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24 de março de 2015 1

TL

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Comentários (1)

  • Denis Pires diz: 25 de março de 2015

    Gostaria de enviar este poema ao time line de hj. Os apresentadores comentaram sobre o dia da poesia
    Sou Denis Pires, cantor, compositor, moro na lomba do pinheiro. Tenho 2 discos na linha nativista.
    CONTEMPORÂNEO.
    Denis Pires

    Contemplo meu horizonte,
    E me perco na distancia,
    Volto ao meu tempo de infância,
    Rememorando as lembranças,
    Esse tempo de bonança,
    De amizades inocentes,
    Quando os anseios ardentes,
    Afloram nossos sentidos,
    São desejos inibidos,
    Moldando o mundo da gente.

    O destino não perdoa,
    A quem for indiferente,
    A um tempo que ficou ausente,
    Mas fiel ao seu papel,
    A infância é um favo de mel,
    Com néctar de mil sabores,
    Que desfaz os dissabores,
    Na jornada do porvir,
    Só saberá pra onde ir,
    Quem herdou esses valores.

    Não há quem seja feliz,
    Castrando a alma criança,
    O saldo de uma poupança,
    Que se gasta na jornada,
    As pedras da encruzilhada,
    Não atrapalham o caminho,
    Pra quem recebeu carinho,
    Ao dar o passo inicial,
    Saberá que afinal,
    Jamais esteve sozinho.
    Há algo que me preocupa,
    Nestes tempos atuais,
    De jovens sem ideais,
    Num caminho de inverdades,
    Muitos sem identidade,
    De caráter e vivencia,
    É um jovem sem consciência,
    Cada vez mais fugitivo,
    E os pais alheios aos motivos,
    Dessa virtual dependência.

    Há uma inversão de valores,
    Que me deixa desolado,
    Sinto-me descompassado,
    Sem armas para o embate,
    Ao ver que o sistema é um catre.
    Que aprisiona e neutraliza,
    Já não se sabe a divisa,
    Entre o real e o virtual,
    Só sei que não é normal,
    Qualquer coisa que escraviza.

    Não vejo nas circunstancias,
    O remédio pra esse mal,
    Talvez se abra um canal,
    De alguma força suprema,
    Que resolva esse dilema,
    Para as gerações futuras,
    Criando nova estrutura,
    Num mundo sentimental,
    Onde não seja banal,
    O afeto e a ternura.

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