Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de fevereiro 2012

Sapiens Parque foi sondado para receber Paul McCartney

29 de fevereiro de 2012 1

Paul na sua última vinda ao Sul, no show em Porto Alegre, em novembro de 2010. Foto de Adriana Franciosi

Pequenas labaredas começam a surgir sob a cortina de fumaça. Não seria tão inverossímel assim a história de Paul McCartney em Florianópolis. A informação de que a Capital catarinense estaria entre as cidades brasileiras (além de Recife e Brasília) sondadas para receber a tour do Beatle programada para este ano surgiu ano passado, lançada pelo site Glamourama. É fato e de acordo com o que apuramos com uma fonte que trabalhou na produção do show do artista em Porto Alegre em 2010, o Sapiens Parque, em Canasvieiras, foi o ponto sondado para receber o show. A se confirmar, ele virá ao Brasil promover o novo álbum Kisses On The Botton.
É o mesmo complexo que anualmente recebe o Planeta Atlântida, com capacidade para receber até 50 mil pessoas. O portal Beatles Brasil lançou nesta quarta novos indícios sobre o caso/causo: uma empresa de Curitiba (PR) recebeu um pedido de orçamento para a montagem do palco  para o show de Paul McCartney em Florianópolis. A empresa seria a mesma que montou a estrutura para o gig do Pearl Jam, ano passado na capital paranaense. O Beatles Brasil vai além, citando que consta na mesma consulta feita à empresa Orpec que o show em Floripa ocorrerá entre a segunda quinzena de abril e o início de maio, além das escalas em Recife e na Capital federal.
Só para atiçar ainda mais o vespeiro da curiosidade: lembram que naquele show no Beira-Rio, em Porto Alegre, uma manezinha subiu ao palco e recebeu um autófrafo do Macca? Quando ela disse que era de Florianópolis parte da plateia vaiou e o cantor questionou a indelicada manifestação: “O que há de errado com Florianópolis? Eu sou de Liverpool!”. Ao que parece, coincidentemente, a sugestão de incluir a Ilha nesta suposta nova turnê teria partido do próprio Beatle.

Toca uma pra mim?

28 de fevereiro de 2012 0

Wando se foi, mas não ficamos desamparados. Este site (Fuck Music) promete uma trilha ideal para a transa. É dar o play e suar a camisa. Tem para as preliminares (Strip), para o ato e para o “after shaggin”. Detalhe que a música sugerida para o “anticlimáx” é uma do Dave Matthews Band. Realmente, mais broxante impossível!

Senhor da razão ou um cruel gozador?

28 de fevereiro de 2012 0

Se a razão está com o tempo, como ensina o adágio popularizado por Marcel Proust e copiado por Fernando Collor de Mello, a festejada escritora norte- americana Jennifer Egan atribuiu crueldade e muito mais a ele. No emaranhado de histórias e personagens arquitetado pela autora em A Visita Cruel do Tempo, ele se revela implacável e irônico sobre a inexorável falência de mais uma geração frente ao sonho americano.

Livro aclamado em 2011, incluindo o prêmio Pulitzer, A Visita… sai no Brasil no momento em que é preparado para ir às telas dos cinemas. Essa teia de relacionamentos ambientada nas marchas e contramarchas entre o desbunde da indústria fonográfica dos anos 1980 e a ressaca moral e social dos tempos atuais é tecida a partir das histórias de aproximadamente 70 personagens. Eles se relacionam entre idas e vindas no tempo.

São recortes que se encaixam aleatoriamente, aflorando suas personalidades em diferentes níveis de relações que se constroem por estilos narrativos distintos, e nisso a autora se revela exímia. O jornalista do mundo das celebridades envolvido no rumoroso caso de tentativa de estupro de uma jovem estrela de cinema é citado ” perifericamente” nos capítulos iniciais para ressurgir adiante como um protagonista. Ao lado da irmã Stephanie, a relações públicas ( RP) de um astro de rock à beira da morte, ele resigna- se sobre o infortúnio de sua geração: ” Nossas mãos estão sujas.” O cenário é o vazio do marco zero dos atentados às Torres Gêmeas em Nova York, a ferida da América ainda escancarada.

Ninguém está imune ao insucesso, por mais que se maquie sob uma reluzente armadura profissional ou social. Stephanie, a RP, é uma mãe de família que vive a austeridade da vida suburbana, mas ao olhar para o passado vê- se diante de um abismo emocional. Ela é casada com Bennie, um dos personagens notórios deste sampling, que prosperou como um produtor musical quando revelou a banda post- punk Conduits, do astro moribundo, nos anos 1980.

Ao lado do futuro marido, Stephanie mergulhou numa jornada frenética de sexo, drogas e rock’n roll, vivendo intensamente entre o idealismo pós- hippie e o niilismo punk da época. O jovem Bennie, membro de uma banda, viu sua vida transformada ao conhecer Lou, o milionário figurão da música, viciado em cocaína e meninas, que o adotaria como discípulo. Bennie é apresentado ao leitor, no primeiro capítulo, por Sasha, a assistente detentora da sua admiração sem precedentes. Ela esconde- se na sua eficiência para não denunciar sua fraqueza maior: é uma cleptomaníaca.

Assim como o ” realizado” Bennie se consome na sua baixa autoestima e tenta aplacar as suas frustrações ostentando riqueza e frivolidades, como adicionar flocos de ouro no café _ típico escapismo do american dream.

Dos palcos de San Francisco aos subúrbios de Nova York, Nápoles e às savanas africanas, o livro vai integrando os personagens e situando o leitor, condicionando- os entre seus momentos de virtudes e decadência ( seja emocional, social e financeira). A habilidade narrativa de Egan nos poupa de qualquer climinha e deixa claro quem é o protagonista maior: o tempo. Ele é o fio que tece a história _ seja na ficção ou na realidade _, pontuando nossos clímax e cobrando a fatura, para o bem e para o mal.

Ninguém está imune, como o ” padrinho” Lou, consumido por seus excessos, e o decadente Bosco, o dionisíaco rockstar dos Conduits, desenganado devido a um câncer. Prestes a morrer, Bosco busca a luz da ribalta anunciando uma ” turnê suicida” e chama para documentar a despedida Jules Jones, aquele ( lembra?) jornalista moralmente desenganado e irmão de Stephanie. A moral dessa história está na fina ironia diluída por Jennifer Egan nos 13 capítulos: o tempo é um cruel gozador.



Quer carona?

28 de fevereiro de 2012 0

Foto Alexandre Gonçalves

No lugar de um adágio popular, apenas uma palavra que sintetiza a moral da principal banda catarinense em atividade: Dazaranha. Jornalista Alexandre Gonçalves publicou este registro no blog Coluna Extra. O caminhão de frete estava em um dos cruzamentos da  Beira-Mar Norte, na Capital. De fato uma situação inusitada, mas lembra Gonçalves que ali também poderiam estar diversas citações extraídas das músicas dos “heróis da Caixa D’Água”, como Vem Comigo (“vem comigo meu bem, não pergunte a ninguém, se você pode entrar…”) ou  Novos Ditados (“se Maomé não tem boca, Roma vai à montanha”). A assim a música ganha a estrada, ainda que por carona também.
Dazaranha está em estúdio, com o produtor e arranjador catarinense Carlos Trilha gravando seu novo álbum. Desarmados é o primeiro single desta frutífera parceria.

Quer tocar no TAC?

28 de fevereiro de 2012 0

O site da Fundação Catarinense de Cultura abriu inscrições para o projeto TAC 7:30, que reservará um dia da semana (terças-feiras, às 19h30min) para apresentações artísticas no Teatro Álvaro de Carvalho. Grupos cênicos, de dança, e músicos contarão com o suporte técnico da FCC, além da divulgação e de 90% da bilheteria.

Solar da Fossa: a "república" da contracultura nacional

28 de fevereiro de 2012 0

A Fundação Cultural Badesc na Capital receberá os ilustres Toninho Vaz e Guarabira no dia 21 de março. Vaz virá para lançar o livro Solar da Fossa _ Um Território de Liberdade, Impertinências, Ideias e Ousadias e o músico mineiro e parceiro de Sá o acompanhará com um pocket show. Conhecida pensão carioca na década de 1960, o Solar foi o abrigo para a vanguarda artística até ser demolido em 1971. Lá moraram, além do próprio autor, Paulinho da Viola, Tim Maia, Paulo Coelho, Zé Kéti, Sá e Guarabira, Naná Vasconcelos, Ruy Castro, além de atores, cineastas, dramaturgos e intelectuais e doidos de carteirinha. Estava para a contracultura o que foi o Beco das Garrafas (também no Rio) para a bossa nova. Algo como um Chelsea Hotel (em Nova York), só quem sem tragédias. Naquela república, Caetano Veloso compôs Alegria, Alegria. Lá muitos encontraram o rumo das carreiras e outros se perderam de vez por aí.

Em seu Memorial, nem o finado Cruz e Sousa consegue descansar

28 de fevereiro de 2012 0

 

Seriam o blackouts obra do finado poeta que exige o merecido descanso? foto Julio Cavalheiro


Antes fosse apenas um abacaxi aqui ou um pepino acolá. A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) está diante de uma farta horta de problemas para solucionar, desde a questão dos museus às reformas do CIC e outros equipamentos culturais espalhados pelo Estado. Nem o poeta Cruz e Sousa consegue descansar em paz.

 O Mausoléu que recebeu seus restos mortais foi erguido sobre a subestação de energia do palácio que leva o seu nome, no Centro da Capital. Tão “bem edificado” que são rotineiros os blackouts por conta das infiltrações. O último ocorreu durante a apresentação do Natal das Luzes. A Celesc fez o reparo, sob a condição de que a tensão da subestação fosse alterada de alta para baixa.
Até o final de março, a FCC lançará um edital para uma reforma geral no Palácio Cruz e Sousa, que incluirá o Mausoléu do saudoso simbolista. E que tenha o merecido descanso o poeta e o bolso do contribuinte _ mas não o ex-secretário Gilmar Knaesel e a sua trupe de “macedônios” que deixaram estes indesejáveis esqueletos no armário.

Lembram-se de Nina Hagen?

27 de fevereiro de 2012 1

Os velhinhos que nos prestigiam com certeza lembram da “sensação” que foi a passagem de Nina Hagen pelo primeiro Rock in Rio, em 1985. Parecia que o país recebia a criatura mais exótica do planeta. A alemoa foi uma das atrações que sem dúvida eletrizou o público – também, com a voz que ela carrega na garganta, de quebrar copo, não tinha como não ficar alucinado com as estripolias da moça.

Intrigante mesmo é ver uma revista de música francesa dar uma capa para Nina Hagen na edição de MARÇO de 2012. Ela fala de “aliens, gurus, cocaína e Angela Merkel”. Sentiram o drama?


The War on Wisdom

27 de fevereiro de 2012 0

Nova paulada do Melvins!

Justiça ao Irã

27 de fevereiro de 2012 0

A grande justiça do Oscar deste ano foi para a filme iraniano A Separação, de Asghar Farhadi. A produção é linda, comovente e esteve em cartaz aqui em Florianópolis. Mais uma das tantas mostras da persistência do cinema iraniano em produzir belos filmes mesmo sob as adversidades impostas pelo regime dos aiatolás e a guerra de nervos travada pelas potências ocidentais. A estatueta de Melhor Filme Estrangeiro não poderia ter seguido para mãos melhores que as deste sensível diretor, que em seu discurso enalteceu a gloriosa cultura do seu povo, dedicando a ele o prêmio “e às pessoas que respeitam todas as culturas e civilizações e desprezam hostilidade e ressentimento”.