Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

O curioso caso do time que não sabia vencer

28 de agosto de 2016 126
Paulão e empate do Inter: não aguento mais

Paulão e empate do Inter: não aguento mais

 

*por Marcelo Carôllo | @carollomarcelo

Quando nasceu, nem o mais vivido expert poderia imaginar o tamanho da catástrofe. Era uma derrota fora de casa. Um jogo maluco. Um – depois descobriríamos – até aceitável revés diante do Figueirense fora de casa: 3 x 2. Ok. “Nada de mais”, pensamos. Ocorre que, naquela melancólica noite de domingo em Florianópolis nascia um espécime que, pelas próximas décadas, será caso de estudo: chegava à luz O Time que Não Sabia Vencer.

Dos pontos perdidos na capital catarinense até hoje, dia do imbecil empate na capital do Pernambuco, foram quatorze rodadas. Praticamente um turno inteiro de partidas inacreditavelmente desperdiçadas. Pontos displicentemente deixados pelo caminho. Dois aqui, três ali, outro acolá. Vamos criando uma trilha de desperdício, de despreparo, de despropósito. Hoje, a sensação é a de que este elenco simplesmente não sabe mais como acabar um jogo com um placar favorável.

O pior Inter da história, este que resignadamente acompanhamos em 2016, desaprendeu. Por forças sobrenaturais, por incompetências mundanas ou por total e completa incapacidade técnica, desaprendeu. Se o destino ideal é chegar ao final de um jogo com mais gols do que o adversário, perdemos o mapa. Atiramos as coordenadas fora. Seguimos sem rumo, nos afundando cada vez mais conforme fazemos força para sair deste buraco.

A última vez em que conseguimos somar três pontos em um mesmo jogo já faz mais de dois meses e meio. Agora, olhando para trás, parece claro que o aborto da natureza era aquele time estar aonde estava. Errado era quando vencíamos. Estranho é o time de vermelho acabar uma partida celebrando o que quer que seja.

A natureza do Inter de 2016 é a derrota. Acaba o jogo e o sentimento já nem é de raiva. Estamos no estágio de aceitação. Parimos, todos, neste ano, uma completa aberração. Um time que não sabe vencer.

Que se pasa, Celso?

26 de agosto de 2016 43

20871967 (1)

*por Marcelo Carôllo

“Tchê, pobre desse uruguaio… mal sabe ele a barca em que ele está se metendo…”

O único pensamento ao ver Nico López em seus primeiros jogos com a camisa colorada era esse. Pobre cara. Um baita jogador que, inocentemente, acabou caindo no elenco mais furado do Inter nas últimas décadas (o pior da história, se formos analisar a partir desta interminável sequência sem vitórias).

O novo camisa 7 corria, se esforçava, partia para cima em absolutamente todas as jogadas. Se mostrou um jogador diferenciado, de nível técnico claramente superior aos seus companheiros de vermelho. Mesmo que ainda muito cedo, mostrava que todo o esforço feito para a realização da sua contratação havia valido a pena. Que baita cara trouxemos! Até que enfim uma contratação precisa!

Aí, amigo, veio o Roth.

Aí, ele foi para o banco de reservas.

Aí, o novo treinador diz que ele é reserva por incapacidade técnica.

Roth não falou em lesão. Roth não falou em falta de ritmo. Roth não citou desgaste, dificuldades de adaptação, nenhuma das desculpas que poderiam, até, ser naturais para um jogador de outro país que chega em meio a uma temporada tão esquisita. O treinador justificou a suplência do melhor reforço do Inter para 2016 alegando incapacidade técnica.

Algo de muito estranho acontece no balneário colorado.

Que se pasa, Celso?

 

Precisamos falar sobre o Paulão

24 de agosto de 2016 76
Pênalti desperdiçado, pênalti cometido... sofrimento que cresce.

Pênalti desperdiçado, pênalti cometido… sofrimento que cresce.

*por Marcelo Carôllo |  Agora até twitter temos: @carollomarcelo

Esse negócio de crítica individual é complicado. A gente sempre segura. Espera mais um pouco. Releva. Deixa passar a raiva. Mas aí perde um pênalti e nos tira uma primeira vitória certa. Aí os erros grotescos se sucedem. Aí vira capitão (e ainda bem que deixou de ser!). Hoje, depois de duas rodadas seguidas de erros grotescos, não tem mais jeito: precisamos falar sobre o Paulão.

A bola que atravessou a área do Inter pra lá dos quarenta do segundo tempo em Chapecó não encontra justificativa na literatura ocidental. É coisa de outro mundo. Um cruzamento rasteiro, fraco, displicente que atravessa a área, passa pela frente do ZAGUEIRO GROSSO do time (e, sendo um zagueiro grosso, espera-se dele alguma destruição), que absolutamente nada faz. A redonda se oferece para o jogador deles que rola quem vem de frente, caixa. Jogo perdido.

Contra o São Paulo tivemos a menos terrível atuação em algum tempo. Tudo corria bem. Ou melhor, tudo poderia correr bem. Um carrinho arriscado de Paulão e pênalti para eles. Assim nem a volta do Danilo Fernandes nos impede de levar gol. Possível vitória jogada pela janela.

Paulão é um destruidor de jogadas. Ou, pelo menos, era para ser. Atualmente ele falha ao tentar destruir e – por total e completa incapacidade técnica – erra ao tentar armar. Arrisca seus exageradamente pretensiosos balões em absolutamente todos os tempos de absolutamente todos os jogos. Nosso jogador de nível técnico mais baixo é um dos que mais tenta lançamentos zidanísticos. Tá errado. Tá muito errado.

Pior do que ver o Paulão jogar com a camisa do Inter é saber que ele é o melhor jogador que nós temos para a função. Sem reservas minimamente qualificados, o sofrimento segue. Os balões seguirão. Os ataques deles seguem impunes. Assim, não há Danilo que salve.

 

O maior adversário

21 de agosto de 2016 103
Dênis, UMA PAREDE contra o Inter (e só contra o Inter)

Dênis, UMA PAREDE contra o Inter (e só contra o Inter)

*por Marcelo Carôllo

Dênis melhor em campo. Um caminhão de chances perdidas. Duas defesas milagrosas operadas por zagueiros. Bola na trave. Pênalti perdido aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Quando atuamos melhor do que o adversário e somos impedidos de vencer por uma série de insanidades como as listadas acima, já nem sem mais contra quem a gente está jogando.

Deve ser contra nós mesmos. Contra a nossa incompetência total e completa. Incompetência que vem lá do ano passado, quando uma eliminação em semifinal de Libertadores virou uma demissão, um “fato novo” e uma saranda. Incompetência que trouxe um não-treinador para assumir até o final do ano. Incompetência que manteve o não-treinador em uma pré-temporada. Incompetência em montar uma equipe minimamente qualificada. Incompetência para demitir o não-treinador e trazer um menos-treinador-ainda.

Amadorismo ao demití-lo em menos de um mês e apostar todas as nossas fichas em Celso Roth.

E a nossa situação, hoje, é essa: tudo o que temos está depositado em Celso Roth. Não há time, não há grandes jogadores, não há direção. Nosso “all-in” foi colocar todas as nossas últimas e choradas fichinhas no treinador que chegou e até agora não conseguiu nada com duas semanas cheias de trabalhos e treinamentos.

Incompetência. Total e completa. Desde a temporada passada até a falha do Valdívia na cobrança do pênalti (porque, sim, apesar de todos os erros estruturais, quem está em campo vestindo vermelho também tem sido extremamente incompentente). Estamos perdendo não para os adversários (que, por vezes, são times até mais desorganizados do que nós), estamos perdendo para nós mesmos. Nossa falta de competência nos puxa para cada vez mais baixo.

Contatos imediatos de segunda grau

15 de agosto de 2016 179
Antes eu tinha raiva do Sasha. Agora, só sinto pena mesmo.

Antes eu tinha raiva do Sasha. Agora, só sinto pena mesmo.

*por Marcelo Carôllo / @carollomarcelo

É de se começar a pensar que há alguma força sobrenatural que pretende nos empurrar para baixo. Quando Martinuccio (aquele mesmo infame ex-Peñarol que nos tirou da Libertadores 2011) faz um gol vadio destes para lá dos quarenta e muitos do segundo tempo, é sinal de que já há algo de paranormal no que acontece com o time do Inter em 2016.

O jogo de hoje nasceu morto. Começou já terminado. Era empate, já acertado e combinado pelos times antes de a bola rolar no gramado desta lazarenta Arena Condá. Os oitenta e tantos minutos que se sucederam de futebol antes do referido tento anotado serviam apenas para oficializar o resultado já estipulado.

Ninguém fez nada. Ninguém criou nada. Era uma bola perdida aqui, uma chance meio miguezenta acolá… Nenhum perigo real, nenhum predomínio evidente. O típico oxo, clássico e chato, se desenrolava em Chapecó.

Eu já tinha, inclusive, sentado aqui para digitar um sonolento texto empatístico. Mais um ponto na conta. Seria o quarto em trinta e seis disputados. Um horror, mas ainda não um horror completo. Um horror, mas um horror pela metade. Podia ser pior. E foi.

Quando já nem fazia mais sentido perder a partida, gol do Martinuccio. Quando ninguém mais se importava com o que estava acontecendo naqueles arrastados minutos finais, pimba. Já nem é só incompetência nossa, já nem é mais exclusiva falta de qualidade daqueles que desonram o vermelho que eu idolatro. É alguma coisa lá de cima. É de se começår a pensar que há alguma força sobrenatural que pretende nos empurrar para baixo.

Estamos fazendo contato com a segunda divisão. Que ninguém do lado de lá nos puxe, por favor.

Um time coxo

12 de agosto de 2016 45
Não adianta procurar, Roth: não temos lateral-direito

Não adianta procurar, Roth: não temos lateral-direito

 

*por Marcelo Carôllo

Não são poucas as deficiências do nosso elenco. Mesmo assim, há uma específica que grita nestes primeiros dias de Juarez no comando: a falta de lateral-direito. William levou para a Olimpíada toda a qualidade que tínhamos para aquele lado do campo. (e olha que estamos falando do William, não do Cafu).

Roth tem aproveitado bem a semana cheia. Está estruturando um 4-1-4-1 que, pelo menos no campo das ideias, parece ser melhor do que as formações testadas por Falcão (seja lá quais fossem aquelas coisas esquisitas que entravam para jogo). A melhor notícia que vem destas atividades no Parque Gigante, entretanto, é uma ausência: Paulo Cézar Magalhães sequer é cotado para testes. Ufa.

Na quinta-feira foi a vez de Eduardo, baita guri que voltou de empréstimo junto ao Náutico, ser observado na lateral. Antes, Rak (Rak?!) e Ferrareis haviam sido testados por ali. Até agora parece que nenhum dos guris acabou convencendo. Nunca é demais dizer que esta total e completa falta de opções naturais para ocupar uma posição tão importante no campo é culpa da falta de planejamento da direção que se arrastará até dezembro.

Por enquanto, seguimos assim: meio tortos, meio mancos, completamente coxos até que William volte de sua dourada missão (o que já pode acontecer neste final de semana caso o Brasil caia diante da Colômbia no sábado).

Duas saudades dilacerantes

11 de agosto de 2016 48
Sdds, Danilo.

Sdds, Danilo.

*por Marcelo Carôllo

De todas as contratações estranhas, negociações esquisitas e planejamento absolutamente inexistente, há – pelo menos – uma coisa que pende a favor da gestão de Vitorio Piffero neste infame 2016: a contratação de Danilo Fernandes. Perdemos um goleiro de Seleção Brasileira e ganhamos um melhor: mais consistente, mais regular, mais espetacular (e, pelo menos por enquanto, menos visado por outros clubes e pela própria CBF).

A ausência de Danilo – claro que somada a diversos outros fatores e azares – puxa muito para baixo a qualidade da nossa já deficitária defesa. Com Lomba (esforçado, simpático, mas tecnicamente muito abaixo do barbudo lesionado) seguimos tomando um golzinho esquisito aqui, outro acolá. O camisa 1 do Inter é das maiores saudades que eu tenho neste momento da temporada.

A outra, esta mais óbvia, é da vitória. Dos três pontinhos anotados na conta. Da sensação gostosa de encerrar uma partida olhando para a parte de cima da tabela – não a de baix0. Saudades de ver o Inter entrar em campo e vencer. Pode ser contra qualquer um, pode ser de qualquer jeito.

Que seja na estreia de Roth, segunda-feira, contra a Chapecoense. Não aguento mais de saudade.

A perfeição de Juarez

08 de agosto de 2016 111

Roth e Carvalho abraçam a causa colorada em um momento complicado


*por Marcelo Carôllo

É dessas coisas que a gente reluta a admitir para nós mesmos. Mas, no fundo, sabemos que é verdade. Lá em 2010, na altura da pausa para a Copa do Mundo, sabíamos que as nossas chances de avançar naquela Libertadores da América poderiam ser comprometidas se Jorge Fossati seguisse no comando técnico do Inter. Ali, restando apenas as semifinais e a final do maior-torneio-de-clubes-do-universo, precisávamos de um treinador que chegasse, colocasse ordem na casa e, no tiro curto, permitisse que o Bolívar (capitão colorado à época) levantasse a mais linda das taças.

A escolha foi precisa: Celso Roth. Inter Bi-Campeão da Copa Libertadores da América.

A terra arrasada deste cambaleante Colorado de 2016 clama por um treinador que chegue e resolva. Não precisamos de planejamento, não precisamos pensar a temporada como um todo, não precisamos começar a arrumar a casa para 2017. Se nada der certo agora, sequer teremos 2017 para jogar.

Roth, amparado pela imensa volta de Fernando Carvalho à direção de futebol, é o mais correto dos nomes por ser absolutamente o único possível neste momento. Nenhum outro chegaria com este conhecimento de causa, com esta relação com o clube e com a cidade, com este entendimento do que é o Inter e de onde o Inter deveria estar na tabela.

É difícil de admitir, ninguém vai ter orgulho em dizer (nem mesmo o blogueiro de escrever), mas Celso Juarez Roth é o nome perfeito para este Inter. Temos um turno, ele é O Rei do Tiro Curto. Há de dar certo.

Três em trinta e três

07 de agosto de 2016 143
Nosso futebol: tão torto quanto a cara do Nico

Nosso futebol: tão torto quanto a cara do Nico

*por Marcelo Carôllo

Levamos onze rodadas para juntar três pontos. Três pontinhos. A pontuação de uma vitória só chegou à conta do Inter depois de onze jogos. Esta é a pior sequência da história do Colorado em Campeonatos Brasileiros (igualando 1990). Nossa última vitória (2 a 0 sobre o Galo, em casa) está para completar dois meses.

Dito isso, o jogo de hoje foi mais um deprimente retrato da nossa lamentável situação. Não se vê padrão de jogo, não se vê aproximação, jogadas, ultrapassagens, tabelas, absolutamente nada que indique que há um mínimo de ensaio durante os treinamentos da semana. O que será que se passa nos fechados treinamentos do Falcão?

Em meio a este mar de infelicidades em que estamos metidos, duas ilhas de positividade a serem destacadas:

1) A entrega do time. Que o nosso elenco é tenebroso, todos sabemos. O que não dá para negar é que TENTAR eles estão tentando. Não falta esforço dos nossos pouco talentosos jogadores. Hoje jogamos contra um time AMPLAMENTE superior e, mesmo assim, tivemos força para buscar duas vezes o empate.

2) A presença e participação da torcida. É o que nos resta, mesmo. Não há outra coisa que possamos fazer neste momento do que ir ao Gigante e, durante o jogo, apoiar com o que for possível. Hoje a torcida apareceu em grande número e deu a força que podia dar.

Faltam 23 pontos.

De Fora do Blog: "Não posso me omitir agora"

05 de agosto de 2016 42
Domingo é dia de Gigante

Domingo é dia de Gigante

* por Marcelo Kervalt (numa reaparição especial) | @marcelokervalt

Eu não tinha televisão no quarto. Coloquei um colchão na sala e fiquei assistindo ao maior número de programas esportivos que pude e por quanto tempo meus olhos permitiram. Não queria perder nada sobre a ida do Inter ao Japão. Quando o meu celular despertou, o dia recém tinha clareado. Era domingo, 17 de dezembro. A tevê, ligada desde a noite anterior, mostrava meu time, todo de branco, entrando no Internacional Stadium, de Yokohama. Ainda que em Novo Hamburgo, com as mãos suadas, eu estava com o Inter.

Tanto é verdade, que pulei junto com o Clemer umas três vezes, no mínimo. Pelo menos um daqueles chutes do Ronaldinho eu ajudei a salvar, tenho certeza. Eu gritei para o Iarley abrir a bola na direita: o Luis Adriano passava livre. Ele preferiu tocar na esquerda, para o Gabiru. Agradeço até hoje por não ter me ouvido.

Eu lembro. Estava na aula, com fones de ouvido, quando o menino de Erechim, com cara de gaúcho, pinta de gaúcho, roupa de gaúcho liquidou o São Paulo, rasgou a camisa do São Paulo e pisou em cima dela, humilhando o campeão do mundo, como bem narrou Pedro Ernesto Denardin, em pleno Morumbi. Eu precisava estudar, mas apoiava como dava naquele 9 de agosto, uma quarta-feira.

Recordo também quando um certo colombiano surpreendeu não só o marcador, mas a todos com um chapéu sobre o defensor do Nacional-URU, e com um chute perfeito, de prima, sacramentou a virada Colorada em 2006. Inesquecível.

O Giuliano eu não enxerguei direito. Mas vi a bola surgir do meio de uma fumaceira bíblica e morrer no gol de Órion, do Estudiantes, na Argentina. Assisti aquele jogo com meus amigos. Sei que vibramos a cada lance. Ficamos, sim, apreensivos. Mas não descrentes na vitória quando fomos alvejados por dois tiros certeiros, que, naquele momento, nos tiravam das semifinais da Libertadores de 2010.

Eu estava no Beira-Rio cantando quando o Inter fez aquela partida impecável contra o Atlético-MG na Libertadores de 2015. Também estava apoiando, lá no Gigante, quando viramos diante do Santa Fé no mesmo ano.

Nas vitórias, eu colhi os louros junto. Nas glórias, cantei o mais alto que pude. Se me orgulhei ao ver o mundo vermelho, não posso me omitir agora. A partir deste domingo, o Gigante tem que jogar junto, fazer a diferença. Nossa luta, sejamos realistas, é contra o rebaixamento. Vamos cantar, aplaudir, incentivar o jogo todo. Se for pra vaiar, que o façamos depois dos 90 minutos. Vamos mostrar a grandeza desse clube!