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Gilberto Gil debate a "distribuição da riqueza digital"

28 de janeiro de 2010 1

Qual deve ser o papel do Estado e do setor privado quando se trata de expandir o alcance do acesso à internet rápida para cidades do Interior do país? A questão, radical para o debate do Plano Nacional de Banda Larga, foi tema de um encontro que contou com a presença de Gilberto Gil na tarde desta quinta-feira na Campus Party:

- A riqueza digital, como outras riquezas, tende a se acumular. O Estado tem que complementar não só o processo de materialização do acesso a esses meios, mas a questão conceitual. Como isso vai se democratizar? Como a distribuição dessa riqueza vai se dar, em um sentido ou em outro?

Franklin Coelho, professor da Universidade Federal Fluminense e líder da equipe do projeto Piraí Digital, trouxe o exemplo da cidade do interior do Rio de Janeiro que conseguiu desenvolver uma rede própria e pública de acesso à rede. A discriminação das grandes empresas em relação às pequenas cidades foi destacada pelo vice-governador do RJ,  Luiz Fernando Pezão, que também participou do debate:

- Cidades com menos de 50 mil habitantes não são atraentes para investimentos das operadoras, então elas começam a sonhar com redes próprias. Temos que olhar com carinho para elas, não adianta só ficar reclamando do inchaço das periferias das cidades grandes se não levarmos estes recursos para o Interior.

A relevância do software livre para a autonomia da sociedade, a importância das lan houses para a democratização do acesso ao mundo digital, o uso do celular ponto primário de acesso para comunidades onde não existe internet, como é o caso de algumas localidades indígenas foram alguns dos temas também explorados no debate, que teve a participação de Célio Turino (Secretário da Cidadania Cultural do Ministério da Cultura) Antônio Carlos Valente (Presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações - Telebrasil) Cláudio Prado (Laboratório Brasileiro de Cultura Digital – Casa de Cultura Digital).

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Comentários (1)

  • Eduardo diz: 2 de fevereiro de 2010

    Não acompanhei o debate, mas espero que eles saibam que a democratização vai bem além da disponibilização de banda... uma vez que se acessa a internet, é preciso saber o que fazer lá - coisa que a maioria dos usuários das lan houses de periferia ainda não aprendeu. Precisamos, urgentemente, de um \"mobral digiltal\".

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