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Antônio Conselheiro do Pop

02 de setembro de 2011 0

Neste sábado, revelarei a verdadeira identidade de Lama Tosh, o Primeiro Mentor!

“Ontem pela manhã, após acordar de uma noite de sonhos intranquilos (havia virado barata em um mundo pós-apocalítico ao lado do André Seben trajando um terno do Brian Ferry) topei com o dedo mindinho no canto da mesa. De repente as trevas me cegaram, mas logo reconheci a voz gutural e pigarrenta que me chamava ao fundo. Feliz gritei: “Mestre! O Senhor veio me revelara Luz da Serenidade!”
Ele me repreendeu: “É só ligar o interruptor, mané!” Guru-lisérgico, sacro-santo-seboso, Padroeiro do Dubwise, Antonio Conselheiro do Pop, onipotente e onipresente Lama Tosh revelou-se: “Reserve uma garrafa de gim e três frascos de éter para sábado. O gim eu bebo, o éter eu purifico as frieiras no lava-pés.”
Consciência elevada e alterada desta coluna desde o seu nascimento, o sábio sadu deixará a sua aposentadoria onde passou os últimos dois anos vivendo como um próspero cultivador de hidropônicos e cogumelos no Vale da Morte para abençoar a festa de cinco anos da Contracapa, sábado, na Célula. Mestre nas nobres e obscuras artes ardilosas da enganação, Lama Tosh chegou ao Brasil no Verão de 1987, a bordo do navio panamenho Solana Star. Foi desovado ao mar junto com umas centenas de latas suspeitas que fizeram a alegria da juventude naquela temporada. Consta em sua biografia não-autorizada e impublicável que ele “colocou para dançar na garrafa os demônios do deserto, emprenhou a pomba-gira, deu peyote para João escrever o Livro do Apocalipse (ninguém me avisou que aquele jovem era esquizofrênico!), provou que Nostradamus o plagiou (e mal) em suas Centúrias, fez Jimi Hendrix, Sid Barret e Keith Moon ficarem com vergonha nas sessões de ácido, revelou o pesadelo americano a Hunter Thompson. E ainda ditou o Livro Tibetano dos Mortes para Timothy Leary redigir o seu Manual de Experiências Psicodélicas. Até que jogou fora as chaves das portas da percepção e liberou a entrada.” Sua última aparição foi em 2009, por ocasião da festa de três anos da Contracapa. Ressentido por ter maculado o seu “mojo” com Toddynho em suas andanças pelo Planeta Atlântida, foi para Berthel (em Nova York), conhecido como o “lugar sagrado” e lá desencarnou em Woodstock. Venceu a morte, antes das baratas. Ah, ele manda avisar que a Amy vai muito bem e está editando um fanzine com o irmão Lama Pretinho Babylon.”

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