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Nosso organismo depende da Célula

22 de junho de 2012 2

Roberto Panarotto, sapiência dos alpes suínos, traz as suas impressões sobre o Floripa Noise, e isso inclui a apoteótica noite de abertura, a qual ele e a Repolho fizeram chover até bergamota no palco da Célula. Realmente foi lindo e mais lindo ainda é refletir sobre tudo (da dimensão deste festival e da importância da Célula como um espaço legítimo para a construção de uma agenda cultural para a cidade) através da lucidez da colonagem cibernética. O que o Roberto nos coloca a respeito da Célula é a impressão corrente entre artistas e o público de outras regiões, da admiração do espaço e da sua notória busca pela qualificação. Diante das querelas locais, nós da Ilha, não nos permitimos tirar essa névoa que nos possibilita fazer uma leitura necessária, consciente e imparcial sobre a relevância deste espaço para a sobrevivência da nossa produção cultural.

A Célula é um patrimônio, uma trincheira indispensável, que se qualifica, se moderniza, agrega outras frentes de atuação. Mas é feita por pessoas, que acertam, erram, apaixonam-se, brigam mas que estão firmes em seu propósito. Mestre como ele, Roberto Panarotto me traz velha lição do jornalismo: do necessário distanciamento para prover um exame de consciência necessário sobre o universo que me cerca de imediato. A Célula é tão fundamental quanto foi um dia o Underground, o já saudoso Taliesyn, o Blues Velvet, o novo Isla, o 1007, e outros que surgirão. Enfim, cada núcleo que, a sua maneira e com o seu público, ajuda a construir esse sensível tecido que mantém o organismo da combalida vida cultural alternativa da cidade ativo! É preciso refletir agora sob a luz da imparcialidade para que isso não se torne, em um futuro breve (bate na madeira), mais um lamento saudosista sobre mais uma gleba perdida da parte que nos cabia neste latifúndio.

A íntegra está no Agito com Balalau.

Quatro bandas. O primeiro dia da quarta edição do Floripa Noise. Um evento que vem consolidando Florianópolis no calendário dos grandes eventos/festivais de musica alternativa. E tem de tudo um pouco, artistas de   diferentes estilos e  partes do Brasil e da América Latina, com shows diários em diversos locais da cidade.

Célula

Antes de falar dos shows, é importante falar sobre o Célula. Bar que resiste bravamente, e com o passar dos anos vem se mostrando uma grande alternativa de espaço cultural em Florianópolis. A ultima vez que eu tinha ido ali foi num show da Mallu Magalhães (quando eu tinha uns 15 anos), e diga-se de passagem fui assaltado na saída… mas enfim… se antes o Célula era conhecido como o bar do Gastão da MTV, hoje o Célula virou um complexo cultural alternativo. É muito legal, ver que o espaço evoluiu e hoje, além da possibilidade de shows para 450 pessoas, ampliando para o dobro utilizando  a parte de trás, esta organizado para receber pequenas apresentações de teatro, dança, filmes… e também conta hoje com duas salas de ensaio muito bem equipadas para atender as bandas e artistas em geral. Muito legal a iniciativa de um grupo de pessoas (Xuxu, Alexei, Marcinho, Bruno, Elke e Andrei) que assumiu o local e de forma profissional tem feito a coisa acontecer.

Comentários (2)

  • Josi diz: 22 de junho de 2012

    Só não entendo como um evento que recebeu prêmio da FUNARTE- ou seja- já foi pago cobra entrada de 30 reais
    E aí vem dizer que é ‘alternativo’??
    Pode ter chovido bergamota mas o som estava um ABACAXI: péssimo e vergonhoso. Me senti roubada em 30 reais, que não paguei nem pra ouvir nomes main stream em casas com um puta equipamento de som na ilha.

  • Eduardo diz: 23 de junho de 2012

    Respondendo às questões. O festival não é “alternativo”. A casa, idem. Este é um pensamento que não faz o menor sentido.
    O festival teve patrocínio da Funarte e isso possibilitou que o ingresso de alguns shows fossem subsidiados e outros tantos, gratuitos. Todos os artistas e equipe técnica receberam pra trabalhar, algo infelizmente raro em festivais de música. Na referida noite, nem todos os artistas fizeram o check sound (por opção própria). Daí o problema em um dos shows.
    Enfim, não sei onde se paga “30 reais” pra ouvir “bandas de main stream” em casa com “puta equipamento na ilha”. Nada disso existe. Contar mentira não vale.

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