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Posts de janeiro 2011

John Lydon 55 anos!

31 de janeiro de 2011 0

O Camilo Rocha lembrou que o “anticristo” John Lydon (a consciência punk inglesa) faz 55  _ bem vividos e sabotados _  anos hoje. O ex-vocalista do Sex Pistols e PIL ainda continua o mesmo figuraça e um pária incorrigível (viva!) dos tempos da explosão do punk a partir da segunda metade da década de 1970. E sobreviveu a tudo isso. Deus Salve John Lydon!!!!

Um dia sem Arcade Fire

31 de janeiro de 2011 0

Everett True é uma lenda (ele até se autointiulou assim) do jornalismo musical e da cultura pop contemporânea e eu o respeito “mucho”, mas nessa ofensiva que ele lançou contra o Arcade Fire eu tô fora. Foi o Bianchini quem avisou e obviamente que ele aderiu à campanha gaiata do jornalista britânico no Twitter, decretando esta segunda (31/01) como o No Play Arcade Fire Day. O cara esbanja debacho nas suas considerações: “Por que o fã de música atravessa a rua? Pra fugir do show do Arcade Fire!”.

Se você curtiu e estiver disposto a se engajar ainda dá tempo de retuitá-lo (@everetttrue). Aliás, uma brincadeira com alguns amigos  rendeu uma série de “candidatos” ao No Play Days: Animal Collective, Phoenix, The Drums, Beach House, Super Blood, Fleet Foxes. Falaram em Maria Gadú, mas aí é para o ano inteiro…

 



Então, quer "botar" quantos?!

31 de janeiro de 2011 1

* Repórter-fotográfico do DC Charles Guerra esteve na manhã desta segunda-feira acompanhando lá no Point do Riozinho, no Campeche, a montagem do palco e de toda a estrutura para receber o Skol Praia Music (Ben Harper, Donavon Frankenreiter e Tom Curren). Destaco aqui duas imagens, uma do palco e outra dos fundos da área reservada à plateia. Vejam que nem a housemix ainda está montada. Minha dúvida é se há espaço para receber as esperadas oito mil pessoas (já se falou em 12 mil, depois 10 mil). O número exato de ingressos disponíveis só saberemos nesta terça-feira pelo site da Skol. Sabe-se que amanhã serão divulgados os locais para retirada (cada ingresso será trocado por dois quilos de alimentos não-perecíveis). Quem esteve no local garante que não dá cinco mil almas!

 

Vista de dentro do palco para a área da plateia. Foto Charles Guerra



Vista dos fundos da área reservada à plateia. Foto Charles Guerra



* A questão agora é saber quais os próximo capítulos desta novela. Entidades e associações de moradores daquela região prometem ingressar no Ministério Público Federal para suspender o show. Hoje está programada uma reunião da organização do festival com Floram, Polícia Militar e órgãos competentes para tratar da liberação do show e esquemas para segurança, trânsito e limpeza. Tudo é possível…

* A Skol não tem um “plano B” caso se inviabilize a realização do festival no Riozinho. A melhor alternativa ainda é reunir a organização do Skol Praia Music, prefeitura, Polícia Militar e, principalmente a comunidade, para acertar os ponteiros e pactuar um termo de ajustamento de conduta sob a tutela do Ministério Público Federal. E que prevaleça o bom senso!
* Moradores do Campeche dizem que a comunidade se ressente de não ter sido consultada sobre a viabilidade ou não do Skol Praia Music e entidades alegam que promoveram sim campanhas para que o evento fosse para outras praias: como Maresias (SP) ou Búzios (RJ). Só que a força dos votos “de quem é de fora” prevaleceu. Será que os cariocas e paulistas resolveram empurrar o show para cá? Eu, hein?

Sobre vampiros vibrantes

31 de janeiro de 2011 0

Jornalista Gabriel Rocha foi a Meca. E voltou de lá em estado de graça. Esteve sábado em Atlântida (RS) para conferir a performance histórica do Vampire Weekend (que poderia ter pintado por aqui). Foram 55 minutos de pura intensidade, onde debulharam os dois discos _ principalmente o laureado Contra, do ano passado. Sintoma: tal qual ocorreu aqui em Floripa com o Summer Soul Festival (Mayer Hawthorne), o Planeta Atlântida corre o risco de tomar outra goleada “dentro de casa”!

Gabriel chegou no domingo em Floripa em tempo para conferir outro showzaço, da banda carioca Do Amor, na Célula. Lembrando que Do Amor abrirá para o show do Vampire Weekend esta semana no Rio de Janeiro _ tudo em casa. Podem anotar aí: na próxima, esses americanos não nos escaparão!

Vidas extraordinárias

31 de janeiro de 2011 0

Documentário Lixo Extraordinário, que foi indicado ao Oscar desta ano estreará, vejam só, aqui em Floripa na sexta-feira no Paradigma Cine Arte (às margens da SC-401, em Santo Antônio de Lisboa). O filme seguirá em cartaz por aqui até o dia 10 de fevereiro _ informe-se sobre programação e os horários da sessões no site ou pelos telefones (48) 9935 9741 e (48) 3239 7777. Dirigida por Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley, essa co-produção Brasil-Inglaterra revela os bastidores do redentor trabalho do artista brasileiro Vik Muniz entre um grupo de catadores do aterro sanitário Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro.
O choque entre arte e realidade social é o trunfo do trabalho, tal qual outra produção, Exit Through The Gift, do francês Thierry Guetta, que se debruça sobre o trabalho do artista urbano Bansky e a ação da street art pelo mundo. Ambos os filmes disputam o Oscar de Melhor Documentário. O Bansky que nos desculpe, mas estamos ficamos com o nosso Lixo Extraordinário
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Pense, Colombo!

31 de janeiro de 2011 4

Carta Aberta ao Governador Raimundo Colombo, por Fábio Brüggemann.

Prezado governador. Meus pontos de vista sobre políticas públicas para a área da cultura são publicamente conhecidos há bastante tempo pelos leitores e pelos colegas de ofício que me acompanham. Tanto que jornalistas, artistas, amigos e militantes da área perguntam qual nome seria o ideal para ocupar a gerência da Fundação Catarinense de Cultura. Minha resposta é a de que não importam nomes, mas sim uma política para a área. E ela só será feita se o governo e produtores culturais pensarem conjuntamente. A indústria cultural (e não cabe aqui juízo de valores sobre ela por enquanto) é hoje a terceira economia do mundo. Não é à toa que os produtores de cinema norte-americanos investem até US$ 200 milhões num único filme/produto, soma cem vezes mais do que o Estado de Santa Catarina investe por ano, através do edital da Cinemateca, para toda a classe cinematográfica.
É sabido e notório – e quem produz independentemente sabe e fala disso – o desastre que foi o seu antecessor na área da cultura, por ter juntado três pastas distintas (esporte, turismo e cultura) numa única; por ter acabado com os editais que funcionavam (ainda que modestamente), criando um apenas no último de seus oito anos de mandato; e por ter feito uma política de governo, enquanto todo o mundo sabe que o ideal é uma política de Estado. Mas para criá-la é preciso, antes de mais nada, conversar com quem produz, porque não cabe ao governo, nem ao Estado fazer cultura, mas sim à comunidade.
Essa carta é, portanto, um pedido simples, que faço não em meu nome, mas no dos produtores culturais do Estado, ou de pelo menos daqueles que há muitos anos se reúnem para debater tais questões, quais sejam: 1) criar uma secretaria de cultura; 2) rever urgentemente o Funcultural e acabar com todos os seus vícios; 3) ouvir a categoria para criar, ainda este ano, um edital democrático, claro e inteligente para a área. Estas três medidas seriam o começo do maior investimento para a cultura que um governador já teria feito em toda a história de Santa Catarina. Por que não ousar fazê-lo?

Verão Do Amor!

29 de janeiro de 2011 2

Para os bastardos míopes que insistem em mascarar a mediocridade do “mercadão” alegando que a música brasileira está assim porque não se renova, eu sugiro que ouçam a banda Do Amor. Ou melhor, que a veja, neste domingo (dia 301) na Célula. Ali estão quatro músicos da pesada e também pilares da música honesta: Marcelo e Ricardo (banda Cê, de Caetano Veloso), Gabriel Bubu (ex-Los Hermanos) e Benjão (Nina Becker, Rubinho Jacobina e Lucas Santtana). E custou para eles conseguirem emplacar uma noite por aqui. Vontade não lhes faltou e, desejo atendido, Do Amor vai desfilar sua natureza cosmopolita que vai do carimbó (Isso é Carimbó) ao dub (Brainy Dayz), tropicalismo (Pepeu Baixou em Mim), indie e britrock (Exploit) no palco da Célula, junto à nativa Dois (Floripa). E devem voltar em abril. Noite para se apaixonar e se deixar levar na malemolência dessa moçada. E quem disse que o “Verão Do Amor” ficou em 1968? É chegar lá, às 19h30min…

As melhores de Jorge que você não ouviu

28 de janeiro de 2011 0

Todo mundo já ouviu Taj Mahal, Fio Maravilha, País Tropical, Chove Chuva, etc. Mas Jorge Ben Jor tem dezenas de maravilhas espalhas pelo seus discos. Aqui tem umas que, sozinhas, já seriam suficientes para comprovar a genialidade do grande Jorge, que toca amanhã no P12, em show do projeto Floripa Tem. Algumas sugestões abaixo:

Apareceu Aparecida

Gravada com o Trio Mocotó no lendário álbum Força Bruta (1970). Moda de viola sertaneja, samba e xote! A alegria do cara que tem sua amada de volta é como que genuína : “Apareceu aparecida / Aconteceu o que eu mais queria / Aparecida apareceu / Ei, cumpade!”

Jurubeba

Discaço gravado em um delicioso tom informal, Gil e Jorge (1975) é a melhor parceira entre dois artistas solo da MPB, e dificilmente terá alguma rivalidade a enfrentar nessa condição. É meio como lisergia com violão e caldinho de feijão. O maravilhoso baião-samba- rock Jurubeba (a música é de Gil), pede para ser bebido. E quem sou eu pra recusar?

Assim Falou Santo Tomas de Aquino

É um dos momentos mais belos da fase mística de Jorge. O ensinamento do santo é embalado por um clima sereno, mais contido, com teclados etéreos num samba existencial. No final, soa como se o Joy Division resolvesse tocar samba rock em Closer.

Dorothy

Assim como a anterior, é do fantástico Solta o Pavão (1975). A letra é daquelas tipo “conversa mole de apaixonado”, nas quais Ben Jor é mestre. Mas o arranjo é de arrepiar, um samba-jazz-rock com flautas de arrepiar.

Hermes Trisgemisto Escreveu

Isso aqui é covardia, coisa que ninguém consegue e conseguirá fazer: misturar Miles Davis, James Brown e samba rock. Azar de Miles e do Brown, que não tinham Pedrinho na bateria.

Sou da Pesada

Essa é do LP mais esquecido de Ben, O Bidú – Silêncio no Brooklin, sempre lembrado como o disco “paulista” e “Jovem Guarda dele”. Ele apenas marca o ritmo com o violão e com um percussaozinha, cheio de ameaça, numa daquelas letras conversa mole: “quem falou de mim na madrugada?”

Por Causa de Você, Menina

O disco de estreia do cara, Samba Esquema Novo, é inacreditavelmente sofisticado até hoje, e foi lançado em 1963! A banda de apoio são os Copa 5 de Meirelles, por isso não dá pra estranhar a beleza desse lamento jazz-samba. Tem a famosa letra em que “Você” vira “Voxê” na voz de Jorge.

Zumbi

Mounumental, é a melhor música sobre a escravidão no Brasil. Letra traz é emocionante, e o arranjo é quase um “country rock afro”, com maravilhosas intervenções de cordas.

O Plebeu

Aqui a cuíca ronca pra valer, enquanto o mestre se diverte com guitarras funk e a letra que não passa de um lero-lero entre o plebeu e uma princesa: “o último será o primeiro, e o último sou eu”. Do álbum definitivo do samba rock, África Brasil (1976).

Domingo 23

A letra dessa é muito citada pelo próprio Jorge, mas a música em si é pouco lembrada. Tem clima de um cortejo místico, levada apenas por baixo, violão e percussão. Os versos são perfeitos: “Com sua sabedoria e coragem / Mostrou que, com uma rosa e o cantar de um passarinho / Nunca neste mundo se está sozinho”.


"Mapuche" Vida!!!!

27 de janeiro de 2011 1

O ano larga com colheita farta. Produtor, DJ, compositor e sapiência Isaac Varzim (Superpose, Cairo e um dos capos da festa Plastique!) lança suas primeiras cartadas para esse 2011 que promete. No dia 1 de fevereiro ele lança na rede o primeiro single do projeto Mapuche. Essa apresentação de credenciais virá na forma da faixa She Unsaid em quatro remixes produzidos pelos chapas Edu K, Muniques, Our Gang e Blood Shake.
Mapuche foi gravado no Gothan Studios em Floripa e mixado em Nova York. Mas enquanto isso na “Sala de Justiça” o vingador Isaac vive a expectativa do lançamento do trabalho, que sairá completinho, com as oito faixas em março. Os destinos do trabalho vinham sendo tramados há dois anos. Esse trabalho segue uma a linha contemplativa, incorporando vozes, baixos, metais, flertando de forma surpreendente até com o folk. E olha que dessa missa eu nem contei a metade! Abaixo, de aperitivo, vai o teaser!

Os melhores de 2010 - internacional

27 de janeiro de 2011 2

Essa é a tabulação das lista de melhores discos internacionais de 2010 publicada na edição de ontem do DC, em matéria que pode ser conferida aqui _ o pdf está anexado.

1°) The Suburbs – Arcade Fire


2°) Innerspeaker – Tame Impala

3°) Grinderman 2 – Grinderman

4°) Le Noise – Neil Young

5°) Brothers – The Black Keys

6°) This is Happening – LCD Soundsystem

7°) Learn & Burn – Sheepdogs

8°) Illumination – Miami Horror

9°) High Violet – The National

10°) Shadows – Teenage Fanclub

Menções honrosas: Majesty Shredding (Superchunk), Business Casual (Chromeo)