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A "ibizificação" do pop atual

18 de abril de 2011 1

Poucos artigos me deixaram mais inquietos ultimamente do que o que o magnânimo Simon Reynolds – melhor crítico/jornalista de musica em atividade no planeta – escreveu sobre a “ibizificação” dos hits pop atuais (leia aqui, em inglês).

Realmente, a uniformização é completa. Capitaneada por DJs como David Guetta e Bob Sinclar, a dance music baleárica, uma ramificação da house music, tornou-se música pop radiofônica. À época, era um reflexo da cultura dance, com seus aditivos químicos – especialmente E – e uma estética escapista. Agora, é mercado.

Reynolds coloca Dynamite, de Taio Cruz, como ponto de partida para o reinado do “pop de esteróides” com refrões catárticos de “mãos para cima”, mas acho que Black Eyed Peas já tinha sacado isso com I Gotta Feeling há dois anos. E o Peas continua apostando na fórmula no novo disco. Sem contar uma série de outros artistas que usam a “fórmula baleárica” para gerar hits, como Flo Rida, o novo disco da Britney, Katy Perry, etc.

É um sem fim de hits capazes de colocar uma multidão em frenesi, mas que realmente contam com sutileza zero. Talvez em uns vinte anos, consigam identificar alguns clássicos aí no meio, mas por enquanto, servem mais para atordoar ouvidos e aumentar as bpms cardíacas.


Comentários (1)

  • maclane diz: 19 de abril de 2011

    Há de se escrever um artigo sobre a “indieficação”do rock.

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