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O Amendoim da Sayonara - remake

07 de julho de 2014 0

amendoim01Quando comecei este BLOG ele não era situado aqui no CLICRBS, era uma espécie de site e eu hospedava os posts naqueles sites gratuitos que não mais existem (HPG, etc). Tem uma postagem daqueles tempos que sempre é atual por se tratar de uma delícia para esta época do ano. O inverno, se sabe, pede uma coisinha mais calórica.
Assim, tem esta receita que minha amiga Sayonara me ensinou há mais de vinte e cinco anos, sendo que eu a pratico seguido, que é para não perder a prática.
Este texto estará publicado em meu livro COISA DE GORDO, que está sendo gestado, será publicado logo, logo. Como vieram me pedir a receita, tratei então de “republicar” aqui a receita desse delicioso amendoim. O post foi publicado em 10/07/2013 e lá estava escrito:
O Amendoim da Sayonara
Nessas épocas de frio e inverno, nossos corpos parece que pedem coisas mais calóricas, as comidinhas, as sopas, os quentões. Por força disso, sempre nessa época do ano, eu me dedico a um ritual bem conhecido. A confecção do AMENDOIM DA SAYONARA.
É um doce mais do que conhecido, trata-se simplesmente do amendoim confeitado que todos comem por aí. O que diferencia esse são alguns detalhes interessantes. E o maravilhoso gosto final. Houve época em que, mais jovem, eu desafiava qualquer um que fizesse um amendoim confeitado, garantindo-lhe que o que eu fazia era melhor. Que ninguém batia o sabor dele! Coisas da juventude!
Revirando o baú empoeirado de minhas memórias longínquas, lá me vejo convivendo com essa amiga de nome Sayonara. Ela, muito magra, sabia na ponta da língua a receita desse delicioso amendoim que enlouquece qualquer gordo. E desde aqueles tempos, ali pelos meus vinte e poucos anos (como diria a Fábio Júnior), tenho praticado e aperfeiçoado o preparo dele.
Vamos aos ingredientes. Três xícaras de água, três xícaras de açúcar, uma lata de leite condensado e um pacote de 500g de amendoim. Uma panela entre média e grande, um fogão a gás. Uma colher de pau.
amendoim02Vamos ao preparo. Coloque o amendoim, a água e o açúcar na panela, deixe em fogo alto, espere ferver. Uma vez fervendo, deve-se chegar ao “ponto”. O ponto é uma coisa meio que subjetiva, é uma impressão de cada um, mas há um consenso de que é quando a calda do doce começa a se soltar do fundo da panela. Mexendo com colher de pau a gente sente isso. Nesse primeiro ponto, alguns vendedores ambulantes já tiram da panela, separando em rapaduras e vendendo assim mesmo.
Aqui entra o diferencial. Nessa hora a gente simplesmente despeja na panela toda a lata de leite condensado. Gente de Deus! Os amendoins levam um susto. Eles, que já pensavam em sair da panela, são subitamente afogados em leite condensado, submergindo e se entregando em meio a tanto prazer.
Deve-se ir mexendo, mexendo, para se chegar ao segundo ponto. E aqui está o segredo e a dificuldade do preparo. Saber a hora certa de tirar. Pelo cheiro que sai da panela, o cozinheiro é levado inconscientemente a tirar logo o troço do fogo para se dedicar ao prazer do comer. Nada disso! Há que se ter paciência, ser perseverante. Leva-se o ponto ao máximo, sem tirar do fogo, e mexendo sempre.
Quanto mais longe se leva, mais cristalizado fica, mais ele açucara, melhor fica de comer. Quanto mais cedo se tira, menos cristaliza, mais puxa-puxa ele fica, e menos delicioso de comer. O negócio é fazer para treinar.
amendoim03Há algumas coisas que esse amendoim dispensa. Por exemplo. Não é necessário assar os amendoins, nem descascá-los. Tira-se do saquinho para a panela. Não é necessário levar a coisa em fogo baixo, como na maioria dos doces. Dá para levar em fogo alto, deixando para usar o fogo baixo apenas quando se aproximar a hora de tirar da panela. Não é necessário adicionar Nescau, chocolate, etc no preparo. A cor que o preparado adquire vem da casca dos amendoins e é inconfundível. Um marrom avermelhado, algo assim. E, por fim, não é necessário ficar mexendo com a colher o tempo todo. Devem-se priorizar as horas em que se está mais perto dos “pontos”.
Como tirar os amendoins? Dá para simplesmente emborcar numa pedra de granito, nas casas em que isso existir. Uma vez ali, espalha-se a massa, para já em seguida começar a parti-la em lascas. O frio do granito acelera o processo de cristalização. Uma alternativa é despejar a massa numa forma assadeira e, ali, ir picotando a guloseima.
É um sucesso. Uma loucura. Um delírio. Eu, que já fiz esse amendoim mais de duzentas vezes, digo-lhes que ele vale a pena. E com a divulgação desse material eu faço uma espécie de “mea culpa”, posto que sempre divulguei esse amendoim como sendo o amendoim do Silvano. Não era. Era o Amendoim da Sayonara.
Única contraindicação desse produto: ele vicia. A gente começa a comer e quer mais e mais, e cada vez mais.
10/07/2003
Pois bem, agora que está aqui republicado, trate de botar em prática o preparo!
Silvano – o impossível
Crédito das fotos: Silvano Marques

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Coisa de Gordo - 563

06 de junho de 2014 1

563 – Não me peçam para torcer contra o Brasil

Na última Copa do Mundo não lembro das pessoas associarem o resultado das eleições ao resultado da Copa. Pois é, para azar nosso, no Brasil, a cada ano de Copa do Mundo tem eleição presidencial! Pois bem, o Brasil perdeu aquela Copa e o presidente de então ( Lula) elegeu sua sucessora (Dilma). Por simples analogia, podemos deduzir que mesmo que o Brasil ganhe esta Copa, talvez a gente consiga tirar a Dilma do poder.
Quando me pedem para que eu torça CONTRA o Brasil nesta Copa, lembro de algumas coisas que vivi. Lembro dos tempos de colégio primário  em que cantávamos o Hino Nacional e nos orgulhávamos de pertencer a esta pátria mãe gentil. Mais adiante, vivenciando as coisas do patriotismo mais maduro, nos emocionávamos ao escutar o Hino Nacional enquanto tremulava ao vento nossa linda Bandeira Nacional. Para mim, era , ainda é e sempre será muito bom ser brasileiro! Em que pesem todas as nossas deficiências.
Se os governos foram desmontando aos poucos o nosso amor pela pátria, se foram tornando cafona cantar o hino, se foram destruindo nossos valores cívicos, isso é culpa e problema desses governos tortos que temos tido.
Vivemos tempos estranhos em que estrangeiros médicos são mais admirados e valorizados que os médicos locais. Em que se defendem empreendimentos em outros países (portos, refinarias , etc), enquanto nossos empreendimentos esperam por financiamento. Isso não deveria afetar nosso patriotismo. As ações canalhas de um ou outro governo são culpa desses governos. Nosso amor à pátria deve estar acima disso.
Assim, deparo-me com mais uma Copa do Mundo e tenho a impressão de que nos gols do Neymar e do Fred serei o único a gritar e festejar.
Não me peçam para torcer contra o Brasil. Isso ofende a memória dos valorosos expedicionários que envergaram a farda brasileira e ajudaram a varrer o nazismo do mundo na Segunda Guerra Mundial. Pergunte a um veterano de guerra para qual time ele torcerá na Copa. Não, não me peçam para torcer contra o Brasil. Isso ofende a memória de tantos que tombaram em guerras e revoluções regionais e que demarcaram nossas fronteiras.
Detesto esse governo comunista que se apossou do poder, com certeza, detesto as gentes do mensalão, mas o fato dessa turma estar agarrada ao poder não me faz menos brasileiro!
Torcerei pelo Brasil na Copa do Mundo. Lembrando sempre do trecho do hino que diz “que um filho teu não foge à luta”. Não fugirei a esta luta. Tanta gente lutou e me representou em batalhas bem mais cruéis do esta, afinal, é só um torneio esportivo. Mas se eles verteram sangue, suor e lágrimas para defender a pátria, não serei eu que, do conforto do meu sofá vou desonrá-los.
Prá frente Brasil, Brasil, salve a Seleção!
Silvano – lançando palavras ao vento

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Coisa de Gordo - 562

21 de maio de 2014 1

562 – Zero Hora para burros
Recebi o jornal Zero Hora em sua nova formatação e me deprimi. Assinante que sou, acompanho a evolução deste veículo de comunicação e percebo o quanto ele é dinâmico. Longe de mim querer questionar aqui as decisões do Grupo RBS. Se tem gente que entende de mercado, tendências e novidades, esses são eles. Se a Zero Hora mudou é porque o público leitor agora prefere coisas assim.

capazero O que vi de novo no Jornal Zero Hora? O tamanho da fonte aumentou, os espaços em branco aumentaram, as fotos aumentaram….e o texto diminuiu! Foi aqui que me deprimi! Para mim, que vivo de ler, isso foi terrível!

Um estudioso dirá que as pessoas leem cada vez menos, os textos da atualidade são aquelas frases do Facebook : -”Fui dormir.” Ou então : -”Partiu Baile Funk”. Assim, caber ao jornal buscar essa linguagem. Daqui a uns seis meses o tamanho das fotos talvez fique ainda maior.

Chego a imaginar uma fictícia reunião da direção do jornal com seus colunistas, redatores, editores numa segunda-feira chuvosa. O pessoal do Segundo Caderno se reúne num canto do auditório, os redatores do Esporte ficam de pé, as celebridades mal conversam entre si, o Veríssimo e a Martha Medeiros mal emitem palavra. A turma do Caderno Vida tem que atender alguns colegas que choram. Chega a direção, silêncio no auditório. O orador entra sem meias palavras (logo ele, que as está usando cada vez menos) e sentencia: – A partir de agora a ordem é uma só. ESCREVAM MENOS!
- O quê, como é que ……balbucia o Sant’anna.
- Vocês escutaram! Escrevam menos. Menos texto, menos frases, menos parágrafos, menos palavras!!!

Sim, essa é a reunião que eu imagino vá acontecer em breve e pior ainda, vá se repetir. Cada vez menos textos porque, afinal, ninguém mais lerá coisa alguma! Por isso me deprimi ao receber o jornal renovado. Ele está lindo, ele está de acordo com o mercado, ele será um sucesso. É como se fosse uma Zero Hora para burros, para gente que acha normal escrever MENAS e FLOCHO!

Nós, os viciados em leitura, vagaremos nas noites escuras da cidade. Trocaremos textos, manuscritos, cópias em Xerox. Falaremos com nostalgia de jornais antigos e seus textos enormes. Lembraremos aqueles Cadernos Dominicais com textos que nos ocupavam pelo resto da semana. E sim, lembraremos a velha e boa Zero Hora, com seu Caderno de Cultura, suas pautas jornalísticas variadas, suas longas entrevistas, suas fotos e imagens sendo apenas acessórios dos textos.

Seja bem-vinda, nova Zero Hora. E pensar que um texto como este talvez não tivesse espaço neste novo jornal.

Silvano – o impossível

Crédito da foto: reprodução a partir do site do jornal

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Coisa de Gordo - 561

04 de maio de 2014 1

561 – NEGRINHO, BRANQUINHO E CACETINHO – apologia ao simples

Serei repetitivo ao tratar deste assunto, mas percebo que ele se faz necessário. Nessas coisas de culinária, de gula, às vezes o simples é soberano ao sofisticado. É uma coisa quase divina.

Dizem que no início dos tempos Deus enviou anjos à superfície terrestre para que ensinassem à humanidade algo que nos acompanharia para sempre. O pão francês. Isso mesmo, isso que nós gaúchos chamamos de cacetinho, outros chamam de pãozinho, baguete, pão dágua, enfim, formas diferentes de denominar a mesma coisa. Pois bem, os enviado do Senhor desceram, reuniram as pessoas que queriam, tomaram da farinha, da água, misturaram, bateram, sovaram, puseram no forno e…uau…lá estava o pão quentinho crocante, delicioso, insubstituível. Desde então, as pessoas replicam a receita ensinada por aqueles anjos, saciando a fome da população. E o homem, afeito à sua curiosidade, tenta modificar aqui e ali aquele delicioso pão, sem nunca conseguir igualar.

Falo nisso e lembro do amigo saudoso Tonho Message. Certa feita, comentei com ele que um conhecido nosso estava fazendo pães e cucas, deliciosos. Aí falei do pão com linguiça, do pão com geleia de morango, pão com isso, pão com aquilo, ao que o Tonho sentenciou: – Verdade, todos parecem bons, mas nada se compara a um pãozinho novo recém saído do forno. Na mosca! Ele foi curto e grosso. Todos os pães oferecidos eram de fato deliciosos, mas nada que se aproximasse do sagrado pão francês.

Certa feita tivemos uma festa aqui em casa, na hora de encomendar docinhos supliquei por Branquinhos e Negrinhos. Não sou contra os outros docinhos, mas esses dois são imbatíveis. A sra Kátia pacientemente encomendou o que eu lhe pedira, mas encomendou igualmente aquela longa série de outros docinhos. Uns com cores diferentes, uns com uma ameixa por cima, uns de amendoim, outros decoradinhos com uns trocinhos, enfim, uma série de coisinhas bonitinhas, só isso. Passada a festa, estávamos a organizar o que restara dos doces e então lancei-lhe um desafio. Que ela me mostrasse o que restara de Branquinhos e Negrinhos, comparado ao que sobrara dos outros. Foi vexatório. As pessoas comem de todos os docinhos, e de fato são todos muito gostosos, mas nada que se compare aos dois clássicos, imbatíveis, insuperáveis. Ou seja, o que sobra em festa são os outros docinhos. Os dois campeões são devorados pelas pessoas.

Imagino que em determinado momento da história da humanidade, Deus enviou outros anjos à superfície planetária, inclusive dizem que eram anjos mais robustos, corpulentos, diria que…quase gordos. Sim, as asas eram enormes para conseguir elevar aqueles anjos aos Céus. Eles aqui chegaram, reuniram as pessoas que quiseram e avisaram que iam dar a receita do melhor docinho do universo. Na hora de preparar sacaram de latas de Leite Condensado, o que desconcertou aquele povo humilde e ignorante. Então avisaram:

- Fiquem tranquilos, isso ainda não foi inventado no vosso planeta. Mas fiquem atentos, a hora que isso chegar à prateleira do mercado, tenham uns sempre em casa.

E a partir daí mostraram passo a passo como fazer Branquinho e Negrinho. O povo, maravilhado, salivava. Passada a palestra, bateram suas grandes asas e, com alguma dificuldade, conseguiram subir aos Céus.

Isso, amigo leitor, são dois exemplos do que citei na abertura do texto. Sim, faço aqui uma apologia à simplicidade. Os docinhos que tenho provado por aí são todos deliciosos, criativos, sensacionais. Mas não chegam perto, não se aproximam, sequer tangenciam a magia de um Branquinho ou Negrinho. Você tem dúvida disso? Confira o que vai sobrar em sua próxima festinha. Você vai lembrar de mim, ah vai. E quando for à padaria, chegue em casa, passe aquela manteiga no pão quentiinho, feche os olhos e, sim, faça uma prece aos Céus. Ah, esses anjos..

Silvano – o impossível

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Coisa de Gordo - 560

16 de fevereiro de 2014 0

560 – O SORVETE DE QUEIJO DA LUCY

Nossa amiga Lucy Message está sempre inventando coisas gostosas de se provar, dessa vez parece que ela viu essa receita na Ana Maria Braga, ou algo assim. De qualquer forma, vamos denominar este sorvete com o nome dela, pois os resultados por ela obtidos são deliciosos.

sorvetequeijo00Fácil de fazer, gostoso de comer.

Vamos à lista de ingredientes. São apenas umas coisinhas, lista curtinha:

- um Leite Moça

- um Queijo Minas

- um copo de Requeijão Light

- uma Goiabada (para fazer a calda)

- um Creme de Leite.

Viu só? Bem facilzinho. Coloque no liquidificador metade do queijo minas, todo o creme de leite, todo o requeijão e (detalhe delicioso) apenas metade do Leite Moça. Adivinha o que a gente faz com essa segunda metade do Leite Moça? Isso mesmo, chama o Silvano e dá para ele comer. Muito bem, não nos desconcentremos. Colocados esses ingredientes no liquidificador, liga o aparelho e deixa fica uma mistura homogênea. Tira daí, coloca num pote que deve se colocado no congelador.

sorvetequeijo02Quando isso estiver endurecendo, congelando, quando estiver quase que “pronto”, respire fundo e dê um susto na mistura. Retire do congelador e bata a mistura com a batedeira. Bata sem medo e perceba que a mistura aumenta, ela como que “cresce” no pote.

Isso feito, recoloque o pote no congelador e esqueça dele. Agora tem que congelar bastante.

Com o que se come isso? Pode ser uma calda de frutas vermelhas, ou então essa que foi sugerida, a calda feita com a Goiabada. Vai ficar uma coisa meio Romeu e Julieta. Coloque um pedaço da goiabada numa panelinha com um tanto de água que julgar adequado. Liga o fogo, vá misturando até que fique uma calda.

Quando for servir o sorvete, essa calda deve ser colocado por cima.

O resultado é sensacional! Delícia de sorvete. Sabor diferente. Fácil de fazer. Poucos ingredientes.

Aproveite.

Silvano – salivando

Crédito das fotos: Silvano Marques

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FIQUEI SABENDO DE FONTE SEGURA…

..que após anos de gestação….meses de arrumação…dias de correção… semanas de diagramação….finalmente….vem aí…o livro COISA DE GORDO!

Aguarde divulgação!

Pensou que eu ia desistir? Errou.

Silvano – indócil

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TUDO PASSA - quando a morte de um filho não é fim do mundo

05 de fevereiro de 2014 1

TUDO PASSA – quando a morte de um filho não é o fim do mundo

tudopassa-capaEste livro denominado TUDO PASSA (Olsen Editora) de autoria de Silvio Luiz de Oliveira, é daqueles textos que colocam um nó na garganta do leitor. Você vai lendo e a emoção vai lhe derrubando as defesas, se você descuidar vai acabar chorando.
E simplesmente porque o livro trata da pior prova que existe nesta vida: – perder um filho. No caso específico deste livro, uma filha, de nome Silvana.
Silvio e sua esposa Gládis, amigos antigos da Federação Espírita do RGS, tiveram que enfrentar essa rude prova a partir do momento em que a filha deles, Silvana, foi atropelada por um ônibus e veio a morrer! No auge dos seus trinta e quatro anos de vida!
O que dizer a alguém que passa ou passou por isso? O que dizer?
Nada, apenas prestar-se solidariedade!
Alguém poderia imaginar que Silvio enveredaria por um caminho de pena, autocomiseração , mas o que ele nos traz nessas páginas é algo diferente. Munido de sua abençoada crença espírita ele passa a entender os fatos cruéis que desfilaram diante de suas vidas com uma outra visão. A de entender que cada um tem sua hora de morrer. A visão que nos faz recordar que a missão de alguns é mais curta que a de outros. Várias lições, enfim, que nos são dadas ali, no olho no olho, na dura realidade de enfrentar as coisas da vida de cabeça erguida!
O livro tem depoimentos de várias pessoas, as mensagens de pêsames que a família recebeu, traz histórias bem pessoais, relatos, impressões.
Está é uma dura prova que nenhum de nós deseja enfrentar! Ler este livro nos faz entender um pouco mais do sofrimento de pais, mães, irmãos, amigos enlutados que perdem alguém no combate da vida!
Belo livro. Triste história.
Um banho de dor e realidade!
Aproveite!!!!!

Silvano – com um nó na garganta

Crédito das fotos: reprodução a partir do livro

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Coisa de Gordo - 559

20 de janeiro de 2014 4

559 – Garopaba, sempre Garopaba

garops005Torno-me repetitivo ao vir aqui falar na bela, litorânea, catarinense e agradável cidade de Garopaba. Sim, nós gaúchos sempre brincamos que essa cidade é na verdade um apêndice do Rio Grande do Sul, tal o afluxo de gaúchos por essas plagas. E nas vezes em que se veraneia nela, as placas de carro que mais se vê são as do nosso estado bagual.
A praia é deliciosa, o mar (em que pese gelado às vezes) acaba por nos brindar com banhos memoráveis. E algumas coisas evoluíram em Garopaba. Sim, apesar da influência açoriana, um certo atraso no DNA, houve progressos.
Um deles acho que eu ajudei a promover. Sempre que vínhamos aqui me queixava que fazia falta uma Agência do Banrisul, o banco dos gaúchos. Havia só aquelas maquininhas de autoatendimento, o que era pouco. Quando voltava ao Rio Grande, entrava na página do Banco na internet, naquele lugarzinho FALE CONOSCO e vertia lágrimas, lamúrias, me queixava da falta que fazia uma agência ali, ao menos na temporada de veraneio. Deu certo! Abriram uma agência, ali na frente do Supermercado Althoff. Maravilha! Valeu, Banrisul, a família sensibilizada agradece!
Outro nem passou por mim, nem e-mail meu, nem nada. O Hotel Lobo, ponto tradicional de hospedagem botou AR CONDICIONADO nos quartos! Gente, que loucura! Para você, leitor isso talvez pareça óbvio, mas saiba que se passava calor por ali. Agora não se passa mais.
garops008E permanecem as inúmeras qualidades dessa praia mágica, o Camarão na beira-mar, o Sorvete da Gelomel (sabor butiá, entre tantas delícias), os passeios, as lojinhas, as compras, as fotos, o Mil-Folhas da Confeitaria Doce Suspiro, a cerveja sempre gelada na beira da praia.. Bah..  É tanta coisa legal que nem dá prá falar em tudo!
Sim, tem a Anchova Grelhada no Zanonni, o Choripan na beira-mar, o Coco bem geladinho ali, debaixo do guarda-sol, as pessoas, as crianças, os artesãos a venderem suas coisas. Diria a você que Garopaba é um caminho sem volta! Depois que a gente experimenta é difícil largar. Quem é que vai querer abrir mão de ser feliz?
Eu não!
Silvano – com marcas de protetor solar em algum resquício de pele corporal

Crédito das fotos: Silvano Marques
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Algumas coisas eu não gostei
Aquela cerveja bem gelada na beira da praia e que até o ano passado custava 5,00 agora passou para 10,00 reais! Ou quase isso! Inflacionou!!!
Aqueles poucos argentinos se multiplicaram. Tomaram conta! Inundaram a praia. Só dá eles!
E principalmente, a tranqueira na ponte de Laguna, para nós que vamos do sul, é um suplício. Tanto na ida como na volta ficamos duas horas parados, tem gente que ficou quatro horas, um horror. Ao menos (se é que isso serve de consolo) a gente já vislumbra os pilares da nova ponte, ou seja, a obra está andando e andando rápido. Boooooa, Dilma!

 

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Coisa de Gordo - 558

15 de dezembro de 2013 0

558 – RASEN

Beber cerveja é bom! Com isso não se quer dizer que é preciso beber todas as garrafas! Já comentei aqui que meu amigo Roberto me ensinou a apreciar uma taça, uma garrafa, sorvendo, sentindo o sabor, parando por aí!
Os especialistas dizem que a cerveja não deve estar muito gelada, que as papilas gustativas ficariam anestesiadas, e além disso tem os alemães que bebem cerveja na temperatura ambiente, blá, blá, blá. Isso tudo não me diz muito! Para mim, que sou um analfabeto nesse assunto, a melhor cerveja é a BEM GELADA, depois a gente vê a marca.
O que não me impede de apreciar boas cervejas, as artesanais, as diferentes, as do tipo Weiss (de trigo) entre outras. Olho isso só como um pequeno hobbie, uma distração, se ficar sem cerveja isso não me faz falta. Se tiver que escolher ainda pedirei uma boa Coca Zero com gelo e estarei bem. Mas falava das cervejas.
rasen01Estando em Gramado víamos uma forte penetração da Cerveja Rasen nos estabelecimentos culinários daquela turística cidade. Beba a cerveja de Gramado, líamos em falhas e cartazes. E de fato ela é uma boa cerveja. Tem a Pilsen, a Weiss, a Dunkel, a Ambar e uma outra servida em garrafa de cerâmica, todas muito saborosas. Aí estávamos passeando na Serra Gaúcha num domingo, grupo de amigos, fomos lá na sede da Rasen conhecer, degustar, beber e comprar o produto deles. Fica ali entre Canela e Gramado, a uma quadra da estrada. (Rua Cândido Godoy, 82 – Gramado/RS – Vendas: 54 3286.6886).

Demos com a cara na porta. Em plena região de turismo, eles não abrem aos domingos! Fomos embora em busca de quem nos servisse. Alguns meses passados, lá estava eu de novo em Gramado, lembrei da Cervejaria Rasen! Juntei um grupo de familiares – vamos lá, gente, agora vai dar certo! Fomos no sábado em torno das 17:00h. Na entrada um cartaz avisava que só atendiam até às 18:00h. Muito bem, vamos beber , então.
O ambiente na rua estava quente, calorão de dezembro, fomos para a parte interna. Uma bela decoração,  lugar pequeno, e o calorão dentro também estava cruel. Pedimos ao atendente pelo ar condicionado, ele disse que já estava no máximo. Pedi então uma garrafa da Weiss, a de trigo, para degustar. Veio meio tépida, pouco gelada. Comentei com a moça que serviu: – é que o nosso freezer não dá conta de gelar as garrafas todas!
Pedimos então um caneco 300ml do chope Pilsen, esse estava mais gelado, até deu para suportar. O relógio andou e os funcionários pareciam preocupados em encerrar o dia, era hora de fechar.
Resumindo: a cerveja estava quente; o lugar estava quente; aquela gurizada que ali nos atendia pouco se importava em bem atender, servir e nos vender; o horário é bem restrito; não abre aos domingos!
Meu amigo Roberto já me havia explicado que essa cerveja já tem seu mercado consumidor, não precisam mais de nós, meros mortais. Ou seja, não devem estar preocupados em melhorar isso que aqui comentei!
O que é uma pena. Disse ali acima e repetirei: – A cerveja Rasen é boa!
Na volta para casa liguei meu ar condicionado , peguei uma garrafa de uma concorrente e pus no meu congelador, para enfim, ao anoitecer de domingo, poder beber uma boa, saborosa e beeeeem gelada cerveja. Num ambiente agradável . A minha casa!
Fazer o quê? O cliente nem sempre parece ter razão !
Silvano – calorentoooo

Crédito das imagens: reprodução a partir do site da Cervejaria Rasen

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Coisa de Gordo - 557

18 de outubro de 2013 0

557 – SAMUCA DO ACORDEON

Por uma dessas coisas do destino, essas voltas que a vida dá (como diz o poeta), recebi das mãos do próprio artista este DVD que vai ser lançado agora em Porto Alegre e que se chama FALA AGORA. O artista? Samuca do Acordeon! O fato de que moramos na mesma cidade propiciou o que descrevi ali acima. Morar em Santo Antônio da Patrulha faz dessas coisas.

Para quem não conhece poderia imaginar que se trata de um DVD de música gaúcha, música bagual, música rancheira, chame como quiser. Ledo engano. O Samuca transita por ambientes bem mais amplos do que a música regional. Já na faixa de abertura, um choro chamado FALA AGORA, a gente fica sabendo disso. Se fosse classificá-la em algum rótulo diria que é jazz puro. Jazz instrumental suave, amoroso, sensível, jazz de arrepiar. O Samuca se faz acompanhar de baixo, teclado e bateria. E em cada trecho um dos músicos faz sua improvisação, seu delírio, um passeio pelas notas para nos encantar.

samuca03Antes de cada faixa o artista aparece dando um depoimento pessoal, contando como compôs a música, ou como adaptou uma outra música de alguém. Fala de encontros, de festivais, fala de artistas e nesse narrar ele demonstra a sua simplicidade como pessoa, o seu jeito despojado. A sua genialidade.

A segunda faixa é um chamamé chamado IPÊ, onde ele conta de como compôs a melodia, explicando por fim que o nome se deve a uma árvore que o pai dele plantou em casa. Coisa de gente como a gente, coisa de quem tem família, os referenciais sentimentais transbordando da vida do artista para dentro de sua obra. Essa música em especial me fez recordar discos que ouvi do Keith Jarret tocando com o Jan Garbarek, citações musicais e melódicas aqui e ali.

Depois vem o MELADO COM FARINHA, que ele conta ter composto junto com Arthur Bonilla. O título alude a uma expressão regional. É o que autor chama de um choro gostosinho, agradável de se ouvir. Um deleite. Ainda com o mesmo parceiro ele conta a história de O QUE MAIS TU QUÉ? , a música seguinte. Os dois duelam acordeon versus violão, dando lições de arte. Um diálogo agitado, marcado, espirituoso.

Mais adiante vem ERA SÓ O QUE FALTAVA, ele explica que estava no Mato Grosso do Sul, onde compôs esse vanerão em parceria de novo com o Arthur Bonilla. Na entrada da música você se sente num baile de CTG, o ritmo acelerado e o peso do acordeon conduzindo a música vão dando o tom. Até que brota a veia jazzística do artista, a música fica lenta, sentimental. Para renascer mais ao final, com a agitação esperada. Aparece até um trechinho de ASA BRANCA dentro das variações jazzísticas, acredite! Um delírio.

PENSEI QUE FOSSE EM VÃO é o nome da música seguinte é de novo um choro, composto pelo Samuca e um paulista, com arranjo só para teclado e acordeon. Permita-se escurecer a sala e curtir essa música. Sinta as notas, os sons, o arranjo melódico, perceba a elevação de sua alma ao escutar isso. Sinta as lágrimas que teimarão em brotar aqui e ali, ao ver-se, você, diante de tanta magia. Tem traços de Astor Piazzola, tons de uma coisa meio portenha, mas enfim é um choro então você vai lembrar também das ruas cariocas e seus ritmos.

A faixa seguinte é uma obra-prima do Geraldo flach, tornada famosa pelo Renato Borghetti que o Samuca traz a nossos ouvidos com uma roupagem totalmente nova. O nome é RANCHEIRINHA. E essa aqui de fato vai lhe fazer se emocionar. Linda música. Outra leitura dessa bela composição. Jazz total, jazz lindo, jazz brasileiro, sul-americano, jazz universal. O Samuca com essa música adentra as portas de qualquer salão, qualquer conservatório, qualquer auditório em qualquer parte do mundo! Os quatro instrumentistas dão vazão à sua arte, o teclado suave, a bateria, a guitarra e acima de tudo o acordeon do Samuca conduzindo e dando o caminho. Sensacional! Linda! Excitante. Emocionante! Sinta as lágrimas lhe escorrerem dos olhos desta vez. Abra o peito e permita que seu coração escute isso! Embarque nesta viagem!

Seguem-se CHORO PRO RUI, uma homenagem do Samuca ao Rui Biriva, artista gaúcho já falecido, que sempre apoiou o artista. O Samuca fala de emoções e outras coisas. Aqui entram em campo os músicos do Regional Fala Agora para nos encantar. Aqui sim, você será levado às vielas da Lapa no Rio, a batida do pandeiro, a melodia doce e suave. Um lindo choro, uma linda homenagem.

Vem então TRANÇA EM PINGO D’ÁGUA, onde o autor executa sozinho e em ritmo rápido a música.

Mais uma faixa e dessa vez vem outra homenagem a outro artista, o Luis Carlos Borges, músico gaúcho veterano. O nome alude a isso e é DE NOVO PRÁ VÉIO, homenagem do novo artista ao mais antigo. Nos extras do DVD aparece uma conversa dos dois onde esse assunto é citado. É um vanerão e de novo você será levado a um ambiente de CTG, o ritmo gaúcho que alegra as festas tradicionalistas. No transcorrer da música o Samuca “duela” com um banjo delicioso do Rafael Ferrari.

samuca01VAI E VÉM, outra música do Geraldo Flach que aqui sofre nova interpretação, é a faixa seguinte. É um choro, e mais uma vez as notas serenas e a sequência de acordes vão encantá-lo.

Por fim vem O BREQUE É TEU, outro choro que o Samuca compôs em homenagem a outro choro. O homenageado Sivuca deve ter gostado disso, lembra bem as coisas que ele tocava. É um choro em ritmo rápido, alegre, voluntarioso. Notas de jazz aqui e ali, virtuoses, passagens interessantes, tudo vem aos seus ouvidos.

Nos extras tem o Luiz Carlos Borges na musica PEGA RATÃO , os créditos, e o agradecimento do Samuca onde ele cita uma série de coisas, e conclui … “agradeço a Deus e a Jesus Cristo (…) que me deram o dom da música e a capacidade de levar felicidade aos ouvidos de todos aqueles que apreciam este som divino que sai do Acordeon.”

Som divino que agora vai estar ao alcance de nós, mortais, através deste DVD. O lançamento em Porto Alegre vai ser no dia 29 de outubro de 2013, às 20:30h, no Teatro Renascença, ali pertinho da Zero Hora. Imperdível! Espera-se que todo patrulhense cruze a Free-way e vá lá prestigiar o nobre filho desta terra.

Um arraso de DVD!

Silvano – encantado !

Crédito da imagem: reprodução do site do artista

www.samucadoacordeon.com.br

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Um livro: O PACIFISTA

25 de setembro de 2013 0

O que é pior? Ir ao campo de batalha para um embate real ou travar as piores batalhas em seu íntimo?
Onde se sofre mais? Numa linha de tiro contra os alemães na Primeira Guerra Mundial? Ou confrontando-se com seu próprios fantasmas?
Essas e outras perguntas ficam  martelando em nossa mente quando da leitura deste livro. Num relato que anda em dois tempos, um durante a guerra e outro quando uns anos se passaram, o autor John Boyne nos leva a um passeio triste, melancólico, denso, quase amargo. Este é o mesmo autor de O Menino do Pijama Listrado. Uma trama ruim? – você vai pensar . Nada disso. O livro é bem interessante.
OPACIFISTA

Os debates vão se sucedendo à medida em que os fatos aparecem. O amor tem gênero? Pode-se recusar a lutar numa guerra? Por que um pai se despede de seu filho que está indo ao campo de batalha , desejando que ele seja logo morto pelo inimigo ?
Esse é um entre tantos temas aqui abordados!
Vale a leitura, em que pese o gosto amargo que fica na boca do leitor. Fazer o quê? Viver, eventualmente , pode ser algo bem doloroso!
Permita-se aventurar-se nessa montanha-russa de emoções.
Silvano – trazendo interrogações aonde antes não se perguntava nada
Crédito da imagem: reprodução da capa do livro

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