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História colorada: Domingos de Nicolau Fico, camiseta listrada e minissaia

27 de junho de 2015 22

Hoje, publicamos o segundo texto da nossa série informal História Colorada – espaço aberto à participação de qualquer leitor do blog (colorado, obviamente!) para relembrar episódios da trajetória do Inter ou relatos pessoais sobre o envolvimento com o clube. Para participar, basta enviar o texto para marcelo.gonzatto@zerohora.com.br. Quem quiser, pode enviar uma foto junto. A contribuição de hoje é do torcedor José Luis Volcan. Boa leitura!

 xXx

Muitas tardes de domingo da minha infância foram passadas nas arquibancadas do Estádio Nicolau Fico, do glorioso Farroupilha de Pelotas. Compareciam minha mãe e meu pai, além de tios e tias acompanhados dos respectivos filhos. Um dos meus primos até jogava no gol.

Nas arquibancadas quase vazias, famílias faziam piquenique e as mulheres demonstravam mais habilidade com as agulhas de tricô do que os briosos atletas tricolores com a bola.

Alguns freqüentadores deitavam no concreto da arquibancada e cobriam o rosto com a edição dominical do Diário Popular – uns para tirar uma soneca, outros para ouvir a transmissão pelo rádio, o que sempre era mais emocionante do que assistir o jogo ao vivo. E refiro-me às duas opções.

Eu sabia que era domingo de futebol quando minha camiseta listrada de vermelho, amarelo e verde era incluída entre as roupas que eu deveria usar. A camisa até que era bonita, mas eu preferiria vestir aquela do Mickey Mouse e assistir às matinés do Cine Fragata.

Ainda hoje sinto-me frustrado por ter não ter assistido a “Tiros, Socos e Macarrão” – uma obra-prima do bang-bang italiano, segundo as palavras sempre confiáveis dos amigos da época.

O pior é que eu nem gostava de assistir futebol. Em minha opinião futebol era coisa para ser jogada, não para ser vista. O bom mesmo era correr atrás da bola o dia inteiro, deixar a pelada se estender até o cair da noite quando, então, só se saberia que a bola estava por perto ao se ouvir o plof do capotão quase vazio e molhado quicando nas ruas de terra batida da Vila Virgílio Costa. Eu voltava para casa no sétimo chamado da mãe – se não fosse a decisão da melhor de 15 – e ouvia a repreensão por agora estar também sem a unha do dedão do pé esquerdo.

Às vezes, naqueles domingos de estádio, eu abandonava por alguns minutos minha tocaia ao picolezeiro ou ao vendedor de puxa-puxas e voltava minha atenção para o gramado. Com o senso tático adquirido nas pelejas de rua, eu intimamente criticava o comportamento daqueles marmanjos em campo.

O que mais me impressionava era perceber um jogador correndo lá pela ponta esquerda quando a bola estava aqui na direita. Ora, futebol deveria ser jogado onde a bola estivesse, salvo as exceções em que ela caísse no quintal da Dona Marly.
Quer saber? Moço, me dá um de minissaia (que era como chamávamos o picolé metade chocolate, metade morango, o preferido de dez entre dez). E se alguém quiser alfinetar dizendo que aquela seria a óbvia preferência pelotense, apresso-me eu em dizê-lo e não se fala mais nisso.

Com a chegada da adolescência consegui abandonar aquele hábito familiar (e não me refiro a minissaia, pensei que já estivéssemos combinados; essa eu uso até hoje). O Estádio Nicolau Fico agora só era visto quando eu passava de ônibus pela Avenida Duque de Caxias. Foi se apagando da memória o velho Tricolor do Fragata, que ostentava como grande triunfo de sua história a conquista do Campeonato Gaúcho de 1935 (e ostenta ainda, embora recentes especulações insinuem que um tal de Zveiter esteja pensando em anular algumas partidas daquele campeonato).

Quando alguém me perguntava para qual time eu torcia, a resposta era Farroupilha, sem pestanejar. Mas eu também diria que era católico se indagassem a respeito de minha religião. Às vezes, para contentar o meu pai, eu lhe perguntava qual tinha sido o resultado do domingo. Do futebol, não da missa.

Foi justamente para não desapontar o velho, e um pouco porque eu sempre me sentia bem na sua companhia, que eu resolvi acompanhá-lo a um Farroupilha versus Internacional. A partida aconteceria no dia 24 de abril de 1979 e seria válida pelo Campeonato Gaúcho daquele ano.

Naquela época, ainda que em má fase, o Colorado tinha estrelas suficientes para lotar qualquer estádio do interior. Mesmo o costumeiramente vazio Nicolau Fico.

Quando chegamos já não havia lugares nas arquibancadas. Eu e meu pai ficamos em pé junto ao alambrado. O público, com o acréscimo dos torcedores do Grêmio Esportivo Brasil e do Sport Club Pelotas, gritava, cantava, agitava bandeiras multicores, exigia a parte que lhe cabia no espetáculo. Eu não participava da festa, mas sorria satisfeito ao lado de meu pai. O que eu sentia já não era mais apenas o prazer de compartilhar a alegria do Seu João, mas o reconhecimento de que poucos eventos seriam capazes de despertar aquele estado de quase-delírio, de transe festivo. Eu apenas não entendia o motivo para tal celebração.

Percebi que alguma coisa acontecia no gramado quando a torcida ergueu-se em uníssono e os fogos de artifício começaram a espocar no céu azul do domingo. Era o Grêmio Atlético Farroupilha que entrava em campo.

Uns poucos vaiavam, certamente torcedores do Brasil e do Pelotas, mas mesmo entre esses a maioria juntava-se aos gritos da torcida tricolor. Deduzi que eram movidos por um sentimento de simpatia pelo Davi que em poucos minutos estaria bravamente enfrentando o Golias na arena do Fragata. Tomado pela mesma simpatia, comecei a observar os jogadores tricolores que realizavam o aquecimento enquanto esperavam o time da capital. Meu pai, assim tão perto do gramado, informar-me-ia, sem mesóclises, o nome dos jogadores, apontando os bons de bola e os cabeças de bagre. Confesso que contei mais destes do que daqueles.

Depois de alguns minutos assistindo a chutes a gol, bobinhos e embaixadas, a torcida começou a se impacientar. Surgiu um boato de que o Inter não viria.

- São tudo estrela!

- Tão com medo!

- Minha grana de volta!

Foi então que, tendo Paulo Roberto Falcão à frente, o Internacional entrou em campo.

No ano seguinte, durante uma derrota do Inter para o Atlético Mineiro no Beira Rio, o narrador da Rádio Gaúcha Haroldo de Souza decidiria que a única maneira de definir a frustração da torcida colorada depois do quarto gol do time mineiro seria não dizer nada. E Haroldo não narraria o gol.

Pela mesma razão, mas para descrever o oposto, para retratar o frenesi que se apossou do estádio naquele domingo, eu prefiro nada dizer. Eu só posso declarar a minha perplexidade com a manifestação da torcida e contar do prazer que senti ao ver alegria de meu pai. Ele, que sempre foi tão sereno, olhava para o campo, olhava para mim e sorria, satisfeito por saber que o filho via o mesmo que ele. Se fosse apenas por aqueles momentos nos olhos azuis de meu pai, eu já teria ganho não o domingo, mas todos os dias da minha vida.

Começou o jogo. No primeiro movimento do Inter, já vi o Velho João se render com mais um sorriso: “Não vai dar, não vai ter jeito.” E foi também naquele primeiro movimento que eu compreendi tudo.

Quando Mário Sérgio, ainda lá na lateral esquerda, suavizou com o bico da chuteira um balão que veio da defesa adversária, eu compreendi porque é que Valdomiro disparou pela ponta direita, lá tão distante da bola .

Quando o vesgo Mário fez a bola cruzar os céus do Fragata, eu compreendi que ela cairia doce e precisa dois passos à frente de Valdomiro.

Quando Falcão, com a cabeça erguida, entrou pela intermediária exigindo que a bola lhe fosse passada, eu compreendi que ele a receberia e a abrandaria no peito para tocar a Jair.

E finalmente, quando o Príncipe Jajá, de primeira, enfiou o pé para guardar a bola no ângulo direito da meta tricolor, eu compreendi o que é Futebol.

O jogo acabou seis a zero para o Inter. Minha cabeça girava e eu desconfiava ter cortado no alto uma cobrança de falta de Cláudio Mineiro. Na saída do estádio, eu ainda via Mário Sérgio caminhar entre quatro adversários com a bola escondida em algum lugar inalcançável entre os pés. Eu via Falcão recuperar a bola na defesa, entregá-la a Batista no meio campo e recebê-la na área adversária. Eu via como Mauro Galvão, ainda com 17 anos, já fazia do desarme um requinte. E eu tentava imaginar o que é que o bom e velho Ênio Andrade, o Cabeção, poderia ter a dizer a toda essa gente no vestiário.

Ali, ao caminhar entre os torcedores que comentavam e recriavam os lances do jogo, eu cheguei a uma constatação: o esquadrão vermelho que eu tinha visto jogar, o esquadrão vermelho que tinha feito uma visita refinadamente mal-educada ao time pelo qual eu dizia torcer, aquele seria, dali por diante, eu querendo ou não, o time que orientaria meus passos através da paisagem-futebol.

A constatação me deixava confuso. Enquanto eu e meu pai voltávamos para casa, eu não sabia o que dizer. Ele engrandecia sem pudor as virtudes do Colorado, mas ele podia, tinha esse direito. Meu pai não deixaria de torcer pelo Tricolor do Fragata por causa de uma goleada sofrida. Não era homem de se abater por pouco e nunca seria um vira-casacas. Ele apenas admitia, esportivamente, que a diferença de forças era muito grande e que qualquer resultado que não uma goleada seria improvável.

Mas e quanto a mim? Eu sentia que estava traindo alguma coisa de minha infância. Muito mais do que isso, eu temia estar traindo meu pai. Para piorar, pergunte-me qual era o segundo time dele.

Isso mesmo.

O indizível.

O de azul.

O outro de Porto Alegre.

O freqüentador assíduo da segundona.

À noite assisti diversas vezes os gols na televisão. Meu pai, entre acordes do seu banjo inseparável, também assistiu, satisfeito por perceber que aquele dia que havíamos passado juntos tinha despertado alguma coisa em mim.

Comecei a acompanhar o Campeonato Gaúcho e a assistir programas esportivos. Descobri um outro fascínio, também até então incompreensível: as transmissões pelo rádio. Como no Campeonato Gaúcho os jogos do Inter e do de azul costumavam acontecer no mesmo horário, as transmissões eram simultâneas. Jogada de perigo no jogo do Inter, entrava o locutor daqui; lance importante no jogo azul, o locutor chamava de lá. Eu escutava tudo no radinho de pilha, torcendo por um e secando o outro com o mesmo fervor.

Naquele ano de 1979 o Inter foi apenas terceiro colocado no Campeonato Gaúcho, ficando atrás do Esportivo de Bento Gonçalves e deixando o título em mãos desacostumadas. Isso não diminuiu em nada a minha paixão pelo time e, no mesmo ano, vi o Colorado se reabilitar e conquistar o terceiro título nacional. E não apenas isso: pela primeira vez (e única até hoje) um time sagrava-se Campeão Brasileiro invicto.

A torcida do Internacional assistiu a momentos inesquecíveis naquele campeonato: os dois gols de Chico Spina, que substituía Valdomiro na primeira partida da final contra o Vasco no Maracanã, lançado por Valdir Lima, que, por sua vez, substituía Falcão; e o gol do próprio Falcão contra o Palmeiras de Telê no Morumbi – o filho da Dona Zizi enfrentou a sola do zagueiro Beto Fuscão, mandou a bola para as redes e a torcida palmeirense para casa.

Memoráveis jogos, por certo, mas nada comparável àquele Farroupilha e Internacional assistido ao lado de meu pai.

O tempo mostrou que a culpa que eu sentia era encucação de adolescente. Meu pai via com naturalidade meu interesse pelo Inter (afinal isso não era como se eu tivesse começado a usar minissaia, por exemplo) e, junto comigo, assistiu pela TV aqueles jogos contra Vasco e Palmeiras.

O Farroupilha caiu para a segunda e depois para a terceira divisão e os dois times não mais se encontraram. Entendi que o meu pai nunca teve todo esse interesse por futebol; o que ele gostava mesmo era dos domingos. Entendi que, se eu tivesse pedido, ele teria deixado de ir ao Nicolau Fico para assistir comigo, de muito bom grado, a “Tiros, Socos e Macarrão” na matiné do Cine Fragata.

Hoje o Farroupilha está de volta à primeira divisão do Campeonato Gaúcho. Se você quer mesmo saber, quando os dois times se encontrarem novamente prefiro esperar o jogo acabar e saber o resultado final.

Quanto ao meu pai, penso que ele, de vez em quando e descalço – porque é livre -, bate uma bolinha com os anjos. Talvez, em certos domingos de sol, ele abandone o posto de solista de banjo na orquestra de harpas. Então dá uma passadinha rápida lá pelas bandas do Fragata, observa dois ou três lances do Farroupilha emoldurados por uma malha losangular do alambrado e depois vai embora. Afinal deve existir muito mais do que futebol para se ver por aí.

José Luis Volcan

Batalha dos Desengonçados (http://volcan2013.blogspot.com.br)

Comentários (22)

  • Carlos-Cxs diz: 27 de junho de 2015

    Grande texto – gostei muito!!

    Som de sábado para todos colorados que opinam aqui…

    Eu Quero Apenas
    Roberto Carlos

    Eu quero apenas olhar os campos
    Eu quero apenas cantar meu canto
    Eu só não quero cantar sozinho
    Eu quero um coro de passarinhos

    Quero levar o meu canto amigo
    A qualquer amigo que precisar
    Eu quero ter um milhão de amigos
    E bem mais forte poder cantar
    Eu quero ter um milhão de amigos
    E bem mais forte poder cantar ….

    A vida tem de ser levada assim, senão não vale a pena viver…

  • Leo Colorado diz: 27 de junho de 2015

    Parabéns aos blogueiros pela bela iniciativa de resgatar a história do nosso Inter, principalmente às novas gerações. Sugiro inclusive que ordinariamente todas as semanas tenha uma publicada. Abraço a todos e ótimo final de semana.

  • Flavio Peres diz: 27 de junho de 2015

    Conto nostálgico!
    Eu também assisti esse jogo das arquibancadas do Nicolau Fico quando eu ainda era um menino acompanhado do meu saudoso pai.
    O Valdomiro fez quatro gols se não me falha a memória.
    Esse foi o ano do tri nacional. Lá se vão 36 anos…

  • Osmar diz: 27 de junho de 2015

    Lindo depoimento.
    Felizmente o mesmo amor, orgulho e glória (tanto pelo pai como pelo inter) não são exclusividade do José Luis.
    Quiça possamos todos nós lembrar deste amor para fazer das tardes de domingo ou dos dias de futebol um momento festivo e feliz.
    Parabéns José Luis e obrigado

  • evilasio diz: 27 de junho de 2015

    bacana de mais parabens!!!

  • Marcelo 64 diz: 27 de junho de 2015

    Muito bonito o relato do José Luis Volcan, parabéns!

  • Manto Sagrado diz: 27 de junho de 2015

    PARABÉNS MUITO EMOCIONANTE ESTE TEU RELATO, ME LEMBREI DO MEU PAI QUE TAMBÉM ME LEVOU AO CAMPO PELA MÃO.
    MAS TENHO UMA DUVIDA FOI BETO FUSCÃO OU FOI O MOCOCO NAQUELA DIVIDIDA COM O MAIOR DE TODOS …… PAULO ROBERTO FALCÃOOOOOOOOOOO.

  • Manto Sagrado diz: 27 de junho de 2015

    ERRATA. ACIMA O NOME DO JOGADOR QUE EU ACHO QUE DIVIDIU COM O GRANDE BOLA BOLA FALCÃO É MOCOCA E NÃO MOCOCO.

  • edson santos diz: 27 de junho de 2015

    Muito bom o relato de José!!

    Credo que horror essa seleção, parece um ‘timéco’ qualquer do campeonato brasileiro…Depende de um só jogador, saudades dos tempos de Roberto cavalo, R9, R10, Rivaldo, Cafú, Bebeto, Romário, Zico, e até do Imperador kkkkkkkk
    4 treinadores argentinos na semi, alguma coisa os caras tem de ‘BÃO’…

  • Regis diz: 27 de junho de 2015

    Torci contra a seleção, e já tinha falado que não iria passar do Paraguai.

    Falta qualidade principalmente no meio e falta homens para jogar um futebol com mais intensidade. Jogadores brasileiros hoje são muito mimimi igual Neymar.

    Futebol tem q ter qualidade, velocidade, intensidade e ser iluminado. Falta tudo na seleção brasileira.

    Minha seleção é o Inter (fora a nossa zaga kkkk).

  • João Colorado-Pr diz: 27 de junho de 2015

    Boa Noite Marcelo e colorados…

    Emocionante esse texto d José,me fez voltar no tempo pois em 81 eu fui estudar em Pelotas,me lembro bem do bairro fragatas,era lá q ficava a faculdade d medicina onde eu fazia uma cadeira d fisiologia,infelizmente n lembro d farroupilha,pois na epoca 81 a 84 quem brilhava era o Brasil,eu morava ao lado d Bento Freitas e pude ver ao vivo a memoravel vitoria sobre o Flamengo do Zico e do Inter tbem,infelizmente…

    Foi lá em Pelotas q eu torci como nunca por um time q eu mal conhecia,um tal d Hamburgo d Alemanha,derrota essa q carreguei por 23 anos,até 2006 qdo finalmente veio a redenção pois como dizem “o q é do homem o bicho n come”…

    Pbens José L Volcan,são textos como esse e dos 3 blogueiros bons d escrita é q fazem esse blog ser tão acessado,sem contar os comentarios d Vozão as vezes sem pé nem cabeça…kk

    Abs !!!

    PS: Pbens tbem ao Carlos-cxs,Robertão num sabado a noite é sempre bom…abs!!!

  • ffernando diz: 27 de junho de 2015

    Boa noite Marcelo e Colorados.
    Nestes tempos tão diferentes, cheios de coisas tão evoluídas e ao mesmo tempo tão estanhas, é muito prazeroso compartilhar uma história simples, com pessoas normais que fala do nascimento de um sentimento tão especial : a paixão de um torcedor por seu Time do Coração.
    Parabéns Sr. José pela bela postagem. Felicidades ao Senhor e aos Seus.
    Um pitaco na Seleção: Se a contratação de um Técnico Estrangeiro for a única maneira para conseguirmos mudar a forma de jogar da Seleção Brasileira, pois que se contrate um ,mesmo que seja a primeira vez na história.
    Abraço Marcelo e a todos.

  • Marco diz: 27 de junho de 2015

    Muito bonita a história, pena que a realidade contra o santos neste domingo é outra. Alan Ruschel e Jorge Henrique estão escalados, derrota ou empate milagroso nos espera. Alisson Farias não recebe tantas oportunidades quanto Jorge Henrique, que não rende nada. Já to ficando de saco cheio do Aguirre com seus bruxos. Lucas Lima vem cheio de gás depois de ser mandado embora do beira rio pelo Abel Braga.

  • ivan diz: 28 de junho de 2015

    E POR ISTO QUE ADORO ESTE BLOG E O BLOG DO POVO NAO TEM EM OUTRO BLOG ESTAS ESCRITAS:

    JOSE PARABENSSSSSSSSSSSS TU E UM GRANDE IVAN

  • ivan diz: 28 de junho de 2015

    bOGSSSSSSSO COMESO O FRI NA PALETA FALTA POCO PRA SERMOS TRI DA AMERICA FALTA POUCO MASSSSSSSSSSSSSSSS :

    PARESE O FIN DO MUNDO FALTA200 ANOS ESTE TIGURES VAMO COME NO BEIRA RIO NO MEXICO VAI SER AMISTOSO MASSSSSSSSSSSSS

    QUE O FRIO NA PALETA TA EEEEEEEEEEE VERDADE IVANN :
    BEIJAO PRA TODOS OS COLORADOS IVAN

  • ivan diz: 28 de junho de 2015

    kakakakkakakakakak TEMCOLORADO NO BLOG DO POVO RECLAMANDOO SELECAO BRASILEIRA SE E RECLAMAR SELECAO GAUCHA ATE INTENDO MASSSSSSSSSSSSSSSSS BRASILEIRA VAO C ………. ESTE E O BLOG DO INTERRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR E AMEN TE AMO INTER SO TU NA MINHA VIDA INTERRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR IVAN

  • Marcelo 64 diz: 28 de junho de 2015

    Bom dia,

    Diego Aguirre e Lisandro Lopez declararam e assumiram nessa semana que o Inter não entrou focado no início deste campeonato.

    Ora, isso é o maior absurdo que um torcedor pode escutar de algum profissional que ganha bem e em dia do clube.

    Por essas e outras que confesso, estou desmotivado. Decepção com quem eu acreditava e votei nele, Vitorio Pifero.

    Objetivo não é mais vencer o Brasileiro e sim, terminar na frente do time ruim do Gremio.

    Anderson fará um bom jogo hj, pois está descansado, o jogo será no BR e o adversário não é um time forte.

    Não se iludam, Anderson é o Alan Patrick do ano passado.

    Saudações Coloradas

  • Tiago Oliveira diz: 28 de junho de 2015

    Excelente texto… Muito legal essa ideia de publicar textos dos leitores… Parabéns ao Trio Ternura do Blog.

    Falando em Trio Ternura, por onde anda o terceiro elemento??? Nunca mais li nada do Vaccaro.

    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

    Hoje é dia de comer peixe na beira do Guaíba… O Inter precisa ganhar com propriedade do Santos.

    Mas minha dúvida é como ganhar com propriedade se mais uma vez o Aguirre aposta na lentidão do meio-campo???

    O futebol atual é rápido, onde times que cadenciam o jogo tendem a naufragar por falta de infiltrações, dribles, contra-ataques e jogadas verticais… E Aguirre sabe disso, no entanto que montou o melhor Inter dos últimos 5 anos.

    Aguirre montou um time com vários jogadores da base e que é superior ao time que conquistou a Libertadores de 2010… Alisson é um baita goleiro; William e Geferson mostraram que lateral bom se faz em casa; Dourado, Aranguiz, Sasha, D’Ale e Valdiva, foi o melhor meio-campo que vi no Inter em muitos anos, um meio rápido, de passe, agudo, consistente; E na frente o Nilmar, atordoando a defesa adversária e marcando gols em cima dos erros da defesa.

    Mas Aguirre nos tirou toda essa intensidade do meio-campo quando optou por substituir os titulares por jogadores que sequer deveriam estar no Inter… Tirou a velocidade do nosso temido meio-campo e apostou em jogadores sem qualquer qualidade.

    Desde a parada pra Copa já vimos Nilton, Nico (os dois juntos tb), Jorge Henrique e Ruschell, destruindo o nosso meio-campo… Alex ainda acho que sempre vai jogar na do D’Ale, ainda mais depois que renovaram (minha razão mandava não renovar), Nilton e Nico até podem ser opções mas nunca as primeiras opções, somente caso o Dourado não jogue… Enfim, a presença destes jogadores acabou com aquele grande meio-campo montado pelo Aguirre.

    Vitinho, Alisson Farias, Andrigo e Taiberson, poderiam ter sido testados nas vagas do Sasha e do Valdivia, mas Aguirre preferiu Jorge Henrique e mais um atacante, chegando a jogar com Rafael Moura e Lisandro… Pois acredita que JH cumpra várias funções dentro de campo, mesmo que o mundo enxergue que ao cumprir várias funções ele acaba não fazendo nada.

    E a prova da nulidade que é o Jorge Henrique, que mesmo sendo “titular” não recebeu nenhuma proposta, enquanto Nilton e aquele Felipe Bastos (dois volantes bem meia-boca) já receberam… Os dois volantes sequer entram em campo e podem ser negociados pela dupla, mas o JH não consegue uma proposta jogando… Torço para que o Roth enxergue as mesmas qualidades vistas pelo Abel e pelo Aguirre, e chame o JH para o Vasco.

    Mas voltando ao jogo de hoje, Aguirre vai com um meio-campo lento e que sacrifica o Nilmar… Nilmar corre sozinho em campo, mesmo com a companhia do movediço Lisandro e com os passes qualificados do Anderson e D’Alessandro… Ele vai correr sozinho, pois o Inter jogará sem ataques centralizados e apostará nas laterais que se forem bem marcadas tb não conseguirão jogar.

    Tirando a velocidade do meio-campo, Aguirre está matando o promissor Inter de 2015… Um time com um excelente grupo de jogadores, na maioria descobertos pelo próprio uruguaio, e que sucumbe à teimosia de um técnico em contar com jogadores que não agregam.

    Com este modelo que vai pra campo hoje, Aguirre poderia apostar em Alisson Farias no lugar do JH… Mas ele vai no carroceiro.

    Ruschell se explica pela falta de laterais e aqui está outro ponto que quero abordar: Zé Mario… Sempre admirei o futebol aguerrido deste guri, que nunca foi aproveitado no Inter, e o considero um baita reforço para o grupo Colorado… Ze Mario tem um bom passe e é muito bom defensivamente, com bom cruzamento, além de ter apenas 22 anos.

    Ze Mario é um grande reforço ao Inter… Já esse Wellington, que vá para o São Paulo pois estamos com um grupo reforçado de volantes toscos… Não sei o que o Inter quer renovar com esse guri, se o São Paulo colocou qualquer empecilho que deixe ir embora… Achei que esse guri tinha contrato até o final do ano, mas se é até julho que deixe ir embora logo pois temos o Bertotto pra jogar.

  • José Luis Volcan diz: 28 de junho de 2015

    Gonzatto e amigos,

    Obrigado pelos gentis comentários.

    Esse texto foi em escrito em 2005. Por isso a não referência ao título mundial e da Libertadores. E o Farroupilha, vejam só, estava na primeira divisão.

    Naquela época eu morava em Leeds (cidade ao norte da Inglaterra). Em 2006 eu assisti a final da Libertadores pela internet, numa janelinha de 4 x 4 cm na tela de um laptop comprado para esse fim.

    No título contra o Barça eu havia acabado de voltar ao Brasil. Morando havia alguns dias em uma praia do litoral de SP, nem televisão eu tinha providenciado. Assisti o gol do Gabiru em uma padaria, torcedor solitário entre meia dúzia de desinteressados que faziam seu desjejum.

    Jogos e circunstância a não serem esquecidas, mas que não se equiparam àquele Farroupilha e Inter de 79.

    Grande abraço a todos.

  • João Adaime diz: 28 de junho de 2015

    Boa noite Marcelo.

    Ótimo texto do José Luis Volcan. Interessante saber como ele se tornou colorado.
    Da minha parte, desde as minhas primeiras lembranças, torço pro Gaúcho e pro Inter.

    Abraços

  • Carlos diz: 30 de junho de 2015

    Zé,

    Simplesmente sublime teu texto.
    O sublime pode ser um tanto comprometedor se dirigindo a um pelotense, no entanto retrata o real sentimento de um portoalegrense, macho, morando há mais de 13 anos longe dos pagos.
    A minha experiência foi um tanto parecida com a tua com, pelo menos, uma década de antecedência. Levado pelo colo do meu pai lá no velho Eucaliptos tive o grande privilégio de me encantar (cuidado com as palavras, macho) com as arquibancadas do velho Eucaliptos (como toda criança dos seus 5/6 anos) e com aquela maravilhosa (estou tendo cuidado…) equipe dos anos 70. As poucas alegrias e muitas decepções dos anos 80 e 90. Os triunfos planetários e continentais dos anos 2000.
    Quanto ao meu pai, provavelmente têm se dedicado a outros afazeres nas plagas celestiais longe dos campos futebolísticos, pois além da honestidade, generosidade e macheza (acreditem, por favor!) um outro legado deixado a mim foi um apurado domínio de bola na canela.

    Um grande abraço,
    Carlos.

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