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O Inter do Argel não leva desaforo para casa

29 de maio de 2016 102

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

* Por Raquel Saliba | @raquelsaliba

Acredito que a grande maioria dos colorados tem um pé atrás com o Argel – ou os dois pés, o corpo inteiro e uma corneta na mão. Eu, particularmente, não queria ele no Inter. Não vejo consistência tática no time e acho seriamente que o comando dele é na base do “seja-o-que-deus-quiser”.

Mas. Entretanto. Porém. Todavia. Contudo. No entanto: está milagrosamente dando certo.

Depois da partida contra o Sport, no Beira-Rio, estava voltando pra casa resmungando pela vitória magra. O pai de um amigo censurou o pessoal pela corneta e disse: “Vocês lembram da última vez que o Inter perdeu?“. E eu precisei pensar um pouco para lembrar daquela derrota para o Veranópolis.

O Inter do Argel pode não ter um primor de técnica, mas não leva desaforo para casa. Mesmo quando não cria chances de gol, se defende bem. O time inteiro marca e corre até o final. De novo, a raça que falei no último post.

Eu sei que ainda falta muita coisa para que nos seja permitido sonhar. Ainda assim, por hora, me serve. Não serve para vocês?

 

Seria trágico, não fosse líder

26 de maio de 2016 91

ZZZzzzZZzzZZZZZ...

*por Marcelo Carôllo

Futebol bonito, toque de bola, jogadas de habilidade, amplo domínio sobre o adversário, jogo ofensivo… não tivemos nada disso hoje. E nada disso é necessário para que se vença uma partida de futebol. Mesmo com o burocrático e sonolento esporte de mais uma noite de chatice, o Inter venceu mais uma no Brasileirão e chegou à pontuação de líder.

O primeiro tempo foi um terror completo. O Colorado passou quarenta e cinco minutos emulando Mario Bolatti: roubava a bola e errava o passe. Argel comandou uma incansável marcação alta, complicando todas as saídas de bola do Sport e praticamente impedindo que o Danilo tivesse qualquer trabalho (à exceção de uma trapalhada com Paulão e uma boa defesa no canto). Se a marcação estava bem encaixadinha, o mesmo não se pode dizer do nosso ataque: nada criamos, pouco movimentamos, nenhum perigo levamos.

Foi esperta a mudança proposta, ainda no primeiro tempo, por Fucks. Saiu o volante Anselmo e entrou o (DIZEM) criador Gustavo Ferrareis. Apesar de eu não lembrar de sequer meia jogada do guri durante todo o jogo, é inegável que esse novo desenho de meio de campo diminuiu um pouco a tristeza que é ver o Inter jogar.

Argel tem todo o jeito de ser um IMENSO palestrante de intervalo. Estávamos concluindo a gol já nos primeiros segundos da etapa final. Foram minutos de pressão completa e irrestrita. Ataque atrás de ataque até que pintasse o nã0-menos-feio-que-o-nosso-futebol gol contra que nos valeu os três pontos.

Vitinho e Sasha ainda tiveram algumas chances claras de gol desperdiçadas. Não fizeram falta. O jogo voltou para aquele ritmo CD do Cid Moreira lendo a Bíblia até que o juiz encerrou o nosso sofrimento e as esperanças do Xpó: 1 a 0 no placar, sete pontos na competição & topo da tabela. Seria trágico, não fôssemos líderes.

P.S.: como é MARAVILHOSO ver o Inter voltar a jogar de vermelho e branco. Estava com saudades, já.

Sem corneta (por hoje)

22 de maio de 2016 119

Foto: Ricardo Duarte/Divulgação/Sport Club Internacional

* Por Raquel Saliba | @raquelsaliba

Da sonolência que foi o jogo no domingo passado, hoje eu me sacudi na cadeira boa parte dos 90 minutos. Teve expulsão, pressão e gol nos últimos minutos (a nosso favor, vejam bem). Gostei da postura do Inter e voltamos para Porto Alegre com um baita resultado.

Claro que uma coisa precisa ser dita: é a cara do Inter fazer o mais difícil, né. Empatar com a Chapecoense em casa e vencer o São Paulo no Morumbi. E mesmo que eu pudesse dissertar horas sobre isso,  hoje eu decidi deixar a corneta de lado. Porque, ainda que aos trancos e barrancos, conseguimos os três pontos.

Além do mais, o que vem me importando mais neste time comandado pelo Argel é a raça. Olhando jogador a jogador (com exceção do Alex e do Anderson. que pelo amor de Deus…), me permito perceber sangue nos olhos deles. O que, convenhamos, não se via há tempos. Não em tantos jogadores do elenco, pelo menos.

Fico faceira de ver o William correndo como um louco aos 44 do segundo tempo. Abro um sorriso ao reparar a união dos mais jovens na marcação de um gol. Foco nestes aspectos enquanto ainda precisamos claramente de reforços para sonharmos qualquer coisa.

Em tempo: Danilo Fernandes parece estar à altura para substituir Alisson. Digo PARECE porque não é assim tão fácil me conquistar. 

 

Anderson, o carrapato de estimação do Inter

17 de maio de 2016 69

 

anderson

*por Marcelo Kervalt | @marcelokervalt

Anderson está no Inter há pouco mais de um ano e tudo o que fez foi acumular péssimas atuações. As raras apresentações medianas do meia – tido como fora de série no início de carreira – foram pulverizadas pela preguiça dos jogos seguintes. Ele parece acreditar que uma partida em nível aceitável o torna apto a se arrastar em campo pelas próximas quatro ou cinco.

Com salário que gira em torno dos R$ 500 mil mensais e contrato assegurado por mais três anos, tudo o que não se viu neste jogador foi a polivalência anunciada pela direção colorada em 3 de fevereiro de 2015. Pelo contrário, ele parasita entre as duas áreas provocando sono em quem o acompanha. Eu fico com preguiça por ele.

O ex-Manchester United e Fiorentina está fora das próximas partidas do Inter no Brasileirão por conta de uma tendinite no joelho direito. O tratamento vai durar pelo menos 20 dias. É irônico, mas o dono do mais valorizado salário do atual elenco colorado não vai fazer falta. Como uma sanguessuga, um carrapato alojado na principal veia do pescoço colorado, Anderson tem roubado parte da energia financeira do Inter e ocupado a vaga de alguém que realmente se pagaria.

Nada é mais chato do que ver o Inter jogar

16 de maio de 2016 65
O inferno, se ele existir, deve ser um lugar em que Inter x Chapecoense é exibido em loop eterno

O inferno, se ele existir, deve ser um lugar em que Inter x Chapecoense é exibido em loop eterno

*por Marcelo Carôllo

Ajeitei-me na cadeira depois de uma falta de ataque do Inter. Pela sétima vez desde que o juiz apitara o início do que era para ser um jogo de futebol, bocejei. Ali, sentado, comecei a analisar o laço que apertava o cadarço do meu tênis. Foram minutos ali, olhando para baixo, pensando nas voltas, no quê-passava-por-onde para que o laço perfeito fosse criado. Passaram-se minutos assim – talvez cinco, talvez quinze -, esta completa bobagem entretendo a minha mente muito mais do que aquilo que acontecia no gramado do Beira-Rio. Quando me dei conta do que estava acontecendo, concluí o óbvio:

Não há nada mais chato do que ver o Inter jogar.

O esporte que os comandados de Fucks praticam deveria ser enlatado e vendido nas farmácias. Temos a cura da insônia ali, vestindo vermelho, espalhada entre as quatro linhas do campo de jogo. É pior do que filme do Godard, pior do que show do Los Hermanos, pior do que ouvir a Voz do Brasil, pior do que fila do banco em dia cinco, pior do que discutir política no grupo da família no Whatsapp.

No gramado, nada acontece. A morosidade é total. A bola passeia da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, volta para os volantes, volta para os zagueiros, volta para o goleiro, que joga na esquerda, daí ela vai para a direita, volta nos volantes, vai para a esquerda, outra vez no goleiro… Um vai e vem sem fim. Sem objetividade. Sem profundidade. Sem uma cretina chance verdadeira de gol. Sem um infame ataque perigoso. Sem nenhuma defesa do goleiro adversário. Sem nada que desperte qualquer emoção no torcedor que insiste em acreditar que algo de bom sairá dos pés dos jogadores do Inter.

Em momento nenhum o jogo do Colorado prende a atenção. Seguimos ali, sentados num melancólico domingo à noite, porque insistimos em acreditar no improvável. Com esse grupo, com esse treinador, nada de mais bonito do que este oxo empate com a Chapecoense ocorrerá. Não ficaremos tensos olhando para a tevê, sequer teremos vontade de ficar de pé no Gigante. O esporte que o Inter pratica é pobre, burocrático, morno. Sonolento do minuto um ao minuto noventa.

Para a nossa sorte, ainda acredito que neste Brasileirão há pelo menos uma meia-dúzia de times bastante inferiores à nossa mediocridade. E assim seguiremos, por mais trinta e sete vezes, entre bocejos e devaneios toscos. Entre a indignação de ver o Inter jogar como time pequeno e a resignação de quem sabe que, neste ano, nosso elenco nada de melhor pode oferecer.

Até dezembro eu acho que decobrirei o-que-passa-por-onde para se criar o nó perfeito de cadarço.

Assim não dá

15 de maio de 2016 108

Foto: Ricardo Duarte / Divulgação

* Por Raquel Saliba | @raquelsaliba

Cheguei do jogo agora. E eu sinceramente não sei com o que eu fico mais decepcionada. Com a postura do time, com o time em si, com a torcida ou comigo mesma por ter ido sozinha passar frio nas arquibancadas do Gigante para um 0 a 0 ridículo contra a Chapecoense. É uma profusão de porcaria que eu nem sei por onde começar.

O nosso meio de campo foi de dar agonia. O ataque falho. A defesa insegura. Um horror.

Não consigo enxergar um palmo à frente do meu nariz com este elenco. Perdi a capacidade de projetar qualquer coisa com esta direção. Não tenho esperança alguma olhando apenas doze mil pessoas em um domingo torcendo pelo nosso Inter.

Assim não dá!

Não queremos ser favoritos. Queremos ser campeões

10 de maio de 2016 74

* por Marcelo Kervalt | @marcelokervalt

Desde o pornográfico brasileirão de 2005, quando o título nos foi roubado cinicamente, o Inter começa o campeonato nacional como um dos favoritos. Poucas vezes não foi assim. Aliás, em 2007, quando o coirmão jogou a última pá de terra sobre o caixão corintiano, eu estava lá, no Olímpico, na última rodada do brasileiro destilando todo o meu ódio sobre os paulistas, nossos algozes dois anos antes. Queria que tivessem caído no Beira-Rio, para o Inter, mas foi no Olímpico. Azar. Até porque o colorado também fez a sua parte: perdeu para o Goiás no Serra DouradaPresenciar a queda corintiana amenizou a dor de não ter comemorado com Tinga, Fernandão e Sobis o título de 2005.

Mas, falando da maratona que se avizinha, o Campeonato Brasileiro de 2016 começa diferente dos anteriores. O Inter não é tratado como um dos postulantes ao título. E nem poderia. O grupo hoje é tecnicamente – eu disse tecnicamente – insuficiente e sem o número adequado de armadores, atacantes, laterais, zagueiros qualificados para formarem um plantel consistente o bastante para suportar naturalmente as 38 rodadas em alto nível. As contratações como o goleiro Danilo Fernandes, o volante Anselmo, o meia Seixas e o atacante Brenner vêm, mas, mesmo assim, poucos conseguem enxergar o Inter levantando a taça lá em dezembro. O grupo é deficitário, sabemos.

Então, que sejamos campeões assim mesmo, desacreditados. Que sejamos campeões na raça, na vontade, como foi no Mundial de 2006. Não queremos ser favoritos, queremos ser campeões. Se o time encaixar, a gente chega. O futebol tem dessas. É diferente também porque el Cabezón não está mais no elenco. E como esse cara vai fazer falta.

Bom, meu nome é Marcelo Kervalt, sou jornalista de ZH e, obviamente, colorado. A partir de hoje também passo a utilizar esse espaço para dar minhas opiniões sobre o desempenho do Inter e tudo o que estiver relacionado ao clube dono destes pampas. Podem me encontrar também no Twitter @marcelokervalt e no e-mail marcelo.kervalt@zerohora.com.br.

Foto: Arquivo Pessoal

Alisson, o insignificante

09 de maio de 2016 87
E nada disso é culpa dele. (Carlos Macedo/Agência RBS)

E nada disso é culpa dele. (Carlos Macedo/Agência RBS)

*por Marcelo Carôllo

NOTA: Este texto é uma continuação d’O Bom, o Mau e o Feio.

Alisson jamais será ídolo no Beira-Rio. Não será lembrado entre as grandes conquistas da história do Inter. Será esquecido nas listas de maiores capitães. Terá seu nome ignorado quando enumerarmos, para os nossos descendentes, as maiores defesas que já vimos os nossos arqueiros operarem.

Mesmo quando pensarmos em “grandes goleiros da história colorada”, seu nome será nota de rodapé. Será alguma lembrança distante, vaga e confusa de um jogador que tem a imagem muito mais ligada a outros uniformes do que ao nosso. O tempo vai passar e, um dia, nem vai parecer que ele jogou aqui.

Alisson tem 23 anos. Se seguir trabalhando sério e forte como fez até aqui, poderá jogar mais vinte. Se consolidará como o grande goleiro desta geração da Seleção Brasileira. Terá papel fundamental e destacado em todos os títulos verde e amarelos daqui por diante. A médio prazo, vai conquistar lugar em algum time de primeira linha de Europa e se colocar entre os maiores goleiros em atividade no planeta.

Este atleta monstruoso que em breve deixará Porto Alegre poderia ser nosso. Tinha tudo para ser nosso. Nosso capitão em títulos expressivos, nosso jogador-símbolo (e, poxa vida, que belo símbolo), nosso ídolo. As páginas da história do Inter não contarão com o nome de Alisson (não, pelo menos, com o destaque que poderia) por conta de uma palavra: incompetência.

Vitório Piffero, o mau, conseguiu desvalorizar o mais valoroso atleta que tínhamos no grupo. Consta que a oferta da direção para renovar com o goleiro era ridícula para um jogador de Seleção. Consta que a incapacidade de negociação da direção colorada acabou impedindo que uma renovação acontecesse. Consta que há, nos nossos principais gabinetes, incompetência de sobra.

O goleiro que se vai poderia ser muita coisa por aqui. Heroi. Capitão marcante. Jogador-símbolo. Alisson embarca para a Itália não sendo nada disso. Foi titular por apenas uma temporada completa. Levantou tão-somente campeonatos estaduais. O único jogo histórico que teve com o Colorado será lembrado não por ser uma grande vitória vermelha, mas um massacre tricolor.

Quando olharmos a história do Inter, um dos mais capacitados camisas 1 que já passou pelo Beira-Rio será insignificante.

HEXA!

08 de maio de 2016 52

Foto: Félix Zucco/Agência RBS

* Por Raquel Saliba | @raquelsaliba

Quarenta anos depois, conquistamos o hexacampeonato gaúcho mais uma vez. Pela terceira vez, aliás. por seis anos seguidos um capitão colorado levanta a taça de campeão do solo rio-grandense!

Nem precisava ser tanto, né. Mas foi! William voltou com confiança ao time e presenteou Sasha com um cruzamento que originou o primeiro gol e teve até valsa de 15 anos na comemoração. Não contente, no segundo tempo, William deu mais um presente de bola, dessa vez para o Paulão, que ampliou. Depois, Gustavo Ferrareis, também de cabeça, fez o terceiro e completou o placar: Inter 3 x 0 Juventude.

É, sim, um time jovem e que viveu momentos de irregularidades. Mas fizemos o que tinha que ser feito, que era conquistar o Gauchão com confiança para continuar a temporada. Como bem disse Sasha, na coletiva ontem, claro que não podemos nos iludir pois a competitividade e o nível dos campeonatos nacionais são diferentes.

Mas, fizemos o que tínhamos de fazer.

E VAMO QUE VAMO!

PS. Terça-feira estreia o nosso reforço aqui no blog. Mais um Marcelo vem aí!

 

Adeus a um ídolo

06 de maio de 2016 66

Foto: Mauro Vieira/Agência RBS

*Por Raquel Saliba | @raquelsaliba

Me lembro quando, para um trabalho de faculdade, eu e duas amigas fomos ao Beira-Rio entrevistar o Larry. Aproveitei e levei a camiseta que o Inter lançou para homenagear ele e os quatro gols que marcou na inauguração do Olímpico, no inesquecível 6 a 2.

Antes de fazer o trabalho, pedi para tirar uma foto com ele e mostrei a camiseta, pedindo para ele assinar. Ao que ele respondeu, divertido: “Achei que ninguém ia comprar isso daí”.

Larry relembra tempos de glória nos Eucaliptos

Ele estava internado desde dezembro, na Santa Casa, com pneumonia. Foi com bastante tristeza que recebi a notícia de que Larry Pinto de Faria faleceu no amanhecer desta sexta-feira. É um adeus não apenas a um cara simples e colorado, é um adeus a um ídolo.

Um ídolo que jogou no Inter de 1954 a 1961, foi campeão gaúcho em 55 e 61 e marcou 176 gol em 260 partidas. Ficou conhecido como “Cerebral”, pelo estilo refinado e inteligente de jogar. A bandeira do Gigante está a meio mastro hoje e deve haver um minuto de silêncio antes da partida contra o Juventude, no próximo domingo.

Larry: “Os gremistas achavam que seria fácil e metemos 6″

Abaixo, um programa Histórias Coloradas, produzido pela TV Inter, com a participação dele e do Caíco. Vejam e relembrem: