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Posts de novembro 2010

Os melhores da Uncut

30 de novembro de 2010 1


Outra revista inglesa, a Uncut também já soltou sua edição de janeiro, trazendo os melhores do ano. Essa aqui já tem mais a ver com o meu gosto pessoal, com várias coisas que curti realmente durante o ano – Teenage, Field Music, LCD, Vampire Weekend, Ariel Pink’s Haunted Graffiti. E a campeoníssima Joanna Newsom, tenho que admitir, é sensacional – mas, por aquelas coisas que às vezes ocorrem na relação de uma pessoa com a música, acho difícil enfrentar os CDs dela.

Esse Have One on Me é uma epopeia para enfrentar. Saiu também em vinil triplo, o que dá para dar uma ideia do desafio. Mas a Joanna sem dúvida é uma fenomenal cantora, compositora e instrumentista (toca harpa e piano). Uma Judee Sill mais pro barroco, com um toque de trilha da Disney, é como consigo explicar um pouco o seu trabalho. Assisti um show dela em julho, e foi sensacional. Som perfeito, a banda dela é cheia de gente tímida, mas que toca demais.

50 Kings of Leon – Come Around Sundown
49 Olof Arnalds – Innundir Skinni
48 Zola Jesus – Stridulum II
47 Solar Bears – She Was Colored In
46 Sleigh Bells – Treats
45 Toro Y Moi – Causers of This
44 Hot Chip – One Life Stand
43 Janelle Monae – The ArchAndroid
42 Blitzen Trapper – Destroyers of the Void
41 Steve Mason – Boys Outside
40 Trembling Bells – Abandoned Love
39 Yeasayer – Odd Blood
38 Wyatt, Atzmon, Stephen – For the Ghosts Within
37 Corinne Bailey Rae – The Sea
36 The Hold Steady – Heaven Is Whenever
35 Roky Erickson and Okkervil River – True Love Cast Out All Evil
34 Dylan LeBlanc- Pauper’s Field
33 Edywn Collins – Losing Sleep
32 The Duke & The King – Long Live The Duke & The King
31 Richard Thompson – Dream Attic
30 Flying Lotus – Cosmogramma
29 Afrocubism – Afrocubism
28 The Black Keys – The Black Keys
27 Voice of the Seven Thunders – Voice of the Seven Thunders
26 Los Lobos – Tin Can Trust
25 Gayngs – Related
24 Alasdair Roberts – Too Long in This Condition
23 Teenage Fanclub – Shadows
22 Spoon – Transference
21 Hans Chew – Tennessee and Other Stories
20 Oneohtrix Point Never – Returnal
19 Manic Street Preachers – Postcards from a Young Man
18 Gorillaz – Plastic Beach
17 The Fall – Your Future, Our Clutter
16 Gil Scott-Heron – I’m New Here
15 Field Music – Field Music (Measure)
14 The National – High Violet
13 Vampire Weekend – Contra
12 These New Puritans – Hidden
11 Drive-By Truckers – The Big To-Dp
10 Grinderman – Grinderman II
9 LCD Soundsystem – This Is Happening
8 Ali Farka Toure and Toumani Diabate – Ali and Toumani
7 John Grant – Queen of Denmark
6 Ariel Pink’s Haunted Graffiti – Before Today
5 Robert Plant – Band of Joy
4 Arcade Fire – The Suburbs
3 Paul Weller – Wake Up the Nation
2 Neil Young – Le Noise
1 Joanna Newsom – Have One on Me

Quem quer bancar?

30 de novembro de 2010 4

Vampire Weekend em janeiro, no MECA Fetival em Atlântida. Não é Planeta!

Festejada banda indie de 2010, a norte-americana Vampire Weekend desembarcará no Sul “varonil” em janeiro. Mais precisamente, no MECA Festival, em Atlântida. Mas a jogada é a dica do chapa Gabriel Rocha, de aproveitar a vinda dos “vampirinhos” à região (que capitalizou bem neste ano com o álbum Contra) e promover uma ação cooperativada para trazê-los para Florianópolis. Algo na linha do que fizeram os fãs cariocas da banda sueca Miike Snow este ano. Por que não?

Ps: E nesse pacote dá para incluir também que o LCD Soundsystem está a caminho da região também. O grupo do sabido James Murphy fará escala em Porto Alegre, no dia 20 de fevereiro, no Popload Gig 4.

James "LCD Soundsystem" Murphy estará em Fevereiro em Porto Alegre

Cancelaram o Linguarudos 2010!

30 de novembro de 2010 0

Só temos a lamentar, não é? O Linguarudos foi cancelado!!! Abaixo, segue a nota oficial emitida pela organização do festival:

Infelizmente, apesar de compromissos assumidos com a organização, os patrocinadores do evento acabaram deixando a organização a “ver navios”. Inúmeros foram os esforços da organização para tentar manter o evento e obter novas fontes de custeio. Lamentavelmente, todas em vão. Assim, poucos mais de 15 dias antes de sua realização, a falta de recursos impossibilitou a organização da 3ª edição do Festival Linguarudos. A organização pede sinceras desculpas às bandas convidadas e lamenta profundamente o ocorrido. Esperamos que em 2011 o evento seja realizado normalmente.
 O Festival Linguarudos surgiu em 2008 para dar espaço e visibilidade aos grupos de Joinville e Região. Posteriormente, a ideia era realizar intercâmbio com bandas de Santa Catarina e Brasil. A proposta foi bem aceita pelo público e, em dois anos, aproximadamente 800 pessoas assistiram os shows. O nome do evento é uma homenagem ao artista plástico joinvilense Luiz Henrique Schwanke, inspiração para os conjuntos de Joinville.

MOJO End of the Year 2010

30 de novembro de 2010 0

Começaram a aparecer as famosas listas de melhores do ano. A primeira mais significativa é a da Mojo inglesa. A revista não deu bola para o Vampire Weekend não -mas tascou em primeiro um disco desgraçado de tão bonito, o que o John Grant (ex-Czars) gravou tendo o Midlake como banda.

Diga-se de passagem, na minha humilde avaliação, claramente superior ao Courage of Others do Midlake, que a publicação colocou como o sétimo do ano. Janelle Monáe, que vem tocar com a Amy aqui em janeiro, ficou entre os melhores álbuns também e fez a música do ano segundo a Mojo, Tightrope.

Albums

50 Matthew Dear – Black City
49 Ali Farka Toure & Toumani Diabate – Ali & Toumani
48 John Legend & The Roots- Wake Up!
47 Jane Weaver & Septieme Souer – The Fallen By Watch Bird
46 Peter Gabriel – Scratch My Back
45 Roky Erickson with Okkervil River – True Love Cast Out All Evil
44 Swans – My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky
43 The Besnard Lakes – Are The Roaring Night
42 Kelley Soltz – To Dreamers
41 Tom Jones – Praise and Blame
40 Eli Paperboy Reed – Come and Get It
39 Wyatt, Atzmon, Stephens – For The Ghosts Within
38 Gonjasufi – A Sufi And A Killer
37 Teenage Fanclub – Shadows
36 LCD Soundsystem – This Is Happening
35 M.I.A. – // / Y /
34 Villagers – Becoming A Jackal
33 The Roots – How I Got Over You
32 Robert Plant – Band of Joy
31 Neil Young – Le Noise
30 Janelle Monae – The ArchAndroid
29 Gill Scott-Heron – I’m New Here
28 DangerMouse and Sparklehorse – Dark Night of The Soul
27 Field Music – Field Music (Measure)
26 Gorrilaz – Plastic Beach
25 Foals – Total Life Forever
24 The Jim Jones Revue – Burning Your House Down
23 Sharon Jones and The Dap Kings – I Learned The Hard Way
22 Sam Amidon – I See The Sign
21 Isobel Campbell & Mark Lanegan – Hawk
20 Grinderman – Grinderman 2
19 Rumer – Seasons of My Soul
18 Caribou – Swim
17 Roots Manuva meets Wrongtom – Duppy Writer
16 Aerial Pink’s Haunted Graffiti – Before Today
15 Avi Buffalo – Avi Buffalo
14 Manic Street Preachers – Postcards From A Young Man
13 Joanna Newsom – Have One On Me
12 Mavis Staples – You Are Not Alone
11 Deerhunter – Halcyon Digest
10 Doug Paisley – Constant Companion
9 The Coral – Butterfly House
8 Phosphorescent – Here’s To Taking It Easy
7 Midlake – The Courage of Others
6 Paul Weller – Wakes Up The Nation
5 The Black Keys – Brothers
4 Edwyn Collins – Losing Sleep
3 MGMT – Congratulations
2 Arcade Fire – The Suburbs
1 John Grant – Queen of Denmark

Re-issues

20 Various – Alan Lomax In Haiti
19 Lightni’g Hopkins – His Blues
18 Kenny Graham And His Satellites – Moondog Suite
17 Charanjit Singh – Ten Ragas To A Disco Beat
16 Galaxie 500 – On Fire
15 Sandsy Denny – Sandy Denny
14 Neu! – Box
13 Bob Dylan – The Mono Box
12 Kris Kristofferson – Please Don’t tell Me How the Story Ends: The Publishing Demos 1968-1972
11 David Bowie – Station To Station
10 Various – Theme Time Radio Hour Vol. 3
9 R.E.M. – Fables of The Reconstruction
8 The Teardrop Explodes – Kilimanjaro: Deluxe Edition
7 Robert Wyatt – His Greatest Misses
6 Bob Dylan – The Bootleg Series Vol. 9: The Witmark Demos
5 Miles Davis- Bitches Brew: Collector’s Edition
4 Iggy and The Stooges – Raw Power
3 Jimi Hendrix – West Coast Seattle Boy
2 The Rolling Stones – Exile on Main St: Deluxe Edition
1 Bruce Springsteen – The Promise

Track of The Year: Janelle Monae – ‘Tightrope’
Book of The Year: Rob Young – ‘Electric Eden’
DVD of The Year: White, The Edge, Page – It Might Get Loud
Return of The Year: Edwyn Collins


Uncut para ler na faixa

29 de novembro de 2010 0

Essa aí é a edição deste mês da Uncut. Tá pelando de boa, principalmente as entrevistas com o Keith Richards e Brian Eno, agora “destravecado” como diria o Xico Sá. Mas essa reportagem sobre o The Kinks _ destaque da capa _ também está bala. Se você não tem aquela boa grana para aplicar na aquisição da revista + aquele CD amigo, não se aperreie: o conteúdo também está todinho liberado para a leitura no site da revista inglesa.

Sobre o Fim do Paredão Contracapa

29 de novembro de 2010 6

O programa Paredão Contracapa despediu-se da audiência da rádio Atlântida no último sábado. Após um ano e meio de ação, a trincheira semanal dedicada à música autoral catarinense está cerrada.  Particularmente saio satisfeito e realizado com o que foi possível fazer, realizar, divulgar e promover a produção autoral catarinense em um ambiente radiofônico de cobertura estadual. E provamos que temos arsenal para tanto e quem perseverar na aposta vai ganhar em breve. Só gostaria de deixar isso claro aqui aos parceiros e leitores que sempre colaboraram comigo neste programa.

Foi um ano e meio subindo, todos os sábados, o Morro da Cruz para fazer o programa ao vivo e no amor à causa. Nunca recebi nada para isso e me privei de diversas coisas, principalmente de assistir com a devida frequência a minha família em Itajaí que passa por um momento delicado. Infelizmente, as minhas energias foram consumidas por completo, assim como as do Kleber Bola, coordenador de programação da rádio e parceiro abnegado até a última hora. Como também não ouve interesse da rádio em revitalizá-lo comercialmente, não havia por que continuarmos _ sob o risco de até nos desiludirmos com a causa. Daí que, em comum acordo, resolvemos dissolver o atual formato e pensar em novas alternativas. O projeto Paredão, da Atlântida, pode retornar em 2011, mas aí é uma outra história. Aguardem…

Segunda Sem Graça (2)

29 de novembro de 2010 1

Outra perda cinematográfica: o cineasta americano Irvin Kershner, que dirigiu O Império Contra-Ataca _ a segunda parte da Série Star Wars _ morreu aos 87 anos em Los Angeles. Além da sequência de Star Wars, Kershner também dirigiu 007 – Nunca Mais Outra Vez (1983) e Robocop 2 (1990). Disprado, O Império Contra-Ataca foi a melhor sequência de toda a saga de Star Wars.

 



Segunda sem graça!

29 de novembro de 2010 0

O comediante “sumiu”! Morreu o ator canadense Leslie Nielsen, grande “presença” nas animadas sessões da Tarde.

Uma sexta com trilha de Lynch

28 de novembro de 2010 2

Eu disse que apostaria a minha consciência no show do australiano Hugo Race, que rolou na sexta-feira no John Bull Café em Floripa. Teria levado fácil, se um compromisso lá no 1007 não tivesse me privado de assistir a performance desse músico brilhante _ acompanhado dos garbosos Marco Butcher e Mr Alabama, que foi descrita por uns como “trilha para um filme de David Lynch” e “hipinotizante” por outros. E olha que eu cheguei cedo. Às 21h estava lá, com o chapa Marco Martins, na esperança de gravar inclusive um lero com o trio…

O Asdra Martins fez um relato tocante e que, acredito, sintetiza as impressões daqueles que lá estiveram. Tomo a liberdade de publicá-lo, mas deixo aqui o caminho para o blog do nosso chapa. (PS: Aceitamos colaborações de fotos, impressões e vídeos sobre este show!)

“HUGO RACE EM FLORIPA

Hoje a tarde estava falando com um amigo e o convidei pro show de Hugo Race. Ele me perguntou o que era e eu tive que dar Nick Cave como referência, e ele disse: “Ah, o Nick Cave é o Zé Ramalho inglês, né?”, e eu disse: “É! Mas a diferença é que o Zé Ramalho acredita em E.T.’s e lobisomens e tomava chá de jurubeba e o Nick Cave toma heroína na veia e só acredita na morte! Além de ele ser australiano!” Mas ok, fui no show do Hugo Race.

Pra quem não sabe ele foi guitarrista da banda The Bad Seeds do Nick Cave. Muitas músicas compostas naquela época – do Nick Cave and the Bad Seeds , nos anos 80 – foram de coautoria dele. Aquele homem que eu conhecia de vídeos se apresentou exatamente como eu imaginava: blazer e colete sobre camisa branca, calças justas, sapatos de bico finíssimo e cabelos desgrenhados, deixando no ar seu style cool de uma lenda subpop.

Eu não esperava muito do show, mas fiquei de cara quando começou o som: a banda não era nada demais, mas sua proposta me levou a um universo estranho de guitarras dissonantes e meio que mântricas, um baixo oitentista repetitivo e uma bateria bem marcada me faziam somente pensar em como aquilo se parecia com um filme de David Lynch. Era isso! Aquele som era a trilha de um “road movie noturno” como nenhum cineasta havia jamais filmado! Com todas as cenas de perseguição e estupro necessárias.

A música era composta de forma tão simples que não se podia ter noção de começo ou de fim. Tudo nos fazia simplesmente ESTAR! Estar numa atmosfera soturna em um bar de rock que só se pode configurar se você passou pelos anos 80, e sofreu estes mesmo anos. Mas mesmo você jovem dos anos 90 iria curtir! Um pouco. Sorry!
As referências não são poucas: o próprio Nick Cave, Bauhaus, os contos de Sam Shepard, “all the road movies ever” e ainda se podia observar na noite o peso de se ter vivido os anos 80 e se ter consumido todas as drogas sintéticas e se ter vivido os tempos soturnos do rock mundial!

A atmosfera da noite se delineava pela atitude cool e misteriosa de Sir Hugo Race, sua guitarra neoblues, e sua banda, e tudo que foi deixado aqui foi um sentimento de gratidão por ele ter dividido conosco um pouco do seu universo sensualmente misterioso.

Talvez eu tenha sido meio romântico, mas não há trevas sem romantismo(vero!)! E os neovampiristas por aí deviam saber disso!

Asdra Martin.”

Rebola aí, DJ!!! Delírio Silencioso

28 de novembro de 2010 2

 


 


 

Foto Hermínio Nunes

Seria uma noite comum no já conhecido e estimado “inferninho” Boite Chik 1007: a pista abarrotada, pouca conversa, gente suada, a comoção a cada hit que jorrava das picapes. Veja, das picapes, pois seria tudo normal se não fosse a taciturnidade das caixas de som. Essa edição experimental da Shh Club Silêncio foi um dos episódios mais curiosos registrados na história da noite na Capital. O público revezou-se nos 300 fones de ouvido distribuídos na entrada, que transmitiam direto aos seus ouvidos a liturgia comandada por três canais: pop, rock e eletrônico _ especificamente o único canal servido de DJs profissionias. Era 4h e ainda havia gente disputando um esperado fone…
Nas carrapetas, uma seleção de seletores se virava (e suava!) como podia para atrair a atenção da malta delirante. No começo, a estranheza com a situação, cada um buscava um caminho isolado ou combinava de se encontrar em algum canal. Um casal se divertia lascivamente crente de que ambos estavam em sintonia na mesma faixa, até descobrirem que cada qual partiu em uma viagem distinta. Nada que impedisse a efetivação do xaveco.
Fora dos fones a situação mais curiosa ocorrida naquele sempre barulhento e vibrante ambiente: apenas o som do arrasta-pé e o coro dos refrãos puxados pela platéia, a essa altura (madrugada de sábado) mais que inflamada. Situação peculiar experimentada pelos atendentes do bar e seguranças, que por questão de ofício, não puderam compartilhar a brincadeira. Um barman comparou: “imagine tu chegar num show e os caras te darem um fone para você não ouvir nada? É como estar na festa e não poder cair no banquete. A gente fica aqui tentando advinhar o que está tocando.”
***
Um grupo de festeiros lembrou que a diversão está justamente na possibilidade de eles estarem no comando da situação, de poder escolher o que querem ouvir. Aí, meus caros, é que se seguirá o relato mais pitoresco, para não dizer desesperador. O clima inicial de cordialidade entre os “djs” não tardou a descambar para uma disputa primal, com direito a “troca de acusações” (“pô, tá apelando, hein?”, era a mais recorrente), intervenções performáticas, súplicas à plateia e uma torrente de esculachos sônicos. Você só tinha noção de que estava sendo ouvido quando o público correspondia cantando o seu hit. Via de regra “os donos da situação”, os djs acabaram comandados pela pista, quando não perdidos e um tiroteio bizarro. Me dei por feliz por ver a turba se deleitar com Mutantes, Amy Winehouse e o descarrego duplo com Lily Allen e Cee Lo Green (Fuck You de ambos!). Até que o produtor da festa e da casa, Rafa Korova, tomou o meu lugar na picape conclamou aos gritos o povo para sintonizar o canal 2 e mandou uma saraivada desavergonhada de Spice Girls, funk carioca e bondê do rolê e ladeira abaixo, enquanto o canal do rock resistia com comovente dignidade. Virou feira! Mas o delírio foi imediato.
Eu vivi essa experiência _ logo no selvagem canal pop _ e digo para vocês que espero que a Convenção de Genebra seja aplicada na próxima edição porque aquela “guerra foi suja”.






 

O "desespero" nas picapes. Foto Hermínio Nunes





"Cada um no seu canal". Foto Hermínio Nunes

Eis o vídeo desta festa insana…