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Cassim & Barbária 2

05 de agosto de 2011 5

Resenha do novo álbum da Cassim & Barbária. Sairá neste sábado noVariedades, mas vocês lerão primeiro aqui!

 

No rastro da excelência

 

Enquanto se faz a audição de Cassim & Barbária 2, novo álbum da banda forjada em Florianópolis em 2007, é bem possível que ela esteja dobrando uma nova esquina, cruzando uma nova faixa, acenando com um novo conceito. Não há como se perder, é seguir o rastro do entulho deixado pelo caminho, do processo de desconstrução contínuo da música.

C&B 2, que sairá oficialmente em setembro pelo selo Abissal, com distribuição pela Monstro Records (de Goiânia), surge contaminado pelo vírus da mutação: pop e torto, demolindo os próprios conceitos para reerguer um novo valor musical. A marca da vanguarda.

A banda dá a largada hoje à noite em Balneário Camboriú à série de shows de pré-lançamento do CD. Será na festa do site Válvula, no bar Santa República, com Macaco Bong (MT) e Lenzi Brothers. Na segunda metade de setembro, embarca para Buenos Aires. Se Cassim & Barbária, o primeiro registro lançado em 2009 pelo selo Midsummer Madness, se pautava pela linearidade do rock, alicerçando-se nas composições do songwriter Cassim Fagundes (Bad Folks e Magog), o novo álbum “barbariza” na difusão das referências.

Barbária _ Eduardo Xuxu (ex-Pipodélica), Guilherme Zimmer (Os Ambervisions) e o guitarrista Gabriel Orlandi _ assume seu posto nesta nova concepção conceitual, agregando alta dose de experimentalismo. Cassim segue dando as cartas, ou melhor, o direcionamento estético. Cinco das 11 composições são suas. Decanta em uma mesma massa folk, blues, rock, pop, kraut, soul, progressivo e noise. Isso faz parte do histórico do rock. Frank Zappa fez isso. Os Legais, Malditos Ácaros e, lá atrás, os Mutantes o fizeram. A questão é que nunca as possibilidades foram tão propícias, mas raros são os casos em que se ousa. Muitos resistem por temer a reação do público. No caso dos rodados integrantes da C&B, não há mais “saco” para ser hype (sendo que nunca foram).

_ É um disco difuso. Tudo ali foi fragmentado e remontado sob forma de outras canções. Toda a obra se baseia na música que você faz. Entendemos isso como uma abstração artística _ conceitua Guilherme Zimmer.

Dissecando de forma prática, você ouve o CD e pensa que se trata de algo paradoxal, mas há um padrão. A versão original de Orchard, que abre o disco, é pulsante, alicerçada numa indelével pegada pop. A partir dali se dilui em fragmentos e vai compondo outros cenários, ora acústica, ora eletrificada e também inusitada e renovada, a exemplo da densa e psicodélica The Federation of Light. Até balada passa por esse moedor abstrato. The Last Sunny Day on Earth leva o folk ao descaminho e às distorções de Gabriel Orlandi. Esse “elemento”, figura resoluta que se esconde sob um terno tem um papel preponderante na virada de chave no conceito do grupo. Egresso do experimentalismo e da improvisação, o guitarrista é o elo que uniu a potencialidade de todos os demais integrantes, integrando suas peculiaridades e reminiscências.

_ Elementos de outros gêneros e estilos ajudam a oxigenar o trabalho. Afinal, esse sempre foi um dos caminhos do rock, que é o fundamento da banda. São expressões físicas e musicais, um conjunto de características que formam o artista _ sintetiza Gabriel, também conhecido como “O Pastor” (descubra vendo o show).

Cassim & Barbária 2

* The Orchard I

* Mein Herz, Meine Seele

* Dark Side Yoga

* The Orchard II

* Thanks Mr. Orridge

* The Last Sunny Day on Earth

* Mein Herz, Meine Seele (reprise)

* Pan

* The Federation of Light

* Junia

* The Orchard III

(“Produzido por Eduardo XuXu, dirigido por Guilherme Zimmer e conduzido por Deus”)


Comentários (5)

  • Garcez diz: 5 de agosto de 2011

    Aguardo por mais um disco do Cassim & Barbaria.
    Xuxu e & Cia, eternos proscrastinadores (salve Lee Morgan) nos fazem sofrer com a expectativa, sempre compensada, pelo resultado final que é a recompensa de poder ouvir sua música. É gratificante e, motivo de orgulho, poder conhecer de perto estas figuras: Cassiano, Zimmer, Eduardo e Gabriel que fazem música com a mesma qualidade de ídolos tão distantes.

  • Léo T. Motta diz: 8 de agosto de 2011

    Ganhei do Xuxu e já dei umas 2 ouvidas no fim de semana. FO-DA! Ainda tô na agonia de ver as versões diferentes, mas ficou bom pacas. A folkzinha tá finesse.

  • Fábio Della diz: 12 de agosto de 2011

    Excelente texto e excelente banda, sou muito fã! Sucesso sempre pra vcs amigos!

  • Zimmer! diz: 12 de agosto de 2011

    ROLA UM BOATO que a primeira tiragem se esgotou, e já chegou a segunda. ROLA UM BOATO…

  • XuXu diz: 16 de agosto de 2011

    verdade! e já chegou. obrigado rapeize!

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