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"Homem com a Câmera de Filmar" em exibição na Casa das Máquinas

22 de março de 2012 0

Você pode assistir Homem com a Câmera de Filmar no YouTube, logo abaixo, mas o ideal é ver na grande tela, em maior escala. Monumental experimento de Dziga Vertov, é um dos filmes esteticamente mais influentes não só para os documentários que se seguiram o próprio cinema. Bem à frente do seu tempo, estará em exibição hoje na parede externa da Casa das Máquinha da Lagoa, dentro da Mostra de Documentários do Núcleo de Antropologia Visual (Navi) da UFSC. Será seguido por outro trabalho monumental, Rien que les Heires, de Alberto Cavalcanti.

As sessões da mostra são quinzenais, sempre na quinta-feira, às 20h. Leia mais sobre os filmes a seguir:

* Homem com a Câmera de filmar, dir: Dziga Vertov, 1929, 67’

Homem com a Câmera de filmar é o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica. Dziga Vertov criou o Kino-Pravda (Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual. Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por Dziga Vertov.

* Rien que les Heures, dir: Alberto Cavalcanti, 1926, 60’

Alberto Cavalcanti, cineasta brasileiro – pouco conhecido por aqui – antecipa as sinfonias urbanas de Vertov e Ruttmann, quando realiza, em 1926, Rien que les Heures.

Como escreve Elizabeth Sussex, “Rien que les Heures, o primeiro filme que ousou mostrar a vida comum do dia a dia de uma cidade, merece um olhar com o olho do presente. Isso nos ajuda a desvendar a carreira de Cavalcanti como um todo: o approach dramático, a consciência social contrastando as vidas de ricos e pobres. Sua reputação sofreu uma negligência inicial porque seu impacto foi roubado pelo Berlin, de Ruttmann, realizado depois mas exibido antes na Inglaterra e na América”.


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