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Desafios econômicos para 2016

05 de fevereiro de 2016 0

Cícero Gabriel Ferreira Filho, Diretor da Ferreira Filho Associados

Ao final de um ano, temos sempre a impressão da renovação de um ciclo, de novas perspectivas e promessas. A maioria das pessoas coloca em suas mentes ou até mesmo no papel quais são suas metas para o novo ano, renovadas pelas festividades e cheias de esperança.

Então, o ano se inicia e revemos nossas promessas. Ser um filho ou um pai melhor envolve ser mais tolerante com os erros, ter mais paciência consigo e com os outros e, para garantir o faturamento extra, o crescimento da sua empresa, é preciso lidar com a política econômica, alta carga tributária e falta de perspectivas que vivemos no Brasil. Não precisa ser nenhum gênio para entender que algo não vai bem: lojas do varejo e postos de gasolina fechando, grandes empresas cortando postos de trabalho ou até mesmo fechando turnos. Essa é nossa realidade.

O Brasil nunca foi um país estável e isso não é novidade para ninguém, vide 2008. Não se passou nem uma década e cá estamos nós vivenciando outra crise. Enquanto o mundo deve beirar o crescimento econômico de 3,4%, o Brasil pode amargar uma contração de até 3,5% em 2016, isso depois de cair 3,8% em 2015, segundo o FMI. A inflação deve bater dois dígitos e o desemprego deve ficar perto disso. Para você que está desempregado, eu pergunto: já pensou em ser microempreendedor?

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou que, em 2016, a procura por micro franquias vem crescendo “além do normal”. As pessoas estão utilizando suas reservas nesse tipo de negócio, pois a taxa de mortalidade é de 3,7% no período de três anos, contra 25% ou mais das franquias maiores. O retorno? De 18 a 36 meses. Como consultor e coordenador de processos de coaching executivo, observo várias empresas e pessoas se reinventando e crescendo, aproveitando esse momento turbulento para galgarem degraus cada vez maiores de desempenho e sucesso.

Isso é ótimo, mar calmo nunca fez bom marinheiro. Nesse momento, nada mais importante do que agir com precisão cirúrgica, aproveitando os recursos escassos e as oportunidades que sempre surgem da crise. É hora de sair da zona de conforto e se fortalecer. É necessário ter discernimento, pois empresas e pessoas que dizem não ao planejamento e que focam somente nos obstáculos passarão por sérias dificuldades.

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