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O mundo acabou: Alguém viu?

05 de setembro de 2011 1

Em que disse que não há glamour no freakshow? Se o que vimos e vivemos, sábado, na Célula foi uma mostra de como você pode encerrar o mundo, então que dezembro de 2012 não tarde a chegar. Abriram a caixa de pandora na Festa da Contracapa! Aos que se fizeram presente, certamente foi um rito de passagem, um expurgo de uma velha existência. Vocês sabem que amanhã, naquela mesmo espaço, as bandas Holger e Copacabana Club levarão a sua micareta indie, mas nada que supere o frevo rock caveira de Os Skrotes, Os Ambervisions & Zuleika Zimbábue e Andrey e a Baba do Dragão de Komodo.
Os Skrotes ascenderam ao stage no momento certo em que a excitação se amplificava pelo ambiente da Célula. Merecido, pois foram demolidores. Para exemplificar a situação, recorro a lembrança de ver os músicos Luiz Meira, Guto Seara (Immigrant) e o jornalista Dorva Rezende prostrados em frente ao palco em flagrante admiração. Em verdade eu vos digo e sem qualquer constrangimento: “Filhos, eis a sua melhor banda!”. Virtuoses, caóticos, doutrinadores da fusão instrumental, o trio abriu os trabalhos atendendo a súplica da claque: eletrizante. E se deram ao luxo de abrir uma concessão para a presença de uma guitarra. Uma nobre presença, do guitarrista Alexandre Amexa (Os Ambervisions).
Mas havia chegado o momento de o caos se fazer de maneira cintilante: Ambervisions e Zuleika Zimbábue. Primeiro com a Diva Macaca em um comovente dueto com o vocalista Guilherme Zimmer cantando Emilinha Borba. A ternura que precedeu o cataclismo. Gurcius Gewdner entra com a malta levando o seu performático paragolé transgênero e tarado. Amor e fúria em rajadas disparadas no coração da plateia sem perdão. A certa altura tudo ficou como era esperado: deliciosamente perigoso, sujo, orgástico. Jamais imaginei que estaria vivo para ver aquilo: a destemida Zuleika extasiada e “chocada” naquele palco tomado por gente, farinha, confetes e insanidade. Me admira que a plataforma tenha permanecido de pé. Mas ainda cabia muita energia contida para ser desencadeada e eis que para isso contávamos com Andrey e a Baba do Dragão de Komodo. Outra martelada sádica, um show elevado e elétrico sensorialmente revigorante pelo belo espetáculo de projeção visual.
Tomem o título do novo álbum dos Ambers como uma síntese do que foi a noite: Momentos (H)Úmidos e Elegantes!

Abaixo, alguns registros do balacobaco. Caso vocês não lembrem…

Quem vai virar sapo? Foto Carlos Kilian, Divulgação


"O que eu faço agora com isso na boca?" Foto Cassiano Ferraz, Divulgação

"Oremos!" Foto Cassiano Ferraz, Divulgação

Parangolé Atômico Foto Cassiano Ferraz, Divulgação

Andrey e a Baba refilado. Foto Carlos Kilian, Divulgação

Andrey e a Baba. Foto Cassiano Ferraz, Divulgação


Skrotes em ação. Foto Cassiano Ferraz, Divulgação

Os Skrotes. Fortalece aí Amexa! Foto Carlos Kilian, Divulgação


Comentários (1)

  • Zimmer diz: 5 de setembro de 2011

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