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Entre a injustiça e a incoerência

01 de fevereiro de 2016 0

Marco Tebaldi, Deputado federal

Em recente entrevista ao jornalista Claudio Loetz, do jornal A Notícia, o prefeito Udo Döhler navegou entre a injustiça e a incoerência. Primeiro porque ao afirmar que existe corrupção “de toda ordem” no serviço público, ele novamente coloca em suspeição a honestidade de mais de 13 mil servidores municipais de Joinville.

Ora, se o prefeito entende e sabe que há corrupção, por que não diz quem está envolvido? Por que não os pune? Ou a dita corrupção está nos seus apadrinhados? Nos seus cargos de confiança? Não vejo outra resposta que explique como tamanha falta de respeito pelos nossos servidores e suas famílias, possa ser tão repetida sem que algo efetivo seja feito.

É injusto transferir a outros, a responsabilidade que o prefeito assumiu, afinal, ter mãos limpas é assumir compromissos e cumpri-los. Udo se apresentou para as famílias joinvilenses como um messias que prometia resolver todos os problemas da cidade. De saúde ele entendia, pavimentaria 300 km de ruas, deixaria o Hospital São José com a eficiência do Dona Helena (dizia: “Quem acha que há diferença entre hospital público e privado não entende nada de saúde”). Agora, passados três anos da pior administração da história da cidade, quer jogar nas costas dos servidores a responsabilidade por sua incompetência como gestor público.

Outra “história” que o prefeito gosta de repetir é que colocou as contas em dia. Porém, as informações que chegam são de um grande número de fornecedores com atrasos de até sete meses.

Udo fala em clientelismo por parte de partidos políticos e é incoerente, porque precisa citar quais são estes partidos, mesmo porque quem pratica o “é dando que se recebe” é o próprio prefeito, que fica cooptando vereadores em troca de cargos, para ter base de sustentação na Câmara. Udo gosta de insinuar que o servidor público é perdulário, preguiçoso e corrupto. Fui por sete anos prefeito de Joinville e tenho muito orgulho dos nossos servidores.

Ao admitir que conhecia apenas 10% da administração pública, o prefeito Udo pode até ser acusado de estelionato eleitoral, afinal, em sua campanha pela prefeitura, ele afirmou nos programas eleitorais que entendia de gestão pública. Nas suas falas na TV e no rádio, o então candidato Udo Döhler dizia entender o funcionamento da “coisa” pública e prometeu que iria resolver os problemas da saúde, da infraestrutura, da segurança e da educação. O prefeito achou que faria tudo sozinho?

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