse livro infame e, quase que por acaso, compro o pocket livro da L&PM de autoria da Cláudia Tajes. Amigo(a), isto é literatura! O formato de bolso da L&PM é muito legal. A gente pega aquele livrinho assim meio desinteressado, o título é SÓ AS MULHERES E AS BARATAS SOBREVIVERÃO. Num ato reflexo, abre-se o livro e já na primeira página se está contaminado. Contaminado e seduzido por um texto ágil, forte, emocionado, alegre, engraçado, um texto marcante, estilo bem pessoal, parece que a gente está vendo a mulher (personagem do livro) falar na nossa cara. É autêntica, é vibrante!
Imagine você alguém escrever um livro sobre uma mulher quer, ao tentar se vestir, dá de cara com uma barata. Pronto, esta é a trama do livro todo. Entreguei! Pois se prepare para ser levado de roldão numa viagem de palavras, verbos, advérbios, sexo, emoções, sentimentos. O livro é demais! É alegre! É impressionante. Para este livro, nota: 9,0! Vá buscar logo o seu!
Tava quase saindo da livraria quando pego outro da mesma Claudia Tajes, mesmo formato, mesma editora. AS PERNAS DE ÚRSULA. Neste, o narrador é um homem que…ora, vá até a livraria rapaz!! Rá, este ainda não acabei!
Silvano – o impossível – lendo literatura de “mulherzinha” e gostando
Crédito das imagens: reprodução das capas dos livros

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Coisa de Gordo - 544

05 de setembro de 2012 1

544 – TORPEDO

Uma pessoa, sem querer, me enviou uma mensagem de texto no meu celular com os seguintes dizeres:

- “Não fui para a chácara. Deixa que eu dou a comida do Bob e da Preta. Obrigada.

Que mensagem rica, rica em informações. Em primeiro lugar trata-se de uma mulher, afinal, ela agradece dizendo “obrigada”. Mais que isso, a tal mulher não é pessoa miserável, além de sua casa ou apartamento habitual, é possuidora de uma chácara. Local onde ela não leva seus dois cachorros, o Bob e a Preta.

Poderia alguém dizer que Bob e Preta poderiam ser crianças, é verdade, hoje em dia não duvido de mais nada. Num tempo em que cães são chamados de Afonso ou Bruna, bem que uma criança poderia se chamar Bob e a outra Preta. Mais que isso, poderiam ser apelidos de crianças. Mas prefiro voltar à tese inicial de que a mulher falava de cachorros. Vamos adiante.

Por quer seria necessário a mulher avisar que não tinha ido à chácara? Ora, imaginemos que ela está em crise com seu marido, se separaram, mas a coisa pode ser recente, então neste primeiro momento eles dois sequer decidiram quem vai ficar com o Bob e a Preta. Assim, no domingo (dia de envio da mensagem), a mulher havia planejado ir até a chácara, onde, já sabemos, o marido (ou ex-marido) não estaria, tanto que ela teve que avisar que não foi.

Uma outra coisa a considerar é que quem tem chácara e tem cachorro costuma levar os bichos para a chácara quando lá vai. O que não ocorreu neste caso. Os cachorros, portanto, não são hóspedes habituais da pequena zona rural. Vou além, o casal pelo jeito nunca levou os cachorros lá. A ponto de quando um ter decidido ir ao local, ter que pedir para o outro alimentar os cachorros, tão óbvio era que lá não iriam os totós.

O fato de o marido vir até a casa original, onde estavam os cachorros, denota outra coisa. Ele ainda tem a chave da casa, ele pode entrar sem que ela esteja em casa, ele é pessoa de casa, sim senhor. Se é que estão separados, podemos deduzir que nas gavetas do quarto principal ainda há cuecas e meias de futebol. O cara ainda participa do ambiente doméstico.

Mas tal situação não parece agradar à mulher tanto que ela, ao ver que não iria mais à chácara, tratou de logo enviar o torpedo para evitar que o marido aparecesse.

Se no momento inicial da separação houve choro e ranger de dentes (“- Ralem-se esses cachorros e tudo mais, que diabos!”), agora a mulher parece estar mais calma, amadurecida, tanto que superou pequenas picuinhas e até prontificou-se a aliviar o lado do marido, prestando-se a dar de comer aos animais. E mais que isso, no torpedo ela poderia ter falado “os cachorros”, ou “as drogas dos cachorros”, mas não foi o que se viu. O uso dos nomes carinhosos dos bichos denota identidade, afeto entre ela e o homem. Sim, eles trocam intimidades ainda.

Gente, esses dois ainda se amam! Eles se preocupam com os cachorros e com quem os vai alimentar. Eles se avisam, se preocupam um com o outro.

Pensei em responder o torpedo. Escreveria assim: “Moça, a senhora me enviou um torpedo por engano. Mas, escute só…volte para o seu marido. Ligue prá ele. Diga que ele pode voltar para casa e que vocês poderão ir à chácara juntos, que vão passear no parque com o Bob e a Preta. E diga que você espera o perdão dele, para que vocês sejam felizes de novo. Um abraço anônimo. Silvano

Ela a princípio não entenderia nada, mas quem sabe se arriscaria e tomaria a atitude. Ligaria para o homem. Falaria do engano, do torpedo errado, falaria de mim. O cara ficaria em silêncio no início, mas engoliria algumas lágrimas junto com poucas mágoas, para logo em seguida dizer que sim, que ele queria voltar. Que nada nesta vida era em vão.

Certo , certo, foi só uma mensagem de texto enganada. Mas quem foi que mandou enviar logo prá mim??…

Silvano – nas nuvens – vem cá, o cara se diz anônimo e assina logo a seguir…vá entender..

Crédito da ilustração: Silvano Marques

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Caminhando...

05 de setembro de 2012 0

Faltam várias caminhadas prá atingir a meta de 2012, mas tenho ainda uns poucos meses pela frente. Caminhar é preciso, viver não é preciso. Faça suas contas e vamos somar!!

Silvano

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