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O jogo da vida e uma transição bloguística

28 de outubro de 2016 0

*por Marcelo Carôllo

O que aconteceu quarta-feira de nada interessa. A Copa do Brasil, como um todo, de nada importa (à exceção da secação desenfreada que rolará a partir de agora). Para o Inter, esses jogos do meio de semana nada representam além de uma chance de treinar novos jogadores. São, no máximo, uns coletivos de luxo. Com direito a estádio lotado e transmissão televisiva.

O jogo da vida do Inter é este de sábado. No Beira-Rio, receberemos o lanterna do Campeonato Brasileiro. É aquele jogo que aparece nas projeções de todos nós como três pontos garantidos. Qualquer resultado diferente de uma vitória, a estas alturas, terá peso de catástrofe mundial.

Precisamos daquele clima de caos y loucura, daquela insanidade berrante nas arquibancadas, daquele Gigante ensandecido que temos construído nas últimas rodadas. Em campo, nada além de um triunfo poderá ser aceito. Sábado é dia de perder a voz, de empurrar os onze que lá estiverem de vermelho da maneira que for.

Sábado disputaremos, de novo, O Jogo da Vida. Nenhuma outra competição importa. Nenhum outro resultado importa.

Blog de Mudança

Meus amigos, chegou até os blogs Colorado e Gremista um movimento que, há alguns meses, vem ocorrendo nos blogs da firma. Vamos migrar, em definitivo, para o site da ZH. Com isso, esta ferramenta aqui e este endereço de blog passarão a não mais existir. Vamos, todos, lá para o domínio do ClicRBS (onde os textos daqui também eram duplicados já há algum tempo).

Espero, de verdade, poder contar com vocês na outra ferramenta também. Nestes meses em que colaboro com o blog já pude perceber o quão importante é este espaço de debate e de encontro entre grandes – grandessíssimos – colorados e coloradas. Seguiremos firmes, com atualizações mais frequentes (já que estamos nos trâmites para trazer mais um escritor para cá), falando e debatendo este maluco e coloradístico amor que nos une.

Qualquer dúvida, qualquer problema, qualquer mensagem que vocês tenham, por favor, me gritem por e-mail: marcelo.carollo@zerohora.com.br .

Nada pode ser mais estúpido do que um gremista

24 de outubro de 2016 77

 

Edílson soca Rodrigo Dourado. Futebol?

Edílson soca Rodrigo Dourado. Futebol?


*por Marcelo Carôllo

Não é sobre futebol. Nem poderia ser, já que ele parece que escolheu passar o seu domingo longe – bem longe – da Arena do Grêmio. É sobre estupidez. É sobre socar a cara de alguém.

Não deve ser fácil reunir coragem suficiente para socar a cara de alguém. Cerrar o punho e desferir golpes contra o rosto de outra criatura exige uma combinação muito específica de raiva, estresse, oportunidade e uma total e completa irracionalidade momentânea. É uma imbecilidade. Uma tosquice. Uma brutalidade descabida em praticamente qualquer contexto que se possa imaginar.

No domingo, um jogador de um time de futebol socou, repetidas vezes, a cara de um jogador de outro time de futebol. Não eram times de artes marciais. Era futebol. Não era uma briga generalizada. Era um empura-empurra pós-falta. Não rolavam, no gramado, as tais “cenas lamentáveis” que voltemeia acontecem em algum jogo mais nervoso. O jogador agredido não estava brigando com ninguém. O jogador agredido, aliás, acho que nunca brigou com ninguém nesta vida.

Mesmo assim, o jogador agressor conseguiu, sabe-se lá como, reunir em sua cabeça tudo o que é necessário para fechar a mão e socar uma, duas, três vezes a face de outra pessoa num domingo à tarde. Não se sentiu constrangido pelo estádio lotado, pelas dezenas de câmeras, pelas regras do esporte que deveria praticar. Como demônios alguém consegue achar que é normal desferir golpes contra uma pessoa que sequer brigando estava? Que sequer de frente estava! Que sequer provocando estava!

Mais inacreditável do que a expulsão do jogador agredido (que, sei lá, vai ver ficou bravo por ter sido socado e, por essa reação tão esquisita, recebeu o vermelho), é a nossa estupidez. A estupidez de quem nem tem a desculpa de “estar dentro do campo, de cabeça quente”. A estupidez de quem, agora, pós-jogo, está elogiando as agressões.

Conseguimos, inclusive, comparar os socos de hoje com o lance do William x Bolaños. Chegamos ao absurdo de comparar um lance de jogo (uma porrada, uma  falta para vermelho, mas um lance de jogo) com SOCAR A CARA de outra pessoa. Perdemos, de vez, qualquer resquício de inteligência.

Sob desculpas como “isso é futebol!”, “aqui é Gre-Nal!” e “meu time é mais legal que o teu!”, deixamos de lado a sensatez que deveria nos acompanhar sempre. Estupidez. Completa e irrestrita. Conseguimos grenalizar socos na cara. E estamos, agora, brigando entre nós por conta disso.

Mais estúpido que um gremista, só um colorado. E vice-versa.

O Gre-Nal da não queda

22 de outubro de 2016 53

*por Marcelo Carôllo

Era outubro, também. Foi o meu primeiro Gre-Nal no estádio. Era o primeiro em muito tempo em que se podia ir para o estádio com a CERTEZA da vitória. Não era uma sensação forte. Não era uma confiança exagerada. Era certeza. Venceríamos. Iríamos para o Gigante e, dele, voltaríamos vencedores. Eles seriam derrotados. Não havia outro resultado possível.

Era contra o rebaixamento, também. O Grêmio estava vivendo um ano completamente torto. Figurava entre os piores times da competição há bastante tempo e, naquela tarde de outubro, saía dos seus domínios para enfrentar o seu maior rival. Àquelas alturas, uma derrota – apesar de previsível – representaria mais um gigantesco e praticamente irreversível passo rumo à divisão que eles tão bem conhecem.

Era em um estádio abarrotado, também. Assim como a Arena receberá grande público no domingo, o Beira-Rio explodia de vermelho naquela tarde. Eram 45 mil torcedores (não sei se um dia teremos público assim no novo Gigante), sendo 38 mil nossos e 7 mil deles (também acho pouquíssimo provável que se repita algum Gre-Nal com tão expressiva torcida visitante).

12/10/2003. Grêmio praticamente rebaixado. Inter favorito. 0 a 0, metade do primeiro tempo. Passe para o Christian – o nosso, que já não era mais nosso -, pimba. Paulada no ângulo. Pobre Clemer. Pobre de mim. Primeiro Gre-Nal no estádio e um dos mais inacreditáveis reveses que eu já presenciei naquelas arquibancadas.

Gre-Nal tem dessas. Qualquer outro resultado naquela tarde teria, de fato, representado a queda gremista. Eles permaneceram na primeira divisão com um mísero ponto a mais do que o primeiro rebaixado (como sabemos, assíduos segundinos que são, acabaram conseguindo retornar para a lama no ano seguinte). Mas aquele jogo… aquele jogo mudou tudo para eles naquela temporada. Nossa vaga para a Libertadores – mais do que naquele desastre em São Caetano – foi perdida ali, também.

No domingo o cenário será bastante parecido. Outubro, um brigando contra a ponta de baixo, estádio lotado… É o jogo para exorcizar, de vez, todos os nossos fantasmas. Se nenhum resultado nos trará, ainda, a garantia matemática que precisamos, uma vitória lá, na casa deles, além da alegria por calar milhares de bocas azuis, nos devolverá a confiança e a tranquilidade para termos, enfim, um final de ano menos tenebroso do que se desenhava até pouco.

Dessa vez, por via das dúvidas e dos gelados pés, ficarei em casa. Fique tranquilo.

Imensidão colorada

19 de outubro de 2016 81
E dê-lhe Seven Nation Army!

E dê-lhe Seven Nation Army!


*por Marcelo Carôllo

A cada gol do Inter, independente do contexto, do jogo, do estádio, meu primeiro reflexo é sair gritando as mesmas frases:

“O INTER É IMENSO!”

“COMO UM CLUBE PODE SER TÃO GRANDE?!”

Até aqui, nesta temporada, estes gritos normalmente acarretavam risadas de quem acompanhava a partida ao meu lado. Afinal, é complicado ligar um adjetivo tão positivo quanto “imenso” para um time que se esperneia num lodo desgraçado na tentativa de escapar desta maldição que seria jogar uma segunda divisão.

Mas hoje, enquanto eu gritava depois do gol do Aylon, percebi que havia algo diferente. Era como se o Inter, naquele gol de um time reserva diante de um grande adversário com força máxima, estivesse relembrando para todos os não-colorados que é, de fato, imenso. Gigantesco. Como um clube pode ser tão grande?

A tarde de bom futebol, imposição tática e a primeira vitória por mais de um gol de diferença em meses foi ainda brindada pelo céu mais espetacular que eu me lembro de ter visto em Porto Alegre (pare a leitura agora e clique aqui para ver o impresisonante retrato feito pelo fotógrafo do Inter Ricardo Duarte). De repente, tudo parecia leve. Beira-Rio pulsante, Inter bem postado em campo, partida controlada pelos de vermelho, placar indicando a nossa classificação… tudo no seu devido lugar. Tudo como nos acostumamos a ver nesta década de feitos relevantes.

A quarta-feira de Copa do Brasil foi um verdadeiro oásis de positividade em meio a este interminável deserto de sofrimento que é o nosso ano de 2016. Torcida e jogadores, mais uma vez, eram uma coisa só. Isso é o Inter. E o Inter, meninas e meninos, é MUITO GRANDE.

Que venham “eles”!

Esforço mínimo na Copa

18 de outubro de 2016 68
Sasha será titular diante do Santos

Sasha será titular diante do Santos


*por Marcelo Carôllo

Na quarta-feira, se der 0 a 0 ou 83 a dois para o Santos, tanto faz. Não importa. Irrelevante será. A Copa do Brasil, a estas alturas, não representa mais nada. Nenhuma derrota para a equipe paulista, por mais elástica que seja, parecerá vexaminosa.

Nosso foco tem que ser outro e muito menos mais nobre: não é momento de pensar – num mais-do-que-improvável – Bi-Campeonato, mas sim em evitar o maior fiasco dos nossos 107 anos de história.

Então, que vá mesmo à campo o que de pior tivermos (e, pensa comigo, isso deve ser algo BEM RUIM). Que os titulares, todos, tenham descando. Até o Danilo. Que seus milagres sejam poupados para quando eles puderem fazer diferença mesmo. Vitinho, então, que nem farde. O maior esforço dele deve ser caminhar até os elevadores das áreas VIPs do Gigante para acompanhar o jogo dos camarotes. Nada além disso.

Os treinos da semana indicam que Danilo Fernandes, Ernando e Alex serão os titulares que vão à campo amanhã. Não há nenhuma necessidade disso. Não se tratam nem de jogadores inexperientes que precisem do tal “ritmo de jogo”, tampouco atuam em funções que possam representar significativa melhora no jogo Colorado. Será um desgaste desnecessário.

O jogo desta quarta era coisa para colocar o time sub-15, fazer uma promoção para sócios-torcedores jogarem representando o Inter, qualquer coisa assim. Se der 0 a 0 ou 83 a dois para o Santos, dá no mesmo. Vamos voltar a suar pelo o que interessa?

Victor Vinícius Coelho dos Santos

16 de outubro de 2016 106
Vitinho: decisivo

Vitinho: decisivo

*por Marcelo Carôllo

“Preguiçoso”, eles disseram. “Peladeiro”, eles gritaram. “Desligado”, rotularam. Nada disso. Tirem os pontos vencidos graças única e exclusivamente aos gols marcados por Vitinho nas últimas temporadas. Se achamos que estamos no caos agora, imagine se não tivéssemos o camisa 11.

Vitinho é decisivo. Na reta final da temporada, no mais complicado e tenebroso momento que vivemos nas últimas décadas, é ele quem tem chamado a responsabilidade, partido para cima da marcação, chutando de tudo que é jeito e lugar.

Mesmo na derrota contra o Botafogo, ele já havia sido o melhor vermelho em campo. Hoje, nesta insana tarde no Beira-Rio, 90% de tudo o que criamos no ataque passou pelos seus pés. Seja em investidas individuais ou carimbando as jogadas ofensivas.

Mais uma vitória por um gol de diferença. Mais uma vitória vinda de um gol de Vitinho. “Preguiçoso, peladeiro, desligado”? Decisivo. Importantíssimo. Indispensável nesta reta final de insanidade completa.

 

Chamamos empate, veio derrota

13 de outubro de 2016 126
Vitinho foi o destaque do Inter

Vitinho foi o destaque do Inter


*por Marcelo Carôllo

É uma questão de postura. Mais do que de escalação. Mais do que de qualidade técnica. Mais do que de gramado tenebroso. É postura. Hoje, independente de quais foram os escolhidos por Roth para começar o jogo, independente do estádio esquisito e do adversário bem arrumado, entramos em campo com um pensamento derrotista: “jogar para empatar”.

Chamamos empate e, quem mais poderia atender ao nosso chamado além de uma derrota?

Foi um jogo bastante ruim, como estamos nos acostumando a ver quando ligamos a TV para assistir o Inter nesta temporada. À exceção de algum chute de longe aqui e de alguma bola pererecando na área acolá, nada de interessante se sucedeu na primeira metade. No intervalo já estava claro que, mesmo sendo um confronto entre time que briga pela vaga à Libertadores com time que briga para não cair, tínhamos totais condições de vencer.

Destaque positivo para Vitinho. Como jogou, o guri. Tentou de todo jeito e maneira criar alguma coisa em um time tão desorganizado e espaçado quanto o nosso. Nossas únicas esperanças reais de comemorar gol vinham dos pés dele. Driblou, correu, desarmou, arriscou. Só faltou a bola na rede para coroar uma apresentação de alto nível.

Quando tudo se encaminhava para um insosso – porém ótimo – 0 a 0, o juiz apitou aquele pênalti. Lance discutível? Muito. Mas, de quê adianta discutir? Não “estamos sendo perseguidos” pela arbitragem. Não há “um complô contra o Inter”. A arbitragem é fraca, ponto. Vai nos ajudar num jogo e nos prejudicar n’outro, sem que isso mereça ser tópico para discussão de ninguém.

O 1 a 0 fez o Bota dormir no G6 e nos manteve na Zona Da Desgraça Infinita. Culpa nossa. Erramos de saída, de cara, na postura. Jogar para empatar é pedir para perder.

Feriado de aflição

12 de outubro de 2016 32

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*por Marcelo Carôllo

A cidade meio morta, comércio fechado, poucas pessoas nas ruas. O tempo meio parado nessa quarta-feira de feriado. Tudo colabora para que o foco – único e imenso – seja a partida de logo mais.

No Rio de Janeiro, enfrentaremos um Botafogo embalado. Tudo está do lado deles: o “estádio” novo, o retrospecto recente e até o feriado, já que mais gente deve acompanhar in loco o jogo das 22h. Espera-se, inclusive, que o recorde de público da tal Arena Botafogo seja quebrado na noite desta quarta-feira.

Para quem fica em Porto Alegre, as horas já são de aflição. O nervosismo prévio já domina. A nuvem de incertezas paira densa no ar. Vamos à campo com duas alterações importantes: Anselmo entra para reforçar a marcação à frente da zaga e Valdívia, ainda não sei ao certo o porquê, ingressa no lugar de Seijas.

Vai ser sofrido.

Já estou nervoso.

Desespero, secação e algum sofrimento

10 de outubro de 2016 78
Cruzeiro, apesar da nossa torcida contra, venceu a Ponte

Cruzeiro, apesar da nossa torcida contra, venceu a Ponte

*por Marcelo Carôllo

Tempos desesperados exigem medidas desesperadas. Se, em qualquer temporada normal, nosso único e natural alvo de secação é a turminha que veste azul, neste ano de sofrimento qualquer time que esteja na ponta de baixo da tabela passa a contar com os nossos mais sinceros e profundos pensamentos negativos. No final de semana que passou sem partida do Inter, tivemos dois jogos dos mais secáveis: Cruzeiro x Ponte Preta e Figueirense x Botafogo.

O balanço final da secação? Um meio a meio até que não-tão-tenebroso.

No Mineirão, nada de inesperado. O time da casa venceu a Ponte por 2 a 0 e, com isso, acabou recolocando o Colorado na Zona Maldita. Resultado já aguardado e que, se não nos alegra, pelo menos não nos surpreende.

Veio de Florianópolis a melhor notícia que o Inter recebeu nestes dias de folga: já nos acréscimos da segunda etapa, um abençoado gol de Bruno Silva deu a vitória aos cariocas e arrancou um sorriso dos secadores. Vale destacar que Rafael Moura, grande colorado, perdeu um gol incrível que, tivesse sido anotado, poderia complicar ainda mais a nossa vida no Brasileirão.

Ao final da rodada 29, muito ainda segue absolutamente indefinido nas profundezas da tabela de classificação. Se América-MG e Santa Cruz, a essas alturas, já podem ser considerados rebaixados, as duas últimas vagas para a segunda divisão serão disputadas até o final da competição. Estamos nessa briga com Figueirense, Cruzeiro, Sport, Vitória, Coritiba e São Paulo (só 5 pontos separam o Figueira, 18º, do Cruzeiro, 12º). Desses sete times – contando conosco -, dois cairão.

Mais nove rodadas de sofrimento pela frente. Sofrendo com o Inter em campo, sofrendo também com os adversários diretos em seus jogos paralelos. A secação, neste final de ano, não terá limites. Tempos desesperados, medidas desesperadas.

Danilo Fernandes Batista

06 de outubro de 2016 77
MAIOR SER HUMANO VIVO

MAIOR SER HUMANO VIVO


*por Marcelo Carôllo

Danilo Fernandes Batista, mais conhecido como Danilo Fernandes (Guarulhos, 3 de abril de 1984) é um futebolista brasileiro que atua naposição de goleiro e a melhor coisa que já aconteceu na história do Sport Club Internacional.

Eu não tenho mais idade para isso. Nem condições físicas, ao que parece. O coração vai levar, acredito, mais uns dois meses para se acalmar. A voz não sei se um dia voltará. Na minha cabeça vai ficar rolando esse Seven Nation Army num loop eterno por mais umas três gerações.

Que jogo absurdo. Que noite intensa.

Quando Danilo defendeu aquela cabeçada, já acionei aqui meus contatos artíticos para providenciarem uma estátua de bronze, em escala natural, do arqueiro dando aquele tapa de mão esquerda e salvando o Inter. Quando o – até ali – canalha do juiz apitou a cal contra nós, pensei: meu goleiro é maravilhoso, mas nem ele pode evitar este fiasco.

Aí ele voa para a esquerda. Aí o tempo congela. Aí o meu já baleado coração ameaça saltar do peito.

E ele defendeu.

Só de rever o lance, agora nos replays do jogo – que eu vou ficar vendo e revendo por mais uns oito dias -, já quero chorar aqui. Que insanidade completa. Que momento espetacularmente feliz no meio deste oceano de sofrimento que está sendo este ano. Danilo Fernandes sem nariz e com um braço amarrado às costas é melhor do que Alisson, Muriel, Lomba, Renan… qualquer goleiro que tenha passado pelo Inter nos últimos 263 anos.

E ainda tivemos um pênalti. E ainda temos o Vitinho. Ele, de novo. Um a zero, de novo. Pelo amor de Deus, toca logo este White Stripes, apaga essa luz. O caos e o êxtase fizeram morada neste estádio hoje.