Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "100 anos guerra do contestado"

Obra - Cidade Santa

31 de outubro de 2012 0

Rita Guérios Denardi também nos enviou sua obra em comemoração aos Cem anos da Guerra do Contestado.

Segundo Rita, a obra intitulada “Cidade Santa” retrata o Homem do Contestado, singular em sua simplicidade e primitivismo. Para ela, nenhum outro trabalho a sensibilizou tanto. “Considero o espaço de um quadro pequeno para representar o que foi o conflito: matança, desigualdades, capitalismo, coronelismo, influência americana, poder militar, ideologia nacionalista, misticismo. Verdadeira sangria de homens e mulheres.”

A pintura está exposta na Universidade do Contestado em Curitibanos.

Fraiburgo

26 de outubro de 2012 0

Fraiburgo é uma das cidades da Rota da Amizade, iniciativa bem-sucedida do Contestado por pensar o turismo regional.

Taquaruçu

26 de outubro de 2012 0

No lugar onde houve a batalha em Taquaruçu, hoje existe um lago.

Sebastiana Medeiros

26 de outubro de 2012 0

Revelar acontecimentos de seus 103 anos e dos antepassados é um dom de Sebastiana Medeiros.

A avó foi morta pelo jagunços. “Mataram ela, mataram o filho dela, uma filha e um tio dela.”

Uma tia, prestes a ganhar bebê, foi morta como um “bicho bruto”, o bebê partido e feito em prancha em uma cerca de rachão de pinheiro. Ela foi morta com tiro, “não com espada”, ressalta. “Onde atirava, ali ficava, barbaridade do céu.”

A guerra também disseminou o medo e a fome. Sebastiana conta história de pessoas que comiam carne de cachorro, passarinho, broto de taquara, assavam e comiam sem sal para sobreviver.

“Quando os mais velhos que assistiram à guerra contavam o que aconteceu pras pessoas do mundo, a gente foi guardando na memória e eu não esqueci.”

Obra - Conflitos do Contestado

23 de outubro de 2012 0

Nita Dircksen viu o primeiro caderno publicado dos Cem anos da Guerra do Contestado e escreveu para o AN para dividir sua obra, feita especialmente para as comemorações.

A artista acredita ser necessário manter viva a memória da guerra. “É importante que as pessoas possam conhecer, estudar e formar suas opiniões pessoais sobre essa guerra que continua sendo confusa até para os historiadores”.

Segundo Nita, a obra “Conflitos do Contestado” tenta demonstrar os seguintes fatos:

  • A chegada da ferrovia e a retirada das riquezas como as araucárias, juntamente com a resistência dos caboclos, foram fatos marcantes na região do contestado.
  • Em 1914, Curitibanos e aldeias da regão sofrem com incêndios e um grande número de soldados foram enviados na missão de acabar definitivamente com os conflitos.
  • Na batalha de Taquaruçu, morre Chica Pelega,mulher forte e corajosa, dava assistência aos feridos e lutava bravamente.
  • Nem crianças, velhos ou mulheres, foram poupados da grande e sangrenta “Guerra do Contestado.

4 de julho

22 de outubro de 2012 0

Comemoração do 4 de julho, independência americana, no território da Lumber.

Reprodução da foto de Claro Jansson

Anastacia Ferreira

22 de outubro de 2012 0

Anastacia Ferreira, aos 92 anos, viu o auge e também a queda da Lumber em Três Barras. 

Ela trabalhou durante 17 anos na casa de Jaime Bishop, chefe da Lumber em Três Barras. Saiu de lá para casar. 

 

A Guerra do Contestado era mais presente do que passado quando dona Anstacia Ferreirae ra uma mocinha sentada nas cadeiras de madeira do cinema Lumber. 

 

Hoje, a cidade não tem mais o cinema. Tem pouco mais de 18 mil habitantes e a madeira ainda é o principal motor econômico. 

 

Entre as lembranças de dona Anastacia, há lugar para um tempo em que a cidade movimentava-se a partir dos trilhos do trem. E lá, as pessoas desciam  só para ver uma cidade que acordava e adormecia ao som de um império de madeira. 

 

Oração - São Sebastião

21 de outubro de 2012 0

São Sebastião santo

É de Deus muito querido

Nos livrai de peste e fome

Guerra, doença e castigo

E de todos os inimigos

Meu São Sebastião santo

É de Deus muito amado

Nos livrai de peste e fome

Guerra, doença e castigo

Por ser de Deus advogado

Meu São Sebastião santo

De Deus onipotente

Nos livrai de peste e fome, guerra e doença

Por os seus inocentes

Meu São Sebastião santo

Nossa Senhora de Assunção

Nos livrai de peste e fome

Guerra, raio, corisco e trovão e de toda a escuridão

De todas as tentações, de todos os de maus olhos

De todos os invejosos

De todos os de mau coração

Me Deus, dê me a diante

Meu São Sebastião

Minha Virgem Maria

Nos guardem por todas as noites

Por todos esses dias

Como Nosso Senhor Jesus Cristo

Foi guardado no seio da nossa Santa Maria”

*Oração que dona Maria Thibes Alves, 90 anos, aprendeu com a mãe. São Sebastião era o “padroeiro” dos revoltosos.

Angelo Palhano

21 de outubro de 2012 0

Angelo Palhano descende dos primeiros moradores do local que se tornou o primeiro reduto – e o estopim de batalhas sangrentas – Taquaruçu.

Quando a “guerra dos jagunços” começou, seu Angelo Palhano, hoje com 89 anos, nem existia. O termo Guerra do Contestado é quase um desconhecido aos ouvidos de sua gente, apesar da batalha da qual familiares participaram – a primeira – ser justamente a única que tratou da questão de divisas de terra entra Paraná e Santa Catarina.

No antepassados de Angelo Palhano estão os pares de França, guarda especial que o monge José Maria criou inspirado nas histórias do rei Carlos Magno.

As terras de Irani  presenciaram o anúncio de um derramamento de sangue. Na primeira luta, sem o sol no alto do céu, ficaram para sempre Miguel e Salvador, tios de Angelo. O pai, Tomás, não se encantou, como diziam os caboclos daquele tempo. Salvou-se quase por um acaso.

Mais antigo dos Palhanos, seu Angelo é o único vivo de 12 irmãos. Há oito anos saiu das terras do Taquaruçu, mas seus descendentes ainda estão lá, perto de 40 famílias.  A mulher, Ana Maria, morreu há quatro anos. Teve nove filhos, fora os de criação. A roça é a única profissão do seu conhecimento.

Agradecimentos

21 de outubro de 2012 0

Em cada cidade em que chegamos, provamos da hospitalidade de pessoas dispostas a ajudar.  Esta publicação não seria possível sem estes guias, especialistas ou voluntários da história. Nossos agradecimentos ao historiador e jornalista Fernando Tokarski, a Juarez Odovani e Paulo Sérgio Scepaniski, funcionários da Mili S. A.; à responsável pelo museu do patrimônio histórico de Três Barras, Zenni Walter; aos oficiais do campo de instrução Marechal Hermes, em Três Barras; ao coordenador do Museu Histórico e Antropológico  do Contestado em Caçador, Júlio Corrente; ao jornalista João Batista Ferreira dos Santos, o Caboclo JB; ao comerciante José Marques, mais conhecido com Nene; a Camila Oliveira de Lima; à coordenadora do departamento de cultura de Fraiburgo, Márcia Regina Cardoso; ao diretor de cultura da Prefeitura de Irani, Flávio de Melo; ao historiador e morador de Taquaruçu, Edson de Lorenzi. Agradecimentos especiais às famílias hospitaleiras que nos ofereceram comida e às pessoas que nos prestaram informações na estrada, quando o GPS não colaborou. A equipe do jornal “A Notícia”, que nos deu todo o apoio para realizarmos esta viagem.