Jack White emerge como a consciência criativa máxima do rock hoje na edição da revista britânica Uncut. Algo como a personalidade do ano da Forbes. A idolatrada publicação musical esperou pelo advento de Bunderless, o primeiro disco solo do gênio de carteirinha de Nashville, para render-se ao seu inesgotável e surpreendente talento dedicando-lhe nove páginas, onde esmiúça o processo criativo de composição do disco e a psique deste mutante do rock. Bunderless surge na esteira de outros 10 álbuns lançados por White, contando os seis com o White Stripes, os dois com The Raconteurs e dois com The Dead Weather _ onde toca bateria. E confirma a sua condição de midas do rock atual, com o poder de tornar tudo o que toca em peça de contemplação, adoração e cobiça, tomando como matéria-prima o blues que sempre lhe é caro.
O próprio White se encarregou de elaborar a tradicional coletânea da Uncut que vem encartada na revista, com 15 canções originais de clássicos gravados por ele em seus projetos, a maioria para o White Stripes. Tem Little Willie John, Blind Willie McTell, Josh White, Marlene Dietrich, Robert Johnson, Patti Page, Soledad Brothers, Howlin' Wolf e mais uma penca. Não espalhem, mas vocês acharão fácil no New Album Releases.







