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Em Marcha....

31 de maio de 2011 1

O esperto Xico Sá lembrou que a Marcha da Maconha, reprimida e empastelada pela polícia paulista, encontrou a redenção em horário nobre, no último domingo: “E não é que a Marcha da Maconha, canetada pela turma da toga preta e reprimida nas ruas pelos frios homens de cinza, foi realizada em pleno Fantástico da rede Globo?!”. Também me surpreendi com o latifúndio dedicado ao tema, tendo como mote o lançamento do documentário Quebrando o Tabu, que traz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como o narrador do filme que questiona as políticas de repressão as drogas implementadas no Ocidente. Naturalmente, remete à descriminalização de algumas drogas, como a sempre pleiteada maconha. Lembrou que “A carroça da história desembestou e avançaremos mesmo nessa questão? Veremos. Bom é que as marchas das ruas acionaram o piloto automático dos avanços.” Talvez a razão para o “surto” de empatia global com o tema esteja na produção do doc: Luciano Huck. O referido movimento traz em seu bojo os bens nascidos e assistidos, ou “uma fatia da classe média moderna acendendo uma ponta do avanço histórico em vez de tocar fogo na fogueira eterna da liga das senhoras católicas”, novamente citando Xico Sá. Ao final, o programa convidou os telespectadores a opinarem sobre o tema. Prendam a respiração (ou a fumaça! Nada menos que 57% se declararam favoráveis a descriminalização da maconha. Por aqui a Marcha transcorreu no seu rito normal. Quem compareceu ao Trapiche da Beira-Mar Norte no sábado passado não foi incomodado, mas também não incomodou. Detalhe é que um dia antes, os organizadores promoveram um seminário sobre o tema na UFSC e, dentre os debatedores, havia um delegado de polícia do Rio de Janeiro. Um avanço? É possível, mas não contem vitória ainda. O irônico é que a cidade que um dia foi conhecida por aquele folclórico delegado-pavão que vivia em tocaia na Praia da Joaquina, que colocou o Gilberto Gil na cadeia por um baseado (apenas um! Esquecido na carteira no Rio de Janeiro e só descoberto aqui) e que criou o adágio “nem todo maconheiro é surfista, mas todo surfista é maconheiro” (ele nega a autoria!) hoje pode ser o bastião desta marcha histórica. Ps: Um amigo entusiasta da “hidroponia” está preocupado com a onda liberalizante. “Quem ‘regula o barato’ é fominha, pô!”.

Comentários (1)

  • Sandro dodocov diz: 8 de junho de 2011

    Finalmente a sociedade está percebendo o erro que fez ao criminalizar a maconha, uma droga menos danosa que o álcool.

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