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Um dia para pensar a educação

29 de abril de 2015 0

Luiz Carlos Amorim, Escritor, editor e revisor, fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, cadeira 19 da Academia Sul Brasileira de Letras

Com a greve dos professores acontecendo nestes últimos dias não posso deixar de registrar a passagem do Dia da Educação. Se os professores são obrigados a entrar em greve para reivindicar um pagamento decente pelo trabalho tão importante que realizam, então a educação não vai nada bem.
E não vai mesmo. A educação, não a de um outro Estado brasileiro, mas a educação brasileira, está a caminho da falência. Não se dá a devida importância e atenção à educação, ao ensino público, faz muito tempo. A educação é fator primordial na vida de todas as pessoas, para que tenham bom desempenho no mercado de trabalho e, consequentemente, uma vida digna, um futuro promissor.
O que se vê, infelizmente, é o sistema de ensino cada vez com menos conteúdo, fragilizado, com professores sendo mal pagos, com escolas caindo aos pedaços, sem equipamentos e até com falta de recursos humanos. As modificações que têm sido feitas no ensino fundamental e médio, pelo MEC, nos últimos anos, ao invés de fortalecer a educação, a tem tornado menos eficaz.
Sistemáticas de ensino que sempre funcionaram bem, como a alfabetização, foram mudadas e a nova maneira de aplicá-la atrasou o aprendizado dos pequenos, fazendo com que algumas crianças tenham mais dificuldade, levem mais tempo para aprender a ler e a escrever. Alguns alunos de terceiro, quarto anos do fundamental não sabem ler e escrever de fato.
De maneira que não há, infelizmente, o que comemorar. Precisamos de uma reforma muito séria nos ensinos fundamental e médio no Brasil para que a educação brasileira melhore um pouco e os estudantes cheguem ao vestibular aptos a enfrentarem um curso superior. E mais, que cheguem à vida adulta com um pouco mais de educação no sentido mais latente da palavra: o desenvolvimento intelectual e moral, a sensibilidade e a humanidade no trato com as pessoas ao seu redor.
É urgente que nossos governantes invistam mais na educação, ao contrário do que estão fazendo, atualmente, diminuindo os recursos que eram destinados a ela, que já eram parcos. Dinheiro para os partidos, há. Mas para a educação, não. Que país é este?

 

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