Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de julho 2014

O Amendoim da Sayonara - remake

07 de julho de 2014 0

amendoim01Quando comecei este BLOG ele não era situado aqui no CLICRBS, era uma espécie de site e eu hospedava os posts naqueles sites gratuitos que não mais existem (HPG, etc). Tem uma postagem daqueles tempos que sempre é atual por se tratar de uma delícia para esta época do ano. O inverno, se sabe, pede uma coisinha mais calórica.
Assim, tem esta receita que minha amiga Sayonara me ensinou há mais de vinte e cinco anos, sendo que eu a pratico seguido, que é para não perder a prática.
Este texto estará publicado em meu livro COISA DE GORDO, que está sendo gestado, será publicado logo, logo. Como vieram me pedir a receita, tratei então de “republicar” aqui a receita desse delicioso amendoim. O post foi publicado em 10/07/2013 e lá estava escrito:
O Amendoim da Sayonara
Nessas épocas de frio e inverno, nossos corpos parece que pedem coisas mais calóricas, as comidinhas, as sopas, os quentões. Por força disso, sempre nessa época do ano, eu me dedico a um ritual bem conhecido. A confecção do AMENDOIM DA SAYONARA.
É um doce mais do que conhecido, trata-se simplesmente do amendoim confeitado que todos comem por aí. O que diferencia esse são alguns detalhes interessantes. E o maravilhoso gosto final. Houve época em que, mais jovem, eu desafiava qualquer um que fizesse um amendoim confeitado, garantindo-lhe que o que eu fazia era melhor. Que ninguém batia o sabor dele! Coisas da juventude!
Revirando o baú empoeirado de minhas memórias longínquas, lá me vejo convivendo com essa amiga de nome Sayonara. Ela, muito magra, sabia na ponta da língua a receita desse delicioso amendoim que enlouquece qualquer gordo. E desde aqueles tempos, ali pelos meus vinte e poucos anos (como diria a Fábio Júnior), tenho praticado e aperfeiçoado o preparo dele.
Vamos aos ingredientes. Três xícaras de água, três xícaras de açúcar, uma lata de leite condensado e um pacote de 500g de amendoim. Uma panela entre média e grande, um fogão a gás. Uma colher de pau.
amendoim02Vamos ao preparo. Coloque o amendoim, a água e o açúcar na panela, deixe em fogo alto, espere ferver. Uma vez fervendo, deve-se chegar ao “ponto”. O ponto é uma coisa meio que subjetiva, é uma impressão de cada um, mas há um consenso de que é quando a calda do doce começa a se soltar do fundo da panela. Mexendo com colher de pau a gente sente isso. Nesse primeiro ponto, alguns vendedores ambulantes já tiram da panela, separando em rapaduras e vendendo assim mesmo.
Aqui entra o diferencial. Nessa hora a gente simplesmente despeja na panela toda a lata de leite condensado. Gente de Deus! Os amendoins levam um susto. Eles, que já pensavam em sair da panela, são subitamente afogados em leite condensado, submergindo e se entregando em meio a tanto prazer.
Deve-se ir mexendo, mexendo, para se chegar ao segundo ponto. E aqui está o segredo e a dificuldade do preparo. Saber a hora certa de tirar. Pelo cheiro que sai da panela, o cozinheiro é levado inconscientemente a tirar logo o troço do fogo para se dedicar ao prazer do comer. Nada disso! Há que se ter paciência, ser perseverante. Leva-se o ponto ao máximo, sem tirar do fogo, e mexendo sempre.
Quanto mais longe se leva, mais cristalizado fica, mais ele açucara, melhor fica de comer. Quanto mais cedo se tira, menos cristaliza, mais puxa-puxa ele fica, e menos delicioso de comer. O negócio é fazer para treinar.
amendoim03Há algumas coisas que esse amendoim dispensa. Por exemplo. Não é necessário assar os amendoins, nem descascá-los. Tira-se do saquinho para a panela. Não é necessário levar a coisa em fogo baixo, como na maioria dos doces. Dá para levar em fogo alto, deixando para usar o fogo baixo apenas quando se aproximar a hora de tirar da panela. Não é necessário adicionar Nescau, chocolate, etc no preparo. A cor que o preparado adquire vem da casca dos amendoins e é inconfundível. Um marrom avermelhado, algo assim. E, por fim, não é necessário ficar mexendo com a colher o tempo todo. Devem-se priorizar as horas em que se está mais perto dos “pontos”.
Como tirar os amendoins? Dá para simplesmente emborcar numa pedra de granito, nas casas em que isso existir. Uma vez ali, espalha-se a massa, para já em seguida começar a parti-la em lascas. O frio do granito acelera o processo de cristalização. Uma alternativa é despejar a massa numa forma assadeira e, ali, ir picotando a guloseima.
É um sucesso. Uma loucura. Um delírio. Eu, que já fiz esse amendoim mais de duzentas vezes, digo-lhes que ele vale a pena. E com a divulgação desse material eu faço uma espécie de “mea culpa”, posto que sempre divulguei esse amendoim como sendo o amendoim do Silvano. Não era. Era o Amendoim da Sayonara.
Única contraindicação desse produto: ele vicia. A gente começa a comer e quer mais e mais, e cada vez mais.
10/07/2003
Pois bem, agora que está aqui republicado, trate de botar em prática o preparo!
Silvano – o impossível
Crédito das fotos: Silvano Marques

amendoim04

 

 

 

 

 

 

 

amendoim05

 

 

 

 

 

 

 

amendoim06

 

 

 

 

 

 

 

 

amendoim07

 

 

 

Bookmark and Share