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Posts de fevereiro 2011

Atrás das trincheiras egípcias...

28 de fevereiro de 2011 0

Lord André Seben desembarcou no Egito quatro dias após a renúncia do ditador Hosni Mubarak. A experiência naquela terra quase arrasada, onde predominaram a tensão e o imprevisível, virou um relato jornalístico dos mais reveladores desta era pós-Mubarak, onde “sobram problemas mas não falta esperança”. A fina ironia é o fato de Seben, que “obrou” para o movimento dos Caras Pintadas que “ajudou” a derrubar o ex-presidente Fernando Collor, lá absorveu as cores do agora liberto Egito. O texto foi publicado no blog Malaco, que retoma às lidas com as coberturas internacionais.  Vale a pena ler sílaba por sílaba…

 

O Egito que Hosni Mubarak não viu

Eram os últimos dias da viagem. Estávamos em Istambul e embarcaríamos para o Egito em 16 de fevereiro, data da passagem comprada há quatro meses, bem antes da revolta que culminou com a queda do ditador Hosni Mubarak. A troca de e-mails com a equipe do albergue, localizado no centro do Cairo, não era nada animadora. Não estavam certos sobre segurança, se as Pirâmides e o museu estavam abertos, enfim, nas palavras de Dina, a proprietária, “não podemos prometer nada”. Para ajudar, estávamos a um dia do embarque e ainda não tínhamos certeza da confirmação do voo, quando finalmente recebemos o parecer positivo da companhia aérea. “Vamos?”, perguntei a minha esposa Ione. “Vamos!”, respondeu. Então fomos.

Chegamos à capital do Egito no início da tarde, quatro dias após a renúncia de Mubarak. O clima de euforia e otimismo era palpável, contrastando com o que a cidade nos apresentava _ infraestrutura mínima, trânsito absurdo, a polícia voltando às ruas e sem o mesmo status do Exército, que estava em lua-de-mel com a população. Enfim, o policiamento era restrito ao trânsito e à guarda de alguns bancos fechados _ o constrangimento da corporação era visível, afinal, haviam sido os principais responsáveis pelas cerca de 300 mortes dias antes.

Uma vez instalados no albergue, começamos a perceber o porquê de tanta revolta. A impressão que se tem do Cairo é de uma cidade abandonada à própria sorte, fruto de uma ditadura militar de mais de 50 anos, 30 deles sob o comando de um único presidente envolvido em casos de corrupção e dono de uma das maiores fortunas do planeta. Em conversas com os poucos locais que falam inglês _ muitos arranham apenas o suficiente pra se garantir no comércio _ chegamos à conclusão de que a revolução pede principalmente por condições de vida decentes, antes da utópica “democracia” idealizada pelos islâmicos. Muitos locais do centro do Cairo parecem um cenário de pós-guerra _ casas demolidas, sujeira e total desolação, advindos do descaso de anos, e não do caos de poucos dias de protesto.

Apesar disso nunca fomos tão bem recebidos em nenhum outro país. Ouvíamos a frase “Welcome to Egypt” dezenas de vezes a cada passeio _ boa parte de comerciantes (lógico) e a maior parte das pessoas contentes pelo simples fato de estarmos ali. Tínhamos a impressão de que nossas duas figuras ocidentais traziam a reboque a sensação de que a normalidade estava voltando ao local.

Acolhidos pela simpatia do povo e cientes de que as Pirâmides estavam abertas à visitação, ficamos tranquilos para, antes, fazer o que éramos impelidos _ chegar à Tahrir Square, centro dos protestos que marcaram o início de uma revolução sem precedentes no mundo islâmico. Entre tanques, soldados, bandeiras e protestos isolados, dezenas de pessoas estavam reunidas num memorial improvisado aos mártires do conflito. Os soldados tiravam fotos com os locais, mas nos evitavam. Não permitiam que nós, os únicos turistas presentes, fizéssemos fotos. Depois de procurar de tanque em tanque, conseguimos negociar uma foto com um simpático militar, que viria ser nosso primeiro troféu da empreitada. Já estávamos no segundo dia da viagem, quinta-feira, e os jornais divulgavam um protesto em massa para a sexta, mais como uma comemoração pelo feito do povo egípcio. Marcamos presença, de longe, sem fotos.

Após visitar as Pirâmides, o Khan El Kalili (bazar) e diversas mesquitas estávamos prontos para ir embora, já no domingo. Não sem antes dar uma olhada final na Tahrir Square, um pouco tristes por não conseguirmos conferir o Museu Egípcio, a atração mais importante ainda fechada. Tínhamos poucas horas e, enfim, nossa maior surpresa: estavam abrindo o museu naquele momento. Fomos os primeiros a comprar os tickets e a entrar. Pura sorte e um fantástico e final troféu, com um gostinho de estar participando ativamente da história do país. Fotos para a imprensa e tudo.

Mais que conhecer o país, buscávamos desmistificar _ ou confirmar _ nossos preconceitos com a cultura islâmica _ o uso do véu, sua religiosidade, seus costumes etc. Principalmente a situação das mulheres. Voltamos com dúvidas, é claro, mas cientes de que a democracia que buscam passa longe da que vivemos no mundo ocidental. As mulheres usam diversos tipos de indumentária: algumas cobrindo apenas a cabeça, com roupas comuns; outras de burca, deixando à mostra apenas os olhos e outras cobrindo tudo. Apesar do choque cultural, a impressão é de que se vestem com certo orgulho, parte de um código que dá certo ao modo deles. Véus dividem espaço com lingeries nas vitrines, prova de que embaixo daquelas burcas…

Afinal, submissão feminina seria proteger seus “dotes” de olhares após o casamento ou submeter-se à ditadura do silicone, por exemplo? A dúvida persiste, pendendo para o empate. Saímos do Egito querendo o melhor para aquele povo, desejando que alcance o que eles procuram. O que quer que seja.


Cisne Chinês

28 de fevereiro de 2011 0

Dançar com sangue “nos zóio” é fácil, Dona Natalie Portman. Quero ver é mandar esse “compasso-invertido-galináceo-alado” que essa bailarina chinesa faz nesta versão do Chinese State Circus para o Lago dos Cisnes.

And The Uóscar Goes to...

28 de fevereiro de 2011 0

 

Que tal digerir o “glamour” do cinema com doses cavalares e ácidas do humor corrosivo da diva notívaga Zuleika Zimbábue. A festeira freak resolveu ressuscitar a eleição mais imprópria e divertida da vida (anti)social da cena florianopolitana: o Troféu Uóscar 2011. Coxinhas, chegados, arregados e artistas da cidade disputam para ver que são as 10 personalidades mais célebres _ para o bem ou para o mal. Quem é a mais elegante da noite? Qual DJ bota fogo na pista?
E qual joga água fria? (disputa acirrada e sangrenta!) Quem é a mais colocada, calibrada e aditivada? Qual a Melhor Festa? Qual a Melhor Casa? Quem é a figura mais sem noção? O encrenqueiro? A votação encerra-se nesta terça, às 20h, no blog Mulher Macaca. E a “grande” cerimônia de entrega do cobiçado (ou renegado) troféu será logo em seguida, às 22h, no Blues Velvet.

FOTO CRISITANE SERPA, DIVULGAÇÃO

Pisando no Oscar...

28 de fevereiro de 2011 0

AGORA BATA OS CALCANHARES E DIGA: "NÃO HÁ LUGAR MELHOR NO MUNDO QUE O NOSSO LAR!" FOTO CARLO ALLEGRI, AP

Ok, o Oscar deste ano não apresentou nenhuma surpresa. Queres ser surpreendido? Então vá andar de trem fantasma. Mas viramos o nosso foco míope para alguns detalhes pouco usuais, mas determinantes (?). Dá um zoom nos “pisantes” da atriz teenager  Hailee Steinfeld, ela não levou o Oscar de Atriz Coadjuvante (por Bravura Indômita), mas levou o prêmio “Download Pra Vocês” por calçar um par de All Stars vermelhos para o after party da revista Vanity Fair. A presença indie suplantou a onipresença do grafiteiro Banksy, que não levou a estatueta pelo doc The Exit Through The Gift Shop mas preservou a sua “identidade”. Músico, compositor e “líder supremo” da banda norte-americana Nine Inch Nails, Trend Reznor levou um Oscar pela trilha sonora do filme A Rede. Por algo muito mais dignificante em Into The Wild (Na Natureza Selvagem), Eddie Vedder, do Pearl Jam, ficou na mão _ embora você precisa ouvir.
Mas Reznor não reinará sozinho por muito tempo. Aguardem pelo Radiohead e Bruna Surfistinha no Oscar 2011!

Documentário de Dylan puxa temporada da TV Cultura

25 de fevereiro de 2011 0

Com a exibição de Don’t Look Back, na próxima quarta-feira, dia 3, às 23h30, a TV Cultura começa a exibir um suculento acervo de documentários internacionais. Para quem não sabe, trata-se do filme sobre a turnê britânica de 1965 de Bob Dylan! 

É o documentário que estreia a temporada 2011 do Cultura Documentários. O programa é diário. O crítico e criador do É Tudo Verdade, venerável Amir Labaki, é o curador da parte internacional da mostra. 

Alguns dos filmes foram indicados ao Oscar. Outros premiados em festivais como o de Sundance. Há retratos de vida de personalidades (Clint Eastwood, o franco-atirador), histórias políticas como A Sala de Comando, curiosidades como Turistas Espaciais, e Esboços de Frank Gehry, dirigido pelo saudoso Sydney Pollack. 

O documentário sobre a turnê de Dylan já é um clássico. Dirigido pelo D.A. Pennebaker, foi lançado em 1967 e é uma espécie de molde para muitos dos documentários rock que se seguiram, com cenas clássicas como essa abaixo. Imperdível!

 

Promoção Skrotes + Motel Overdose - resultado

25 de fevereiro de 2011 0

Os participantes da promoção acertaram a parada. Tanto Os Skrotes como o Motel Overdose são trios, e contam portanto com três integrantes.

Os vencedores são

Ariel Homem

Marcelo Adelar

Domingos Longo

, que receberão as instruções por e-mail.


Koostella lança Gefangene _ Sem Saída hoje na Capital

25 de fevereiro de 2011 0

O ilustrador e quadrinista Koostella está na Capital nesta sexta-feira, às 19h, lança hoje na Olho Mágico (Trindade, Florianópolis) o livro em quadrinhos Gefangene _ Sem Saída. Trata-se de um dos melhores trabalhos de 2010.


Convida! Boss In Drama

25 de fevereiro de 2011 0

Surto elétrico neste sábado no Jivago Lounge….

Rosie and Me no Porão 1007

25 de fevereiro de 2011 1

Você já ouviu falar em Rosie and Me? Pois saiba que trata-se da nova banda brasileira predileta do hype independente. Não é indicação do Caetano Veloso, portanto, podem saborear sem desconfiança. Trio que virou quinteto, liderado pela bela voz da carismática Rosanne Machado, a banda prima pela honestidade, pela introspecção, canta as dores do cotidiano e os momentos ensolarados em letras e arranjos deliciosos. Rosie and Me toca domingo no projeto Talk Show, às 19h, no Porão 1007. E não deixe de adquirir o EP Bird and Whale. Fiquei estupefado. Fino!

Ponche Elétrico #3

24 de fevereiro de 2011 0

Salvem os pinguins! Ponche Elétrico analisa (ah tá bom!) a corrida para o Oscar!