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Como resolver os seus problemas financeiros?

19 de novembro de 2015 0

chega de criseJuliana Gelatti [juliana.gelatti@diariosm.com.br]

A crise econômica está à nossa porta, entrando pela janela ou já sentada à mesa do jantar. Não é terrorismo, mas uma constatação: inflação alta, juros altos, desemprego… Mas, em vez de desanimar, a série de reportagens Chega de Crise visa dar uma injeção de ânimo, um impulso para mudar de atitude.

Os casos são inúmeros de pessoas que, sendo obrigadas a se mexer porque levaram um susto financeiro, saíram da crise muito melhor: com negócio promissor em funcionamento, com uma conta bancária mais recheada, com uma organização que vai evitar dívidas para sempre.

Os personagens da série Chega de Crise, nas fotos acima, mostram exatamente isso: pessoas que, passando apertos ou não, conseguiram pôr em prática ideias criativas. Por isso, faço um convite, se você ainda não teve contato com o material: acesse as reportagens e confira os recursos multimídias e as dicas que os especialistas e os “cases de sucesso” estão dando. Se quiser contribuir, o canal está sempre aberto! =)

1ª Reportagem: Você no Controle das Suas Contas

2ª Reportagem: Faça o Seu Próprio Ajuste Fiscal

3ª Reportagem: Entenda a Crise e Trabalhe Duro

4ª Reportagem: Transforme Seus Hobbies em Renda

5ª Reportagem: Entre Para o Mercado do Desapego

6ª Reportagem: Entenda os Juros e Fuja das Dívidas

7ª Reportagem: Poupe, Invista e Realize Seus Sonhos

De volta ao futuro da economia

16 de novembro de 2015 0
Fotos: Universal Pictures, reprodução

Universal Pictures, reprodução

Prof. Alexandre Reis

Recentemente o filme “De volta ao futuro” de 1985 completou 30 anos, no mês de outubro de 2015. O que mudou e o que não mudou na ótica econômica?

Recordar é viver! O ano de 1985 foi marcado por vários eventos políticos, sociais e econômicos. Período este conhecido pela “Nova República”. Irei destacar alguns, ou seja, a  inflação e o consumo. A inflação acumulada do ano de 1985 foi de 235,11%. A moeda da época era o “Cruzeiro” e o seu símbolo era “Cr$”. O seu poder de compra era bem reduzido.

O que o prêmio Nobel de Economia tem a ensinar?

Quanto ao consumo, naquela época devido à inflação alta, os consumidores faziam “mágica” para consumir os produtos e serviços. Lembro que, para alguns casos, os assalariados recebiam o seu salário no final do mês e literalmente corriam aos mercados para comprar os produtos para evitar a perda do seu poder de compra. Que sufoco! Outro detalhe, era a forma de pagamento em 1985, o principal meio de pagamento era o cheque. E mais, no sistema financeiro tinha a correção monetária que corrigia a moeda da época!

Hoje, estamos com inflação novamente, no entanto, em percentual bem diferente daquela época. Segundo as expectativas do mercado a taxa inflacionária deste ano será de 10%. Atualmente, temos como principal forma de pagamento o cartão, tanto de débito ou a operação crédito. A nossa moeda é o Real, por sinal, desde 1994. Quanta diferença? Mas, novamente estamos com o problema macroeconômico inflacionário. Quem diria?

Enfim, o consumo na atualidade é muito maior. E a forma de operacionalizar também, hoje temos a internet onde podemos comprar qualquer produto a qualquer momento. Fenômeno este explicado pelo avanço tecnológico que obtivemos ao longo destes 30 anos.

Para finalizar, poderíamos listar várias diferenças entre esses dois períodos, mas deixo para o leitor essa digressão. O exercício análogo com o filme “De volta para futuro” é uma tentativa de rever acontecimentos do passado, e se esses se repetem, e tentar fazer a previsão do futuro. Um exercício histórico- econômico muito interessante e complicado. Vale a pena pensar sobre isso!

O que o prêmio Nobel de Economia pode nos ensinar sobre finanças pessoais?

19 de outubro de 2015 0

Icone01Prof. Alexandre Reis

A cada ano é estabelecido quem é o vencedor do prêmio Nobel de Economia. E no ano de 2015 o ganhador foi Angus Deaton, professor desde 1993 da Universidade de Princeton (Nova Jersey, Estados Unidos). O Professor escreveu vários artigos, no entanto, o que valeu o prêmio foi o que apresentou uma nova forma de analisar como as pessoas se comportam perante o ato de consumir.

A grande inovação do Prof. Deaton foi analisar e discutir os elementos microeconômicos como fundamentais na decisão do consumo das pessoas.

A literatura econômica enfoca mais os elementos da macroeconomia como os influenciadores da alta ou da baixa do consumo agregado. Variáveis como inflação, renda, variação cambial, poder aquisitivo, crédito etc. são as que mais afetam o consumo e a respectiva distribuição de renda. E, portanto, as mais compreendidas pelos agentes econômicos.

Mas não só essas variáveis afetam o consumo agregado, outras variáveis também afetam e devem ser compreendidas. É o caso do comportamento do consumidor, que aliás possuiu um viés mais ligado à microeconomia.

Foto: Princeton University, Divulgação

Foto: Princeton University, Divulgação

E um destaque apontado nos trabalhos do Prof. Deaton foi que as políticas distributivas e macroeconômicas realizadas pelos governos deveriam incorporar esses elementos de análise comportamental. Nos estudos feitos por Deaton, que analisou vários países em desenvolvimento, mas principalmente, Brasil, China e Índia, foi verificado a inexistência destes elementos e as recomendações foram de incorporações dessas variáveis.

“Para elaborar políticas econômicas que promovam o bem-estar e reduzam a pobreza, devemos entender em primeiro lugar as opções individuais de consumo. Angus Deaton, mais do que ninguém, melhorou esta compreensão”, explicou a Real Academia Sueca de Ciências (2015).

Sendo assim, a interligação destes estudos com a educação financeira se verifica, pois um dos campos de estudos e de atuação de um educador financeiro é compreender o comportamento do consumidor.

Além do mais, pesquisas como esta não só produzem resultados positivos, bem como ampliam a discussão acerca do assunto. A educação financeira, as finanças pessoais e demais áreas correlatas “ganham” com esse prêmio, bem como o Prof. Deaton. Valeu Deaton!

Falta de luz e a criatividade diante da adversidade

30 de setembro de 2015 0

Icone04Proª. Fernanda Pires Jaeger e Prof. Alexandre Reis

Existem determinadas situações que fazem as pessoas refletirem sobre a forma como vivemos e nos ocupamos. A falta de luz, especialmente à noite, é um exemplo muito interessante neste sentido.

Leia todos os posts da Clínica de Finanças

O silêncio da noite, associado à falta de estímulos visuais e auditivos corriqueiros em nosso dia-a-dia através dos diferentes recursos como televisão, computadores, tablets, videogames faz com que nos coloquemos em contato com uma outra dimensão da vida.

vela Mauro Vieira

Foto: Mauro Vieira

Se por um lado, ficar sem luz representa uma limitação significativa para várias tarefas importantes para a nossa vida como tomar um banho quente, aquecer um alimento no microondas, assistir às notícias ou programas preferidos, realizar um trabalho no computador entre tantas outras atividades, por outro lado, podemos vivenciar outras experiências que podem ser expressivas no que tange às relações humanas.

Comece hoje o seu orçamento doméstico

A falta de luz nos impõe um retrocesso à sociedade em rede e toda a sua conectividade, pois nos “retira do ar”, nos impede de usarmos toda a tecnologia que temos à nossa disposição. Num primeiro momento, gera a sensação de exclusão e afastamento deste mundo globalizado além de quebrar a rotina acelerada que se tem.

Por outro lado, permite que nos aproximemos ainda mais das pessoas que estão ao nosso redor e que busquemos construir soluções conjuntas para a falta deste recurso. Fortalece o diálogo entre as pessoas, a solidariedade e a criatividade. É como se, sem a presença da tecnologia, ficássemos mais livres para inventar novas formas de ser.

Moral da história, em situações adversas, há uma tendência e estímulo a “criação” de novas possibilidades. Existindo a escassez, as pessoas buscam alternativas, tentam “driblar” a crise. Assim, nascem novas tecnologias! E ideias empreendedoras! Provavelmente foi assim que Thomas Edison criou a lâmpada!

Conheça os aplicativos de finanças pessoais testados pelo blog Contracheque

Família e trabalho: um casamento possível?

25 de setembro de 2015 0

Icone06Profª. Fernanda Pires Jaeger  e prof. Alexandre Reis

Ao abordar a relação entre família e trabalho é necessário refletir sobre alguns aspectos tais como: qual a noção de família que se tem? Qual a concepção de trabalho que temos? Qual a rede de apoio com que se pode contar?

A família vem sofrendo intensas transformações nos últimos anos quanto a sua organização e estrutura. Existem várias configurações familiares e estas apresentam fatores comuns e divergentes.

Alguns aspectos têm se apresentado como características comuns nos últimos anos como: a diminuição de número de membros, maior incidência de divórcios e (re)casamentos, a participação cada vez mais frequente de mulheres no sustento econômico da família entre outras características (WAGNER, 2011).

Ao se analisar o histórico da família conforme demonstra Áriés (1981) observa-se que ela não caminha sozinha, como uma entidade totalmente isolada às tendências e necessidades de cada tempo.

Ao invés disto, ela se organiza de maneira a assumir determinadas funções, objetivos educacionais, valores e tratando os/as filhos/as de maneira diferente de acordo com as condições sociais, econômicas, culturais e educacionais vigentes no momento histórico em que se situa.

Com o desenvolvimento da família burguesa, por exemplo, houve o fechamento da família em si mesma. Este isolamento marcou uma nítida separação entre a residência e o local de trabalho, ou seja, entre a vida privada e a vida pública.

Em termos históricos pode-se ainda destacar a influência do patriarcado para a separação clara entre as responsabilidades entre homens e mulheres quanto às atividades profissionais e domésticas. O homem passou a ser considerado o provedor da família, sendo responsável pelo sustento e o trabalho fora, e o modelo ideal de trabalhador, livre de qualquer preocupação com as atividades domésticas e vida pessoal. Por outro lado, a mulher tornou-se responsável pelo cuidado da casa e dos filhos (PERROT, 2008).

Este cenário já não representa a realidade das famílias na contemporaneidade em que homens e mulheres se encontram desenvolvendo atividades profissionais fora do ambiente doméstico. Mas como conciliar as atividades profissionais com as responsabilidades domésticas e familiares na atualidade?

Conforme a Convenção 156 de 2005 da Organização Internacional do Trabalho é postulado que os estados devem criar medidas para permitir que as pessoas que têm responsabilidades familiares possam exercer o direito de assumir um emprego sem serem discriminados e sem conflitos entre a profissão e a família. Ressalta-se ainda a necessidade de equilíbrio entre o trabalho e as responsabilidades familiares (OIT, 2015).

Reconhece-se que trabalhadores menos seguros para trabalhar e gerar renda, com mais restrições em relação a vida pessoal e familiar sentem-se mais cansados e estressados, trazendo implicações tanto para a vida pessoal quanto profissional. Como consequência para as empresas tem-se trabalhadores menos produtivos e com maior índices de absenteímos e atrasos e culminando em aumento de rotatividade (OIT, 2015).

Assim, a falta de oportunidade de conciliação entre trabalho e família restringe a inserção dos profissionais no mercado de trabalho, pois condiciona o acesso e a permanência no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo contribuem para a diminuição da fecundidade das famílias.

Neste sentido, é necessário a construção de um novo modelo que possibilite o diálogo, com medidas voltadas a compatibilizar as responsabilidades familiares com o trabalho. É necessário o reconhecimento de que este modelo ideal de trabalhador não condiz com a realidade das famílias contemporâneas, precisamos zelar e fortalecer a família e não precarizá-la. É necessário maior equilíbrio e equidade nas relações que envolvem o trabalho e a família para que este casamento seja possível.

REFERENCIAS

ARIÈS, P. História social da criança e da família. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1981.

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO – OIT. Equilíbrio entre trabalho e família. Disponível em:< : http://www.oitbrasil.org.br/content/equilibrio-entre-trabalho-e-familia> Acesso em: 21 de setembro de 2015.

PERROT, M. Minha história das mulheres. São Paulo: Contexto, 2008.

WAGNER, A. Desafios psicossociais da família contemporânea. Pesquisas e reflexões. Porto Alegre: Atmed, 2011.

Faça o seu orçamento doméstico

23 de setembro de 2015 0

Icone02O Diário de Santa Maria estreia, nesta quinta-feira, a série de reportagens Chega de Crise, feita em parceria com a Rádio Gaúcha SM e com a RBS TV Santa Maria.

Durante sete semanas, vamos propor um passo a passo para encontrar saídas para a crise econômica, que atinge praticamente todos os setores e classes sociais.

O primeiro passo é conhecer a própria situação econômica e, olhando objetivamente para as suas contas, traçar planos para o futuro: dar um fim às dívidas, comprar um carro, viajar, ter uma vida mais tranquila…

Não é fácil, mas é necessário começar de algum lugar. A nossa parte é oferecer caminhos para isso.

Neste link, você pode conhecer os aplicativos de finanças pessoais mais bem avaliados pelo Google Play que estão sendo testados pelo blog (nem sempre a minha avaliação é a mesma da loja de apps).

Mas se não quiser fazer isso pelo celular, oferecemos abaixo uma tabela que pode ser preenchida a mão ou no computador.

orçamento figura

 

Clicando aqui, você baixa uma tabela para fazer o acompanhamento pelo computador (em excel): Orçamento doméstico

Para preencher, basta juntar as notas fiscais e boletos ao longo do mês, somar e colocar o valor na coluna e linha correspondente. Uma fórmula da tabela vai fazer a soma das despesas e receitas de cada mês automaticamente, mostrando quanto resta de dinheiro.

Se preferir imprimir e preencher a mão, clique aqui e baixe o PDF pronto para impressão: Orçamento doméstico-Imprimir

Esta tabela foi feita para ser impressa e preenchida à mão. Para facilitar, anote os gastos de cada dia em um caderninho ou agenda e some tudo no fim do mês, colocando ali.

>>> Nos dois casos, você poderá visualizar e comparar diferentes meses. Com isso, é possível ver quando gastou de mais e onde pode cortar custos.

Ouça (ou leia) aqui a primeira reportagem da Rádio Gaúcha SM.

O lado engraçado da alta do dólar

22 de setembro de 2015 0

Juliana Gelatti [juliana.gelatti@diariosm.com.br]

O brasileiro é mestre em rir de si próprio e transformar a desgraça em piada. E com o dólar a R$ 4 não podia ser diferente. É claro que o câmbio
tão desvalorizado para o nosso lado não é de rir. Tem gente se beneficiando com esse câmbio, como exportadores, mas tem muito mais brasileiros perdendo, com o exemplo clássico da inflação mais alta, por conta dos importados.

Quem paga a conta dos tributos?

Para unir o útil ao agradável, vamos unir as piadas a alguns tópicos de macroeconomia:

Do Twitter

Do Twitter

Sim, o preço do dólar tem tudo a ver com política e com quem está no Planalto (ou na Casa Branca). No nosso caso, vimos o câmbio disparar desde um ano atrás (só perdemos para a Rússia, nessa desvalorização) porque o governo federal viu que precisava poupar gastos (o que, diga-se, não foi uma preocupação nos últimos 12 anos) e que talvez não estavesse compensando gastar interferindo no mercado cambial.

dolar1

É assim mesmo que funciona o mercado, principalmente o de câmbio. Quanto maior a oferta de dólar, menor o preço em reais, e vice-versa. Na situação atual, é como se o real estivesse tão barato porque ninguém quer comprar, porque não confia na moeda. Aí o preço vai baixando, baixando. Por outro lado, o dólar sobe porque, mesmo caro, segue atraindo compradores… Mas se ocorrer o que diz no tweet, e o mercado começar a rejeitar o dólar caro, ele baixa.

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Não é tão fácil assim “copiar” o dólar ou a política econômica dos Estados Unidos. Mas o consenso entre os economistas é que uma característica que todas as economias deveriam tentar imitar dos EUA é a credibilidade que a moeda deles tem.

dolar3

É, porque quando foi criado, o plano Real equiparou o real à moeda americana, era R$ 1 = US$ 1. Isso barateou tudo o que era importado (lembra do que você comprava nas lojas de R$ 1,99?), mas também prejudicou exportadores. E o plano real também tinha uma regra que era o sistema de bandas cambiais, abandonado em 1998, que segurava o câmbio em patamares mais amigáveis.

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O dólar não se machuca. Mas o especulador, sim. Quem fizer grandes negócios ou se aventurar em promessas de enriquecimento fácil com o câmbio pode levar um baita tombo, se algo lá na Grécia ou na China acontecer e o dólar cair.

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E por fim, a máxima “a economia é guiada por expectativas”. Se a moça aí e muito mais gente ficar guardando seus dólares até chegar a R$ 5, R$ 10 ou R$ 100, é capaz de ele chegar mesmo. Essas são as “profecias autorrealizáveis” da economia. Portanto, cuidado com o que você está desejando…

Veja mais alguns aqui no Buzzfeed.

E sempre é bom relembrar, que isso já aconteceu antes:dolar6O que aconteceu, em 2002 para o dólar subir desse jeito? Lula foi eleito e demorou um tempo até conquistar a confiança do mercado e dos outros países. Todos achavam que ele iria abandonar as políticas econômicas do FHC. Depois, gradativamente, foi conquistando essa confiança e implementando medidas para segurar a moeda, que Dilma continuou enquanto pôde, até terminar o caixa.

Vale a pena guardar dinheiro no cofrinho?

Mediação: uma solução para conflitos econômicos

18 de setembro de 2015 0

Icone04Prof. Alexandre Reis e Profª. Fernanda Pires Jaeger

A mediação de conflitos constitui uma forma de intervenção que tem sido vista como uma maneira alternativa ao recurso dos tribunais, que se encontram com uma sobrecarga de processos judiciais.

Com a aprovação da Lei Brasileira de Mediação – Lei nº13.140/15 há a possibilidade de se viabilizar espaços de mediação extrajudicial para a solução de conflitos de diferentes ordens, podendo este recurso amenizar tal demanda e trazer conforto para pessoas que estão enfrentando algum processo.

Mas o que caracteriza a mediação? De que maneira o mediador atua? Como a mediação pode colaborar na solução dos conflitos econômicos?

O tratamento do conflito através da mediação inclui o uso de um conjunto de técnicas diversificadas, que vão desde a negociação até a terapia, por exemplo. De acordo com Spengler (2015, p.20) é uma maneira “ecológica de resolução de conflitos sociais e jurídicos” em que se busca reconectar aquilo que se rompeu na relação, com o intuito de tratar o conflito que originou o rompimento.

Esse processo ocorre através da facilitação de um mediador, que é uma pessoa que irá favorecer a comunicação entre as partes envolvidas. Ele deve ser uma pessoa com a qual estes devem se sentir a vontade para falar abertamente sobre a problemática enfrentada.

De acordo com a Lei º13.140/15 a mediação deve ser orientada pelos seguintes princípios: imparcialidade do mediador; isonomia entre as partes; oralidade; informalidade; autonomia da vontade das partes; busca de consenso; confidencialidade e boa-fé.

É um processo através do qual se busca a solução de um conflito através de ações voltadas para a pacificação, o respeito mútuo e o desejo de ambos em participar e em buscar uma solução.

A mediação de conflitos encontra na família um campo vasto para a realização de intervenções na medida em que há a presença de um vínculo entre os seus membros. É muito comum, que os conflitos nas relações familiares envolvam questões de cunho econômico como, por exemplo, pensões alimentícias, divisão de bens em casos de divórcio, sucessão patrimonial, dificuldade relacionada a dívidas entre outras questões familiares.

Neste sentido, é um processo bastante complexo, contemplando diferentes etapas, que tem o intuito de fortalecer as relações e a família. Para tanto, é necessário a desconstrução de uma prática pautada numa perspectiva mais individualista para um trabalho que fortaleça a capacidade de se colocar no lugar do outro e de buscar o bem comum.

Assim, os conflitos econômicos que afetam a família ou que se colocam no cotidiano das mesmas por dificuldades de outra natureza são passíveis de serem solucionados.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei 13.140 de 26 de junho de 2015.

SPENGLER, F. M. Mediação de Conflitos: da teoria à prática. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2015.

DesafioApp #4: Minhas Economias

16 de setembro de 2015 0

minhas economias
Juliana Gelatti [juliana.gelatti@diariosm.com.br]

Avaliei, no último mês, o aplicativo Minhas Economias, dentro do DesafioApp, em que comparamos diferentes apps de finanças pessoais para ajudá-lo a escolher o seu. Só não vale continuar com as contas fora de controle!

O Minhas Economias é um aplicativo bem organizado, com um grau de detalhamento grande, ou seja, dá para identificar e classificar qualquer movimentação nas contas, deixando tudo em dia.

O sistema é bem parecido com o do Mobills, que foi o 3º app testado _ confira a avaliação aqui. Ou seja, a gente divide todo o dinheiro que tem em
contas
(carteira, poupança, vale alimentação…) e conforme entram as despesas e minhas economias1receitas, vamos classificando nas categorias.

A única diferença _ e o motivo de não receber a mesma nota _ é que você tem que começar a usá-lo sempre pelo computador. Ou seja, quando instala o aplicativo e cria a conta, só pode começar a usá-lo depois de uns minutos no site, em que deve criar as contas, fazer a primeira divisão do dinheiro, etc.

Aliás, faltou dizer a nota! Na minha opinião, o Minhas Economias leva um sincero 9,3! Ele é bem dinâmico, tem boa apresentação, com gráficos e esquemas coloridos que facilitam o entendimento.

O plus é a seção de notícias, tipo um blog com artigos sobre economia, empreendedorismo e assuntos relacionados que servem como uma boa injeção de ânimo para quem se desmobiliza do acompanhamento dos gastos.

Gostei bastante e recomendo! E não recebi nenhum aviso de que teria de migrar para a versão paga, etc.

Acompanhe os testes aqui.

O próximo a ser testado é o Minhas Contas (MSKapps) 

Pátria e desenvolvimento econômico

09 de setembro de 2015 0
Ronaldo Bernardi - Agência RBS

Ronaldo Bernardi – Agência RBS

Prof. Alexandre Reis

No dia 7 de setembro comemora-se a Independência do Brasil, ato que marcou a nossa formação de uma pátria com a cara dos brasileiros. Pois bem, nestes muitos anos de liberdade e civismo próprio tivemos vários episódios interessantes de várias “roupagens” sejam eles históricos, sociais, políticos, institucionais, culturais e econômicos.

Quem paga a conta dos tributos?

 

No caminho até 2015 trilhamos vários cenários, otimistas e pessimistas. E quanto ao desenvolvimento econômico, será que estamos no caminho correto? Em primeiro lugar, vejamos o que é o conceito de desenvolver um país. Conforme os melhores dicionários eletrônicos existentes tem-se:

“[...] desenvolvimento econômico é um processo pelo qual a renda nacional real de uma economia aumenta durante um longo período de tempo. A renda nacional real refere-se ao produto total de bens e serviços finais do país, expresso não em termos monetários, mas sim em termos reais: a expressão monetária da renda nacional deve ser corrigida por um índice apropriado de preço de bens e consumo e bens de capital. E, se o ritmo de desenvolvimento é superior ao da população, então a renda real per capita aumentará. O processo implica a atuação de certas forças, que operam durante um longo período de tempo e representam modificações em determinadas variáveis. Os detalhes do processo variam sob condições diversas no espaço e no tempo, mas, não obstante, há algumas características comuns básicas, e o resultado geral do processo é o crescimento do produto nacional de uma economia.” (Wipédia, 2015).

Vejamos agora o recorte teórico de um Economista (leia-se Schumpeter, 1985) que teorizou sobre isso propondo uma teoria de desenvolvimento econômico para as nações desenvolvidas. A sua proposta foi bastante discutida no século passado de como realizar com sucesso essas ideias novas acerca deste assunto.

A era da economia compartilhada

 

Em suma, o autor conceitua o desenvolvimento como: “o produtor que inicia a mudança econômica promovendo ‘novas combinações’ de meios produtivos, que vão definir uma situação ou um processo de desenvolvimento.

Elas consistem no emprego diferente dos recursos produtivos disponíveis no sistema econômico, estando vinculadas em sua realização a empresas novas, que não surgem das antigas, mas começam a produzir lado a lado e em simultâneo às mesmas.” (Schumpeter, 1985). Icone03

E assim, temos que fazer “novas combinações” para produzir mais, que em síntese, resume-se em:

$ Introdução de um novo bem, ou de uma nova qualidade de um bem

$ Introdução de um novo método de produção, ou uma nova maneira de comercializar uma mercadoria

$ Abertura de um novo mercado

$ Conquista de uma nova fonte de matérias-primas, ou de bens intermediários

$ Estabelecimento de uma nova forma de organização de qualquer indústria

Dito isso, como estamos fazendo essas “combinações” em nossa economia brasileira? Estamos aplicando essas “dicas” do nobre economista Schumpeter? Enfim, que essas 5 ações ou “novas combinações” sirvam de reflexões, críticas e que suscitem as transformações necessárias para o progresso de nosso país.

O que esperar do 2º semestre?