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Posts de abril 2013

Coisa de Gordo - 554

27 de abril de 2013 0

554 – CERVEJAS

Foi-se o tempo em que se bebia cerveja por número, as pessoas bebendo, bebendo, empilhando latas e garrafas. Na esteira do processo dos apreciadores de vinho, os admiradores de cerveja também se organizaram e agora se bebe cerveja como gente, não mais como bicho. Acompanhei muitas vezes o famoso blog do Ricardo Amorim, SÓ CERVEJA, atualmente no globo.com, cujo subtítulo é: “Um blog para quem não aguenta mais ouvir falar de vinho.”

Então, sim, havia vida inteligente no mundo da cerveja. Aprendi que é possível beber só uma garrafa de 600ml a noite toda, sem precisar beber o depósito todo. Justo nesse momento se aproxima o amigo Roberto, que anda navegando nesse mundo cervejeiro faz mais tempo. A ponto de, eventualmente, com outros dois amigos, fabricar a sua própria cerveja. Já pensou? Eles fazem a cerveja que vão beber. E fica deliciosa.

Certa feita fomos conhecer a Cervejaria FAROL, em Canela, na saída para São Francisco. O ambiente é dos mais agradáveis, há mesas dentro e fora do local, uma delicada música ambiente, filés, um apfelstrudel dos deuses, e então pudemos degustar três cervejas por eles fabricadas. Uma IPA (Indian Pale Ale), uma Pilsen e uma Weiss (feita de trigo). Todas deliciosas, mas é óbvio que preferi a Weiss. Sabor levemente encorpado, uma cor turva, dourada, linda, deliciosa. Belo lugar, bem atendido, cervejas deliciosas.

Descobrimos uma deliciosa cerveja Weiss fabricada em Nova Petrópolis-RS pela EDELBRAU, uma das cervejarias dignas de se conhecer. Também lá eles vendem três tipos de cerveja, a Pilsen, mais popular, uma escura Dunckel e a saborosa de trigo, a Weiss. Tiramos um domingo para ir lá visitar, o local foi meio frustrante, serviam ali de pé, no pequeno balcão, um tipo de cerveja apenas. Sem cadeiras, sem espaço, sem filés, sem chance de provar os outros tipos. É mais um ponto de vendas. Em que pese isso, a qualidade da cerveja Edelbrau nos seduziu, a Weiss é linda, uma cor dourada igualmente turva, sabor agradável.

Dois dias atrás a ZERO HORA publicou extenso caderno sobre as tais Cervejarias Artesanais, uma publicação bem completa, com dias, endereços e sugestões. Vale a pena buscar para ler. Lá eles citaram a RAZEN, cervejaria de Gramado, a qual fomos visitar num domingo e demos com a cara na porta. Vá entender, numa cidade eminentemente turística, o troço fica fechado aos domingos. Assim, não opinarei sobre a cerveja deles. Ainda.

Os supermercados se alertaram para esse novo costume e há inúmeras possibilidades de consumo. Andei provando a Kalena, deliciosa cerveja com mel na fórmula. Uma perdição.

E já que falei em apfelstrudel, quando fomos ao Castelinho, em Canela-RS, para provar o apfelstrudel deles, aproveitamos e demos um tapa numa outra cerveja Weiss (trigo) chamada Kaiserdom. Diria que o apfelstrudel foi melhor- mas fazer o quê? – estávamos ali mesmo.

Sim, sim, tudo isso tem uma consequência imediata. O peso sobe na balança, portanto há que se correr mais para gastar essa caloria toda.

Silvano – entrando em território desconhecido

Crédito das fotos: Silvano Marques







CUIDADOS A SEREM TOMADOS







1)    Assim como existiam os “enochatos” (do vinho), com o advento do cervejismo, podem surgir os “cervejochatos”. Ai, ai, só bebo se o copo for lavado com saponáceo, se a bebida estiver a 6,5graus , se a marca for essa ou aquela. Cuidado. Perca a cerveja, mas não perca o amigo.

2)    Sim, trata-se de bebida alcoólica, não se pode beber e sair para o trânsito. Tenha sempre o seu motorista de plantão, alguém, um amigo, um parente que vá junto e NÃO beba para poder dirigir depois.

3)    Sim, isso ataca o seu fígado. Portanto, toda moderação será bem-vinda. Acho que isso foi  uma das coisas que me atraiu, poder degustar UMA cerveja, sem beber a prateleira toda.

4)    Cerveja engorda!!!!! Não preciso falar mais nada.


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Coisa de Gordo - 553

06 de abril de 2013 0

553 – GORDO PAGA MAIS

Leio na Folha de São Paulo que uma companhia aérea de Samoa, na Oceania, vai cobrar a passagem de acordo com o peso da pessoa. Segundo a notícia, o passageiro informa seu peso e o peso de sua bagagem, dados que serão conferidos antes do voo.

O nome da empresa é Samoa Air e o custo sairá entre US$ 1,00 e US$ 4,16. A Folha ainda informa que a medida deverá ser lucrativa, uma vez que este país está entre aqueles com maiores índices de obesidade.

Fui ver o site da empresa (http://www.samoaair.ws) e ali, naquele quadrinho em destaque está escrito: Samoa Air introduzindo uma novidade mundial: Pague somente pelo seu peso! Nós, da Samoa estamos mantendo tarifas aéreas justas por cobrar de nossos passageiros apenas pelo que eles pesam. Você é o mestre de sua tarifa aérea, você decide quão muito (ou pouco) sua passagem vai custar. Chega de taxas exorbitantes de bagagem e chega de ser cobrado por uma carga que você não carrega. Seu peso acresce na sua bagagem, e é por isso que você vai pagar. Simples. O céu é o limite!

Essa foi boa, o céu é o limite. Num tempo em que vivemos sob a cultura do politicamente correto, uma medida dessas soa estranha. Tudo hoje em dia é politicamente incorreto, há que se cuidar o que se fala, o que se escreve, caso contrário algum fariseu poderá se sentir atingido por você.

Prá você ter uma ideia disso, dia desses descobri que não se deve mais dizer PRESIDIÁRIO, o termo certo é PESSOA PRIVADA DE LIBERDADE. E falar ÍNDIO ou INDÍGENA também está com os dias contados. Agora o termo certo é PESSOA NÃO BRANCA. O que nos levaria a uma pequena confusão com os negros, ops, os afrodescendentes, pois também eles são pessoas não brancas. Mas aí não se aplica, o termo “não branco” deve ser reservado aos antes denominados indígenas. Para mim que acompanho esse processo social todo, tais medidas me causam gargalhadas e tiradas sarcásticas. Como sempre se mexe na superfície. Não na essência. Que os presídios sejam o que são, tudo bem. O que é errado é chamar os caras de presidiários. Então tá. Voltemos aos samoanos.

Se esse método tarifário fosse trazido ao Brasil, o povo local acabaria desenvolvendo aquele jeitinho de acomodar as coisas. Nos aeroportos, haveria traficantes de remédios para fazer a pessoa perder peso. O viajante faria uma dieta forçada uns dias antes da viagem e no saguão, tomaria diuréticos (bastante xixi) e laxativos (bastante cocô), de forma a dar uma enxugada antes do peso derradeiro. Pessoas desmaiariam na fila da pesagem. Tudo para pagar mais barato.

Logo o governo lançaria uma espécie de bolsa-gordo para compensar os gordos itinerantes que tivessem que pagar a mais. E os senadores e deputados seriam isentos de tais acréscimos por força de sua autoridade. O Ronaldo Nazário ia começar a andar de ônibus.

Uma coisa no site me fez pensar. Quando dizem que isso é “mais justo”, uma vez que o avião gasta mais ou menos de acordo com a carga que transporta. Pior é que isso é verdade. Nós de fato damos mais trabalho às turbinas.

O jeito é esperar para ver se a moda pega. Por enquanto, se você estiver planejando viajar à Oceania, comece a dieta logo. Caso contrário…passinho à frente, por favor.

Silvano – até nos aeroportos seremos pesados?

Crédito da imagem: reprodução do site da empresa

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