Carlinhos Brown assina a música tema do longa-metragem Tainá _ A Origem, uma das produções nacionais com pré-estreia confirmada na Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que abre na sexta-feira. Tainá Coty Jurupari é cantada em tupi pelo compositor baiano, que concorreu ao Oscar este ano com a canção Real in Rio, composta em parceria com Sergio Mendes.
Tainá _ A Origem será exibido, sábado (30/06), às 16h, no Teatro Pedro Ivo. Programe-se por aqui.
Depois de uma semana movimentando intensamente a agenda artística e musical da Capital o festival Floripa Noise encerra de maneira retumbante a edição desta no, substancialmente a maior da sua história.
Assim ó: o fechamento do Taliesyn "começa" hoje (sexta), com a Matinê do Rock, mas vai até domingo, com a derradeira esbórnia do Karaokê do Rock. Zuleika Zimbábue passará a chave e vai tirar o capacho da entrada. Neste sábado, também haverá barulho. Poupem as baterias e o fígado, não regulem nada, porque depois de segunda só restará a saudade!
Roberto Panarotto, sapiência dos alpes suínos, traz as suas impressões sobre o Floripa Noise, e isso inclui a apoteótica noite de abertura, a qual ele e a Repolho fizeram chover até bergamota no palco da Célula. Realmente foi lindo e mais lindo ainda é refletir sobre tudo (da dimensão deste festival e da importância da Célula como um espaço legítimo para a construção de uma agenda cultural para a cidade) através da lucidez da colonagem cibernética. O que o Roberto nos coloca a respeito da Célula é a impressão corrente entre artistas e o público de outras regiões, da admiração do espaço e da sua notória busca pela qualificação. Diante das querelas locais, nós da Ilha, não nos permitimos tirar essa névoa que nos possibilita fazer uma leitura necessária, consciente e imparcial sobre a relevância deste espaço para a sobrevivência da nossa produção cultural.
A Célula é um patrimônio, uma trincheira indispensável, que se qualifica, se moderniza, agrega outras frentes de atuação. Mas é feita por pessoas, que acertam, erram, apaixonam-se, brigam mas que estão firmes em seu propósito. Mestre como ele, Roberto Panarotto me traz velha lição do jornalismo: do necessário distanciamento para prover um exame de consciência necessário sobre o universo que me cerca de imediato. A Célula é tão fundamental quanto foi um dia o Underground, o já saudoso Taliesyn, o Blues Velvet, o novo Isla, o 1007, e outros que surgirão. Enfim, cada núcleo que, a sua maneira e com o seu público, ajuda a construir esse sensível tecido que mantém o organismo da combalida vida cultural alternativa da cidade ativo! É preciso refletir agora sob a luz da imparcialidade para que isso não se torne, em um futuro breve (bate na madeira), mais um lamento saudosista sobre mais uma gleba perdida da parte que nos cabia neste latifúndio.
A íntegra está no Agito com Balalau.
Quatro bandas. O primeiro dia da quarta edição do Floripa Noise. Um evento que vem consolidando Florianópolis no calendário dos grandes eventos/festivais de musica alternativa. E tem de tudo um pouco, artistas de diferentes estilos e partes do Brasil e da América Latina, com shows diários em diversos locais da cidade.
Célula
Antes de falar dos shows, é importante falar sobre o Célula. Bar que resiste bravamente, e com o passar dos anos vem se mostrando uma grande alternativa de espaço cultural em Florianópolis. A ultima vez que eu tinha ido ali foi num show da Mallu Magalhães (quando eu tinha uns 15 anos), e diga-se de passagem fui assaltado na saída… mas enfim… se antes o Célula era conhecido como o bar do Gastão da MTV, hoje o Célula virou um complexo cultural alternativo. É muito legal, ver que o espaço evoluiu e hoje, além da possibilidade de shows para 450 pessoas, ampliando para o dobro utilizando a parte de trás, esta organizado para receber pequenas apresentações de teatro, dança, filmes… e também conta hoje com duas salas de ensaio muito bem equipadas para atender as bandas e artistas em geral. Muito legal a iniciativa de um grupo de pessoas (Xuxu, Alexei, Marcinho, Bruno, Elke e Andrei) que assumiu o local e de forma profissional tem feito a coisa acontecer.