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Posts de setembro 2011

O pior cego

30 de setembro de 2011 0

E o vocalista do “Jamiroquem?”, hein? Ontem, o cara atacou Stevie Wonder nos bastidores, pediu pra bater foto juntinho, babou o cara, fez subir no palco… E nem percebeu que era um sósia, convidado do jornal “O Globo”.

“Troféu Ceguinho” para ele.

Guerra das cervejas no Rock in Rio

30 de setembro de 2011 0

No Rock in Rio de sábado, eu tinha visto uma guerra de cervejas no balcão do Bob’s. Sujeito se estressou com outro e virou um copo de Heineken na cara dele. Lá do fim da fila, alguém gritou: “joga em mim, que tô morrendo de sede”.

Mas há outra guerra de cervejas acontecendo no Rock in Rio – e não é nos balcões do Bob’s, até porque o problema das filas foi resolvido com a liberação da entrada com comida.

Quem começou tudo foi o Anthony Kiedis, vocalista do Red Hot Chili Peppers. Ele subiu ao palco, no sábado, usando a camiseta oficial da turnê da banda. E, estampado, um dos patrocinadores: a Brahma.

Ontem, foi a vez de Ke$ha, que bebeu uma garrafa long neck de Skol Beats durante o show. Como ela conseguiu aquela Skol, se só vendia Heineken?

As duas situações botaram água no chope da Heineken, um dos patrocinadores do evento.

Já na Ambev, que possui as marcas Brahma e Skol, está rindo à toa. Uma amiga que trabalha lá me garante que nada foi proposital. Sei…

DIÁLOGO QUE OUVI NA MULTIDÃO
Em meio ao show do Jamiroquai, dois caras conversam:
– Odeio essa banda.
– Eu também. Em compensação, tem uma mulherada…
E era verdade. Entre a multidão, foi o show que mais reuniu mulheres de 25 a 35 anos.

Stevie Wonder é o cara

30 de setembro de 2011 0

Não, não vou falar do show de Steveland Morris, ontem, no Rock In Rio.

Me desculpem os moços e moças que descobriram, na última noite, que Stevie Wonder é um dos maiores que já pisaram na terra e ganharam a vida fazendo essa coisa estranha e sedutora chamada música.

Aqui no núcleo gestor do ContraVersão, não é de hoje que se pensa dessa forma. Sem dúvida, os grandes anos de Stevie já estão longe. Mesmo em tempos de entressafra, ele nunca deixou de ser um artista gracioso, craque em arranjos e em tratar sua audiência como deve ser tratada (acreditem, nem todos os medalhões são capazes de fazer isso).

Abaixo, um textinho que escrevi e foi publicado como Obra-Prima no Variedades do Diário Catarinense, em 28 de novembro de 2007:


“Dar espaço a um dos trabalhos de Stevie Wonder aqui na Obra-Prima somente quatro anos e meio depois de iniciada a seção _ e olha que ela é semanal _ é crime inafiançável. Enquanto corremos atrás de bons advogados para buscar a absolvição improvável, é possível recuperar algum tempo perdido com Innervisions.
Stevie Wonder é um dos cinco maiores gênios da música pop do século passado. O fato de ter lançado embaraçosos abacaxis após Hotter than July (1980), seu último grande disco, não ameaça seu status. Afinal, a seqüência de quatro obras-primas inquestionáveis que lançou entre 1972 e 1976 (Talking Book, Innervisions, Fullfillingness’ First Finale e Songs in the Key of Life) lhe dá crédito de sobra.
Nenhum artista conseguiu aliar o sincretismo, a inventividade instrumental e um seqüência fantástica de composições num intervalo semelhante. Nem mesmo Dylan, Bowie e os Beatles. Detalhe: ainda existem os predecessores Where I’m Coming From e Music of My Mind, os primeiros que realizou com total liberdade artística. Mesmo um pouco irregulares, valem cada centavo.
Innervisions, de 1973, é a cristalização da fase autoral de Stevie. A sofisticação de sua música já havia atingido o primeiro pico em Talking Book, com clássicos como Superstition e You Are the Sunshine of My Life. No entanto, os temas amorosos abrem maior espaço à crítica social em seu sucessor. O que manteve Innervisions atual foi o amplo poderio sonoro de Stevie. É funk e soul music soberba, inovadora, que usa sintetizadores Moog e Arp de modo que até hoje emulado pelas bandas de black music.
Um década antes da cristalização do rap, ele investia em narrativas sofisticadas, abordando a pobreza, o tráfico e falta de perspectivas dos guetos negros americanos (Living for the City). Mas também há o flerte com a espiritualidade oriental, destacado em Jesus Children of America e Higher Ground ( um dos grande momentos da história do funk), e momentos de pura alegria ( Don’t You Worry ‘Bout a Thing).
Wonder foi talvez o mais brilhante em um tempo de gigantes do soul e funk ( Marvin Gaye, Curtis Mayfield, Sly Stone, Isaac Hayes e George Clinton). Ilustrá-lo na capa de Innervisions como um ” cego visionário” _ aquele que tudo vê, num plano muito além do visual _ nunca deixou de ser exato, e justo. Poucos dias após o lançamento do álbum, Stevie sofreu um acidente automobilístico que quase lhe tirou a vida. Mas essa é uma outra história.

Innervisions, Stevie Wonder. 9 faixas, 1973.


Ops, foi engano!

29 de setembro de 2011 1

Vi o grupo abaixo e me aproximei, pensando que a banda Slipknot tivesse voltado. Mas não, era só um grupo de garis!

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Parquinho in Rio

29 de setembro de 2011 0

É roda gigante, é montanha russa… Não entendo essa gente que vem pro Rock in Ro e fica brincando de parquinho.

A pior pra mim é a tirolesa. Estenderam um cabo de aço sobre o público, na frente do palco, e o povo faz filas enormes para se pendurar ali. Funciona até o fim do último show.

Sempre que passa alguém na tirolesa, fico imaginando: “já pensou se ele vomita no pessoal lá embaixo?”.

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E vamos pro segundo round

29 de setembro de 2011 0

Já estou aqui no Rock in Rio. As ruas de acesso e o interior da Cidade do Rock estão muito mais policiadas do que no primeiro fim de semana, a fim de impedir os assaltos (que atingiram até a sala de imprensa, onde uma máquina fotográfica de R$ 12 mil foi roubada). É como eu sempre digo: sabe qual o lugar mais seguro do Rio de Janeiro? É aquele onde aconteceu um assalto na véspera.

Na entrada, puxei papo com um PM: “e aí, os metaleiros deram muito trabalho no domingo?” A resposta dele: “que nada, foi o dia mais tranquilo”. Sempre achei esses caras inofensivos, mesmo. E parecem ter ficado ainda mais, nessa edição: em 1985, os caras do metal vaiaram Baby Consuelo; em 1991, botaram Lobão para correr. Carlinhos Brown também sentia a fúria deles. Mas, dessa vez, o lema “Seek and Destroy” se resumiu a um refrão do Metallica – o que não foi pouca coisa, vocês viram.

Vai uma fotinho ao vivo para colorir a tela de vocês.

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Maratona Cultural em Floripa: Que venha novembro!

29 de setembro de 2011 1


Haja fôlego para aguentar tamanha maratona. Haja tempo para consumir tanta cultura. Felizes de nós! A 1ª Maratona Cultural vai ocupar a capital catarinense em novembro com a maior programação de atrações já vista nesta cidade. Nos dias 25, 26 e 27 de novembro, 23 pontos da Ilha serão tomados por atrações locais e nacionais, todas gratuitas, da música, ao teatro, circo, artes plásticas, intervenções urbanas, filmes, dança e grafite. O detalhe é que mais de 90% da programação será composta por artistas do nosso celeiro. No campo sonoro, estão confirmadas as bandas Brasil Papaya, Tijuquera (que volta da aposentadoria), Marelua, Samba Aí, Renata Swoboda, Dazaranha, Cassim & Barbária, Califaliza, Teco Padaratz, Sociedade Soul e muito mais. Méritos para a abnegada patota da produtora Harmônica, que há pelo menos três anos tenta viabilizar este projeto, que finalmente saiu do papel com o suporte do Funcultural, da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte. Querem outra boa nova? A próxima edição está assegurada para o início de 2012!

A Maratona Cultural segue a receita das tradicionais viradas de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Manaus. José Mauro Gnaspini, diretor da virada paulista, está assessorando a maratona catarinense. A curadoria do balacobaco é da jornalista Ligia Gastaldi.

A Maratona em números:

23 pontos da cidade

Sete palcos nos principais bairros

Oito espaços culturais

Seis teatros e pontos de rua

50 shows de música (três nacionais)

42 peças de teatro

25 apresentações de dança

15 artistas plásticos em exposição

30 artistas circenses

Exibição de 30 filmes

Mais de 500 artistas envolvidos




20 anos sem Miles Davis

28 de setembro de 2011 0

O maior de todos os músicos do jazz faleceu há exatos 20 anos, aos 65. O sujeito que nos deixava em 28 de setembro de 1991, em Santa Bárbara, na Califórnia, já vinha enfrentando os efeitos da vida desregrada há tempo. Miles Davis foi-se com pneumonia, problemas respiratórios e teve a situação agravada por um infarto.

Birth of the Cool (1956)  foi o seu primeiro grande momento, quando criou uma nova maneira de fazer jazz. Se tivesse parado ali, já seria eternamente reverenciado. Só que depois ele inventou outras coisas, o fusion, o modal, o jazz-rock escancarado e até a mistura do jazz com o hip hop, em seu derradeiro trabalho, Doo-Bop (1992).

E os caras que tocaram com ele? John Coltrane é o maior, mas surgiram ainda Sonny Rollins, Brandford Marsalis, Herbie Hancock, John McLaughlin, Bill Evans, Wayne Shorter, Chick Corea, Joe Zawinul – enfim, uma constelação do que melhor apareceu na música instrumental do ocidente.

Hoje, o jazz sobrevive, mas é um gênero estagnado. Ninguém mais conseguiu criar algo novo, nem dialogar com outros estilos da mesma maneira. Há alguma coisa interessante na mistura com o hip hop e com o funk, mas nunca chegou-se a elaborar algo que realmente arrebentasse com os limites de um ou outro gênero, como fez Miles.

É como se a música não conseguisse progredir sem a presença de Davis.


Redson (R.I.P.)

28 de setembro de 2011 0

O rock nacional está de luto pela morte do músico e poeta marginal Edson “Redson” Pozzi, vocalista e fundador da lendária banda Cólera. Ele sofreu uma parada cardíaca na terça-feira, aos 49 anos. Redson foi um militante da causa punk nacional e um dos mais aguerridos incentivadores da cena do rock independente. Inteligente e de bom trato, foi um herói. Que descanse em paz!

O show não pode acabar... (uiiii)

26 de setembro de 2011 0

O Rock é o dono do picadeiro. No caso o palhaço? O Camilo Rocha explica (leia a íntegra aqui):

No Rock In Rio 2011 entende-se tudinho: João Gordo sendo chamado de “traidor do movimento”; a máscara de Hannibal Lecter do cara do Slipknot; os urros do Lemmy; o beijo que a Katy Perry deu num desconhecido; a peruca da “tia” Elton; a “atitude” do NX Zero; as tatuagens “iradas” do Dinho Ouro Preto; os solos de guitarra, baquetas voando, distorção, pauleira, pulos, palavrões, caretas, cabelos ao vento, dentes cerrados, roupas pretas, meninas de sutiã, bandeiras do Brasil, flertes satanistas, reboladas sexy, o vídeo anti-drogas, a cerveja oficial, “rock’n’roll”, espetáculo, showbiz, circo…”